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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Renda & Saltos Altos | " A Verdade sobre Lorde Stoneville", de Sabrina Jeffries | TOPSELLER



Crítica por Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista


A Verdade sobre Lorde Stoneville, é o romance que dá a conhecer ao público Português Sabrina Jeffries, autora bestseller do New York Times que nos brinda com um excelente romance de época com chancela Topseller

A premissa inicial deste romance de época, cuja acção decorre em Inglaterra em 1825, decorre de uma analepse inicial até 1806, contextualizando um trágico acontecimento familiar que irá influenciar de forma decisiva o desenrolar da acção, bem como a evolução, em termos psicológicos, do herói - Oliver Sharpe - Marquês de Stoneville.

Libertino inveterado, evitando constantemente o compromisso, pois sente-se incapaz de ser fiel a uma mulher, Lorde Stoneville é o herdeiro do título nobiliárquico que lhe chegou através do pai, sendo Oliver o resultado de um casamento infeliz que procurou salvar da ruína certa a propriedade de Haltstead Hall, na posse do anterior Marquês, que contraiu matrimónio com a bela e rica filha de comerciantes - Prudence Plumtree - num contrato bastante usual na época, onde alguma da nobreza tradicional britânica estava arruinada, apenas tendo como moeda de troca os seus títulos, que por sua vez, eram vistos como apetecíveis bilhetes para a ascensão social desejada por tantos membros da burguesia, pessoas de origens humildes que enriqueciam em resultado do comércio a que se dedicavam.

Do casamento infeliz do anterior Marquês de Stoneville e da sua esposa Prudence, ambos já falecidos num contexto que gera constantes rumores, dúvidas e mexericos entre a alta sociedade Londrina, nasceram (além de Oliver, o mais velho e herdeiro) outros quatro filhos: Jarret (viciado em jogo), Minerva (escritora de romances góticos, considerados escandalosos à data), Gabriel (viciado em corridas) e Celia (tem uma forte apetência por tiro ao alvo, e encabeça a luta pelos direitos dos trabalhadores infantis, então alvo de dura exploração no Reino Unido). Os Cinco irmãos são conhecidos por "Os demónios de Hallstead Hall", e vivem a expensas da avó, a astuciosa e determinada Hester Plumtree, gerente da cervejaria que herdou do marido, é uma empresária próspera que decide congeminar um plano para levar os netos, todos eles indomáveis e independentes, a constituir família e a continuarem a sua dinastia familiar, fazendo-lhes um ultimato nesse sentido.

O Marquês de Stoneville vê-se, assim, encurralado num beco sem saída, quando a avó tenta manipular os cinco netos, levando-os a casar sob pena de serem despojados da sua vasta fortuna pessoal. Hester, uma mulher muito inteligente, e uma das personagens mais marcantes, de forte personalidade e muito intuitiva, mostra conhecer muito bem a sua prole de netos incorrigíveis - " Encontrara, por fim, uma forma de fazer com que todos lhe obedecessem: usar o afecto que sentiam uns pelos outros, a única constante nas suas vidas."

Oliver Sharpe, Lorde Stoneville, é um homem marcado pelo passado, esconde segredos pesados que cerceiam a sua crença na possibilidade de ser feliz, optando por evitar a vivênvia normal de uma relação amorosa potencialmente bem sucedida no futuro: " (...) Não havia nada por que valesse a pena arriscar a vida, Nem uma mulher, nem a honra e muito menos a reputação." e revelando fortes problemas de auto-estima e sentimentos de culpa que procura exorcizar criando uma "persona" que, afinal, descobrirá não corresponder ao seu verdadeiro "eu".

Por acaso do destino, o Marquês, que encara negativamente a responsabilidade e o dever de decoro e reputação impostos pelo título de nobreza que possui, irá cruzar-se com Maria Butterfield, uma jovem herdeira americana, que com a ajuda do desajeitado e desengonçado primo Freddy, procura o seu noivo desaparecido, com o qual necessita de casar para assumir a titularidade da fortuna deixada por morte do pai, dono de metade de uma poderosa empresa ligada ao sector de transportes marítimos.

É deveras interessante e divertido observar a dinâmica entre um nobre Inglês, que renega o peso das suas responsabilidades, mas que intimamente se culpabiliza por não se sentir à altura do papel social que lhe coube em sorte desempenhar, e entre uma herdeira americana bastante pragmática, desassombrada e frontal, com pouco ou nenhum poder de encaixe para todas as regras e os maneirismos e aparências impostos pelo rígido e hipócrita código social da alta sociedade britânica.

Vendo-se na contingência de representar o papel de falsa noiva de Stoneville, numa tentativa de contrariar o plano da avó do Marquês, em troca recebendo ajuda para resolver a sua delicada situação pessoal, Maria será uma verdadeira lufada de ar fresco que entra nos bolorentos salões da ancestral residência familiar de Stoneville - Hallstead Hall - (e isto sucederá tanto em sentido literal como simbólico ou figurado).

O confronto cultural entre duas pessoas com educação tão díspar, a personalidade forte e a teimosia inerente ao casal protagonista, e a forte e espontânea química sexual que surge entre ambos ( e que resultará em cenas pejadas de erotismo bastante intensas e devidamente contextualizadas), serão os propulsores ideais do desenvolvimento do enredo e de uma clara evolução psicológica de ambos os protagonistas.

Uma mistura explosiva de drama, mistério, crítica social, paixão, coragem, o poder redemptor do amor, ingredientes que evoluem perante um evidente choque cultural que  levam o leitor a não querer pousar o livro antes de terminar a sua leitura, além de nos deixarem a ansiar pelos próximos romances da série, até porque no final surgem pistas para um novo entendimento de uma situação familiar que parecia já sanada, e os restantes irmãos Sharpe prometem muitas horas de puro entretenimento. Prepare-se, Sabrina Jeffries parece-nos perita em escrever estes  deliciosos guilty pleasures para adeptos do romance de época.

Ficha Técnica do Livro


Autora: Sabrina Jeffries

Edição: Fevereiro de 2018


Nº de Páginas: 352

Género: Romance de época | Inglaterra Século XIX

Classificação Atribuída: 4/5 Estrelas



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Renda & Saltos Altos | 11 Escândalos para Prender o Coração de Um Duque | Topseller



Crítica por Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista | Blogger Literária


11 Escândalos para Prender o Coração de Um Duque, de Sarah MacLean, é um romance de época cuja acção decorre em Londres no Século XIX, sendo o terceiro romance da série #love by numbers.

O grande trunfo desta obra é, sem dúvida, apresentar dois dos mais marcantes protagonistas de ficção romântica de época com os quais nos cruzámos em tantas leituras do género, sendo reconhecido o talento da autora na construção de personagens com personalidade bem vincada.

Apesar de se moverem em pólos opostos em termos sociais, emocionais e de personalidade, o Duque de Leighton - Simon - e Luciana Fiori acabam por vivenciar um sentimento comum que, ainda que inconscientemente, mais os aproxima: ambos lutam por encontrar um modo de se adaptarem à sociedade britânica e ao rígido código moral e social do beau monde Londrino do Século XIX, e este desafio diário atormenta os dois protagonistas desta trama.

O poderoso Duque de Leighton, conhecido pelo pouco simpático epíteto de "Duque do desdém", vive obcecado por conservar incólume a reputação da sua família, e receia, a todo o momento, ver desvendado um segredo de família que poderá minar todos os seus esforços de protecção da tradição, honra e bom nome do seu Ducado.

Juliana Fiori, filha de um Mercador Italiano e de uma Marquesa Inglesa que caiu em desgraça ao abandonar o marido e os filhos em Inglaterra, e mais tarde, tendo também deixado para trás a filha Juliana, luta por encontrar um lugar possível no seio da alta sociedade britânica, carregando sempre a culpa de ser olhada com suspeição, quer devido ao estigma dos pecados maternos, quer ainda por ser impulsiva, muitas vezes socialmente desadequada, chegando a ver-se a si mesma como um verdadeiro "escândalo ambulante".

Nem Simon nem Juliana se sentem totalmente confortáveis nos respectivos papéis sociais, mas a teimosia de ambos e a forte atracção que começam a sentir um pelo outro prometem proporcionar aos leitores momentos verdadeiramente hilariantes e também emotivos.

A trama é interessante e vai vai deixando algumas pistas acerca do que foi moldando a personalidade e as atitudes dos protagonistas. Surge também um curioso leque de personagens secundárias, de que são exemplo: a Duquesa Viúva de Leigthon ( a mãe de Simon, que simboliza a contenção emocional e a frieza da aristocracia britânica), a simpática Lady Mariana Allendale e o seu irmão (amigos e adjuvantes de Juliana), os Marqueses de Ralston ( respectivamente irmão e cunhada de Juliana), Nick e Isabel ( também, respectivamente, irmão e cunhada de Juliana). Este colorido leque de personagens secundárias confere forte dinamismo à história.

É bastante curiosa a abordagem que a autora faz do choque cultural entre Juliana e Simon. Ela, Italiana, impulsiva, descontraída, independente, católica, vê-se subitamente lançada aos leões num mundo que não é o seu, onde cada atitude, cada gesto, cada decisão estão sujeitos ao permanente escrutínio da implacável alta sociedade Londrina. Por sua vez, Simon, arrogante, criado para cumprir regras, para conter emoções e para escolher a noiva perfeita que será a mãe ideal para os herdeiros da sua irrepreensível família Ducal será surpreendido pela forte atracção que lhe desperta Juliana.

Ao nível psicológico assistimos a importantes evoluções  da parte dos protagonistas. Simon acabará por reconhecer que a auto-censura nem sempre tem o poder suficiente para repelir forças primitivas como a paixão e o desejo. Juliana terá de aprender a vencer a culpa e o preconceito que, inconscientemente, deixava que a atormentassem, tendo tudo a ganhar em aceitar a sua essência de mulher livre, independente, determinada , apaixonada e aventureira.

Paixão, conflito interno, a luta entre "dever" e "querer", protagonistas fortes que emanam uma evidente química entre si, um saudável toque de humor que denuncia a rigidez das convenções sociais de uma época onde cumprir regras estava, quase sempre, acima da felicidade pessoal. Uma leitura que será do agrado dos adeptos do romance de época e que não desilude. Recomendamos!

Ficha Técnica do Livro:


Autora: Sarah MacLean

Série: #Love by numbers - livro 3


Edição: Julho de 2017

Nº de Páginas: 352

Classificação atribuída: 4/5 estrelas

Género: Romance de época | ficção romântica sensual


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Renda & Saltos Altos | "O Boss", de Vi Keeland | Topseller


Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger


O Boss, de Vi Keeland, é um romance contemporâneo do género erótico, mas no qual a temática do erotismo se vai desenvolvendo de forma muito gradual e insinuante, à medida que a narrativa vai evoluindo. A história desenrola-se num ritmo narrativo bastante cadenciado e equilibrado, sem excessos nem avanços demasiado rápidos, e esta subtileza confere elegância ao livro.

Quando começamos a ler esta obra, o que logo nos conquista é o humor que Vi Keeland soube logo introduzir no capítulo inicial e que vai surgindo um pouco por todo o livro, acabando por alternar com a forte carga dramática que a história também integra.

A acção decorre em Nova Iorque, e a trama está organizada em capítulos breves (o que facilita, dinamiza e torna mais ágil o processo de leitura). Em cada capítulo vamos acompanhando o ponto de vista de cada um dos dois protagonistas: Reese Annesley e Chase Parker, e dados importantes do passado de Chase chegam até ao conhecimento do leitor com recurso a analepses que nos levam a um momento temporal onde recuamos sete anos.

Relativamente às personagens, ambas estão construídas com forte densidade psicológica, e mostram-se inseridas em dinâmicas que correspondem a diversos espaços sociais onde se movimentam: o espaço mais privado ou pessoal, o espaço empresarial ( Parker Industries, uma firma da qual Chase Parker é CEO, e na qual Reese virá a trabalhar), o espaço familiar e das amizades mais próximas ( Sam é a melhor amiga de Chase, e Jules a melhor amiga de Reese).

Reese Annesley é uma jovem executiva com formação e experiência na área do marketing, apaixonada pela sua profissão, tem alguma dificuldade em gerir relacionamentos amorosos, não tendo ainda conseguido criar uma relação amorosa duradoura, estável e que lhe permita a realização pessoal a este nível. É independente, trabalhadora, empenhada e, ao nível psicológico apresenta um comportamento que denota alguns traços de natureza obsessiva-compulsiva em relação à sua segurança pessoal, aspecto este que surge enquanto reacção à vivência de uma situação traumática na infância. É emocionalmente insegura, culpabilizando-se inconscientemente pelo seu comportamento obsessivo-compulsivo e pelo evento que o gerou e deixa que isto afecte a sua vida amorosa, pois nunca sentiu que os seus namorados entendessem esta sua preocupação com a segurança, ou que lhe dessem o devido valor, ou seja, nunca se sentiu compreendida plenamente por um parceiro naquilo que assume ser uma imperfeição que transporta consigo.

Por sua vez, Chase Parker é o exemplo de um macho alfa poderoso, sedutor e algo arrogante. É CEO da Parker Industries, uma firma dedicada à cosmética e beleza femininas que desenvolve cientificamente os seus próprios produtos, estudante brilhante, criativo e empreendedor, subiu a pulso nos negócios, por mérito próprio, e mantém um forte vínculo afectivo com a família mais próxima (designadamente, tem uma relação muito cúmplice com a irmã Anna, e com Samantha, a sua melhor amiga desde os tempos da faculdade, uma mulher forte, determinada e perspicaz, que, tal como Anna, assume uma postura cuidadora e protectora em relação a Chase. Bonito, sedutor, espirituoso, envolvente, bem humorado, rico e bem sucedido, à partida estaríamos perante a perfeição personificada, todavia, toda esta imagem de perfeição e força acabam por revelar-se uma máscara que esconde a sua fragilidade emocional. Chase lida com o fantasma de uma perda não superada, quer seguir em frente mas balança perante essa hipótese, deixando-se enredar numa forte pressão psicológica negativa , lutando por elaborar um luto do passado, e por vencer a culpa que, em determinados momentos, o bloqueia e o arrasta para isolamento social, abuso de alcool e desesperança na possibilidade de um futuro.

Chase e Reese vão, obviamente, cair nos braços um do outro, e até que tal aconteça, vamos assistindo a um delicioso e erótico jogo e sedução no escritório da empresa onde ambos trabalham. Porém, nem tudo é perfeito, e ambos são ainda assombrados por ecos traumáticos dos respectivos passados, o que pode deitar a perder um futuro que seria bastante promissor.

É interessante notar que o livro tem tanto de comédia romântica, quanto de drama, e tem dois protagonistas  que não são perfeitos, o que nos faz, desde logo, empatizar com Reese e com Chase. A culpa (em diferentes contextos traumáticos) e a aceitação de imperfeições em si mesmos e nos outros vão ser conceitos chave na evolução dos personagens.

Em suma, estamos perante um romance erótico que nos traz muitos bónus: romantismo, sedução, humor, drama, tensão, culpa, superação e aceitação, e é precisamente esta mistura de ingredientes tão rica que torna este livro muito especial e apaixonante. Vi Keeland é uma aposta ganha em termos editoriais e constitui uma boa escolha para levar de férias. Adorámos e queremos mais livros desta autora!

Ficha Técnica:

Título: O Boss

Autora: Vi Keeland


Edição: Julho de 2017

Nº de Páginas: 320

Género: Romance contemporâneo | erótico

Classificação: 5/5 estrelas


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Secção Criminal | "Escrito na Água", de Paula Hawkins | TOPSELLER




Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária | Blogger

Escrito na Água é o segundo romance da aclamada autora Paula Hawkins, conhecida pelo estrondoso sucesso do seu anterior thriller psicológico A Rapariga no Comboio. No próximo dia 2 de Maio de de 2017 o novo livro será lançado à escala mundial, naquele que promete ser um dos mais importantes eventos literários do ano, e Portugal não é excepção, pois a obra estará à venda em todo o pais com chancela Topseller [ Grupo 20 | 20 Editora]. Para abrir caminho a um novo sucesso editorial, a Topseller seleccionou um grupo restrito de jornalistas e bloggers literários para ler um exemplar de avanço do livro, e aqui fica a nossa crítica antecipada, com o nosso agradecimento à editora por esta oportunidade muito especial e que faz as delícias de qualquer leitor viciado, como é o nosso caso.

Os direitos de adaptação cinematográfica deste novo livro encontram-se já conferidos [saiba mais detalhes AQUI].

Adentrando-nos mais especificamente na obra literária em questão, Escrito na Água é o mais recente thriller psicológico de Paula Hawkins, sendo o resultado de um delicado e moroso trabalho de escrita ao longo de três anos, começamos por dizer que o investimento relativamente longo no trabalho de construção da narrativa fica patente na riqueza e no cuidado estilo literário imprimido à obra, a qual, além de narrar uma história carregada de simbolismo, suspense e, não um mas vários mistérios (como a própria autora destacou em missiva dirigida aos leitores iniciais) incita à reflexão acerca de temas bastante caros a Paula Hawkins, designadamente: o lugar das mulheres no mundo, a relação das mulheres entre o seu género, a pouca fiabilidade da memória e o poder da narrativa.

O ponto de partida para a trama é o regresso de Jules (Julia) Abott à localidade onde nasceu - Beckford - na Inglaterra, para se defrontar com a morte da irmã mais velha Nel Abbot, com a qual tinha uma relação conturbada e mal resolvida que nos vai sendo apresentada no decurso da narrativa, a par do mistério principal que se prende com a causa ou as motivações das mortes que ocorrem no rio local, em especial, numa zona conhecida como "O poço das Afogadas". Uma das grandes questões que se levanta é: será a morte de Nel suicídio ou homicídio?

Será o rio um local de rituais simbólicos, o sítio onde Nel e outras mulheres ao longo dos séculos, procuraram a morte como libertação de uma vida que não lhes era satisfatória? Ou é o rio um instrumento ideal para punir mulheres consideradas problemáticas ( no sentido em que não se conformam às normas instituídas socialmente?).

Como protagonistas encontramos Jules (irmã da falecida Nell, Lena, a rebelde e inconformada filha adolescente da falecida Nel, Louise Wittaker  (mãe do jovem Josh) que vive a dor inexplicável de ter perdido recentemente a filha Katie (melhor amiga de Lena), a equipa de investigação local que é chamada a averiguar as circunstâncias em que decorreu a morte de Nel ( uma mulher sedutora, um espírito livre, escritora que sempre nutriu uma obsessão pelo rio e pelas mortes por afogamento de várias mulheres que ali foram ocorrendo, e que se encontrava a escrever um livro acerca deste tema que poderia ser incómodo até para si mesma). Existem diversas personagens, e cada uma delas apresenta a sua perspectiva enquanto participante na história, numa narrativa na primeira pessoa que bastante prende o leitor e o transporta para a essência psicológica e densidade das mesmas.

Dividido em quatro partes, o livro vai envolvendo o leitor na história, num clima de suspense permanente até ao climax final, pese embora seja viciante, os temas abordados são tão pertinentes e reais que aconselhamos vivamente uma leitura que diríamos de degustação, sendo difícil resistir à tentação de saborear algumas passagens e de ir fazendo anotações ao longo da leitura. 

Estamos aqui perante mais do que uma simples história de mistério, ou um simples thriller psicológico, estamos sim perante uma obra literária na sua verdadeira essência, com um olhar maduro e ponderado acerca de questões psicológicas, filosóficas e sociológicas, e mais do que a própria história, é este o aspecto que mais nos fascinou nesta leitura.

Em termos psicológicos, somos brindados com a particular dinâmica relacional entre Jules e a sua falecida irmã Nel, a rivalidade entre irmãs, a competição, a luta pelo exercício do poder torna-se evidente aos nossos olhos: "Sempre tive um pouco de medo de ti. Tu Sabias disso, divertias-te com o poder que te dava sobre mim. (...)"

Encontramos momentos de reflexão sociológica e filosófica bastante profundos e actuais: "(...) as histórias dos adultos estavam cheias de crueldades estúpidas: criancinhas recusadas à entrada das escolas porque a sua pele era de uma cor errada; pessoas espancadas ou mortas por adorarem o deus errado.(...)"

Há um aspecto que gostaríamos de destacar, por ter sido esta a nossa leitura da história, o rio assume aqui um papel deveras relevante na economia da narrativa, na medida em que todas as personagens estão directamente ligadas ao mesmo, ou porque este as fascina, ou porque nele perderam pessoas que lhe eram próximas e queridas. O rio transporta na obra um simbolismo marcadamente dialéctico que evoca uma perspectiva filosófica heraclitiana, recordando Heráclito de Efeso:"Não é possível descer duas vezes no mesmo rio; nós próprios somos e não somos." (Fragmento 49, In, No Reino dos Porquês, Filosofia, 10º ano). Ou seja, nada permanece estanque, nem o rio, nem as pessoas à sua volta, e o mundo avança através de uma eterna luta entre contrários, vejamos este excerto de escrito na Água que evidencia esta ideia: "Tive um acesso súbito de clareza: não tinha de ser fixa, podia ser fluída, como o rio.(...)"

Os jogos de poder e de sedução como exercício de poder, a possibilidade de serem criadas falsas memórias, e também sempre muito presente em diversas personagens encontramos uma palavra chave - a culpa, a culpa associada ao passado, às perdas, à forma como são elaboradas e vividas diversas emoções, tudo isto podemos encontrar neste livro, o que revela a maturidade da autora já plenamente plasmada na sua escrita. Muito mais poderíamos dizer, mas receamos cair no risco de spoilers, e por isso, aqui deixamos algumas pistas e a recomendação sem hesitações desta leitura.

A escrita de Paula Hawkins é perfeita, e a sua perspicácia enquanto observadora do mundo que a rodeia é manifestada de forma brilhante em Escrito na Água.


Ficamos bastante expectantes em relação à adaptação cinematográfica do livro.

Ficha Técnica do Livro:


Autora: Paula Hawkins

Edição: 2 de Maio de 2017

Editora: Topseller | Grupo 20|20

Nº de Páginas: 384

Género: Thriller Psicológico




segunda-feira, 17 de abril de 2017

Renda & Saltos Altos | "Escondida em Ti", de Lisa Renee Jones | Topseller


Crítica por Isabel de Almeida | Crítica Literária, Jornalista e Blogger


Escondida em Ti é um romance de suspense erótico que marca a estreia em Portugal de Lisa Renee Jones, uma autora bem conhecida do público Norte-Americano, com presença assídua nos tops do New York Times e USA Today.

Neste romance contemporâneo com cenário na Cidade de São Francisco, encontramos a nossa protagonista Sara McMillan, uma professora de Liceu que leva uma existência pacata, rotineira e low profile, não tendo ainda encontrado uma oportunidade para dar largas à sua paixão pelo mundo da arte. 

De repente, a jovem vê-se envolvida num denso mistério, ao cair na tentação de ler os diários eróticos de uma desconhecida - Rebecca - aos quais acede casualmente através de uma amiga - Ella.

Cada vez mais obcecada pelos relatos escaldantes, profundamente sensuais, mas com o seu quê de obscuro, perigoso e apelativo que encontra nos diários de uma desconhecida, Sara irá defrontar-se com um mundo com que sempre sonhou - o das galerias de arte - e vê-se envolvida numa estranha luta de poder travada entre dois machos-alfa extremamente ricos, poderosos, atraentes e misteriosos - o artista plástico Chris Merit e o Galerista e Leiloeiro Mark Compton (um verdadeiro tubarão no mundo dos negócios com arte e um chefe exigente, controlador e manipulador).

Sara assume o papel de narradora neste romance e revela travar um conflito interno a diversos níveis, desde logo, porque ao racionalizar assume estar obcecada pelos diários de Rebecca, e corre sérios riscos de querer viver a vida desta mulher para si desconhecida, o que poderá corresponder, psicologicamente, a um desejo de mudança, de quebrar rotinas e de transgredir regras, o que lhe permitirá quebrar o circulo vicioso em que se tornou a sua banal existência. Por outro lado, ao travar conhecimento com o sexy artista Chris Merit, com o qual sente uma inevitável empatia, nascendo entre ambos uma atracção física evidente, Sara sente que se há muito que os une, há também um mundo de distância entre ambos: "Nós somos de dois mundos diferentes, eu e este homem. O dele é de sonhos realizados, o meu é de sonhos impossíveis (...) [pág. 48].

Há em Sara toda uma carga psicológica de alguma insegurança, de fuga a algo que a perturba no curso de vida, de evitamento de algo que possa alterar aquelas que são as suas "zonas de conforto", mas a verdade é que, de modo mais ou menos consciente, há alguma ambivalência nestas emoções e mecanismos de defesa, pois há um desejo secreto e temido de ser uma outra pessoa, de assumir uma nova identidade, ou tratar-se-á antes de , afinal, viver em pleno e sem limites, aquela que é a sua verdadeira identidade que tem estado escondida, recalcada e em negação? A autora é exímia ao revelar pistas acerca destes conflitos da protagonista, deixando, todavia, aos leitores a margem para duvidar, questionar, problematizar e fazer a sua própria leitura psicológica desta protagonista. 

Sara consegue racionalizar, por vezes, questões que em si ainda não resolveu: "A perfeição das outras pessoas é uma fachada que criamos quando duvidamos de nós próprios (...) [pág. 56].

Chris é também um protagonista com bastante potencial para desenvolver enquanto personagem, mas talvez por se tratar de uma narrativa de acordo com o ponto de vista de Sara não acedemos ainda, tanto quanto gostaríamos, ao seu verdadeiro eu, mas são-nos disponibilizados bons indícios acerca da sua personalidade, e fica uma certeza, Chris construiu uma imagem pública, uma persona, que pretende proteger a sua privacidade mesmo considerando-se o facto de ser uma figura pública e um artista plástico talentoso e com méritos reconhecidos, que usa a arte para sublimar as suas emoções.

Já Mark Compton surge como o vilão sexy da trama, percebemos que tem muito a esconder, que está habituado a lutas pelo poder e que, normalmente, até poderá ganhá-las, excepto se encontrar um adversário à sua altura, e Chris bem pode ser esse adversário. Estamos sempre à espera de descobrir algo mais sobre o misterioso Mark e é bem certo que este pode surpreender-nos.

O estilo narrativo da autora é muito cuidado, a linguagem é bastante emotiva, reveladora da densidade psicológica de que dotou as suas personagens (com especial destaque para Sara) e a obra doseia na medida certa mistério, conflito interno, sensualidade e emotividade. As descrições com conteúdo sexual explícito que surgem na obra (ora inseridas no âmbito das transcrições dos diários de Rebecca, ora a ocorrer em tempo real no decurso da narrativa) são bastante sensuais e detalhadas, sem todavia serem chocantes, em especial, para os adeptos de literatura erótica contemporânea.

Mas a grande surpresa deste livro é a qualidade verdadeiramente literária e a mestria que a autora revela na sua escrita. O livro está de tal forma bem escrito que as habituais vozes críticas da literatura dita comercial não vão conseguir apontar alguns dos lugares comuns que muitas vezes são atribuídos a este género ainda tão "olhado de lado" em alguns meios culturais nacionais.

É possível encontrar uma escrita de elevadíssima qualidade literária num romance erótico contemporâneo? É sim, se tem dúvidas leia este livro e deixe-se levar sem pudores na sua leitura. Encontramos aqui muito mais do que puro erotismo neste romance erótico. Entretenimento, emoção e reflexão garantidos.


"Arranjamos um lugar onde guardar coisas e lidar com elas, caso contrário damos cabo de nós.(...)" [Pág. 207]

Ficha Técnica:

Título: Escondida em Ti

Autora: Lisa Renee Jones

Editora: Topseller Grupo 20|20

Edição: Abril de 2017

Nº de Páginas: 320

Classificação: 5|5 estrelas

Género: Romance Contemporâneo | Erótico





sexta-feira, 7 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 25 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller


E já seis dias decorreram nesta contagem decrescente para o grande lançamento mundial de Escrito na Água, o novo e muito aguardado livro de Paula Hawkins, cuja edição Portuguesa tem o selo de qualidade da Topseller, chancela do Grupo Editorial 20|20.

Como sabem os leitores que nos têm seguido fielmente nesta contagem descrescente (que decorre também no nosso Instagram) esta semana tivemos acesso a uma Edição de Avanço, gentilmente cedida pela Editora, o que nos permitirá ir levantando um pouco o véu daquilo que espera os leitores desta obra literária.

A acompanhar este exemplar de avanço muito especial esperava-nos mais uma agradável surpresa, uma carta da autora dirigida aos seus leitores antecipados. Nesta mensagem a autora partilha algumas curiosidades e dados interessantes sobre esta obra em especial, e numa abordagem mais generalista, acaba por referir alguns temas que suscitam a sua reflexão e que são depois transportados para o seu trabalho de construção de obras ficcionais.

Aqui deixamos as linhas mestras do trabalho criativo de Paula Hawkins:

- A autora demorou três anos a escrever Escrito na Água

- A obra contém o reflexo de temas que merecem a atenção da autora, tais como: o lugar da mulher no mundo, a forma como o sexo feminino se relaciona entre si, a circunstância de a memória humana não ser fiável, e o poder de contar histórias.

- Paula Hawkins termina a sua missiva prometendo não apenas um mistério mas vários.



Entretanto, esta próxima semana continue a acompanhar-nos no nosso Instagram, não deixe de nos seguir nessa rede social e fique a par das novidades a par e passo.

Bom fim de semana!

Texto e Foto: Isabel de Almeida | Os Livros Nossos | Direitos Reservados


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 26 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller



E continua a contagem decrescente para o grande lançamento mundial de Escrito na Água, o novo livro de Paula Hawkins, a aclamada autora de "A Rapariga no comboio".

A edição Portuguesa estará disponível nas livrarias no próximo dia 2 de Maio, data designada para o lançamento mundial da obra, mas temos uma surpresa para os nossos leitores, chegou-nos uma Edição de Avanço, e iremos partilhando aqui algumas impressões em primeira mão sobre o livro, queremos apenas acalmar a ansiedade, não haverá spoilers. 



Texto e Foto: Isabel de Almeida | Blog Os Livros Nossos | Direitos Reservados

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 27 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins |Topseller



Continua a contagem decrescente para dia 2 de Maio de 2017, o Dia "D" do grande lançamento mundial de Escrito na Água, o novo thriller Psicológico de Paula Hawkins, e os níveis de ansiedade literária estão a subir a olhos vistos.

Saiba mais sobre este lançamento Topseller AQUI

Até lá, vamos revelando curiosidades acerca do livro e da sua autora e iremos levantando um pouco o véu que se estende sobre este intrigante segredo literário.

Hoje partilhamos consigo, Caro leitor, as duas capas elaboradas para as edições Norte-Americana e Britânica, respectivamente, digam-nos nos comentários a este post qual gostam mais e porquê, combinado !?





terça-feira, 4 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 28 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller


E a contagem decrescente para desvendar o novo mistério da autora Paula Hawkins soma e segue.

Escrito na Água promete ser o novo sucesso da criadora de "A Rapariga no Comboio", e à semelhança do primeiro livro, será também levado até às salas de cinema.

Fique a saber mais sobre Escrito na Água clicando AQUI

Enquanto ainda não chega o dia do grande lançamento mundial deste livro, agendado para 2 de Maio, aqui lhe vamos deixando algumas curiosidades e revelações, para que faça connosco esta contagem descrescente cheia de ansiedade literária.


A honra da edição Portuguesa caberá à TOPSELLER, e esta foi a capa escolhida e adaptada para o nosso país:






segunda-feira, 3 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 29 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller



E continua a contagem decrescente para desvendar o novo Thriller Psicológico de Paula Hawkins. 


Escrito na Água chega às livrarias no próximo dia 2 de Maio, num lançamento à Escala Mundial, sendo editado em Portugal pela Topseller | Chancela do Grupo 20|20.


Saiba mais sobre a obra clicando AQUI e continue a acompanhar-nos nesta verdadeira explosão de ansiedade literária onde iremos revelando alguns detalhes interessantes.

Sabia que o novo livro de Paula Hawkins será adaptado ao cinema?  Esta informação foi já divulgada e confirmada pela autora e de acordo com notícia já divulgada no site informativo Variety eis as primeiras novidades sobre esta adaptação cinematográfica:

- Os Direitos da obra para efeitos de adaptação ao cinema foram adquiridos pela produtora Dream Works  Pictures

- A produção do filme está a cargo de  Marc Platt [ responsável pelo filme La La Land] e de Jared LeBoff 

- A autora Paula Hawkins será a produtora executiva


domingo, 2 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 30 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller


Da aclamada autora do Thriller  A Rapariga no Comboio chega a Portugal no próximo dia 2 de Maio o novo livro de Paula Hawkins, que promete repetir o sucesso do seu antecessor. Uma edição com o selo de qualidade da Topseller [Grupo 20|20].

Escrito na Água é, segundo a prestigiada revista TIME, "Um dos livros mais aguardados de 2017" pelo que uma onda de ansiedade literária promete agitar o país, vamos ajudá-lo, Caro leitor, a contar os dias para este muito esperado lançamento à escala Mundial, e temos algumas surpresas para ir partilhando consigo.

Saiba mais sobre  Escrito na Água  AQUI

Leia a nossa crítica ao livro A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins um dos maiores sucessos literários em Portugal, com 125 000 exemplares vendidos e 21 edições.







terça-feira, 14 de março de 2017

Renda & Saltos Altos | " A Submissão de Lily ", de Monica Murphy | Topseller


Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger


A Submissão de Lily, de Monica Murphy, corresponde ao terceiro volume da trilogia erótica cujas protagonistas são as três irmãs Fowler: Violet, Rose e Lily, sendo a irmã mais velha - Lily, a protagonista deste  romance erótico contemporâneo com cenário entre Maui no Havai, e Nova Iorque.

Lily Fowler é a rainha do Jet Set, jovem, rica, irreverente, presença assídua nas colunas sociais e nos sites de mexericos pelas piores razões, ou seja, por constantemente desafiar as regras da sociedade e desafiar a própria família, chegando mesmo a prejudicar a respectiva imagem pública, sendo os Fowler proprietários de uma empresa familiar de renome na área da cosmética - Fleur.

Numa estratégia psicológica de evitamento, Lily decide partir incógnita numas férias no Havai, escolhendo para tal estadia um luxuoso resort em Maui, e anseia fugir a uma grave ameaça que paira sobre si mesma e sobre a sua família em termos profissionais e mesmo pessoais.

Max Coleman é um investigador privado que tem por missão aproximar-se de Lily com o intuito pouco honesto de lhe subtrair dados em benefício de uma pessoa que é forte oponente da família Fowler, mas vai ficando no ar a tensão do perigo que a jovem milionária poderá correr devido a ser o alvo principal de pessoas sem escrúpulos.

Porém, Max acaba por desenvolver uma forte atracção e química física e sexual com Lily, acabando ambos por travar conhecimento e descobrir a verdadeira essência de si mesmos, mesmo em aspectos que eles próprios desconheciam. Lily é, afinal, alguém bem mais profundo e diferente da imagem pública de menina mal comportada do Jet Set de Nova Iorque.

É bastante interessante a forma como a autora consegue conferir às personagens uma forte densidade psicológica, articulando esta caracterização com escaldantes cenas de cariz sexual numa tensão erótica bem patente entre Lily e Max que chega a ser descrita no livro como uma verdadeira electricidade.

O ambiente do resort tropical também confere um colorido agradável à história, e a autora, com as suas descrições assertivas mas de modo nada cansativo, consegue levar os leitores até ao cenário onde a acção decorre, mais um ponto positivo a acrescentar na análise crítica desta obra.

Lily, afinal, vem sempre lutando em busca de aprovação paterna e familiar, sempre desejou sentir-se amada, acolhida e valorizada familiarmente, mas embora conte com o apoio das irmãs Violet e Rose, o sentimento de culpa perante a perda da mãe conseguiu ser mais forte e sobrepor-se a um percurso de vida mais calmo e consensual, antes levando a jovem a assumir um caminho de "fuga para a frente" de "acting out" ( quebrar as regras, envolver-se com vários homens apenas fisicamente, abusar de substâncias, chamar a atenção por condutas negativas) sem saber depois como gerir a culpa perante as suas falhas, e sentindo-se em rivalidade com as irmãs (em termos psicológicos e de forma inconsciente, note-se).

A trama é também enriquecida com uma intriga e um perigo reais que ameaçam Lily e a família Fowler, e até mesmo a empresa de cosmética.

Perigo, erotismo, intensidade psicológica e cenários tropicais de permeio com o desvendar de um drama familiar são uma fórmula de sucesso bem conseguida pela autora, que opta por manter a estrutura narrativa de narradores participantes em capítulos alternados ( Lily e Max), o que confere à história um excelente ritmo fácil de acompanhar. A ler pelas adeptas dos romance erótico contemporâneo.

Ficha Técnica:


Autora: Monica Murphy

Série/Colecção: Irmãs Fowlet  #livro 3

Editora: Topseller |  Grupo 20|20

Edição: Fevereiro de  2017

Nº de Páginas: 320

Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas

Género: Romance Contemporâneo | Erótico






segunda-feira, 7 de novembro de 2016

[Secção Criminal] "Morre, Alex Cross", de James Patterson [Topseller]

Ficha Técnica:

Título: Morre, Alex Cross


Autor: James Patterson


Edição: Outubro de 2016


Editora: Topseller


Nº de Páginas: 352


Género: Policial


Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas



Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

Morre, Alex Cross, de James Patterson, traz-nos mais um ritmado romance policial do prestigiado autor Norte-Americano da série do já conhecido detective da Polícia Metropolitana de Washington, com todos os ingredientes que encontramos num bom filme de acção.

Alex Cross vê-se envolvido na investigação do desaparecimento dos filhos do Presidente dos Estados Unidos - Zoe e Ethan Coyle enquanto a capital se vê sob a ameaça de uma misteriosa organização terrorista do Médio Oriente, enquanto as diversas forças de investigação unem esforços e ultrapassam rivalidades para tentar vencer os fortes desafios que se lhes colocam.

O protagonista, Alex Cross, mostra-se envolvido na sua paixão pela investigação policial, enquanto acompanha a elevada tensão das agências de investigação, sendo comum a todos os agentes policiais o medo de chegar demasiado tarde perto dos filhos do Presidente dos Estados Unidos.

Simultaneamente, assistimos à entrada em solo Americano do Casal Saudita Al Dossari, operacionais de uma perigosa organização extremista do Médio Oriente cujo objetivo é tirar vidas e lançar sobre Washington um manto de terror e medo extensível a toda a população local, ainda que, para atingir tais metas, tenham de perder as próprias vidas.

Somos novamente transportados para os corredores do poder, ao mais alto nível político, confrontados com a ameaça terrorista que paira sobre os Estados Unidos e tudo o que este pais representa no panorama político e económico global.

Heróis e Vilões desfilam perante os olhos dos leitores com personalidades bem vincadas, revelando inteligência, determinação e empenho nas respectivas causas.

Depois, como que para atenuar a elevada tensão da trama narrativa, voltamos a encontrar o núcleo familiar de Alex Cross, sendo impossível evitar um sorriso carinhoso com as tiradas e ensinamentos sábios da avó Regina (Nana). É fácil empatizar com a união do clã Cross.

Acção, perigo, uma verdadeira corrida contra o tempo, a conciliação possível entre as exigências da vida profissional e pessoal, no ritmo rápido e envolvente a que o autor já, há muito, vem habituando os seus leitores. Entretenimento ao mais alto nível, ideal para quem já é fã, ou para leitores que queiram descobrir Patterson no seu registo muito pessoal e costumeiro, que não desaponta.





segunda-feira, 26 de setembro de 2016

[Secção Criminal] "A Rapariga no Comboio [Topseller]


Ficha Técnica do Livro:


Título: A Rapariga no Comboio


Autora: Paula Hawkins

Editora: Topseller [Grupo 20/20]


1ª Edição: Junho de 2015


Edição Actual: 18ª


Páginas: 320


Género: Thriller




Crítica por Cláudia de Andrade para o Blog Os Livros Nossos:


Presa no remoinho do dia-a-dia, vivendo cada dia de uma forma automática como se fosse passageira no próprio corpo, amaldiçoada a viver os dias sempre iguais… Como se a vida não fosse mais do que uma longa e melosa espera pela morte… Esta é Rachel, a personagem principal.

Quando o seu casamento acaba, Rachel passa a viver dormente. Assombrada pela nova vida idílica do ex-marido, com a sua nova esposa perfeita e bebé recém-nascida… Rachel parece o contraste total, desfeita pela separação e pela morte do sonho de uma vida ao seu lado. 

Entregue ao álcool, após perder o emprego, com o dinheiro a acabar e a viver no quarto de uma amiga a quem ainda nem teve coragem de contar que está desempregada, Rachel continua a apanhar todos os dias o comboio para Londres, como se este facto a mantivesse agarrada a uma ténue normalidade.

Durante a viagem vai imaginando a vida das pessoas que vê pela janela, em especial a de um casal que mora na sua antiga rua… em particular da mulher da casa, da qual aguarda ansiosa um vislumbre… a quem imagina um nome, uma profissão, confabulando uma vida de sonho. A vida que talvez, num passado distante, tenha imaginado para si mesma.

Numa manhã nota algo errado com o casal que observara há tanto, algo breve, quase ininteligível… e mais tarde vem a saber que a mulher que preenchia o seu imaginário está desaparecida…

Embrenhada na bruma do álcool, Rachel vê-se arrastada para uma investigação em que passa de pessoa de interesse, a suspeita, a bêbeda obcecada… a incómodo não relevante.

Mas a verdade é que Rachel viu mais do que pensa…sabe mais do que imagina e está mais ligada ao que aconteceu do que se permite aceitar...

Os pontos começam-se a unir… 

Mas será que pode confiar em si mesma?

Com a adaptação a espreitar nas salas de cinema, com a magnífica Emily Blunt no papel principal, torna-se inevitável ler este thriller que nos mantém nas pontas dos pés…dos dedos até ao final.

Dia 5 de Outubro será possível encontrar o filme nas salas de Cinema Nacionais!





segunda-feira, 18 de julho de 2016

[Renda & Saltos Altos] " Um Anjo Caído", de Sarah MacLean [Topseller]


Ficha Técnica:


TítuloUm Anjo Caído


Autora: Sarah MacLean


Colecção/Série: Sarah MacLean


Edição: Julho de 2016


Editora: Topseller


Nº de Páginas: 384


Género: Romance Histórico/Sensual


Classificação Atribuída no GoodReads: 5/5 estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Um Anjo Caído, de Sarah MacLean é o romance que põe fim à série "The Rules of Scoundrels", que poderemos traduzir por "os quatro canalhas".

A acção decorre na Londres do Século XIX, entre 1823 e 1843, girando à volta do clube "O Anjo Caído", um verdadeiro antro de vício e pecado onde muitos membros da aristocracia Londrina dão expressão aos seus impulsos menos nobres, apostando, muitas vezes, o seu estatuto social, a vida e a fortuna das suas famílias que ficam submetidas ao duro jugo de jogos de fortuna e azar e à pressão dos impiedosos proprietários do clube - Bourne,  Cross, Temple  e Chase, também eles aristocratas um dia caídos em desgraça perante a rígida sociedade da época.

Os protagonistas são Lady Georgiana Pearson, a irmã de um Duque que ousou perder o que de mais valioso tinha perante a sua classe social - a sua boa reputação - ao ter sido mãe solteira ainda muito jovem, tendo sido afastada dos salões e do direito a construir uma vida considerada decente e aceitável.

Georgiana esconde um poderoso segredo, é ela o misterioso e temido Chase, o mais duro dos quatro sócios do Clube "O Anjo Caído", sendo sabedora de tudo o que de muito sórdido se esconde sob as aparências da exigente vida social da alta sociedade Londrina, e gerindo tal informação com mão de ferro.

Mas a possibilidade de a filha - Caroline - poder vir a ter uma vida aceitável em sociedade, sendo fruto de uma relação considerada imoral e bastarda, leva Georgiana a debater-se entre os dois mundos, aquele que é o seu - o submundo do jogo, da chantagem e da traição - e aquele onde nasceu, a sociedade formada pelas melhores famílias aristocráticas de Londres. 

Determinada, inteligente e orgulhosa, Georgiana considera estar à altura do desafio de conseguir manter o equilíbrio entre as duas vertentes opostas da sua vida, mas um atraente e perspicaz jornalista - Duncan West - vai ficar particularmente atento aos movimentos e aos encantos da dama, e pode colocar em perigo o sucesso dos planos da jovem.

Num verdadeiro jogo do gato e do rato, com peripécias dotadas de tensão, intriga, planos de vingança, forte crítica social e aparentes becos sem saída, algo bastante mais profundo do que uma mera atracção física vai surgindo naturalmente entre Georgiana e West, sendo curioso notar que ambos vão também alternando entre si os papeis de vítima e predador, numa deliciosa espiral de encontros e desencontros que agarram o leitor à história.

Emoção, razão, romantismo , sensualidade e um enredo muito apelativo pelo ritmo rápido e pelos constantes avanços e recuos na narrativa, proporcionam o final ideal para esta série em geral e para este livro em particular, com personagens que são inesquecíveis e pelas quais facilmente nos apaixonamos.

Verdadeiramente imperdível para os amantes do romance histórico sensual!





quarta-feira, 6 de julho de 2016

[Renda & Saltos Altos] "Simplesmente Nua", de Raine Miller [Topseller]


Ficha Técnica:


Título: Simplesmente Nua


Série: O Caso Blackstone #1


Autora: Raine Miller


Editora: Topseller [Grupo 20/20]


Edição: Fevereiro de 2016


Nº de Páginas: 208


P.V.P.: 15,49€


Género: Romance erótico contemporâneo


Classificação Atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Simplesmente Nua é o romance que dá início à série erótica " O Caso Blackstone", editada em Portugal pela Topseller,

Brynne  Bennet, uma Americana que estuda em Londres, trabalha como modelo fotográfico de nus artísticos, para aumentar os seus rendimentos.

Casualmente, o milionário Inglês Etan Blackstone, líder de uma empresa responsável pela segurança de estrelas e altas individualidades da política, deixa-se encantar por uma foto de Brynne, fica obcecado e decide seduzir a jovem.

Procurando fugir a um passado menos feliz, Brynne conta com o apoio do pai, ainda que à distância, e encontra uma importante base de apoio nos seus melhores amigos - o fotógrafo Benny e a amiga de ambos Gaby.

Ainda que se force a si mesma a vencer algumas resistências, Brynne deixa-se envolver na teia sde sedução lançada pelo atraente e protector Balckstone, ao passo que este vê nascer entre ambos uma relação que pode assumir contornos bem mais profundos do que apenas atracção física e a intensa química sexual que surgem naturalmente entre ambos.

Encontramos um casal protagonista que constrói uma relação bastante intensa, em que desafiam os limites que cada um deles estaria disposto a ultrapassar ao nível emocional.

Brynne descobrirá em si mesma uma mulher mais forte, mais segura de si mesma, aumenta a auto-estima e irá encontrar uma sensação de segurança e protecção que há muito não vivenciava num relacionamento amoroso. Também irá ganhar consciência de todo um potencial nunca antes explorado em termos de sexualidade e intimidade.

O livro é pródigo em escaldantes relatos de cariz ostensivamente explícito ao nível sexual, mas o leitor percebe que há muito ainda para desvendar quanto às personagens centrais, ficam em suspenso para os próximos títulos da série aspectos importantes da vida pessoal de ambos, bem como o perigo velado que parece pairar sobre Brynne.

No final desta leitura somos deixados na expectativa quanto a detalhes muito importantes da narrativa, o que,  se por um lado, nos deixa ansiosos, por outro lado, faz-nos querer saber rapidamente como será a evolução das personagens e da trama.

Intenso, com um rápido ritmo narrativo e a deixar-nos a desejar por mais, muito mais!





quinta-feira, 23 de junho de 2016

[Crítica Contemporânea] "Enrolados", de Emma Chase [Topseller]

Ficha Técnica:


Título: Enrolados


Autora: Emma Chase


Edição: Novembro de 2014


Editora: Topseller [Grupo 20/20]


Páginas: 224


Género: Romance contemporâneo






Crítica por Vanessa Martins para o Blog Os Livros Nossos:

Sabem meninas quando há um mal-entendido entre vocês e o vosso namorado? Pois bem, é o que se passa entre o Drew e a Kate, neste novo livro [ Enrolados] que a editora [Topseller] edita em Portugal, estes dois decidem que o “felizes para sempre” não é bem “para sempre”, mas sim “por alguns momentos”.

  Na verdade, eu estava toda empolgada com o “felizes para sempre” dos protagonistas, quando a Kate decide abandonar o seu emprego de sonho para voltar à sua cidade Natal - Greenville - e porquê???

Pois … o Sr. Drew Evans decidiu “meter o pé na poça” outra vez. Kate recebe a noticia mais feliz da sua vida e está doida para a partilhar com o Drew, quando chega a casa e vê a coisa mais horrível que uma pessoa pode esperar da sua cara-metade, desesperada com o que vê pega nas suas coisas e decide regressar ao seu aconchego familiar. Será que ainda haverá um final feliz ??

A Kate é a mulher de armas, aquela que gostávamos de ser quando o nosso namorado decide magoar-nos, por sua vez, o Drew é aquele tipo de homem que não tem papas na língua e diz tudo aquilo que pensa, mesmo que magoe as pessoas, mas também tem aquele lado amável através do qual revela ser capaz de dar a vida por aqueles que ama.

Dando uma nova volta na trama, a autora mantém o espírito bem-humorado da obra, e as personalidades bem vincadas de Kate e Drew continuam a alimentar a dinâmica da narrativa. É impossível não querermos saber o fim da história.

Sim, posso dizer estou apaixonada por estes dois, mas melhor ainda, a história não acaba aqui, pois o terceiro livro vai trazer-nos duas personagens que já conhecemos muito bem, e posso dizer que uma delas sempre me despertou a atenção desde o primeiro livro.







sábado, 18 de junho de 2016

[Secção Criminal] "As Raparigas Esquecidas", de Sara Blædel [Topseller]

               Ficha Técnica:


Título: As Raparigas Esquecidas

Título Original: De Glemte Piger

Autora: Sara Blæ
del

Edição: 20 de Junho de 2016

Editora: Topseller [Grupo 20/20]

Páginas: 304

P.V.P.: 17,69€ (IVA incluído)

Classificação Atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas

Género: Thriller Nórdico


NAS LIVRARIAS A PARTIR DE 20/06/2016

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


As Raparigas Esquecidas  corresponde à chegada de uma nova autora do thriller nórdico a Portugal, sendo Sara Blædel considerada a "Rainha Dinamarquesa do Crime", a verdade é que este promete conquistar muitos leitores entre os adeptos deste género literário com especificidades que já o distinguem entre outros do mesmo segmento.

O livro transporta-nos a uma região da Dinamarca, onde vamos encontrar uma equipa de investigação a braços com um denso mistério que rodeia a identidade  de uma mulher que foi encontrada morta na Floresta.

Louise Rick é a investigadora que se encontra numa fase de transição profissional, sendo a recente directora técnica de uma nova unidade de investigação cujo trabalho será avaliado de perto pelas chefias, determinando-se a sua manutenção ou possível extinção - a Agência Especial de Busca. Eik Nordstrom ser+a o parceiro de investigação de Louise, a protagonista da trama. Com uma postura pessoal algo descuidada e nada regrada, Eik irá revelar-se um profissional extremamente determinado e competente, para espanto da colega que, para iniciar o trabalho de equipa, vê-se forçada a ir buscar Eik a um estabelecimento que mais parece um antro de perdição, imerso numa nuvem de fumo e de odores etílicos.

Cruzando-se com uma investigação de violação e homicídio na Floresta perto de onde Louise residiu na sua infância e adolescência, caberá a Eik e a Louise descobrir a identidade de uma mulher que aparece morta na floresta, perto do local do primeiro crime, mas que parece ter sido vítima de acidente. Ao ser publicada a foto da desconhecida um telefonema dará as primeiras pistas para a descoberta da verdade, e muitos segredos começam a vir à tona.

A autora apresenta-nos protagonistas fortes, determinados mas encontramos em Louise Rick uma pessoa que transporta consigo o duro peso de um passado perturbador que ainda não conseguiu ultrapassar, apesar de ser dedicada ao filho adoptivo Jonas (um jovem com talento musical) e de contar com o apoio de um simpático vizinho e da melhor amiga - Camilla - jornalista em vias de contrair casamento com um milionário Norte-Americano, uma mulher impulsiva que se debate com alguma ansiedade perante a ideia de deixar de trabalhar, sendo viciada na adrenalina de um bom furo jornalístico.

Eik é também uma personagem densa, há alguma aura de mistério à sua volta (e teremos direito a algumas revelações interessantes), mas tolera na perfeição algum mau humor de Louise, mostrando-se compreensivo perante a pressão em que ambos se vêem forçados a trabalhar.

Nota-se uma química de atracção entre os parceiros de investigação, o que vem conferir um colorido adicional à trama.

Está muito bem conseguida a descrição do tratamento cruel e discriminatório que era dispensado a pessoas portadoras de deficiência ou doença mental que eram totalmente retiradas da vida em sociedade e de família e presas em instituições com contornos, no mínimo, obscuros e sinistros, este contexto é plasmado pela autora no imaginária Eliselund, isto num passado não assim tão distante, que na narrativa se situa nos anos entre os anos 80 a 90.

A violência das descrições das cenas de crime e do modus operandi do assassino, a dúvida quanto à identidade deste que baralha o leitor ao longo de todo o livro até ao desenlace final. A crueza de algumas cenas e do próprio enredo satisfaz os leitores mais exigentes quanto a este género literário.

Uma história verosímil, cruel, narrada num ritmo trepidante e que concilia a investigação criminal com os dramas pessoais de forte pendor emocional dos protagonistas tem tudo para nos agarrar, e a verdade é que... será crime não ler este livro!


Nota: o Blog Os Livros Nossos agradece à Topseller a disponibilização de exemplar de avanço para a leitura e analise crítica desta obra.