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terça-feira, 27 de novembro de 2012

[Opinião] "Ligações Proibidas", de Cheryl Holt [Quinta Essência]


Autora: Cheryl Holt


Título Original: Love Lessons


Edição: Agosto de 2011

Preço: 15,50 €

Páginas: 383


 


Sinopse:


   Uma solteirona resoluta de vinte e cinco anos, Abigail Weston, está determinada em ver a irmã mais nova casada com um homem Bem. Contudo, a sua falta de experiência com o sexo oposto impede-a de apaziguar os medos da irmã em relação à noite de núpcias, a não ser que se atreva a dar um passo arriscado de forma a aprender o que a intimidade entre um homem e uma mulher implica. No entanto, o único homem em Londres qualificado para ensiná-la, desperta-lhe uma atenção que ela nunca esperou experimentar todos os suspiros de prazer por si própria... James Stevens rico, imoral e tremendamente aborrecido com a sociedade londrina acredita que nada é capaz de chocá-lo. Apesar de o pedido de Abigail pela explicação verbal dos prazeres da carne ser um pouco surpreendente, o que o deixa realmente espantado é a sua reacção poderosa em relação à inocência e beleza dela. Uma química sexual entre eles faz com que surja um êxtase carnal, e nada mais arruinaria para sempre Abigail. Pela primeira vez na vida, James suspeita que o simples contacto físico empalidece o amor verdadeiro...
 
 
Crítica/Opinião por: Isabel Alexandra Almeida/Blog Os Livros Nossos:
 
   Ligações Proibidas é o segundo romance histórico sensual da autora Cheryl Holt publicado em Portugal pela Quinta Essência.
   Mais uma vez, Cheryl Holt não desaponta, trazendo-nos uma narrativa bem atrevida num estilo fluído e envolvente a que já nos havia habituado com Noites de Paixão, sendo obras de leitura compulsiva, que deixam  leitor sempre expectante e ansioso por ir avançando pelas páginas, até ao desenlace final.
 
   A acção passa-se em Londres, no ano de 1812, e temos como personagens centrais a bela, ingénua e determinada Abigail Weston, e o sedutor  e devasso James Stevens, que irão cruzar-se por iniciativa de Abigail, a qual pretende ter com este lições teóricas dos prazeres carnais, com vista a ficar apta a transmitir tais conhecimentos à sua irmã mais nova Caroline, que irá ser apresentada à sociedade com o propósito de encontrar um marido e que muito receia o início da vida matrimonial e o que tal implica em termos de intimidade homem/mulher.

   James Stevens, e o irmão Michael Stevens, são proprietários de um próspero salão de jogos, por onde desfilam as vidas trágicas de muitos aristocratas viciados em jogo, que ali se arruinam, ironicamente, a mesma alta sociedade Londrina que alimenta, com o vício do jogo, o negócio dos irmãos Stevens, é a mesma a colocar barreiras sociais aos mesmos, por serem filhos ilegítimos de Lorde Edward Stevens, sendo o resultado de uma ligação ilícita entre este nobre e a bela atriz Angela Ford, que abandonada, criou sozinha os dois filhos. Como filhos ilegítimos James e Michael têm com o pai uma relação pouco próxima e de profunda mágoa, sendo-lhes mesmo vedado o relacionamento com os irmãos da linha legítima de parentesco (nascidos do casamento de seu pai), sendo Charles o filho Varão legítimo de Edward quem assume socialmente o papel de destaque entre os descendentes.

   Abigail Weston, virgem e solteira aos 25 anos, ficou incumbida de zelar pela educação da irmã mais nova Caroline, a quem adora, estando apostada em que a mesma encontre a felicidade que ela mesma não teve ainda oportunidade de encontrar. Abigail conhece James a pretexto de que este lhe transmita conhecimentos essenciais acerca do relacionamento carnal entre um homem e uma mulher, a fim de os transmitir oportunamente a Caroline, para evitar à jovem casadoira sofrimentos e embaraços decorrentes da sua efectiva ignorância desses aspectos da vivência humana, então considerados imorais. Abigal e Caroline vivem na companhia do antipático, nada afectuoso e snob irmão de ambas - Jerald (Lorde Marbleton), casado com a não menos antipática e deveras intrometida Margaret.
   A trama conta também com a presença de uma vilã - Barbara Ritter (Lady Newton), que tudo fará para conquistar para si a atenção exclusiva do libertino e sedutor James Stevens.

   O espaço social desta narrativa contempla as relações conturbadas entre a alta sociedade Londrina e a camada menos privilegiada da sociedade (comerciantes de negócios menos bem vistos como o jogo, actores e actrizes, arrivistas sociais de moralidade duvidosa que ascenderam socialmente pelo casamento com aristocratas entretanto falecidos). Os códigos sociais rigorosos e hipócritas, tão próprios da sociedade Londrina do Século XIX,  estão bem patentes na obra, sendo utilizados pela autora para condimentar a história e alimentar o clima de intriga, com diversas reviravoltas até ao desenlace final.

   Numa linguagem fluída e num estilo de narrativa dinâmico,  a autora retrata magistralmente os conflitos sociais da época, e também os conflitos internos das principais personagens, não faltando lugar de destaque para a sexualidade e desejo vividos ao rubro, numa inicial componente meramente física que acaba por evoluir para uma relação emocional bastante profunda, mas que contará com poderosos oponentes.

   Mais uma vez Cheryl Holt traz-nos uma história plena de intriga, romance e muita sensualidade (estando a mesma bastante bem contextualizada e descrita de forma elegante e envolvente), fazendo o leitor criar uma natural empatia com as personagens principais e os espartilhos sociais que tentam limitar o seu percurso legítimo e desejável em direcção à felicidade.

   Conseguirão Abigail e James, vindos de meios tão opostos e contrastantes socialmente, enfrentar todas as adversidades e ficar juntos e felizes? e os jovens Caroline e Charles conseguirão encontrar a respectiva cara-metade sem ser por imposição familiar?

  Trata-se de uma obra cuja leitura se recomenda a quem seja já apreciador do romance histórico sensual, ou ainda a quem queira aventurar-se neste género de leitura pela primeira vez.

 Um livro ousado e romântico q.b. Holt no seu melhor, e com toda a dinâmica e estilo bem próprios das suas obras!  A não perder.

  


 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[Entrevista Internacional] Cheryl Holt [Quinta Essência]


Cheryl Holt [Foto cedida pela autora]

Caros Leitores,
 
Hoje iremos ficar a conhecer um pouco melhor a Autora Cheryl Holt.
 
   Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito do Wyoming. Trabalhou como Procuradora do Ministério Público. Hoje é escritora a tempo inteiro e vive com a família em Los Angeles.
É considerada a rainha do romance sensual, e entre os leitores Portugueses é já conhecida pelos seus três primeiros romances editados em Tradução Portuguesa - "Noites de Paixão", "Ligações Proibidas" e, mais recentemente, "Entrega Total", com a chancela de qualidade da Quinta Essência. Cheryl confessou-nos que adora as capas das edições Portuguesas dos seus romances.
 
 
 
Entrevista Internacional com Cheryl Holt conduzida por: Isabel Alexandra Almeida/  Blog Os Livros Nossos:
 
[Os Livros Nossos]:  É Advogada, mas escreve romances históricos. Como é que ficou tão fascinada com história, de tal modo que os seus romances decorrem durante o Século XIX, em Inglaterra?
 
[Cheryl Holt]: Quando comecei a escrever ficção comercial queria vender romances policiais. Enquanto Advogada, trabalhei como Procuradora do Ministério Público, e pensei que esse fosse o melhor caminho para mim, enquanto escritora. Mas eu era muito novata a escrever romances, e ainda não muito boa, e não consegui vender nenhum dos meus romances policiais que havia escrito. Decidi tentar um género diferente de romance.
   Eu lia constantemente, estudava todos os livros que saiam nas listas de best sellers, tentei descobrir o que estava a vender e que os leitores gostavam de comprar. Eu nunca tinha sido leitora de romances, mas muitos romances de amor  faziam parte das listas de best sellers. Li dezenas deles,de facto, gostei dos romances históricos que decorriam no Século XIX na Inglaterra.  Os romances podem ter por cenário diversos períodos históricos e locais distintos. Gostei mais dos Britânicos. Foi apenas uma preferência pessoal.
  A Inglaterra, nos primórdios de 1800, é o período histórico mais popular para romances de amor.Os leitores gostam do mundo que existia em Inglaterra nessa época. Foi o mesmo período em que viveram autores como Charles Dickens ou Jane Austen. Existia um desequilíbrio social extremo de grande riqueza ou pobreza extrema. Na Europa estavam a ser travadas as guerras Naopoleónicas. A situação mundial dessa época proporciona histórias engraçadas e dá aos autores e leitores grandes temas que podem conduzir a enredos.
  Comecei a escrever romances de amor e escolhi a Inglaterra durante o Século XIX. Fi-lo. porque gostei de ler romances que decorriam nesse período histórico e pensei que fosse o melhor para me emergir a mim mesma num mundo que era do meu agrado.
 
[Os Livros Nossos]: Pode partilhar connosco os nomes dos seus autores preferidos?
 
[Cheryl Holt]: Eu não diria que tenho um "autor favorito". Sou uma leitora ávida e gosto de qualquer romance que esteja bem escrito e cuja leitura seja divertida. Não me importo com o período histórico, o cenário ou algo do género. Desde que a escrita seja fabulosa eu gosto de ler.
 
[Os Livros Nossos]: Quando é que escreveu o seu primeiro livro? Quão especial foi para si escrever e publicar o seu primeiro romance?
 
[Cheryl Holt]: Escrevi o meu primeiro romance há cerca de 15 anos atrás.Foi muito dificil escrevê-lo. O romance de ficção é uma forma de arte complexa que se desenvolveu ao longo de vários séculos.É muito difícil aprender a escrever um romance, e também aprender a escrevê-lo de modo a que esteja bem escrito e seja legível.
   O primeiro livro que publiquei foi o 17º que escrevi . Demorei quatro anos e concluí seis manuscritos completos até que a minha escrita estivesse suficientemente boa para captar o interesse de um editor Nova Iorquino. É um negócio muito competitivo e trabalhei arduamente durante vários anos para apurar a minha arte.
   Mas mesmo depois de ter vendido o meu primeiro romance ainda não era muito boa a escrever.  Até escrever o meu 13º romance ainda não tinha verdadeiramente tido a percepção de que sabia o que estava a fazer.
   Foi engraçado ter o primeiro livro publicado e é divertido ter cada um deles publicados.A primeira vez que vi o meu livro publicado estava numa mercearia. O livro estava na prateleira dos livros em edição  de bolso e eu estava a comprar mantimentos na companhia da minha filha, que tinha apenas dois anos de idade nessa altura. Corremos para casa, pegámos na nossa máquina fotográfica e voltámos à loja. Pedi a um empregado que me tirasse uma fotografia, tendo a estante com o livro atrás de mim.
 
[Os Livros Nossos]: Quanto tempo demora a escrever um romance completo? Faz a sua própria pesquisa ou alguém a ajuda com esse trabalho prévio?
 
[Cheryl Holt]: Eu escrevo livros há cerca de 15 anos, e estou a ficar muito boa.Quanto comecei demorava cerca de oito meses a escrever um romance completo. Agora sou capaz de escrever um romance em cerca de três meses e meio.
   Não faço qualquer pesquisa antes de escrever um romance. Todos os meus romances decorrem no período da Regência em Inglaterra.Não se centram à volta de um evento histórico, mas apenas decorrem nos primórdios de 1800. Portanto, todas as roupas, casas, carruagens e outros aspectos da vida diária são sempre os mesmos. Não preciso de fazer pesquisa.
 
[Os Livros Nossos]: Costuma escrever diariamente, e seguir um horário rígido, ou tem outra rotina de escrita?
 
[Cheryl Holt]: Escrevo todos os dias. Escrevo a toda a hora e sigo um horário muito rígido. Quando me preparo para escrever um novo romance passo muitas semanas a escolher os nomes das personagens, a desenvolver o enredo, a seleccionar o cenário para os capítulos e coisas desse género. Na noite anterior a começar a escrever sento-me com um calendário e assinalo no mesmo quantas páginas me proponho escrever num dia, quando terei o rascunho em bruto concluído e quando terminarei a edição, e.t.c. Então, mantenho o horário durante todo o processo. Não posso sequer escrever menos do que o proposto, porque trabalho porque trabalho dentro de prazos fixados contratualmente e tenho de ter o livro terminado dentro de uma data específica.
 
[Os Livros Nossos] O que é para si o acto de escrita? O que faz para ficar inspirada?
 
[Cheryl Holt]: O acto de escrita para mim já não se trata muito de um acto criativo. É para mim uma profissão, um negócio caseiro. Trabalho em casa, trabalho todos os dias e trabalho arduamente.
   Quando começo um novo romance, não é porque me senti subitamente "inspirada". Estou sempre a encontrar ideias para um enredo e anoto-as numa lista. São habitualmente apenas frases curtas ou cenários possíveis.Quando fico pronta para começar um novo livro consulto a lista e olho para as várias ideias. Habitualmente, uma delas chama-me a atenção, escolho a que mais me agrada e começo a trabalhar.
 
[Os Livros  Nossos]: Diria que há uma espécie de magia nos seus romances. O que pensa que cativa os seus leitores enquanto leem os seus romances?
 
[Cheryl Holt]: Os meus livros são muito diferentes de outros romances de amor. Nunca li romances de amor enquanto estava a crescer.Nunca havia lido um até ter já quarenta anos e estar já a tentar descobrir como escrever romances para sobreviver.Portanto, nunca tive uma ideia concreta acerca de como era suposto ser um romance.
   Como não tinha ideias pré-concebidas acerca dos romances, os meus enredos e personagens são muito frescos e inovadores e tenho um estilo de escrita que não coincide com o de outros autores.Os meus livros são muito dinâmicos, muito divertidos e muito fáceis de ler. Os personagens são extremamente memoráveis e têm enormes questões que os levam a fazer todos os tipos de coisas selvagens. As heróinas, em especial, envolvem-se em todo o tipo de problemas e perigos. Os leitores percorrem as páginas ansiosos por descobrir o que irá acontecer a seguir.Tenho um estilo divetido de escrever do qual os leitores verdadeiramente gostam.
 
[Os Livros Nossos]: Actualmente, está a preparar um novo romance? Em caso afirmativo, pode dar-nos algumas pistas sobre o mesmo?
 
[Cheryl Holt]: Tenho uma trilogia que será lançada em 2013.Os dois primeiros livros estão terminados e o terceiro irá ser iniciado na segunda-feira. Serei eu própria a publicá-los, em e-book e em edição impressa. Irei publicá-los de forma seguida, para que os leitores possam ler um a seguir ao outro.
   Os títulos são "Promessa de amor", "Preço do amor" e "Perigo do amor". O herói é um pirata Francês e eu adoro escrever personagens masculinas realmente viris. Nenhum autor cria heróis tão impulsivos e viris como os meus, e estou realmente excitada por estar a começar.
   Tenho um designer a trabalhar nas capas e terei as artes das capas disponíveis no meu site pessoal e na página do facebook nas próximas semanas.
 
[Os Livros Nossos]: Para concluir esta entrevista, gostaria de deixar uma mensagem especial para os seus leitores Portugueses?
 
[Cheryl Holt]: Fiquei encantada por ser publicada em Português pela editora Quinta Essência. Produziram livros para mim que são lindos.Estou muito feliz por algumas das minhas histórias estarem agora disponíveis para os leitores Portugueses e espero poder oferecer mais algumas futuramente.
 
Eu escrevo os meus livros no meu computador, n uma pequena secretária na minha casa em Los Angeles, Califórnia. Fico sempre  tão admirada pelo facto de as mulheres noutra parte do mundo serem capazes de ler o que eu tenho feito. Sinto-me muito honrada em ter tantos novos fãs portugueses!
 
 
 
 
 
International Interview with Author Cheryl Holt / Portuguese Blog Our Books
By : Isabel Alexandra Almeida
 
 
1) You´re a lawyer, but you write historical novels. How did you get so fascinated about history, so that yours novels take place during the 19thcentury in England?
When I first started writing commercial fiction, I wanted to sell crime novels. As a lawyer, I had worked as a criminal prosecutor, and I thought that was the best route for me as a writer. But I was very new at writing books and not very good yet, and I couldn’t sell any of the crime novels I had written. I decided to try a different type of novel.
I was reading constantly, studying all the books that popped up on the bestseller lists, as I tried to figure out what was selling and what readers liked to buy. I had never been a romance reader, but many romance novels were on the bestseller lists. I read dozens of them, and I really liked the historical ones that were set in 19th century England. Romances are set in many different time periods and locations. I liked the British ones best; it was just a personal preference.
England in the early 1800s is the most popular time period for romance novels; readers enjoy the world that existed in England at that time. It is the same period in which authors Charles Dickens and Jane Austen lived. There was an extreme social imbalance of great wealth and great poverty. The Napoleonic wars were being fought in Europe. The entire world situation of that era makes for fun stories and gives authors and readers big issues that can help drive plots.
I started writing romance novels, and I chose 19thcentury England. I did it because I enjoyed reading the romance novels that were set in that time period, and I thought it was best to immerse myself into a world I enjoyed.
2) Could you share with us the names your favourite authors.
I wouldn’t say I have a “favourite”author. I am an avid reader, and I like any novel that’s well written and fun to read. I don’t care about the time period or the setting or anything else. As long as the writing is great, I love to read it.
3) When did you write your first book? How special it was for you to write and publish the very first novel?
I wrote my first book about 15 years ago. It was very difficult to write it. The fiction novel is a complex art form that has developed over several centuries. It’s very difficult to learn how to write a novel, but also how to write it so that it’s well done and readable.
My first published book was the seventh one that I had written. It took me four years, and I finished six complete manuscripts before my writing was good enough to attract the interest of a New York publisher. It’s a very competitive business, and I worked very hard for several years to hone my craft.
But even after I sold the first novel, I still wasn’t very good at writing. I was writing my 13th published novel before I truly felt that I knew what I was doing.
It was fun to have the first book published—it’s fun to have every one of them published—and the first time I saw my published book, I was in a grocery store. The book was on the paperback shelf, and I was buying groceries with my daughter who was only two years old at the time. We ran home, got our camera, and went back to the store. I had a clerk take my picture standing in front of the store’s book shelf with the book behind me.
4) How long does it take you to write a full novel? Do you do your own research, or does someone help you with that kind of previous work?
I’ve been writing books for about 15 years now, so I’m getting very good at it. When I first started, it took me about 8 months to write a full-length novel. Now, I can write one in about 3 ½ months.
I don’t do any research before I write a novel. All of my novels take place in Regency period England. They’re not centered around a historical event, but merely take place in the early 1800s. So all of the houses, clothes, carriages, and other facets of daily life are the same every time. I don’t need to do research.
5) Do you usually write on a daily basis and follow a strict Schedule, or you have a different writing routine?
I write every day. I write all the time. I follow a very strict schedule. When I prepare to write a new novel, I spend many weeks, picking character names, developing the plot, setting out chapters, and things like that. The night before I begin writing, I sit down with a calendar, and I mark out on the calendar how many pages I’ll type in a day, when I’ll have the rough draft done, when I will have the editing done, etc. Then I keep to the schedule all along the way. I can’t ever get behind because I’m usually on contract deadlines and have to have the books completed at a specific date.
6) What is for you the act of writing? What do you do to get inspired?
The act of writing for me isn’t much of a creative act anymore. It is a job for me. It is a home business. I work at home; I work every day, and I work very hard.
When I begin a new novel, it’s not because I was suddenly “inspired.” I get plot ideas all the time, and I write them down in a list. It’s usually just a two- or three- sentence statement of a possible plot scenario. As I get ready to write a new book, I go to the list and look at the various ideas. Usually, one of them will jump out at me. I pick the one that seems to interest me the most, and I get to work.
7) I would say that there´s some kind of magic in your novels. What do you believe captivates your readers while reading one of your novels?
My books are very different from other romance novels. I never read romance novels when I was growing up. I hadn’t read one until I was 40 years old and trying to figure out how to write novels for a living. So I never had a concrete “idea” of what a romance novel was supposed to be like.
Since I had no preconceived ideas about romances, my plots and characters are very fresh and innovative, and I have a style of writing that isn’t matched by other authors. My books are very fast-paced, very fun, very easy to read. The characters are extremely memorable and have enormous burdens or issues that drive them to do all sorts of wild things. The heroines especially get themselves into all sorts of trouble and danger. Readers whip through the pages, excited to find out what will happen next. I have a fun style of writing that readers really enjoy.
8) At the moment are you preparing a new novel? If so, could you give us some clues about it?
I have a trilogy that will be released in 2013. The first two books are finished, and I will begin writing the third book on Monday. I am publishing them myself, both as e-books and as print books, and I will release them back to back so that readers can read them one after the other.
The titles are LOVE’S PROMISE, LOVE’S PRICE, and LOVE’S PERIL. I am just starting LOVE’S PERIL. The hero is a French pirate, and I always love to write really macho male characters. No other author creates heroes who are as driven and macho as mine, so I’m really excited to get started.
I have a cover designer working on the covers, and I will have the cover art for the three books posted on my web site and Facebook page in the next few weeks.
9) To finish this interview, would you like to leave a special message to your Portuguese Readers?
I have been very delighted to be published in Portuguese by publisher Quinta Essencia. They have produced books for me that are so beautiful! I am so happy that some of my stories are now available to Portuguese readers and I hope I will be able to offer more of them in the future.
I write my books at my computer at a small desk in my home in Los Angeles, California. I am always so amazed that women in another part of the world are able to read what I’ve done. I’m very honored to have so many new Portuguese fans!