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terça-feira, 25 de novembro de 2014

[Passatempo Especial - Resultados] "Escravos da Luxúria", de Kate Pearce [Quinta Essência]


   Com o simpático apoio da nossa parceira editorial Quinta Essência, tivemos oportunidade de sortear entre os nossos leitores dois exemplares do livro - Escravos da Luxúria, de Kate Pearce, gentilmente cedidos pela chancela editora e ainda alguns detalhes muito especiais: com o simpático apoio da autora, os livros mostram-se personalizados com bookplate autografado pela mesma, e serão também acompanhados de marcadores, postais e capas de livros também contendo autógrafos (excepto os marcadores).

[Resultado - Passatempo Kate Pearce]

   Como prometido, é tempo de anunciar os vencedores deste passatempo especial, assim, sem mais delongas, os nossos parabéns vão para:

Manuela Santos [Nº 4] - de Lisboa

Raquel Leite [Nº 7] - do Porto

Os livrinhos serão enviados pelo correio durante o mês de Janeiro. Obrigada a todos os participantes e fiquem atentos, em Março celebramos o terceiro aniversário do Blog, e temos muitas surpresas.

A todos votos de um excelente 2015, pleno de saúde, sucesso e , claro, livrinhos!

Nota: Post reeditado em 31.12.2014




quarta-feira, 20 de março de 2013

[1º aniversário] Passatempo especial - Pack all about love




[Os Livros]

   Temos para oferecer a um dos nossos leitores este pack muito especial que integra livros de várias autoras, e a que demos o nome de "All about Love"

- The naughty List - colectânea com a participação de Susan Fox (exemplar autorgrafado por esta autora)

- A Cowboy for Christmas - de Lori Wilde (exemplar autografado)

- Kiss Me - colectânea com a participação de Jaclyn Hatcher (exemplar autografado por esta autora)

- Lords of Passion - colectânea com a participação de Kate Pearce (exemplar autografado por esta autora)



- We would like to thank to Susan Fox, Lori Wilde, Jaclyn Hatcher and Kate Pearce for the help they gave us, by sending these autographed copies of their books specially for Portuguese Readers of the blog "Os Livros Nossos" (Our Books).

[As Autoras]


Susan Lyons Fox

Torne-se fã da autora no Facebook


Lori Wilde

Torne-se fã da autora no Facebook

Jaclyn Hatcher

Torne-se fã da autora no Facebook

Kate Pearce

Torne-se fã da autora no Facebook

[Regras do Passatempo]

- Decorrerá até às 23 horas e 59 Minutos do dia 20.04.2013
- Apenas serão válidas participações de Portugal
- Apenas uma participação por email
- É obrigatório ser fã das autoras no Facebook ( os links constam junto das fotos e no formulário)
-O Vencedor será escolhido aleatoriamente, de entre as participações válidas, através do site random.org.
- Os livros e marcadores serão enviados por CTT pela Administração do blog, após email de confirmação dos dados do vencedor ( que será contactado e deverá responder no prazo máximo de cinco dias úteis), a administração não de responsabiliza por eventuais extravios no sistema Postal Nacional.

[Formulário abaixo]




domingo, 6 de janeiro de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Escravos da Paixão", Kate Pearce [Quinta Essência]

 
Título: "Escravos da Paixão"
 
Autora: Kate Pearce
 
Editora: Quinta Essência [Grupo Leya]
 
1ª  Edição: Setembro de 2012
 
Páginas: 348
 
 
Sinopse:
 
 
Uma proposta ousada... Forçada a casar muito nova, Abigail Beecham está farta do seu casamento sem sexo.
 
Anseia por sucumbir aos prazeres deliciosos do puro desejo carnal sobre o qual apenas leu. Se o marido não é capaz de satisfazer as suas carências, ela está disposta a encontrar um homem que o seja... Um passado diferente... Peter Howard está habituado a pedidos sexuais fora do comum. Os seus dez anos como escravo num bordel turco tornaram-no um especialista nas delícias sensuais. Mas há pouco que realmente o excite... até conhecer Abigail. Agora vive para a provocar e atormentar até ela gritar de prazer. Talvez quando sentir finalmente aquela deliciosa sensação de felicidade por que tanto anseia...
 
 
Crítica por Isabel Alexandra Almeida /Blog Os Livros Nossos:
 
“Escravos da Paixão” é o segundo romance da série [Casa do Prazer], da autora Britânica Kate Pearce, editada em Portugal sob a chancela de qualidade da Quinta Essência.
  Com formação superior em História, Kate Pearce, actualmente  a residir nos Estados Unidos, traz-nos romances que revelam um estilo bem demarcado e reconhecido pelos  seus leitores habituais.
  Personagens envolventes, carismáticas, sem tabus, são verdadeiros anti-heróis que, irónica e paradoxalmente, acabam por conquistar a empatia do leitor.
   Nesta narrativa, assumem o papel de personagens centrais, que virão a dar forma a um atrevido e inusitado triângulo amoroso: Peter Howard (comerciante bem instalado e relacionado socialmente, com um passado obscuro, marcado pelo abandono familiar e pela escravidão sexual forçada num Bordel Turco, na sequência de rapto); Lorde James Beecham e a jovem esposa Lady Abigail Beecham.
   Intercalada com a acção principal, que narra a proposta de Lorde Beecham a Peter, no sentido de que este sirva de Mestre nas artes da Alcova, a James e à sua esposa Abigail (que anseia por dar um herdeiro ao marido), já que o nobre casal não revela qualquer tipo de sintonia entre lençóis; surge a narrativa do desentendimento entre Peter e o seu anterior melhor amigo (e amante) Valentin Sokorvsky, e a sua esposa Sara.
   Peter irá aceder ao pedido de Lorde Beecham, e encontrará no casal uns muito aplicados aprendizes das artes do sexo, nascendo entre as três personagens fortes laços de intimidade, confiança, e até mesmo amor, num ousadíssimo, nada convencional e verdadeiramente escaldante triângulo amoroso, que despertará Lady Abigail para os prazeres da carne, os quais, até aí, lhe eram desconhecidos.
   Este livro contém descrições explícitas e detalhadas de cariz sexual, assume-se como um romance para adultos.
   Contudo, a linguagem cuidada de Kate Pearce, está imbuída de uma natural elegância torna possível ao leitor atenuar o choque inicial que possa ser causado pelo teor da narração, e pela crueza das descrições sexuais.
   Além de uma escrita elaborada, mas acessível, desprovida de quaisquer pudores ou tabus, Kate Pearce tempera a sua narrativa com os maneirismos sociais da Sociedade Britânica do Século XIX, dando a conhecer aos leitores mais uma parcela das vivências daquele período histórico onde se denotam vícios privados escondidos sob a capa de apregoadas públicas virtudes.
   Também o mistério surge no romance, crescendo no leitor a curiosidade em descobrir as origens familiares de Peter, bem como os detalhes que rodearam a sua infância tão cruelmente marcada pelo destino.
   Peter é, a meu ver, a personagem mais marcante e profunda da obra, sendo paradoxalmente um “animal Social” mas também “sexual”, mas que vive momentos de angústia e hesitação ao sentir-se sem raízes, sem família e numa incessante busca pelos afectos que nunca teve a oportunidade de encontrar na altura certa do seu percurso de vida.
   Quanto aos cenários, estes são também variados, vão desde as propriedades campestres da Nobreza, passando para as mansões citadinas, as docas de Londres ou o Luxuoso Bordel de Madame Helene.
    A quem ainda não esteja familiarizado com a escrita da autora, ou eventualmente com a recente tendência do romance sensual de época, não posso deixar de alertar para o facto de este livro ter uma linguagem bastante crua, ao nível sexual, e descrições que podem facilmente chocar os leitores menos preparados para tal circunstância.
   Não é, de todo, uma obra que recomende a quem queira estrear-se neste tipo de leitura, e que não esteja bem certo de que o estilo seja do seu agrado.
 
   Pessoalmente, gostei bastante da escrita da autora e da ousadia do estilo, que considerei verdadeiramente corajoso, coragem e ousadia estas que pude comprovar quando no ano passado entrevistei Kate Pearce aqui para o blog. [Vale a pena ler ou reler a entrevista de Kate Pearce].
   Esta série de Kate Pearce suscita opiniões opostas, de oito ou oitenta, há quem adore e quem abomine, portanto  o lema é “love it, or leave it!” J
   Sensualidade ao rubro, luxúria, intriga, mistério, detalhes históricos e sociais bastante ricos, constituem razões bastantes para que nos atrevamos a conhecer o universo ousado de Kate Pearce.
 
   Um livro a ler despidos...de preconceitos ! :P
 
  
 


sábado, 29 de setembro de 2012

[Entrevista Internacional] Kate Pearce [Quinta Essência]

 
 
   Kate Pearce nasceu em Inglaterra, numa grande família onde todas eram raparigas, e passou grande parte da sua infância feliz num mundo de sonhos. Sempre lhe disseram que tinha de «fazer o correto», portanto estudou História e formou-se com distinção pela University College of Wales. Depois do fim do curso entrou na vida real e trabalhou em finanças, carreira que não era a melhor opção para uma futura escritora.
Finalmente, mudou-se para os Estados Unidos, o que lhe permitiu realizar o seu sonho de escrever um romance. Para além de ser uma leitora voraz, Kate gosta de fazer caminhadas com a família pelos parques regionais da Califórnia.
Para mais informações, visite
www.katepearce.com [Fonte do texto introdutório: site da Quinta Essência]

  Kate Pearce, autora da Série [ Casa do Prazer], é já bem conhecida do público Português, sendo a sua obra editada pela Quinta Essência [Grupo LeYa]. Escreve romances eróticos históricos, e também se dedica à literatura paranormal e contemporânea [não sendo ainda conhecidas do público Português estas duas últimas facetas da obra desta escritora]. Em Português existem já publicados dois livros de Kate Pearce - "Escravos do Amor", e " Escravos da Paixão" - o segundo romance foi a novidade editorial de Setembro da Quinta Essência.
   Polémica, com uma escrita bastante ousada, para ser lida sem preconceitos, tivemos a oportunidade de dar a conhecer melhor a autora, extremamente simpática e descontraída, numa entrevista alargada que, acreditamos, irá melhor contextualizar a sua obra.
 
 
[ENTREVISTA INTERNACIONAL: KATE PEARCE]
 
Entrevista conduzida por: Isabel Alexandra Almeida /Os Livros Nossos:
 
1- Kate, sempre foi uma leitora ávida, que mais tarde se tornou escritora. Acha importante para um futuro escritor ler muito? O que de melhor aprende quando lê?
   [Kate Pearce]: Eu penso que aprendemos como um livro funciona, como usar a linguagem, o ritmo e a fluidez de uma história. Quanto mais lemos, melhor compreendemos como escrever. Quando comecei a escrever pela primeira vez, costumava copiar partes do texto que me faziam vibrar e analisava-as.
2- Diga-nos os seus autores preferidos.
[K.P.]: É uma pergunta difícil, porque eu leio muito! Terei de referir Dorothy Dunnett, Rosemary Sutcliff, Jane Austen, Georgette Heyer, Marian Keyes, Jody Picoult, Susan Howatch, Linda Howard e Mary Balogh.
3- Escreve romances eróticos e também fantasia histórica, como a Série dos Vampiros Tudor, ainda não disponível em Portugal. Quão difícil é para si fazer a pesquisa? Quanto tempo demora?
[K.P.]: O período da regência foi por mim estudado na escola, e estou com ele bastante familiarizada, por isso ocorre-me de forma bastante natural.(Tendo sido nascida e criada perto de Londres, e estar familiarizada com os locais acerca dos quais escrevo, também ajuda). Na Universidade também estudei a política da época Tudor, por isso tenho um bom entendimento de tal matéria também. Eu adoro fazer pesquisa, por isso, não considero um trabalho, apenas uma base para tornar mais credíveis as histórias que escrevo.
Também escrevo romances paranormais e contemporâneos. O mais difícil para mim de captar é a contemporaneidade Norte Americana. Mesmo após 15 anos aqui eu ainda entendo mal algumas coisas. J
4- Na sua opinião, a sua formação académica em História ajuda-a na pesquisa?
[K.P.]: Completamente. Eu sei como encontrar as coisas rapidamente e, para ser sincera, a internet tornou isso mil vezes mais fácil.
5- É Britânica, mas vive actualmente nos Estados Unidos, porque sentiu que seria mais difícil para si publicar no seu país natal?
[K.P.]: A Indústria dos romances nos Estados Unidos é enorme e é o género literário que mais vende. No Reino Unido, o romance é considerado como sendo essencialmente edição da Mills & Boon [Editora de romances populares no Reino Unido], e não é considerado como boa literatura, o que penso que é de lamentar. Quando me mudei para os Estados Unidos e vi os romances nas livrarias, descobri que tinha encontrado o que queria escrever.
6- Alguns dos leitores Portugueses da Série [Casa do Prazer] ficaram chocados com as descrições explícitas. O que a levou a escrever acerca de temas tão peculiares, como a violação e a homossexualidade?
[K.P.]: Não me parece que sejam apenas os meus leitores Portugueses a ficar chocados. J Acho que choquei todas as nações. [Risos] Não sei o que me fez escrever acerca destes temas. Valentim e Peter apareceram um dia na minha cabeça, e chegaram por inteiro, com toda a sua história e bagagem emocional. Apenas decidi que teria de ser corajosa [e em 2007, quando estes livros surgiram, foi coragem mesmo] e escrever a história deles, e tinha de ser escrita.
Eu sempre gostei de pisar as fronteiras daquilo que é considerado um “romance” e nunca gostei de rótulos, por isso, escrever acerca destes dois homens que poderiam amar-se, sem olhar ao género, pareceu-me natural.
Também acho que o sexo é um assunto tão fascinante, e não se trata apenas da parte física ou da orientação do sujeito, é também uma questão de poder.
7- Quando descreve um episódio de natureza sexual, apresente apenas um trabalho de imaginação, ou as descrições são baseadas na vida privada Britânica do Século XIX?
[K.P.]: Bem, acho que as pessoas têm sexo há milhares de anos, e se olharmos para culturas ancestrais como os Egípcios, os Maias ou os Celtas, podemos ver a arte e a literatura a representar todos os tipos de posições  e combinações sexuais interessantes [Risos].Conjugo um interesse em pesquisar acerca deste tipo de livros com a minha vívida imaginação. J
8- Gostaria de recomendar alguns livro´s que nos possam ajudar a compreender melhor o contexto histórico Britânico do Século XIX?
[K.P.] Em relação à componente erótica, podem consultar obras do Capitão Sir Richard Francis Burton, que foi um arrojado explorador Britânico, e também linguista, no início do Século XIX, que, nas suas viagens, trouxe os livros das Mil e Uma Noites e do Kama Sutra, para Inglaterra.
Para a Regência e o Principe Regente, não ficam mal com o livro de J. B. Priestly “ O Príncipe do Prazer” .
Também investiguei a Guerra Peninsular travada entre França e Inglaterra, por toda a Europa, incluindo Portugal. Os diários de Harry Smith, desse período, são muito interessantes. Ele casou com uma senhora Espanhola, enquanto esteve lá, e levou-a para Inglaterra com ele. J Se quiserem a versão romantizada desta história, experimentem o livro “A noiva Espanhola” de Georgette Heyer.
9- O que cria primeiro: enredo ou personagens? Costuma escrever esquemas ou deixa que a imaginação flua?
[K.P.]: São sempre as personagens que me surgem primeiro. Há uma longa fila de personagens na minha cabeça, pacientemente à espera de que escreva sobre elas. Não sou muito boa a elaborar enredos. Tendo a sentar-me e a escrever, parando por vezes para pesquisar, enquanto trabalho. Às vezes, quando concebo um livro, não tem nada a ver com a ideia original que propus ao meu editor.
10- Gosta de se manter em contacto com os seus leitores e fãs, o que é que eles mais gostam nos seus romances?
[K.P.]: Isso depende do leitor. J A maioria gosta de cenas de sexo, mas também se apaixonam pelas personagens, o que é muito especial para mim.
11- Entre a Série Casa do Prazer e as Crónicas dos Vampiros Tudor, quais são os seus preferidos?
[K.P.]: Isso é como pedir-me que escolha um filho preferido. J Penso que a Casa do Prazer vai sempre ser a minha série preferida, porque significou muito para mim ser capaz de escrever algo tão inovador e subversivo.
12- O que recomendaria a alguém que  queira tornar-se escritor?
[K.P.]: Ler muito do seu género literário preferido e escrever muito. Aprenderá muito se continuar a escrever. Quando nos sentimos suficientemente confiantes para partilhar o nosso trabalho, encontrar outros escritores que partilhem o nosso amor por aquilo que escrevemos e aprender com eles  através das críticas e da partilha do nosso trabalho.
13- Gostaria de deixar uma mensagem para os seus leitores e fãs Portugueses?
[K.P.]: Apenas dizer que fiquei encantada por saber que tenho leitores em Portugal, que gostam destes livros, e espero que continuem a gostar deles. Obrigado.
 
 
[INTERNATIONAL INTERVIEW WITH KATE PEARCE]
 
By: Isabel Alexandra Almeida /Our Books blog
 
English Version
1)    Kate, you have always been an avid reader, who became an author later. Do you find important for a future writer to read a lot? What are the best things you learn when reading?
[Kate Pearce]: I think you learn how a book ‘works’, how to use language and the flow and pace of a story. The more you read, the more you understand how to write. When I first started writing I used to copy out pieces of text that resonated with me and analyse them.
2)    Name your favourite authors.
[K.P.]:That’s a tough question because I read a lot! I’d have to say, Dorothy Dunnett, Rosemary Sutcliff, Jane Austen, Georgette Heyer, Marian Keyes, Jodi Picoult, Susan Howatch, Linda Howard and Mary Balogh.
 
3)    You write erotic novels and also historical fantasy such as the Tudor Vampires Series, not yet available in Portugal. How hard it is for you to make the research? How long does it take?
[K.P.]: The Regency period is a period I studied in school, and one that I am quite familiar with, so it comes quite naturally to me. (Being born and brought up near London and being familiar with the places I write about also helps). I also studied Tudor politics at university, so I have a good basic understanding of that, too. I love doing research so I don’t consider it as work, just as background to make the stories I write more believable.
I also write paranormal and contemporary novels. The hardest thing for me to get right is contemporary American. Even after fifteen years here I still get things wrong, J
4)    In your opinion, does your History Degree help you with the research?
[K.P.]: Absolutely. I know how to find things quickly and, to be honest, the internet has made that a thousand times easier!
 
5)    You are British, but you are currently living in the U.S.A.. Why do you feel that it would be harder for you to publish in your home country?
[K.P.]:The romance industry in the USA is huge and is the biggest selling genre of them all. In the UK, romance is considered to be mainly Mills & Boon and is not considered to be good literature, which I think is a shame. When I moved over to the U.S. and discovered the romances in the bookstores, I knew I had found what I wanted to write. J
6)    Some of your Portuguese readers of The House of Pleasure Series were shocked by the explicit descriptions. What drove you to write about such peculiar themes such as rape and homosexuality?
[K.P.]:I don’t think it’s just my Portuguese readers who were shocked. J I think I’ve shocked every nation. LOL I don’t know what made me write about these subjects. Valentin and Peter just turned up in my head one day, and they came complete with all their backstory and emotional baggage. I just decided I had to be brave (and back in 2007 when these books came out, it was brave) and write their story as it was meant to be written.
I’ve always liked pushing the boundaries of what is considered a ‘romance’ and I’ve never liked labels, so writing about these men who could love each other regardless of their gender, just seemed natural to me.
I also think that sex is such a fascinating subject and it isn’t just about the physical or the person’s orientation; it’s also about power.
7)    When you describe an episode of sexual nature, do you present just a work of imagination, or are the descriptions based on the 19th century British private Life?
 
[K.P.]:Well, I think people have been having sex for thousands of years, and if you look at ancient cultures such as the Egyptians, or the Mayans or the Celts, you can see art and literature representing all kinds of interesting sexual positions and combinations, LOL. I combine an interest in research into these kind of books and my very vivid imagination. J
8)    Would you like to recommend some books that could help us understand better the British historical context in the 19th century?
[K.P.]:For the erotic side of things look up Captain Sir Richard Francis Burton who was a dashing British explorer and linguist in the early nineteenth century who on his travels brought both the Tales of the Arabian Nights and the Karma Sutra back to England.
For the Regency and the Prince Regent, you can’t go wrong with the standard J.B. Priestly’s book ‘The Prince of Pleasure’.
I’ve also researched the Peninsula War fought between France and England all over Europe, including in Portugal. The journals of Harry Smith from that time period are very interesting. He married a Spanish lady while he was there and brought her back to England with him. J If you want the romance version of that, try Georgette Heyer’s ‘The Spanish Bride.’
9)    What do you create in the first place: plot or characters? Do you usually write outlines or do you allow the imagination just to flow?
[K.P.]:It’s always the characters that come first for me. There’s a long line of them queued up in my head, patiently waiting their turn to be written about. I’m not a great plotter either. I tend to just sit down and write, stopping to research something as I go. Sometimes, when I turn a book in it is nothing like the original idea I proposed to my editor.
 
10) You like to keep in touch with your readers and fans, what do they usually like most about your novels?
 
[K.P.]:It depends on the reader. J Most of them like the sex scenes, but they also fall in love with the characters, which is very special for me.
11) Between the House of Pleasures and The Tudor Vampire Chronicles which one is your favourite?
[K.P.]:That’s like asking me to choose a favourite child! J I think the House of Pleasure is always going to be my favourite series because it meant so much to me to be able to write something so ground-breaking and subversive.
12) What would you recommend to someone who wants to become a writer?
[K.P.]:Read a lot in your favourite genre and write a lot. You’ll learn so much if you just keep writing. When you feel confident enough to share your work, find other writers who share your love of what you write and learn from them by critiquing and sharing your work.
 
13) Would you like to leave a message to your Portuguese readers and fans?
 
[K.P.]:Just to say that I’ve been so delighted to hear that there are readers in Portugal enjoying these books, and that I hope you continue to enjoy them. Thank you.
______________________________
 
 
REVIEWS:
 
 
 
 
Agradecimentos:
 
Este trabalho contou com o apoio da editora Quinta Essência, que disponibilizou para leitura e review o mais recente livro da autora. Agradecemos ainda a disponibilidade e simpatia de kate Pearce, e aqui fica um público agradecimento a Ana Ferreira, autora do blog Illusionary Pleasure, que reviu e aperfeiçoou as questões por mim originalmente formuladas em Língua Inglesa.
 
 
 

domingo, 23 de setembro de 2012

[Ponto M.] "Escravos da Paixão", de Kate Pearce [Quinta Essência]

Escravos da Paixão  (Casa do Prazer #2)


Sinopse:

Uma proposta ousada... Forçada a casar muito nova, Abigail Beecham está farta do seu casamento sem sexo. Anseia por sucumbir aos prazeres deliciosos do puro desejo carnal sobre o qual apenas leu. Se o marido não é capaz de satisfazer as suas carências, ela está disposta a encontrar um homem que o seja... Um passado diferente... Peter Howard está habituado a pedidos sexuais fora do comum. Os seus dez anos como escravo num bordel turco tornaram-no um especialista nas delícias sensuais. Mas há pouco que realmente o excite... até conhecer Abigail. Agora vive para a provocar e atormentar até ela gritar de prazer. Talvez quando sentir finalmente aquela deliciosa sensação de felicidade por que tanto anseia...

Opinião:

"Escravos da Paixão" é o segundo volume da série "Casa do Prazer" editada pela Quinta Essência. Depois de no ano passado ter lido o primeiro volume "Escravos do Amor" confesso que vontade de ler este novo livro não era muita, pois não gostei muito do primeiro livro e certamente posso dizer que não adorei este.

Estes livros são romances eróticos no sentido mais puro da palavra. São livros recheados de práticas sexuais desde a primeira página até à última e que para o leitor que não se sente muito confortável com estes temas, pode tornar a leitura constrangedora. Tal como no primeiro volume, aqui há um pouco de tudo e para todos os gostos, desde sexo a três, sexo anal, brinquedos eróticos, sexo homossexual entre outros. Posso afirmar que não me choco com facilidade mas confesso que esta leitura foi esgotante, é que ler 341 páginas de pornografia é muito cansativo. Gosto pouco de livros em que seja só sexo e pouco conteúdo e apesar de este livro até ter história, ou pelo menos uma premissa tem (um bordel de escravos) a autora conseguiu anular o plot em prol das satisfações sexuais das personagens.

Falando em personagens vale a pena falar um pouco do trio que compõe o livro: Peter, que já nos tinha sido apresentado anteriormente, vê-se sozinho e isolado dos amigos Valentin que no primeiro livro, encontra o grande amor da sua vida e que soube compreender o seu passado negro. Desde que o melhor amigo de Peter se casa, este começa a pensar no seu próprio futuro, querendo alguém que compreenda tudo o que passou.

Depois das suas experiências como escravo, jurara nunca mais ser usado sexualmente, mas um encontro com James irá mudar tudo isso. James é homossexual mas vive um casamento de fachada com a doce Abby, considerada fria e inexperiente na cama. Esta, embora nunca tenha contacto íntimo com James, Abby anseia por um filho mas a proposta do seu marido, à primeira vista não lhe parece a mais correcta: receber um estranho na cama voluntariamente para que este os ajudasse no seu relacionamento sexual.
Esta proposta ousada irá revelar uma nova Abby nunca antes vista, sensual, sedutora e pronta para qualquer desejo dos de James e Peter, acabando por abandonar as convenções sociais que lhe foram impostas, começando pela prática de adultério.

Eu gostei das personagens mas não posso dizer que me identifique com estas o que é uma pena, pois se a autora se tivesse centrado um pouco mais na história de cada uma, o livro teria sido melhor, pois as personagens é que dão alma ao livro, mas quando nem estas criam qualquer impacto com o leitor, a leitura acaba por não ter o efeito pretendido.

Foi com alguma pena que vi o desentendimento entre Valentin e Peter ser pouco explorado, a autora podia ter desenvolvido melhor o afastamento entre os dois melhores amigos.

Como referi acima, o meu problema não é o livro ser só sexo, isso já eu sabia que seria assim, pois o primeiro livro segue este mesmo caminho, mas pensei que nesta sequência a autora pudesse incorporar mais história de modo a que o livro tivesse mais valor. Apesar de acção passar-se nas décadas de oitocentos, não há qualquer outra referência que este livro seja histórico.

O sexo é explorado em várias vertentes, recheando as páginas de relações sexuais cruas, onde o pecado carnal e os fetiches das personagens falam mais alto, abafando os sentimentos de amor e carinho que devem sempre estar lado a lado com o sexo. Há um apelo aos jogos de sedução e aos desejos mais profundos e psicológicos do ser humano. Não há qualquer tabu quanto ao que é praticado.

Concluindo, "Escravos da Paixão" é um romance digno de bolinha vermelha na capa e que deve ser lido de mente aberta e sem preconceitos. Segue a mesa estrutura do primeiro livro e como tal só aconselho a pessoas que estejam à vontade com os temas abordados referidos mais acima. A série “Casa do Prazer” já conta 8 livros publicados no estrangeiro e é ideal para apimentar outras leituras mais monótonas

Até para a semana, 

Lady M.

1º volume da série
Escravos do Amor (Casa do Prazer, #1)