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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Romance Contemporâneo | "Traição", de Aleatha Roming | QUINTA ESSÊNCIA



Crítica por Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista


Traição, da autora Norte-Americana Aleatha Romig, chega a Portugal com chancela Quinta Essência sendo o romance que dá início à série "Infidelidades".

Estamos perante ficção romântica com um acentuado cariz de erotismo, e alguma linguagem bastante crua, mas a autora vai bem mais além desta breve caracterização de um romance contemporâneo cujo público alvo é, assumidamente, o feminino.

A protagonista feminina é Alexandria Charles Montague Collins, uma jovem que nasceu no seio da alta sociedade do Sul dos Estados Unidos, é a futura herdeira de uma avultada fortuna familiar e vive um conflito consigo mesma, ao sentir-se presa num meio social onde as aparências contam mais do que as essências, onde muitos segredos obscuros se escondem por entre os corredores e atrás das portas das luxuosas divisões das tradicionais mansões familiares, e onde  o tempo parece ter parado em séculos anteriores, no que diz respeito às práticas sociais, à mentalidade e, o que mais a assusta, no que tange ao papel social com uma visão deveras retrógrada que se espera de uma menina que dará continuidade a uma dinastia familiar do Sul dos Estados Unidos com ideais e códigos de conduta verdadeiramente próprios da aristocracia, mas não no em aspectos positivos.

Tendo acabado a primeira fase da sua graduação em Direito com louvor e distinção, Alexandria sonha vir a tornar-se Advogada, tendo, por mérito próprio, alcançado a oportunidade de prosseguir a sua formação académica superior em Direito na prestigiada Universidade de Stanford.

A narrativa alterna dois momentos essenciais na construção do enredo em termos temporais, ficamos a conhecer as vivências da personagem central feminina na sua mansão familiar, onde sente o peso de um mundo social antiquado com o qual não se identifica e que lhe é mesmo penoso e, alternadamente, recuamos até um passado recente, onde Alexandria passou uma semana de férias com a sua melhor amiga Chelsea.

É interessante notar que, em férias num resort de luxo, num local paradisíaco, Alexandria liberta-se da austeridade e do peso da sua herança familiar, que notamos ser também muito pesada e disfuncional perante a frieza de um padrasto - Alton - que se apresenta como um verdadeiro e inflexível vilão autocrático e paternalista, e a fragilidade e incapacidade de defender a filha que encontramos em Adelaide Montague, uma típica senhora da aristocracia Sulista que se refugia no álcool para se evadir do perverso mundo de aparências, intrigas, segredos e imposições em que se resignou a viver, e que tentará impor à filha da pior forma.

No resort, assumindo uma postura livre, moderna, e, para sua própria surpresa, deveras ousada, Alexandria irá cruzar-se com um elegante, sedutor e atraente desconhecido - Lennox, que se apresentará sob o nome de Nox - e ambos irão envolver-se num sensual jogo de sedução e conquista, vivendo um tórrido e intenso romance que se destina a ter uma duração muito curta - apenas uma semana, ou seja, o período de tempo em que ambos ficam alojados no mesmo hotel.

Um dos detalhes mais interessantes é o facto de Alexandria encontrar um alter ego para si mesma, durante as suas curtas férias, utilizando o nome de Charli, e será sob esta nova identidade, que muito simboliza a sua revolta contra as imposições e a teia de ilusão e aparência que caracteriza o meio onde foi criada, e que muito irá ainda surpreendê-la pela negativa.

A leitura deste romance constituiu uma agradável surpresa, pela densidade psicológica evidente das personagens, nem sempre presente neste género literário considerado mais comercial, pela excelente caracterização social do mundo das aparências da alta sociedade do Sul dos Estados Unidos, pela intensidade da intriga, e pelos surpreendentes twists com que a autora nos brinda no final deste primeiro romance, sendo ainda de destacar a existência de um inteligente cliffhanger que deixará as leitoras ansiosas por retomar o curso da trama nos livros que se seguirão. 

Uma leitura rápida, mas intensa, carregada de intriga, erotismo e muitos segredos revelados e a revelar. Nasceu uma nova estrela no panorama da ficção feminina contemporânea ao dispor das leitoras Portuguesas, e o seu nome é Aleatha Roming!

"Não importava que estivéssemos no século vinte e um - Não para os aristocratas. Este era e seria sempre o mundo onde as aparências eram essenciais. Os Segredos que ensombravam os corredores e as ombreiras das portas ficaram silenciados para sempre."

Ficha Técnica do Livro:

Título: Traição

Autora: Aleatha Roming

Série: Infidelidades #1

Edição: Janeiro de 2018


Páginas: 280

Género: romance feminino contemporâneo

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas


Crítica publicada  inicialmente no jornal Nova Gazeta


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Crítica Contemporânea | " Contigo para a Eternidade", de Jude Deveraux | Quinta Essência



Crítica por Maria João Covas | Guest Blogger Os Livros Nossos:



Contigo para a eternidade é o terceiro livro da Série "Noivas de Nantucket" de Jude Deveraux. Depois de termos lido a história de Alix e de Toby, eis que nos surge Hallie, uma jovem fisioterapeuta, que no momento em que se sente enganada pela ‘irmã’ resolve abandonar tudo e ir tomar posse de uma casa que lhe tinha sido deixada por um familiar desconhecido. A casa, na ilha de Nantucket, vem com um ocupante. Nela se encontra o belo James Taggert, a necessitar dos serviços de Hallie, após ter tido um acidente de esqui. 

Esta é a premissa de onde parte o livro. Obviamente que a história se complica quando percebemos que a casa é assombrada. Dois fantasmas, mulheres, divertidíssimas, e muito casamenteiras, acabam por condicionar a vida de quem lá vive, e de quem lá passa, e a nós, leitores, fazem-nos rir, sorrir e aplaudir as suas atitudes. 

O enredo é de leitura fácil, sem ser simplista, pois os problemas de James vão muito além da perna magoada, são problemas do foro psicológico e por motivos muito mais sérios do que o esqui. O livro trata do problema que vivem as pessoas com stress pós-traumático provocado pela guerra. E embora seja um romance de ficção romântica num registo leve, Jude Deveraux mostra bem como este trauma condiciona a vida das pessoas e a sua relação com os outros e dos outros para com eles. James é, pois, uma personagem forte, por vezes agressiva, mas muito consciente da sua situação, tentado sempre lidar com ela da melhor maneira.

Por sua vez, Hallie, também ela uma mulher forte e determinada, não se deixa assustar pela agressividade de James e acaba mesmo por ter uma influência positiva na sua evolução, não só física, mas também psicológica. Hallie ajuda-o a perceber que a vida é para ser vivida e que ninguém é uma ilha. No entanto, também ela tem um passado a ultrapassar e um presente a esclarecer.

Quanto às outras personagens, ditas secundárias, são na verdade fundamentais para a compreensão do universo que rodeia aquela casa. A família de James, que surge por ocasião de um casamento, e a ‘irmã’ de Hallie, Shelly, bem como o seu amigo de infância Braden, criam um ambiente bastante colorido, plausível e completam o universo das personagens principais.

Outro aspeto interessante do livro é que nos mostra que tudo tem dois pontos de vista. Ou seja, depois de termos formado uma opinião, não muito boa, confesso, sobre uma personagem, vendo a história pelos olhos de outras personagens, percebemos no final que ela própria tem uma visão de si que em nada se enquadra com a que nos foi dada, mas que é legitima. Assim, de repente, tudo o que nos parecia ilógico, a nível do comportamento, passa a fazer sentido e a ser compreendido.

O fim do livro é previsível em relação às personagens principais, embora o mesmo não se possa dizer em relação às secundárias.  A autora desvia o rumo da história e elas acabam por ter um final surpreendente, mas bastante plausível.

Um romance encantador, com uma leitura muito agradável. Uma óptima leitura de verão.


Ficha Técnica do Livro:



Autora: Jude Deveraux

Série: Noivas de Nantucket #3


Edição: Junho de 2017

Nº de Páginas: 408

Género: Romance Contemporâneo Feminino | Ficção Romântica




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Renda & Saltos Altos | "Prazeres Infames", de Elizabeth Hoyt | Quinta Essência




Crítica por Isabel de Almeida |  Jornalista , Crítica Literária e Blogger:


Prazeres Infames , de Elizabeth Hoyt, é o segundo volume da Série Maiden Lane e afirma-se enquanto romance de época tendo como cenário a Inglaterra do Século XVIII, em 1737, em pleno Reinado de Jorge II e aludindo a questões sociais e históricas bastante relevantes desta época, sem deixar de ser um romance com forte componente romântica e sensual, como é usual neste género literário que não pretende ser puramente histórico.

Os protagonistas desta narrativa são Lady Hero Batten, irmã do actual Duque de Wakefield e noiva do Marquês de Mandeville e o muito pouco convencional irmão do Marquês - Lorde Griffin Reading, leviano, proprietário de uma destilaria de Gin (algo proibido na época, na medida em que o Gin era visto como um dos grandes responsáveis pelo declínio físico das camadas inferiores da sociedade, sendo até apontado como a causa de destruição de muitas vidas e famílias, devido à dependência alcoólica que potenciava) é olhado de lado entre a Aristocracia da qual faz parte o irmão, mantém com este uma relação bastante disfuncional pautada pela mágoa e graves mal entendidos. 

O Marquês de Mandeville tem tudo para ser considerado um bom partido para uma dama de elevada condição social como Lady Hero, e esta, não estando apaixonada, encara com naturalidade a perspectiva de casamento com um hábil político com créditos firmados na Câmara dos Nobres, e muito habituado às rígidas convenções sociais impostas à Aristocracia Inglesa, tal como a noiva.

Se há ideia que Lady Hero sempre interiorizou é a de que tem de ser a muito respeitada e respeitável filha de um Duque, com todas as implicações que dai advenham para si, tais como  abdicar de um verdadeiro amor para cumprir o que de si se espera, cumprir regras, não dar nas vistas, não de deixar levar por emoções e impulsos que sejam menos próprios para uma Senhora. "A filha de um Duque cedo aprende na vida a etiqueta para quase tudo" [p. 9]. A autora dá-nos a noção perfeita do rígido código de conduta que se impunha à alta sociedade da época, e Lady Hero vai relembrando sempre os seus deveres: "Uma senhora do seu estatuto jamais mostrava impaciência." [p. 24] mas rapidamente entra em conflito interno consigo mesma, ao sentir uma inevitável atracção física pelo cunhado, recriminando-se e culpando-se por ter sentimentos, impulsos, e por querer viver a sua própria vida, no fundo, Hero luta contra a sua ideia de ser a dama perfeita, que não erra nem pode dar-se ao luxo de o fazer: " Onde quer que estivesse, Hero nunca se esquecia de como devia comportar-se." [p. 28].

Por sua vez, Lorde Reading é espontâneo, autêntico, e há muito que não se preocupa minimamente com os pruridos da alta sociedade que frequenta, antes mostrando divertir-se com o facto de conseguir chocar o próprio irmão (aparentemente tão seguro e tão cheio de si mesmo) e os salões que frequenta algumas vezes.

A obra, dando continuidade à linha seguida no início da série, dá destaque também à evidente cisão entre dois mundos sociais dispares, totalmente opostos. Por um lado temos o mundo dos ricos salões da Aristocracia, e do debate e intriga políticos que se defrontam no Parlamento, por outro, somos levados a percorrer as ruas perigosas do East End e da Saint Giles, os bairros malditos da Cidade de Londres, onde o Gin, a prostituição e a miséria tantas vezes eram reis e senhores, e onde se move por entre as sombras um misterioso justiceiro conhecido por Fantasma de Saint Giles ( e nesta personagem fictícia surge a aura de mistério e suspense que confere um colorido também ele especial a esta trama bem construída por Hoyt).

A protecção a crianças órfãs que são acolhidas num Lar acaba por ser o elo de ligação entre os dois mundos tão diferentes, e algumas damas da alta sociedade dão o seu contributo para tornar melhor a vida destes órfãos, numa tomada de consciência de que as coisas podem melhorar se houver um esforço nesse sentido por parte de quem mais tenha acesso a recursos financeiros.

Obviamente não fica esquecida a acentuada sensualidade que a autora conferiu à história e à dinâmica entre os protagonistas, mas trata-se de uma das séries onde a contextualização histórica e social e a mentalidade da época abordada surgem melhor retratadas, pelo que o livro tem tudo para agradar a dois géneros de leitores: os que gostam de história e os que gostam de romance e sensualidade com os dilemas tão próprios de outras eras e de outras mentalidades.

Dever, paixão, emoção, entrega, mistério, sensualidade, personagens fortes, bem construídas e que nos apaixonam fazem deste livro uma excelente escolha para os adeptos de romances de época, sem hesitações, deixe-se perder entre estas páginas!


Ficha Técnica


Autora: Elizabeth Hoyt

Série: Maiden Lane - Volume 2

Editora: Quinta Essência | Grupo LeYa

Edição: Abril de 2017

Nº de Páginas: 360

Classificação: 4|5 estrelas

Género: Romance de Época | Sensual



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Young Adult | "Anna e o beijo Francês", de Stephanie Perkins | Quinta Essência



Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger


   Anna e o Beijo Francês é, sem margem para dúvida, um divertido e refrescante romance destinado ao público mais jovem, que inserimos sem receio no género Young Adult, mas que promete também bons momento de entretenimento aos apreciadores de histórias românticas.

   Como protagonista desta narrativa temos Anna Oliphant, uma jovem Norte-Americana, filha de pais separados, é enviada para Paris, onde irá estudar num exclusivo colégio destinado a filhos das classes endinheiradas dos Estados Unidos, pelo seu pretensioso pai, um escritor de sucesso, admirado pelas massas e que é um produto da máquina de marketing editorial que o dominou, nas palavras de Anna:"Foi por altura do divórcio que todos os vestígios de decência despareceram e o seu sonho de ser o próximo grande escritor do Sul foi trocado pelo de ser o próximo escritor publicado. Então começou a escrever aqueles romances passados em pequenas povoações da Georgia sobre pessoas com Bons Valores Americanos que se Apaixonam e a seguir Contraem Doenças Fatais e Morrem."

   Triste por deixar para trás a mãe e o pequeno irmão Sean, a melhor amiga Bridgette, e Toph, o candidato a namorado, a jovem começa por enfrentar um duro choque cultural, ao viver em Paris, sem dominar a língua Francesa, nem os costumes e tradições daquele pais Europeu, tão distante do seu em todos os sentidos.

  Mas é em Paris, no novo e selectivo colégio, que rapidamente faz um novo grupo de amigos: Meredith, Josh e Rashmi [um casal de namorados a atravessar alguma turbulência na relação] e Étienne St. Clair, por quem Anna começa a sentir algo mais do que amizade, desenvolvendo ambos uma relação muito cúmplice, apesar de este estar comprometido com Ellie, aluna de artes, que já terminou os estudos no colégio, estando na Universidade, e que deixou de manter contacto com os restantes amigos do grupo, quando havia sido a melhor amiga de Rashmi, até ao momento em que ambas frequentavam o ensino secundário.

   Inicialmente, Anna vai recebendo emails e chamadas telefónicas dos amigos que deixou nos Estados Unidos, mas alguma distância também afectiva irá alterar os dados destas amizades.

   Anna vai descobrindo uma nova cultura, novas amizades, e dá largas à sua grande Paixão - o cinema - tornando-se frequentadora habitual dos intimistas e pequenos cinemas locais, tendo muitas vezes por companhia Étienne, um jovem extremamente culto [adepto de história e de leitura]. Um detalhe bastante interessante em relação à nossa protagonista, é o facto de esta pretender ser crítica de cinema conceituada, tendo já uma considerável cultura cinematográfica, atenta a sua idade.

   A narrativa vai decorrendo com várias peripécias e twists até ao final, com o delicioso complemento da descoberta da cidade por Anna, que acabará por se tornar, de algum modo, uma Parisiense por paixão,  e a autora é perita em descrever ao detalhe a evolução emocional das personagens, a rebeldia própria da sua faixa etária no cenário mágico de Paris, permitindo ao leitor apaixonar-se também por estes espaços tão especiais, carregados de história e imensamente românticos.

  Étienne St. Clair é também uma personagem bastante densa e bem construída, nele encontramos um jovem inserido numa família disfuncional, com um pai egocêntrico e dominador, que controla todos os detalhes da vida do filho e da própria ex-mulher, o que leva a que Étienne e a mãe nem sequer consigam ver-se o quanto desejariam, mesmo em situações de crise em que seria especialmente desejável tal contacto. Vive uma relação de puro comodismo com Ellie, mas receia quebrar esta estabilidade aparente!

   Num turbilhão de dúvidas, emoções à flor da pele, e num momento em que se desenham no horizonte as linhas do seu futuro, saberá Anna tomar as decisões mais adequadas em direcção à sua felicidade? E Étienne, estará disposto a arriscar e a enfrentar o pai e a eterna namorada Ellie, em busca de uma vivência mais desinibida?

   Rebeldia, sentido crítico, romance, mágoas, esperanças, sonhos e ternura, são as palavras que descrevem o quotidiano das várias personagens desta história bem contada e que se lê rapidamente. Uma boa aposta para o público mais jovem, e que bem pode ajudar a desenvolver hábitos de leitura, pela fluidez da escrita e pelo ritmo sempre equilibrado da mesma.

Adorei e recomendo!

Ficha Técnica:


Autora: Stephanie Perkins

Editora: Quinta Essência |  Grupo LeYa

Ano de Edição: 2015

Nº de Páginas: 288

Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas

Género: Romance Contemporâneo | Young Adult





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Renda & Saltos Altos] " Retrato do meu Coração", de Patricia Cabot [Quinta Essência]


Ficha Técnica do Livro:


Título: Retrato do meu Coração


Autora: Patrícia Cabot


Edição: Agosto de 2016


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 400


Classificação Atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Género: Romance Histórico Sensual/Época Vitoriana


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Retrato do meu Coração, de Patricia Cabot é um delicioso romance feminino com cenário na Época Vitoriana, cuja acção decorre entre 1871 e 1876, no Yorkshire e em Londres, e que chega ao público Português com chancela Quinta Essência O livro integra uma duologia, tendo o primeiro livro da série sido publicado sob o título Rosa Selvagem, pela Chancela Livros D´Hoje do Grupo Leya. Todavia, este segundo romance pode ser lido individualmente, na medida em que a continuidade das obras é meramente geracional, se assim quisermos apelidar a circunstância de o protagonista masculino deste romance ser sobrinho do Casal que protagoniza o primeiro título.

O romance encontra-se dividido em duas partes, as quais se mostram separadas por um hiato temporal de cinco anos, na acção. Na primeira parte ficamos a conhecer os dois protagonistas, que foram amigos de infância, mas que se reencontram após alguns anos descobrindo que se encontram já num diverso patamar em termos de maturidade psicológica e sexual, pois é inegável que, além da cumplicidade das brincadeiras de criança que partilharam, há entre ambos uma evidente atracção física e sexual.

Jeremy, 17º Duque de Rawlings, é um homem atraente, sedutor, mas um perfeito e incorrigível libertino, sem propensão para estudar e para assumir na sua plenitude as funções inerentes ao ducado que herdou do pai, e cujo exercício na Câmara dos Lordes se encontra delegado no seu tio Lorde Edwards. Sucessivamente expulso dos melhores colégios privados cuja frequência seria desejável pela sua fortuna e elevada posição social, recebe do tio um sério ultimato, no sentido de encontrar um rumo certo e responsável na vida, deixando de seduzir jovens mulheres sem assumir compromisso.

Alertado pelo tio para a necessidade de assumir uma vida responsável e adulta, Jeremy pede em casamento Margaret Herbert, filha do seu administrador, sua amiga de infância, mas receosa de não estar à altura de ser uma Duquesa, e no momento em que surge a hipótese de abraçar a sonhada carreira de pintora (projecto em que conta apenas com a aprovação da mãe Lady Herbert), Maggie recusa o pedido e, desiludido mas determinado, Jeremy parte para uma carreira militar na Ìndia, ao serviço de sua Majestade, uma tarefa que, por norma, então era destinada aos filhos de nobres que não tivessem título a receber para si mesmos.

Apesar de terem estado separados, ao saber que Maggie, entretanto tornada já uma talentosa retratista e pintora com formação em Paris, se encontra comprometida com um jovem galerista Francês - Augustin Veygeux - ainda que acometido de Malária, Jeremy regressa de surpresa ao Reino Unido, acalentando a esperança de reconquistar Margaret, mas o caminho não se revela fácil.

Margaret continua secretamente apaixonada pelo Duque de Rawlings, mas perante um silêncio total durante cinco longos anos onde apenas soube das suas façanhas militares através de esparsas cartas à tia - Lady Edawards - ou pelas notícias publicadas no The Times, rendeu-se às evidências de o destino de ambos ser percorrido por caminhos díspares.

Um sem número de peripécias, muita acção, perigo e a teimosia de ambos os protagonistas arrastam as leitoras para um interessante romance de época, onde se destaca a rigidez da sociedade Vitoriana, onde as mulheres eram vistas como prováveis mães de família, sem direito a terem uma carreira própria (que era encarada como escandalosa e reprovada familiar e socialmente). Também interessante é o papel de relevo da imprensa da época, em especial, o prestigiado The Times que impunha um verdadeiro dogma informativo, mesmo quando a realidade era bastante diversa dos relatos que chegavam ao jornal - o Duque de Rawlings vê-se confrontado com uma imprecisão narrativa e jornalística que  o coloca erradamente como noivo da Estrela do Jaipur, alegadamente uma princesa Indiana que lhe fora "oferecida" como recompensa pelo Marajá (tio da Princesa) pelos honrosos préstimos militares do jovem.

Já Margaret é uma personagem também muito bem construída, sendo uma jovem voluntariosa, determinada, uma artista na sua verdadeira essência, que se vê discriminada e abandonada pela família, após o falecimento da mãe que era a sua mentora e apoiante, apenas pelo facto de trabalhar como pintora e fazer disso uma profissão remunerada, almejando alcançar a sua independência financeira através deste metier. Apesar de apaixonada, Maggie nunca se revela submissa perante o Duque, contestando, reclamando e sendo até agressiva quando não concorda com as circunstâncias que os rodeiam e com o modo como este aborda as questões da convivência entre ambos.

Margaret e Jeremy deixam-se enredar nas malhas da forte atracção que os une, acabando por ceder ao turbilhão de desejo que os atinge, sendo bastante intensas as cenas de natureza sexual que a autora descreve entre ambos, às quais não são alheias as emoções à flor da pele, e o conflito interno que os jovens vivenciam, quando tudo parece perdido quanto à possibilidade de um futuro em comum há muito sonhado.

Por sua vez, o perigo que ronda o Duque, que começa a ser alvo de tentativas de homicídio, ainda mais contribui para enriquecer a trama.

Carinho, paixão, orgulho, determinação, luta por ideais, redenção, perigo, exotismo e sensualidade resultam em linhas que lemos com muita atenção e indiscutível prazer, numa viagem a outras eras que é sempre fascinante.

Leia no blog as críticas a outras obras da autora, basta seguir os links abaixo:





segunda-feira, 11 de julho de 2016

[Renda & Saltos Altos] "Prazer Absoluto", de Cheryl Holt [Quinta Essência]


Ficha Técnica:


Título: Prazer Absoluto


Autora: Cheryl Holt


Edição: 19 de Julho de 2016


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 400


Classificação atribuída no GoodReads: 5/5 estrelas


Género: Romance histórico sensual/erótico


Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o blog Os Livros Nossos:


Prazer Absoluto de Cheryl Holt é um romance com cenário no período histórico da Regência Inglesa, decorrendo a acção em Londres, no ano de 1812. Podemos integrar esta obra num género que, a nosso ver, já conquistou em definitivo o público leitor quer além fronteiras (de onde é originário) quer já em Portugal, e que poderemos apelidar de "Romance de Regência", e no âmbito deste género encontramos algumas especificidades e fórmulas de escrita que conseguem ser identificadas pelas leitoras e fãs assíduas do género (entre as quais nos encontramos de forma assumida).

Desta feita, e como é habitual no estilo e registos de escrita habitual desta autora, encontramos um romance histórico ( ou de época, se quisermos ser puristas, visto contextualizar aspectos importantes do ambiente social próprio da alta sociedade da Inglaterra do século XIX) com marcado pendor sensual ou erótico. Pela leitura das cenas de teor sexual entre os protagonistas da narrativa verificamos que não é por acaso que a autora é considerada "a rainha do romance sensual", sendo as mesmas bastante intensas, emotivas e plenas de sentido de crescente intimidade e descoberta mútua, onde não falta a componente emotiva a complementar o aspecto físico.

Quanto às personagens, estas podem ser consideradas tipo, dentro deste género de romance, na medida em que apresentam características que representam as classes sociais a que pertencem, e o cumprimento ou incumprimento dos apertados códigos do "social e moralmente correcto" do contexto histórico e espaço social onde se movem. 

Lady Elizabeth Harcourt  é aristocrata, filha do rígido e impiedoso Conde de Norwich, tem 27 anos (sendo portanto séria candidata a solteirona, com uma idade já então considerada avançada para não haver contraído casamento), e vem dedicando a sua vida à gestão doméstica da casa paterna, desde o falecimento da mãe. Elizabeth anulou-se como pessoa dedicando a sua existência à casa e ao apoio ao pai (um nobre com assento na Câmara dos Lordes, com prática política activa, e que nunca se preocupou em valorizar a filha, antes minando a sua auto-estima como forma de manipulação e domínio da sua pessoa). 

Todavia, desejando desesperadamente transmitir o título, Norwich casa com uma jovem de 17 anos - a insuportável, caprichosa, maldosa e, afinal, infeliz Charlotte. Imatura e sem conseguir assumir correctamente as responsabilidades que passam a caber-lhe enquanto Condessa, Charlotte irá fazer uma gestão desastrosa da mansão, dos criados (que são maltratados física e psicologicamente pela patroa) hostilizando ostensivamente a enteada Elizabeth (que encara como obstáculo ao poder que julga ter) bem como a governanta Mary, cuja família sempre serviu a casa de Norwich, tal como ela própria.

Gabriel Cristofore é descendente de nobres, mas o pai John é um aristocrata caído em desgraça e deserdado pela sua família, sendo Cristofore resultado de uma relação ilícita do pai com Serena, uma aristocrata Italiana que acabou tragicamente.

Cristofore é um homem atraente, sensual e extremamente dotado para a pintura. É um libertino, sedutor e oportunista, não hesitando em conquistar damas solitárias ou infelizes, a pretexto de serem retratadas em quadros, retirando destes relacionamentos contratuais e amorosos os proventos necessários ao seu sustento e do seu elegante pai, que por sua vez, se assume em público como secretário do filho, organizando os contratos com as clientes.

Numa noite de ópera Elizabeth conhece o sedutor, experiente  e astucioso Gabriel, e ambos irão envolver-se numa relação de cliente/pintor, tornando-se amantes, embora tenham noção de que a sua é uma relação destinada a ter um fim relativamente breve, pois nunca seria aceite pelo Conde de Norwich e pela sociedade em geral, já que acabam por pertencer a mundos totalmente diferentes.

Enquanto Gabriel começa a questionar-se sobre até onde vai o seu envolvimento e a sua obsessão para com a bela Lady Elizabeth, que inicia nas artes amorosas, o escândalo ameaça a reputação da jovem, e em breve podem ambos percorrer um caminho sem retorno em direcção à perdição.

Elizabeth arrisca tudo na sua relação com Gabriel, pois sente-se desejada, apreciada como mulher, e o que é pisar terreno pantanoso acaba por ser também para a jovem libertador. Descobre em si mesma uma mulher bela, sedutora, atrevida, que aprende a viver a sua sexualidade  sem barreiras, ao mesmo tempo que, mesmo sem querer, vai-se apaixonando por Cristofore.

No romance é muito interessante o detalhe de a arte surgir como forma de sublimação e expressão de instintos básicos, nomeadamente, ao nível da sexualidade. É ao posar para um quadro que Elizabeth faz a sua aprendizagem do amor físico, e é pela arte que Gabriel descobre em si emoções que pensava estarem fora do seu alcance.

Ambos irão lutar consigo mesmos, descobrindo em si algo que desconheciam existir, traçando-se um completo retrato psicológico e social dos protagonistas. E seremos ainda brindados com um belíssimo romance com alguns segredos, numa intriga secundária que confere à obra alguma complexidade que muito a enriquece.

Uma história bela, sensual, vibrante com alguns momentos de tensão dramática, e personagens que nos apaixonam pelas suas imperfeições e que são, afinal, humanas na sua essência. Este livro é, também, erotismo em estado puro, e entra para a nossa galeria de preferidos.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

[Renda & Saltos Altos] "Promessa de Casamento", de Jennifer Probst [Quinta Essência]


            Ficha Técnica:

Título: Promessa de Casamento


Título Original: The Marriage Trap


Série: Marriage to a billionaire #2


Autora: Jennifer Probst


Edição: Junho de 2016


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Páginas: 240


Género: romance contemporâneo/erótico


Classificação atribuída no GoodReads: 5/5 Estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Promessa de Casamento, de Jennifer Probst, é o segundo romance da autora publicado em Portugal, com chancela Quinta Essência

Estamos perante um romance feminino contemporâneo com cenários entre Nova Iorque e Bérgamo (Itália).

A protagonista feminina é Maggie Ryan, uma bem sucedida fotógrafa habituada a trabalhar em campanhas publicitárias internacionais. Maggie foi criada numa família abastada, tendo vivido uma infância e adolescência sem ser objecto da atenção dos pais, que não foram figuras significativas no seu desenvolvimento e que descuidaram o mundo afectivo da filha. Maggie é uma mulher independente, determinada, mas que esconde algumas inseguranças no que diz respeito a relacionamentos afectivos, usando uma espécie de "armadura" que a protege de se envolver emocionalmente.

Ao frequentar o núcleo familiar e social do irmão Nick e da cunhada Alexa, Maggie trava conhecimento com um dos parceiros de negócio do irmão, o Conde Italiano Michael Conte, que a cunhada Alexa julga ser o par ideal para Maggie.

Michael Conte é um milionário Italiano, natural de Bérgamo, é oriundo de uma ortodoxa família Italiana, onde preservar antigos rituais e  regras sociais e familiares continua a ser muito importante. Assim, perante a tensão familiar que surge da prentensão da irmã mais nova - Venezia - em casar-se com o namorado Dominick, Michael é pressionado a casar-se primeiro, no sentido de fazer cumprir a tradição local de ser o filho primogénito o primeiro a contrair casamento.

Quase por impulso, de ambas as partes, Maggie vê-se arrastada para uma farsa familiar, cabendo-lhe o duro papel de fingir ser a mulher de Michael, para que Venezia possa então casar-se, e viajando com este para Itália.

Acreditando que Michael está apaixonado pela sua cunhada Alexa, Maggie aceita o desafio, em troca de este se afastar da convivência com o sócio Nick e a esposa Alexa, sem pretensões românticas e sendo apenas um bom amigo de Alexa, Michael aceita as condições em desespero de causa.

A partir daqui vamos assistindo a uma verdadeira luta de gigantes, é delicioso assistir ao constante desafio e às provocações que Maggie e Michael lançam constantemente um ao outro. 

A atracção física entre o falso casal vai aumentando, à medida que ambos se vêem a braços com o medo de ver descoberto o seu engodo, cujo propósito é, afinal, proteger e ajudar as respectivas famílias.

O romance apresenta, além de protagonistas fortes, uma excelente caracterização dos princípios e rituais de uma família tradicional Italiana, onde a gastronomia local e a sua confecção caseira assume particular relevância. Toda a teia de dinâmica familiar e os seus pequenos dramas mostra-se descrita de forma cativante, transportando-nos, de facto, para o seio da família Conte, sendo o negócio de pastelaria familiar - La Dolce Famiglia - uma belíssima metáfora de todo este ambiente familiar.

As personagens secundárias como Mama Conte, Venezia, Julietta e Carina, dão um importante contributo para o desenrolar da trama.

A química entre Michael e Maggie, a tensão sexual, e o quebrar de barreiras culturais e emocionais entre ambos é algo que foi sendo  construído de forma muito equilibrada pela autora, ao longo da obra, numa história que nos prende até à última página. Uma das leituras ideais para este Verão!





terça-feira, 3 de maio de 2016

[Renda & Saltos Altos] "Obstinada", de Sylvia Day [Quinta Essência]

Ficha Técnica:

Título: Obstinada


Autora: Sylvia Day


Série: Georgian #1


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Edição: Abril de 2016


Páginas: 328


Classificação GoodReads: 4/5 Estrelas


Género: Romance histórico sensual/erótico



[Sinopse]:

Até onde vai o desejo de um homem...

Como agente da Coroa, Marcus Ashford, conde de Westfield, travou inúmeras lutas de espada, foi baleado duas vezes e esquivou-se a muitos tiros de canhão. E, no entanto, nada o excita mais do que a fome primitiva que a sua ex-noiva, Elizabeth, desperta nele. Anos antes, ela trocou-o pelo jovem e inexperiente Lorde Hawthorne. Agora, cabe a Marcus defender a elegante viúva, e ele irá fazê-lo enquanto trata das outras necessidades dela, mais carnais, mostrando-lhe a profundidade do desejo de um verdadeiro homem...
Segredos perigosos conduziram ao homicídio do marido de Lady Hawthorne, segredos anotados num diário que muitos matariam para possuir. Mas confiar a sua proteção ao homem mais sedutor que ela já conheceu? Ultrajante. Impensável. Irresistível. Pois foram as paixões fortes e o desejo ardente de Marcus que a assustaram e a levaram ia a abandoná-lo anos atrás... No entanto, o seu desejo por ele nunca diminuiu. Agora, ele quer estar ao seu serviço, em todos os sentidos. E talvez a atitude mais sensata seja não resistir à tentação, mas entregar-se a ela completamente...

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

Obstinada, de Sylvia Day corresponde ao primeiro título da série Georgian encontrando-se o tempo histórico da trama localizado na Época Georgiana da História Inglesa, um período ainda anterior ao da Regência. A acção deste romance profundamente sensual decorre ao longo de um ano em Londres, tendo início a narrativa em Abril de 1770 e sendo concluída em 1771.

Como é habitual neste tipo de romances com fundo histórico, encontramos o casal protagonista enredado numa história pessoal que é marcada pelos limitadores condicionalismos sociais então impostos à nobreza da época, da qual ambos fazem parte, e toda esta descrição do ambiente social e suas repercussões na vida das personagens é, precisamente, um dos detalhes que mais delicia o leitor que aprecia este género de literatura tão específica.

Aqui encontramos um ingrediente adicional ao romance , à paixão e à intimidade crescente que vai envolvendo os protagonistas, e que conferirá à trama um ritmo bastante acelerado e emotivo, alimentando o suspense até ao final da história, trata-se também de uma intriga de espionagem ao serviço da Coroa Britânica.

Elizabeth, Lady Hawthorne, regressa à sociedade após um período de luto pela perda do marido em circunstâncias misteriosas que cedo fazem antever que também a nobre dama poderá vir a estar em sério risco de vida, devido a ser possuidora de um diário do marido que é bastante procurado por conter muitos segredos da vida deste enquanto espião.

Perante o perigo iminente para a vida de Lady Hawthorne, é destacado voluntariamente para assegurar a sua  vigilância e protecção Lorde Marcus Ashford, Conde de Westfield, sendo a disponibilidade para tal missão aceite pelo Chefe dos Espiões - Lorde  Eldridge.

Sucede que, em tempos, Lorde Westfield havia sido noivo de Elizabeth, que acabaria por o trocar pelo agora falecido marido devido a um desentendimento que não ficara totalmente esclarecido, daqui resultará uma inevitável aproximação entre ambos, pautada por um fortíssimo e explosivo desejo físico e pela reconstrução de uma intimidade e de uma ligação que apenas havia sido interrompida pelo destino de ambos.

Com tórridas descrições de natureza sexual, a obra não poderá ver a sua análise ser reduzida a este circunstancialismo, pois a química entre Elizabeth e Marcus é visível quando ambos interagem em variados contextos. Ademais, encontramos duas pessoas com personalidades bem vincadas, que vivem um conflito consigo mesmas e com a sociedade envolvente, mas que são determinadas e sabem bem o que querem para si mesmas, ainda que possam viver alguns momentos de negação enquanto defesa psicológica.

Crítica social, drama, perigo, espionagem ao serviço de Sua Majestade,  tensão, sexo e romance numa história bem construída, viciante, que nos transporta a outros tempos  e que se lê de uma assentada.

Gostámos e queremos mais!







segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

[Crítica contemporânea] "Diz-me quem sou", de Sophie Kinsella [Quinta Essência]


Ficha Técnica:

Título: Diz-me quem sou


Autora: Sophie Kinsella


Edição: Janeiro de 2016


Editora: Quinta Essência


Páginas: 392


Género: Romance Contemporâneo/Ficção feminina


Classificação atribuída no GR: 4/5



Sinopse:

E se acordasses e a tua vida fosse perfeita?

E se um dia abrir os olhos e, de repente, a sua vida for perfeita? Por incrível que pareça, esse sonho tornou-se realmente realidade para Lexi Smart. Tinha um emprego mal pago, dentes tortos e uma vida amorosa horrível quando, uma manhã, acorda numa cama de hospital e descobre que a sua esplêndida dentadura deslumbra como um anúncio de pasta de dentes, as suas unhas têm uma excelente manicura, e as suas roupas e acessórios são os de uma mulher muito rica. E como se isso não bastasse, está casada… com um desconhecido!!! Superada a grande surpresa, Lexi pretende aproveitar o seu novo eu, com o qual poderá comprovar em primeira mão as vantagens e desvantagens que podem resultar de uma inesperada vida perfeita.

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

Diz-me quem sou, de Sophie Kinsella, a aclamada autora de Louca por Compras, é um romance surpreendente porque, escrito no registo divertido que é cunho pessoal de estilo da autora, e apresentando situações hilariantes, vai também chamando a nossa atenção para algumas duras verdades dos tempos modernos e de certos estilos de vida.

A acção decorre em Londres, e a nossa heróina - Lexi Smart - em 2004 uma rapariga simples, da classe média trabalhadora, leva uma existência banal, partilhando as agruras da vida com as amigas : Fi, Debs e Carolyn, percorrendo a noite da cidade em busca de alguma distracção, e lamentando a relação amorosa bastante insípida e disfuncional com Looser Dave, o namorado do momento.

Sucede que, após sofrer um aparatoso acidente de automóvel, Lexi acorda num hospital, em 2007, sofrendo de amnésia que apagou a sua vida os últimos três anos, mas para sua surpresa, encontra em si mesma uma nova mulher: chefe do departamento, uma feroz executiva bem sucedida, casada com um sexy milionário - Eric - com uma mãe em negação após a morte do pai, e uma irmã que é agora uma adolescente bastante problemática - Amy - que irá requerer a atenção de Lexi.

A situação da nossa protagonista tem tanto de divertida quanto de dramática, pois todos os acontecimentos  e as pessoas que conheceu nos últimos três anos, são desconhecidos, e neste grupo inclui-se o marido - o atraente, rico e atencioso Eric, ou a melhor amiga do momento, a fútil mas hilariante Rosalie.

Dividida entre as memórias que ainda tem de há três anos antes, quanto a vida parecia muito mais complicada, Lexi vai confrontar-se com um novo estilo de vida que não reconhece como sendo seu, mais parecendo que viveu a vida de outra pessoa.

Ser-lhe-á difícil enfrentar um ambiente hostil no emprego, onde no competitivo  meio empresarial, uma directora de departamento que perdeu a memória poderá ver a vida a complicar-se, encontrando forças de bloqueio tanto entre os superiores quanto entre os seus subordinados [Entre os quais estão as suas melhores amigas de 2004], 

Mas será a nova vida de Lexi assim tão perfeita? Conseguirá ela adaptar-se e reencontrar a sua verdadeira identidade, afinal, Lexi questionar-se-á acerca de quem é ela afinal, e nem todos parecem dispostos a ajudá-la responder a esta questão, nem sequer a própria mãe, o marido ou as amigas.

Com um ritmo narrativo bastante rápido, um clima de permanente suspense e uma mulher que procura o seu "eu" perdido, várias peripécias irão acontecer a Lexi, causando no leitor diversos sorrisos e gargalhadas, mas também alguma reflexão sobre aspectos da vida moderna, como apartamentos inteligentes, animais de estimação virtuais e a fria ferocidade do mundo dos negócios.

Só vai conseguir parar de ler quando virar a última página deste livro!





terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Natal 2015 - Resultados Passatempos] Resultados passatempos 2,3, 4 e 5 [Blog Os Livros Nossos]



E chegou um dos momentos mais aguardados pelos nossos leitores aqui no Blogue, vamos anunciar os felizes vencedores de quatro dos nossos passatempos de Natal:

[Resultado Passatempo 2 - Natal 2015 - Quinta Essência]:

Vencedora:  Maria de Jesus Bastos [Ju Bastos] - Aveiro
(Prémio a enviar pela administração do blogue)


[Resultado Passatempo 3 - Natal 2015 - Guerra & Paz Editores]:

Irão receber, cada um, um exemplar do livro "O Principezinho", dos três exemplares a sorteio os seguintes vencedores:

1) Diana Carolina Brito [Diana Brito] - Vila Nova de Anha

2) Joana Passão [Joana Pa] - Vila Real

3) Andreia Filipa Navarro [Andreia Navarro] - Alverca do Ribatejo

(Prémios a enviar pela editora)


[Resultado Passatempo 4 - Natal 2015 - Penguin Random House]:

Irão receber três packs cada um com dois livros diferentes os seguintes vencedores:

1) Maria de Lurdes Reis [Milú Reis] - Aveiro 

2) Carina Isabel Pereira [Carina Pereira] - Alhos Vedros

3) Rita Sofia Verdial [Rita Verdial] - Azeitão

(Prémios a enviar pela editora)


[Resultado Passatempo 5 - Natal 2015 - Editorial Presença]

Vencedora: Cláudia Cristina Andrade [Cláudia Andrade] - Almada

(Prémio a enviar pela administração do blogue)


Nota da administração do Blogue - passatempo 1 - Natal 2015 - resultados a anunciar:

O passatempo 1, patrocinado pela Chá das Cinco [Edições Saída de Emergência], terá os seus resultados divulgados logo que tenhamos indicação dos dois vencedores por parte da Editora, a quem cabe a realização do sorteio, e o posterior envio dos prémios. O resultado será anunciado em post no blogue.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

[Natal 2015 - Passatempo 2] "Coração Selvagem", de Elizabeth Hoyt [Quinta Essência]


Com o apoio da nossa parceira editorial Quinta Essência, temos para sortear entre os nossos leitores, um exemplar do romance de Elizabeth Hoyt "Coração Selvagem".

Para se habilitar a este sorteio, basta ler e seguir as regras do passatempo que se seguem, e preencher correctamente o formulário de participação.

Boas festas e boa sorte!

[Regras do Passatempo]:

- O passatempo decorrerá entre o dia 15/12/2015 e as 23 horas e 59 minutos do dia 27/12/2015.

- Serão válidas participações de Portugal Continental e das Regiões Autónomas.

- Será válida apenas uma participação por pessoa.

- É obrigatório ser seguidor da página do Blog Os Livros Nossos e da página da Quinta Essência no facebook :   Os Livros Nossos no Facebook       Quinta Essência no Facebook.

- O vencedor será sorteado  aleatoriamente através do site random.org, e o envio do livro para o vencedor será feito pela administração do blog via ctt em correio simples [livro], nem a administração do Blog nem a editora se responsabilizam por eventuais atrasos ou extravios no sistema postal Português.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

[Crítica Contemporânea] " Um Desejo por uma Estrela", de Trisha Ashley [Quinta Essência]

Ficha Técnica:

Título: Um Desejo por Uma Estrela


Autora: Trisha Ashley


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Edição: Novembro de 2015


Páginas: 468


Género: Romance contemporâneo/ficção romântica


Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI




Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

   Um Desejo por Uma Estrela, de Trisha Ashley, é um romance doce, comovente  e bastante adequado à época festiva que se aproxima muito pelas temáticas que evoca.

   A nossa protagonista feminina é Cally Weston, uma jovem mãe solteira apaixonada pela arte da confeitaria, jornalista e autora especializada em receitas de doces, e que vive focada na sua pequena filha Stella, uma criança intuitiva, inteligente mas bastante frágil  devido a um problema de saúde que requer uma intervenção cirúrgica arriscada e dispendiosa.

   Confrontada com a necessidade de procurar ajuda para enfrentar e custear o tratamento da filha, Cally regressa às origens familiares, mais concretamente, a Sticklepond, aldeia natal da mãe de Cally, a excêntrica e distraída pintora Martha Weston que, apesar de habituada a viver sozinha, recebe a família de braços abertos e num clima de carinho e cumplicidade verdadeiramente enternecedor.

   Inusitadamente, Cally encontrará na pequena aldeia o encantador Jago, pasteleiro com o qual partilhará cumplicidades, receitas e ,quem sabe, algo mais, enquanto ambos são assediados por relações tóxicas dos respectivos passados a que terão de saber resistir.

     Um dos aspectos mais marcantes deste sensível romance é , por um lado, a descrição da vida numa pequena aldeia do reino unido, longe da grande cidade, e por outro, o evidente espírito de comunidade imbuído de solidariedade para com uma causa muito especial, que se trata de reunir recursos para ajudar à recuperação da pequena Stella, que, com a mãe, é prontamente integrada na população local, a todos conquistando com a sua sinceridade por vezes desarmante e algo embaraçosa para a mãe.

   Para as adeptas da doçaria, o livro vai também desvendando diversos doces locais e internacionais, e contém mesmo algumas receitas compiladas pela autora que acabam por se revelar o remate perfeito para esta leitura verdadeiramente doce e envolvente, que nos faz sentir o conforto e momentos de evasão tão desejado nesta época difícil que atravessamos.

   Terno, suave, sensível e muito romântico, é um livro que facilmente devoramos num fim de semana, preferencialmente, na companhia de um chá e bolachas caseiras.




terça-feira, 22 de setembro de 2015

[Renda & Saltos Altos] "Ensina-me a amar", de Jess Michaels [Quinta Essência]

Ficha Técnica:

Título: Ensina-me a amar


Autora: Jess Michaels


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Edição: Setembro de 2015


Nº de Páginas: 296


Preço: 15,60€ (s/desconto) ou 14,04€ (c/10% de desconto).


Género: Romance Histórico/de época/erótico


Saiba mais detalhes sobre a obra, e como a adquirir Aqui


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Ensina-me a amar, de Jess Michaels, é mais um delicioso romance sensual, de fundo histórico, narrado com a paixão a que esta autora já nos habituou.
 
   Em 1811, na cidade de Londres, a jovem Lysandra Keates vê-se sem alternativas que lhe permitam sustentar-se a si mesma e à mãe, viúva e doente, a não ser encontrar um nobre que possa ser seu protector, e tornar-se cortesã. Num acto de coragem, pede ajuda a Vivien Mannig, uma célebre e rica cortesã, agora emancipada e que se dedica a recomendar potenciais amantes para os libertinos da nobreza britânica, predispondo-se a mudar totalmente o seu estilo de vida.

   Ingénua, sentindo-se responsável pela mãe, receosa por ser inexperiente nas artes do amor e correr o sério risco de não ser bem sucedida na sua decisão deveras difícil, irá ser apresentada ao Visconde Andrew Callis, um libertino retirado [após ter-se casado e perdido a esposa], o qual é incumbido por Vivien de treinar a jovem Lysandra para se tornar numa boa Cortesã.

   Andrew Callis assume uma postura algo cínica, mas aceita a incumbência de treinar a jovem, não deixando de ficar surpreendido por encontrar nesta uma rapariga de classe média, doce, meiga, inteligente, e que se predispõe a aceitar um modo de vida pouco respeitável, mas que acaba por ser, naquelas circunstâncias, a única forma de sustento para esta e a mãe, ao ter sido injustiçada na casa nobre on de serviu como criada, sendo-lhe impossível encontrar outra casa onde possa servir, devido à impossibilidade de apresentar referências.

  Curioso notar que, só por si, a queda em desgraça de Lysandra, revela as dificuldades da condição feminina na Inglaterra do século XIX, e a submissão da sociedade de então a um sem número de preceitos morais nem sempre lógicos ou sequer justos e justificados.

   O Visconde Andrew Callis é um homem atraente, com uma elevada posição social e fortuna pessoal, é viuvo, e encontra em Lysandra uma luz capaz de iluminar um possível caminho para um futuro melhor, pois tem estado retirado da sociedade, isolado na sua residência campestre, vivenciando um luto patológico perante a morte prematura e traumática da esposa Rebecca Callis, pela qual era verdadeiramente apaixonado.

  Embora a família, nomeadamente, o pai e o irmão, venham tentando quebrar o isolamento e o ciclo vicioso de luto, angústia e culpa em que Andrew se deixou envolver, apenas Lysandra, com a sua gentileza, o seu amadurecimento emocional, a sua entrega e rendição sensual e o amor que começa a sentir pelo protector temporário, parece estar à altura deste desafio de libertar Andrew desta existência deprimente e sofrida.

   Mas Andrew é um  homem orgulhoso, imerso na culpa, e querendo ocultar segredos que considera inconfessáveis, estará disposto a abrir o seu mundo afectivo ao amor e à felicidade? permitir-se-á a si mesmo começar de novo?

   Em termos físicos, encontramos, logo desde o primeiro momento, uma forte e intensa ligação entre o casal protagonista, a pouco e pouco, o envolvimento físico acaba por despertar em ambos a componente emocional, e parece-nos que a autora soube bem dosear o ritmo a que a relação evolui na sua plenitude.

  Como seria de esperar num romance de Jess Michaels, as cenas íntimas entre os protagonistas são bastante explícitas e intensas, estando o desejo e o erotismo bem presentes neste romance, como é expectável, mas a autora foi bem além desta circunstância e temperou a história com romantismo, segredos a desvendar, lutas internas a travar pelos personagens, e uma reflexão acerca da necessidade de recomeçar, de superar momentos difíceis e de nos permitirmos novas hipóteses de felicidade.

  Uma leitura bastante quente e sedutora para a nossa rentrée literária.







terça-feira, 18 de agosto de 2015

[Renda & Saltos Altos] "Mais do que sedução", de Cheryl Holt [Quinta Essência]

Ficha Técnica:


Título: Mais do que Sedução


Autora: Cheryl Holt


Tradução: Paulo Moreira


Edição: Agosto de 2015


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 368

P.V.P.:15,90€

Género: Romance Histórico Sensual/Romance de época

Classificação GR atribuída: 4/5 estrelas

Saiba mais sobre esta obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Mais do Que Sedução, é o mimo deste verão para as inúmeras fãs de Cheryl Holt, entre as quais se encontra assumidamente a autora destas linhas.

  As personagens centrais deste romance com cenário no período histórico britânico denominado Regência são:  Stephen Chamberlin, militar e herói de guerra, filho do Conde de Bristol, libertino e sedutor, mostra-se muito debilitado após a guerra, tendo mesmo dificuldades de locomoção e  Anne Paxton Smythe, uma mulher trabalhadora e independente, que recuperou umas antigas termas romanas perto de Bath, e mantém um negócio de banhos terapêuticos, onde ajuda a recuperar inválidos e doentes, e onde também conta entre os seus clientes com diversas damas da alta sociedade britânica que ali se libertam de tabus, e usufruem do apetecível espaço termal.

   Anne é praticamente forçada por Lady Eleanor Chamberlin a cuidar de Stephen, já que Eleanor Sensibilizada com a saúde frágil do irmão, acredita que as águas do Empório de banhos de Anne Smythe  possam ajudar o irmão a recuperar, pelo menos em parte, alguma qualidade de vida.

   E assim estão lançados os dados para que Stephen e Anne se encontrem, se tornem próximos a um nível que será bastante íntimo, lutando ambos com a ideia de que tal breve felicidade terá os dias contados, pois são de diferentes mundos ao nível social, e Stephen, não sendo o filho varão mais velho está dependente da vontade do pai, para assegurar a sua subsistência.

  É inegável a envolvência e a natural evolução da relação entre Stephen e Anne, que ultrapassa a componente física, implicando uma romântica carga emocional, mas estão ambos à altura do desafio de enfrentar a dureza do julgamento social ao assumirem ambos uma relação? E como resolver um problema adicional - Lady Felicity - a noiva de Stephen que este deixara para trás apenas para ir combater em defesa do seu país? E que dizer da pérfida Lady Camilla, antiga amante de Stephen que pretende reivindicar as cumplicidades que ambos partilharam em tempos?

  São de rara beleza as cenas sensuais entre o casal protagonista, descritas com a habitual elegância da prosa de Cheryl Holt, e decorrendo num cenário muito diverso do usual neste tipo de romances, uma fonte termal com propriedades terapêuticas e quiça até mesmo afrodisíacas!

  Com elevada tensão emocional, momentos de acção e perigo que conferem um ritmo mais acelerado ao terço final da narrativa, e o bónus de um casal secundário não menos interessante - Lady Eleanor e Charles - amigo e colega de armas de Stephen - que terão de aprender a vencer resistências decorrentes da diversa origem social de ambos, e que trazem consigo feridas do passado para sarar.

  É, pois, uma história com romance, paixão, sensualidade intensa, e um cenário refrescante, ideal para ler neste verão, o Empório de Banhos de Anne Smythe, capaz de operar verdadeiros milagres. É também uma história em que as personagens amadurecem, provam ser resilientes e aprendem a superar divergências e obstáculos que poderiam limitar o caminho em direcção à felicidade.

  Uma leitura que agradará aos fãs da autora, e que poderá valer-lhe novos seguidores !




terça-feira, 23 de junho de 2015

[Crítica Contemporânea] "Fim de Semana Inesquecível", de Veronica Henry [Quinta Essência]

 Ficha Técnica:


Título: Fim de Semana Inesquecível

Autora: Veronica Henry

Editora: Quinta Essência [Grupo Leya]

Edição: Maio de 2015

Páginas: 376

P.V.P: 15,50€

Género: romance contemporâneo

Pode saber mais detalhes como a obra e como a adquirir
AQUI

Crítica por: Isabel Alexandra Almeida [Blog Os Livros Nossos].



   Fim de semana inesquecível é um romance contemporâneo feminino que facilmente conquista e envolve as leitoras numa onda de empatia para com as diversas personagens criadas por Veronica Henry.

   A receita é simples, mas o sucesso é garantido. A acção decorre em Pennfleet, na Cornualha, no hotel Townhouse by the Sea, explorado por Claire e pelo namorado, o sensual Chef Luca, desfila uma galeria de personagens que trazem consigo o peso de segredos, dúvidas e conflitos internos, assim como as consequências de opções que tomaram ou foram forçados a tomar por diversas circunstâncias ao longo das respectivas histórias de vida.

  Claire leva uma vida aparentemente perfeita, tem um negócio de sucesso, gosta daquilo que faz, encontrou em Luca um parceiro satisfatório, e tudo parece correr-lhe de feição, até ao momento em que chega ao Hotel Nick Barnes, o seu primeiro amor, um homem que a marcou enquanto adolescente e jovem adulta, e que a fará revisitar algumas mágoas do seu passado, e uma história que algures ficou interrompida. Nick assume inadvertidamente o papel de hóspede no hotel de Claire, encontrando-se ali para celebrar a sua despedida de solteiro com um grupo de amigos, o que o colocará e a Claire num turbilhão emocional que urge resolver.

  Luca é um chef bem sucedido, ambicioso e egocêntrico, pelo qual Angelica, funcionária do hotel nutre uma paixão secreta.

   Os hóspedes aguardados para um fim de semana prolongado no hotel, escondem cada um deles, os seus pequenos grandes dramas na suas narrativas pessoais, e nem tudo o que parece é!

 Os milionários Trevor e Monique Parfitt vivem uma existência de ostentação, escondendo uma perda que mudou para sempre as suas vidas.

 Collin Turner dispõe-se a gozar de um merecido período de férias com a sua filha Chelsey, a filha que resultou de uma relação extra-conjugal com a instável e perturbadora Karen, mas surgem momentos em que decisões urgem ser tomadas, independentemente das consequências.

Laura Starling e o namorado Dan deslocam-se a Pennfleet não para um fim de semana romântico, como seria expectável, mas em busca de uma pista relativa à identidade e paradeiro do pai que Laura nunca conheceu. Irá a jovem ser bem sucedida?

E assim se cruzam pelo romance várias histórias de vida, com especial destaque para a intriga central de que são protagonistas Claire e Nick, sendo a leitora convidada a revisitar uma antiga história de amor familiar e pessoal, através de flashbacks que nos mostram o passado de Claire.

 Uma história emotiva, sensível, numa escrita de fácil leitura e também imbuída de um toque de ternura que não deixará ninguém indiferente, e uma galeria de personagens bastante consistentes e em aceso conflito psicológico. Uma leitura ideal para este Verão!