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quarta-feira, 16 de março de 2016

[Entrevista - Internacional] Entrevista a Daniel Sánchez Pardos – autor do Thriller histórico “O Misterioso Senhor G” [Planeta]

No passado dia 2 de Fevereiro de 2016, tivemos a oportunidade de entrevistar o escritor Catalão Daniel Sánchez Pardos, o qual se deslocou a Portugal para participar em diversas iniciativas do Festival Literário “Correntes d´Escritas”, na Póvoa de Varzim, tendo decorrido também em Lisboa, no Instituto Cervantes, um encontro de autores onde Daniel participou, ainda no âmbito do referido evento literário que tem sede na terra Natal de Eça de Queiróz.

Daniel Sánchez Pardos é conhecido do público Português adepto de romances históricos, encontrando-se a sua obra “O Misterioso Senhor G” traduzida para Português e editada pela Planeta. A obra pode ser descrita como um thriller de fundo histórico e conta com a particularidade de, entre as personagens às quais o autor deu vida na Barcelona do Século XIX se encontrar Antonio Gaudi, o celebre e misterioso arquitecto Catalão que é mundialmente conhecido pela sua obra com um estilo próprio e inimitável.

A convite da Planeta, entrevistámos o simpático autor, que connosco partilhou aspectos da sua carreira, da sua obra e do processo criativo, tendo também comentado a sua participação no Festival Literário “Correntes d`Escritas”:

Os Livros Nossos/Diário do Distrito/Nova Gazeta: Considerando o teu início de carreira com o Prémio “Tormenta” em Espanha, qual consideras haver sido a sua evolução desde então até chegarmos a este livro em concreto [O Misterioso Senhor G]?

Daniel Sánchez Pardos: Foi uma evolução muito rápida, em poucos anos. Eu escrevo há muitos anos, primeiro escrevia contos. Publicava contos em revistas há alguns anos e comecei a publicar romances em 2010, há apenas seis anos. Mas sim, nos últimos anos, sobretudo, consegui com O Misterioso Senhor G publicar no estrangeiro e foi o grande passo. Há dois ou três anos nem sequer poderia ter imaginado estar agora em Portugal a falar deste livro, ou tê-lo publicado noutros países. Foi uma grande mudança com a qual, há alguns anos, nem sequer teria sonhado.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/Nova Gazeta: Qual foi a tua principal motivação para passar dos contos para uma obra de ficção mais alargada?

Daniel Sánchez Pardos: Sinto-me sempre mais confortável com o romance do que com o conto: Imagino que o meu tipo de imaginação, por algum motivo, é mais apropriada para as histórias de ficção mais extensas, para os desenvolvimentos mais afinados. Interessam-me as personagens, que nos romances têm mais a desenvolver, assim como quando escrevia contos tentava escrever romances, o que só consegui quando atingi uma certa idade, é mais difícil conseguir algo que mereça a pena ler. Tendo começado a escrever romances, sinto que é uma zona em que me sinto mais confortável.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/Nova Gazeta: Será para dar continuidade?

Daniel Sánchez Pardos: Espero escrever mais livros, que a imaginação não se esgote e que a vontade de trabalhar e de escrever se mantenham. Escrever é um dos meus maiores prazeres, publicar ou não, não me importa, o que é importante para mim é escrever.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: E Barcelona, acredito que tenha sido uma inspiração especial?

Daniel Sánchez Pardos: Foi uma inspiração especial, mas este é o primeiro livro que escrevo sobre Barcelona. Toda a minha vida vivi ali, mas os meus livros anteriores nunca estavam localizados porque sempre senti que precisava de um pouco de distância em relação ao que escrevia para que a imaginação pudesse voar mais livre. Escrevi sobre Barcelona, mas existe uma distância temporal. Este livro é sobre a Barcelona do Século XIX, uma cidade que, por um lado é a minha, por outro é diferente daquela que hoje podemos conhecer quando passeamos pela cidade, isto ajudou-me a redescobrir a minha cidade, podendo também ter a liberdade de a imaginar.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Inspiraste-te directamente na obra visível de Gaudi na Cidade?

Daniel Sánchez Pardos: Sim sim. Gaudi, para todos os que crescemos em Barcelona é uma presença constante nas nossas vidas, crescemos entre os seus edifícios, entre as suas obras. E ademais, Gaudi é um personagem que me atrai muito como pessoa, é um homem muito misterioso, pouco de sabe sobre ele, tinha uma vida muito íntima, não gostava da vida pública, era muito reservado, muito fixado na sua obra. Tinha um sentimento artístico quase religioso, vivia quase completamente para a sua obra, e isso fazia dele um personagem muito interessante, e isto para um novelista é muito interessante porque deixa muito espaço para a imaginação, podemos trabalhar com ele como se fosse uma personagem de ficção, mas com a vantagem de que foi uma pessoa real e que as suas obras existem e podes vê-las quando passeias por Barcelona.

Os Livros Nossos/Diário do Distrito/Nova Gazeta: Dirias que há uma mística de Gaudi?

Daniel Sánchez Pardos: Sim, sem dúvida, Gaudi era um místico em si, e à volta de ele também se criou toda uma série de lendas, de mitos, relacionados precisamente com a própria estranheza da sua obra. A sua obra é tão diferente, tão estranha que parece que, para a explicarmos precisamos de algo surreal. Há lendas sobre um Gaudi esotérico, sobre um Gaudi inserido em correntes de pensamento alternativas. As suas obras são tão estranhas que podemos imaginar que quando as criava era um homem com uma mente alterada, pelas formas sinuosas que tinham as suas obras, estas imagens oníricas, tudo isto construiu uma mística que o torna mais um personagem de ficção do que da realidade.

Os Livros Nossos/Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Fazia um exercício de transcendência ou algo assim?

Daniel Sánchez Pardos: Sim sim, sem dúvida, sem dúvida. 

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Como tem sido a aceitação da obra à volta do mundo? Em 2014, na Feira do Livro de Frankfurt os direitos deste livro em concreto foram expandidos para diversos países, incluindo Portugal, que reacções tens dos leitores destes países?

Daniel Sánchez Pardos: Boas, muito boas. Em Espanha saiu o livro, também já foi publicado em itália, aqui em Portugal, na Dinamarca e na América Latina. Claro que o autor nem sempre recebe muita informação sobre o que vai acontecendo, mas vais acompanhando pela internet, e a reacção é boa.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: E a experiência da participação no Festival Correntes d´Escritas? Aqui em Portugal estiveste na Póvoa de Varzim, como foi para ti esta experiência?

Daniel Sánchez Pardoss: Foi maravilhoso. Já tinha estado noutros festivais em Espanha, mas era mais breves, de um dia, falavas sobre o teu livro e acerca do tema que te era proposto, demorava poucas horas e voltavas a casa. Aqui foram cinco dias inteiros participando numa localidade que estava focada no festival, tendo contacto directo com vários escritores, que na maioria não conhecia, Portugueses, Latino Americanos, Brasileiros, alguns Espanhóis e foi uma sensação maravilhosa ver uma localidade tão envolvida com a actividade literária, creio que podem estar muito orgulhosos aqui em Portugal.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Gostaste da experiência, repeti-la-ias?

Daniel Sánchez Pardos: Sim, repeti-la-ia.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Que palavras dirias aos leitores Portugueses que queiram ler este livro? Como resumirias o livro em duas ou três palavras, ou numa frase que melhor o pudesse caracterizar?

Daniel Sánchez Pardos: É uma intriga histórica, baseada num personagem real, mas que é tratado como um personagem parcialmente de ficção pelo facto de se tratar de uma época da vida de Gaudi que é pouco conhecida. O objectivo do livro é tentar recriar um momento concreto, que é a Barcelona do Século XIX, recriar uma personalidade tão fascinante como Gaudi, e ao mesmo tempo dar ao leitor um argumento com parte de mistério que se pode sentir até à última página.

Os Livros Nossos/ Diário do Distrito/ Nova Gazeta: Pensas que alguns dos leitores irá despertar a curiosidade de visitar Barcelona?

Daniel Sánchez Pardos: Esse seria o maior elogio ao livro, que lendo sobre a Barcelona do livro possam sentir-se atraídos pela Barcelona de hoje. Vale a pena ir a Barcelona por qualquer motivo, mas também por causa de Gaudi.





Trabalho realizado em colaboração com Diário do Distrito, Nova Gazeta

Entrevista conduzida por: Isabel de Almeida

Imagem do autor: Gentilmente cedida pela Editorial Planeta - Portugal

Foto do livroautografado: Isabel de Almeida/Blogue Os Livros Nossos



sábado, 13 de abril de 2013

[Traveling Abroad] Interview with Author Grace Burrowes

   And the section Traveling Abroad is about to start, our first special guest will be Grace Burrowes. Author of seldom Historical Novels, but also a former Technical writer and editor, and still a Lawyer working in the conflict management area.
A passionate reader, and a very passionate writer. Come and met Grace Burrowes.
 
 
Visit Grace´s website [Visite o site]
 
 
 

INTERVIEW  With Author Grace Burrowes
Interviewer: Isabel Alexandra Almeida - Blog Our Books [Portugal]

[Our Books]:Grace, you write historical novels, what lead you to choose this specific literary genre?

[Grace Burrowes]:I started reading romance novels when I was a teenager, and back then (35 years ago), historical romance was all that was available. It’s what I know best, and what I love most.

[Our Books] :You started as technical writer and editor, and later you took a law degree and worked at private law practice in the conflict management area, what made you do such a transition in your career, what motivated you to become a writer?

[Grace Burrowes]:Writing was something I always enjoyed, and before I could write cursive I kept a journal. Right out of college, I wrote music reviews for The Washington Post, and occasionally, I’d have an article or letter to the editor published in a magazine. I gradually became aware that writing was hard for some people, but by contrast, something I needed to do. The idea of writing a novel was a frolic, a lark, something do for fun, and it’s still fun.

[Our Books]: Do you believe that before becoming a writer it is important to be a good reader? What can we learn from reading good authors?

[Grace Burrowes]:I don’t know how one could love to write, and not also be a passionate reader. Nora Roberts says you must read books to write books, and I think reading gave me a lot of passive knowledge. I’d clarify though: In the best books, it’s hard to figure out how all the craft and art are blending to create a wonderful story. In the bad books, it’s easier to see how the author missed the mark, and that’s helpful.

[Our Books]:What are some of your favourite authors, as a reader?

[Grace Burrowes]: Mary Balogh, Joanna Bourne, Carolyn Jewel, Meredith Duran, Judith Ivory, Julie Anne Long, JR Ward. Loretta Chase, Eloisa James… so many good writers!

[Our Books]:Do you have a strict writing routine?

[Grace Burrowes]: No, I do not. I prefer to write new material first thing in the day, but some days I must go tend to lawyer tasks, and writing isn’t an option. Often, I have big plans to write, but then I open a document in revisions, and I end up tending to that instead. My routine is very flexible.                         

[Our Books]Can you tell us how do you start your writing process? Do you outline the story and the characters at first? Has your previous experience as editor helped you in this “adventure” of writing?

[Grace Burrowes]: I’m not sure the way I write even qualifies as a “process.” I get an opening line, an image of a character in my head, and often, that’s all I have when I start the first scene. If I can grab onto what that character’s defining wound is, more of the drama comes to me, and pretty soon, more characters show up, and they have issues to resolve as well. Writing a romance, the scene where the hero and heroine meet is always interesting, and sometimes—if I’m lucky—that’s what my imagination comes up with first. I’m grateful for any little nibble, because it all contributes to creating a book.

[Our Books]: How long do you take to complete  a novel? How do you do the research work? What do you like the most in your work?

[Grace Burrowes]: I have written a rough draft in as little as six weeks, but it’s a ROUGH draft, and requires many iterations before it’s worth presenting to an editor. Ideally, I need another six months at least to polish that draft before I’m becoming happy with it.

[Our Books]:As an author, what do you consider to be the main challenges in this occupation?

[Grace Burrowes]: I’d say there are two. First, an creative endeavour is subjective, and that means there are many people whom my books will not satisfy. That’s hard, but one accepts this. What’s harder is how mean some people are in their judgment of a book that doesn’t work for them. Instead of accepting that personal preference is at work, they must attack the author, and find fault, when little fault (or sometimes no fault) exists. It’s fine to not like a book—I’m a very fussy reader myself—but it is not fine at all to attack an author personally, ridicule, make fun, and disparage a work simply because it lacks appeal to one person.

[Our Books]: Among all the books you have written so far, which one do you prefer and why is it so?

[Grace Burrowes]:  I’m always most involved with whatever book I’m working on now, and it’s impossible to chose a favourite. Every book has a piece of my heart.

[Our Books]:What messages and/or values do you try to convey through your writing?

[Grace Burrowes]: I think the abiding theme of the romance genre is that love will make us whole, and when we’re whole, we live a life of courage, from the heart, rather than a life of fear and limitation.

[Our Books]: What  would you say to someone who asked you some advice about becoming a published author nowadays?

[Grace Burrowes]: Go for it! There have never been more ways to get published, more ways to reach readers, more ways to present your material. Literacy is on the increase, and the world will never have enough good, well told stories.
 
Grace´s newest novel - Darius
 
 

Some of Grace Burrowes Novels - Gift from the author


We thank Grace Burrowes for accpeting our invitation to celebrate our first anniversary, she kindly helped us with two books for a giveaway, and eight new books for the blog library. Thank you so much to show your work to Portuguese readers.
 
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Entrevista Traduzida com a autora Grace Burrowes:
 

[Os Livros Nossos]: Grace, escreve romances históricos, o que a levou a escolher este género literário específico?
[Grace Burrowes]: Comecei a ler romances, quando  era adolescente, e naquela época (há 35 anos atrás), o romance histórico era o que estava disponível. É o que eu melhor  conheço, e o género de que mais gosto.
[Os Livros Nossos]: Começou como escritora técnica e editora, depois formou-se em Direito e trabalhou nesta área por conta própria, na área de gestão de conflitos, como se deu esta  transição na sua carreira, o que a motivou a tornar-se escritora?
[Grace Burrowes]: A escrita é algo  de que sempre gostei, e ainda antes de  conseguir escrever em cursivo correctamente eu ​​mantinha um diário. Após terminar os estudos Universitários, escrevi opiniões sobre  música para o Washington Post, e, ocasionalmente, eu tinha um artigo ou carta ao editor publicados numa revista. Gradualmente, tornei-me consciente de que a escrita era algo difícil para algumas pessoas, mas era para mim uma necessidade. A ideia de escrever um romance era uma brincadeira, um passatempo, algo a fazer por divertimento, e ainda é divertido.
[Os Livros Nossos]: Você acredita que antes de se tornar um escritor é importante ser um bom leitor? O que podemos aprender com a leitura de bons autores?
[Grace Burrowes]: Eu não sei como alguém poderia adorar escrever, e não ser também um leitor apaixonado. Nora Roberts diz que se deve ler livros para escrever livros, e eu acho que a leitura me transmitiu um imenso conhecimento passivo.Clarificando melhor: Nos melhores livros é difícil difícil descortinar como a arte e o trabalho são conjugados para criar uma história maravilhosa. Nos livros maus, é fácil ver onde o autor falhou o alvo, e isso é útil.
[Os Livros Nossos]: Quais são alguns dos seus autores favoritos, enquanto leitora?
[Grace Burrowes]: Mary Balogh, Joanna Bourne, Carolyn Jewel, Meredith Duran, Judith Marfim, Julie Anne Long, JR Ward. Loretta Chase, Eloisa James ... tantos bons escritores!
[Os Livros Nossos]: Você tem uma rotina rígida de escrita?
[Grace Burrowes]:  Não, não tenho. Eu prefiro escrever material novo logo pela manhã, mas em alguns dias tenho de realizar as minha tarefas enquanto Advogada, e escrever não é opção. Muitas vezes eu tenho grandes planos para escrever, e então abro um documento em revisão e acabo por ficar a trabalhar nesse documento. A minha rotina é muito flexível.
[Os Livros Nossos]: Pode dizer-nos como inicia  o seu processo de escrita? Começa por delinear a história e os personagens em primeiro lugar? A sua experiência anterior como editora ajudou-a nesta "aventura" da escrita?
[Grace Burrowes]: Eu nem tenho a certeza de que a forma como eu escrevo pode ser qualificada como um “processo”. Obtenho uma linha inicial, uma imagem ou uma personagem na minha mente, e muitas vezes é tudo o que eu tenho quando começo a primeira cena. Se eu consigo captar a ferida definidora da personagem, mais detalhes da história me ocorrem, e muito em breve, mais personagens aparecem, e também elas terão assuntos a resolver. Escrever um romance, uma cena onde herói e heroína se conhecem é sempre interessante, e por vezes, se eu estiver com sorte, é isto que a imaginação começa por me trazer. Fico grata por qualquer pormenor, porque tudo contribui para a criação de um livro.
[Os Livros Nossos]: Quanto tempo você leva para concluir um romance? Como é que  faz o trabalho de pesquisa? O que mais gosta no seu trabalho?
[Grace Burrowes]: Já escrevi um rascunho num curto espaço de seis semanas, mas é um rascunho em bruto , e requer muitas alterações antes que mereça a pena apresentá-lo  a um editor. Idealmente, eu preciso de mais seis meses, no mínimo, para afinar o rascunho, antes que fique feliz com o mesmo.
[Os Livros Nossos]:  Como autora, quais considera  os principais desafios nesta ocupação?
[Grace Burrowes]: Eu diria que há dois. Primeiro, um esforço criativo é subjetivo, e isso significa que há muitas pessoas às quais os meus livros não vão agradar. Isso é complicado, mas aceita-se. O que é mais duro é quão maldosas as pessoas conseguem ser ao fazerem julgamentos sobre um livro do qual não tenham gostado. Em vez de aceitarem que se trata de uma situação de gosto pessoal ou preferência, têm de atacar o autor, e encontrar uma falta, quando por vezes há pouca ou nenhuma falha. Está certo não gostar de um livro – eu própria sou uma leitora exigente – mas não é, de todo, correcto atacar pessoalmente um autor, ridicularizar, fazer troça ou menosprezar um trabalho, simplesmente porque este não é apelativo para alguém.
[Os Livros Nossos]: De entre todo os livros que  escreveu até agora, qual deles é o que prefere, e porquê?
[Grace Burrowes]:  Eu estou sempre mais envolvida com qualquer livro  em que esteja a trabalhar no momento presente. É impossível escolher um favorito. Cada livro tem um pedaço do meu coração.
[Os Livros Nossos]: Que mensagens e / ou valores tenta transmitir através de sua escrita?
[Grace Burrowes]: Acho que o tema chave do género romance é o de que o amor nos fará um todo, e quando nos transformamos num todo, vivemos uma vida de coragem, com o coração, em vez de uma vida de medo e limitação.
[Os Livros Nossos]: O que diria a alguém que solicitasse alguns conselhos sobre como se tornar um autor publicado nos dias de hoje?
[Grace Burrowes]: Vá em frente! Nunca houve tantas formas de se ser publicado, mais formas de alcançar os leitores, mais formas de apresentar o seu material. A alfabetização está a aumentar, e o mundo nunca terá histórias boas e bem contadas em quantidade suficiente.


 
 

terça-feira, 26 de março de 2013

[Reportagem & Entrevista] Andrea Hirata, autor de "Os Guerreiros do Arco-Íris" - encontro com bloggers [ Editorial Presença]

   A convite da nossa parceira Editorial Presença, o blog Os Livros Nossos esteve ontem presente num evento especial, um encontro informal entre o escritor Andrea Hirata, autor de Os Guerreiros do Arco-Íris e bloggers literários Portugueses. Durante o evento, foi possível realizar uma breve entrevista com o autor.

  O encontro com Andrea Hirata teve início na segunda-feira, dia 25 de Março, cerca das 18 horas e 30 minutos no Bar Procópio, perto do Jardim das Amoreiras, no Coração de Lisboa, numa tarde bastante chuvosa que se veio a revelar deveras agradável, e que correspondeu a uma maravilhosa oportunidade de conhecermos o ser humano por detrás do escritor.

   
Andrea Hirata autografando um dos exemplares da edição Portuguesa da sua obra
Foto: Isabel Alexandra Almeida/Os Livros Nossos


   Simpático, bem disposto e bastante emocionado, Andrea Hirata deu uma verdadeira lição de sabedoria, em toda a sua humildade. É uma pessoal muito cordial, sabe expor as suas ideias e sentimentos de forma bastante precisa e revelou-se um conversador fascinante, com espírito de missão.

  A propósito de estar, pela primeira vez no nosso país, o autor referiu 
" Muito obrigado, isto é história."

   Andrea Hirata revelou também que o seu propósito com Os Guerreiros do Arco-Íris foi prestar homenagem à sua professora Bu Mus, que foi para ele uma figura inspiradora e soube motivá-lo para querer aprender sempre mais e mais, não deixando que as dificuldades fossem um entrave a tal processo de crescimento pessoal - "Escrevi o livro em 2005, destinava-se a constituir uma homenagem à minha professora, alguém pegou no livro e entregou-o a um editor".

  A propósito do seu estilo de escrita, o autor caracterizou o seu trabalho:  "eu tento escrever de uma forma muito pura e simples", evidenciando que na sua obra procurou frisar assuntos como a educação e a responsabilidade social de uma Grande Empresa.

  O escritor apresentou a sua obra, considerando-a dividida em quatro elementos distintos:

- Uma viagem a um local que, muitas vezes, nem aparece no mapa, mas pleno de recursos naturais [a Ilha de Belitong]

- Uma exploração de uma cultura deveras única, numa das comunidades mais pobres da Indonésia.

- Uma descoberta do espírito humano e do significado do sacrifício.

- e, por fim, uma inspiração, que o autor pretende que a obra constitua para os seus leitores.






[Breve entrevista com o autor Andrea Hirata]:

[Os Livros Nossos]: Olá Andrea, muito obrigado por esta oportunidade de conhecermos melhor o ser humano por detrás do escritor. Será correcto dizer-se que Ikal, uma das personagens da obra, é uma imagem de Andrea, com aquela idade e naquele contexto específico?

[Andrea Hirata]:Sim, Ikal sou eu !

[Os Livros Nossos]: Para além da homenagem à sua professora, que valores essenciais acredita ser importante mostrar a geração presente e a futuras gerações em todo o mundo?

[Andrea Hirata]: Uma pergunta difícil [risos]. Eu acredito na educação enquanto celebração da própria vida. O que somos hoje é a imagem da nossa própria educação. Importa ter Professores que gostem de o ser, e que consigam ensinar os alunos a ter orgulho de o serem.

[Os Livros Nossos]: Este romance chama-nos a atenção para o facto de, em muitas circunstâncias, um objecto como um livro poder ser de grande valor, ter o poder de abrir mentes e mudar vidas. Em Portugal muitos jovens não conseguem sentir isto por um livro, poderia dizer-lhes algumas palavras os pudessem ajudar a compreender quão importante um livro pode ser?

[Andrea Hirata]: Se dissermos aos jovens leiam o livro porque ele é uma janela aberta para o mundo, eles não irão ouvir-nos. Eu dir-lhes-ia: " lê o livro e ficarás surpreendido, irás descobrir ai algo que nunca encontraste antes".

[Os Livros Nossos]: Li que o Andrea decidiu abrir uma biblioteca na sua comunidade com os primeiros proventos da venda do livro, e inicialmente, ocorreram alguns incidentes, as pessoas levaram os livros para casa e ficaram com eles, como está actualmente a funcionar esse seu projecto?

[Andrea Hirata]: Risos. A ideia de levar um livro emprestado foi para eles difícil de entender. Então, passei a convidar contadores de histórias, que vão ao museu [ o projecto de Andrea] e contam as histórias para quem queira ouvi-las.

[Os Livros Nossos]: O Andrea sente a escrita como uma missão?

[Andrea Hirata]: Sim, para mim a escrita é uma missão!

[Os Livros Nossos]: Está a escrever algum novo livro, neste momento, pode desvendar um pouco tal trabalho?

[Andrea Hirata]: Além deste, existem mais três livros que pertencem à mesma série, mas que podem ser lidos separadamente. Quanto mais sabemos, mais notamos que nada sabemos. Podemos escrever não apenas o que pensamos, mas aquilo que sentimos. Ultimamente, tenho estado envolvido no trabalho de tradução. O processo de edição dos livros é também, para mim, uma aprendizagem. E gostaria de agradecer à minha tradutora Angie Kilbane. [traduziu as obras de Indonésio para Inglês, sendo a versão Inglesa que serve de base, por exemplo, à edição Portuguesa do livro, agora editada pela Presença].

Muito obrigada por esta oportunidade Andrea.


   No final do encontro, o autor autografou livros, e aceitou posar com os bloggers presentes. Aqui fica para os registos do blog Os Livros Nossos, a foto de Andrea Hirata com Isabel Alexandra Almeida [Administradora do Blog e responsável pela cobertura do evento]. Foto: Joana Gonzalez [Histórias D´Elphaba]

Nota de redacção: O blog Os Livros Nossos agradece à Editorial Presença o simpático convite para este evento tão especial, e deixa ainda ao autor o seu agradecimento pela simpatia e colaboração demonstradas!
Brevemente, os nossos leitores terão também a oportunidade de ler nestas páginas online a nossa crítica à obra "Os Guerreiros do Arco-Íris".

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   English Version of the interview with author Andrea Hirata, made in Lisbon on 25 th, March 2013, on a meeting with the author and some bloggers, by invitation of Editorial Presença, his Portuguese Publisher.



[Our Books]: Hello Andrea, thank you for this opportunity to better know the man behind the writer. Is it correct to say that Ikal, one of the characters of the a book, is an image of Andrea, at that age and at that particular context?

[Andrea Hirata]: Yes, I'm Ikal!

[Our Books]: In addition to the tribute to your teacher, what main  values ​​do you find important to show to present and future generations around the world?

[Andrea Hirata]: A difficult question [laughs]. I believe in education as a celebration of life itself. What we are today is the image of our own education. It is important to have teachers who like to be, and they can teach students to be proud of being students.

[Our Books]: This novel draws our attention to the fact that, in many circumstances, an object like a book can be of great value, and can have the power to open minds and change lives. In Portugal, many young people can not feel it for a book, could tell you a few words that might help them understand how important a book can be?

[Andrea Hirata]: If we say to young people to read the book because it is an open window to the world, they will not hear us. I would tell them, "read the book and you will be surprised, you will find something there that you have never find before."

[Our Books]: I read that Andrea decided to open a library in your community with the first royalties from the sale of the book, and initially, there were some incidents, people took the books home and stayed with them, how is currently operating that project of yours?

[Andrea Hirata]: Laughs. The idea of ​​bringing a borrowed book was difficult to understand for them. So, I started inviting storytellers who go to museum [Andrea ´s Project] and tell stories to anyone who wants to hear them.

[Our Books]: Andrea, do you feel writing  as a mission?

[Andrea Hirata]: Yes, for me writing is a mission!

[Our Books]: Are you writing a new book, at the moment, can  you unravel a bit this work?

[Andrea Hirata]: Beyond this one, there are three books belonging to the same series but which may be read separately. The more we know, the more we find that we know nothing. We can not just write what we think, but what we feel. Lately, I have been involved in the translation work. The editing process of the book is also, for me, a learning experience. And I would like to thank my translator Angie Kilbane.


We would like to thank Editorial Presença for this opportunity, and also to Andrea, it was a real pleasure for us to do this work. 






segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[Entrevista Internacional] Cheryl Holt [Quinta Essência]


Cheryl Holt [Foto cedida pela autora]

Caros Leitores,
 
Hoje iremos ficar a conhecer um pouco melhor a Autora Cheryl Holt.
 
   Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito do Wyoming. Trabalhou como Procuradora do Ministério Público. Hoje é escritora a tempo inteiro e vive com a família em Los Angeles.
É considerada a rainha do romance sensual, e entre os leitores Portugueses é já conhecida pelos seus três primeiros romances editados em Tradução Portuguesa - "Noites de Paixão", "Ligações Proibidas" e, mais recentemente, "Entrega Total", com a chancela de qualidade da Quinta Essência. Cheryl confessou-nos que adora as capas das edições Portuguesas dos seus romances.
 
 
 
Entrevista Internacional com Cheryl Holt conduzida por: Isabel Alexandra Almeida/  Blog Os Livros Nossos:
 
[Os Livros Nossos]:  É Advogada, mas escreve romances históricos. Como é que ficou tão fascinada com história, de tal modo que os seus romances decorrem durante o Século XIX, em Inglaterra?
 
[Cheryl Holt]: Quando comecei a escrever ficção comercial queria vender romances policiais. Enquanto Advogada, trabalhei como Procuradora do Ministério Público, e pensei que esse fosse o melhor caminho para mim, enquanto escritora. Mas eu era muito novata a escrever romances, e ainda não muito boa, e não consegui vender nenhum dos meus romances policiais que havia escrito. Decidi tentar um género diferente de romance.
   Eu lia constantemente, estudava todos os livros que saiam nas listas de best sellers, tentei descobrir o que estava a vender e que os leitores gostavam de comprar. Eu nunca tinha sido leitora de romances, mas muitos romances de amor  faziam parte das listas de best sellers. Li dezenas deles,de facto, gostei dos romances históricos que decorriam no Século XIX na Inglaterra.  Os romances podem ter por cenário diversos períodos históricos e locais distintos. Gostei mais dos Britânicos. Foi apenas uma preferência pessoal.
  A Inglaterra, nos primórdios de 1800, é o período histórico mais popular para romances de amor.Os leitores gostam do mundo que existia em Inglaterra nessa época. Foi o mesmo período em que viveram autores como Charles Dickens ou Jane Austen. Existia um desequilíbrio social extremo de grande riqueza ou pobreza extrema. Na Europa estavam a ser travadas as guerras Naopoleónicas. A situação mundial dessa época proporciona histórias engraçadas e dá aos autores e leitores grandes temas que podem conduzir a enredos.
  Comecei a escrever romances de amor e escolhi a Inglaterra durante o Século XIX. Fi-lo. porque gostei de ler romances que decorriam nesse período histórico e pensei que fosse o melhor para me emergir a mim mesma num mundo que era do meu agrado.
 
[Os Livros Nossos]: Pode partilhar connosco os nomes dos seus autores preferidos?
 
[Cheryl Holt]: Eu não diria que tenho um "autor favorito". Sou uma leitora ávida e gosto de qualquer romance que esteja bem escrito e cuja leitura seja divertida. Não me importo com o período histórico, o cenário ou algo do género. Desde que a escrita seja fabulosa eu gosto de ler.
 
[Os Livros Nossos]: Quando é que escreveu o seu primeiro livro? Quão especial foi para si escrever e publicar o seu primeiro romance?
 
[Cheryl Holt]: Escrevi o meu primeiro romance há cerca de 15 anos atrás.Foi muito dificil escrevê-lo. O romance de ficção é uma forma de arte complexa que se desenvolveu ao longo de vários séculos.É muito difícil aprender a escrever um romance, e também aprender a escrevê-lo de modo a que esteja bem escrito e seja legível.
   O primeiro livro que publiquei foi o 17º que escrevi . Demorei quatro anos e concluí seis manuscritos completos até que a minha escrita estivesse suficientemente boa para captar o interesse de um editor Nova Iorquino. É um negócio muito competitivo e trabalhei arduamente durante vários anos para apurar a minha arte.
   Mas mesmo depois de ter vendido o meu primeiro romance ainda não era muito boa a escrever.  Até escrever o meu 13º romance ainda não tinha verdadeiramente tido a percepção de que sabia o que estava a fazer.
   Foi engraçado ter o primeiro livro publicado e é divertido ter cada um deles publicados.A primeira vez que vi o meu livro publicado estava numa mercearia. O livro estava na prateleira dos livros em edição  de bolso e eu estava a comprar mantimentos na companhia da minha filha, que tinha apenas dois anos de idade nessa altura. Corremos para casa, pegámos na nossa máquina fotográfica e voltámos à loja. Pedi a um empregado que me tirasse uma fotografia, tendo a estante com o livro atrás de mim.
 
[Os Livros Nossos]: Quanto tempo demora a escrever um romance completo? Faz a sua própria pesquisa ou alguém a ajuda com esse trabalho prévio?
 
[Cheryl Holt]: Eu escrevo livros há cerca de 15 anos, e estou a ficar muito boa.Quanto comecei demorava cerca de oito meses a escrever um romance completo. Agora sou capaz de escrever um romance em cerca de três meses e meio.
   Não faço qualquer pesquisa antes de escrever um romance. Todos os meus romances decorrem no período da Regência em Inglaterra.Não se centram à volta de um evento histórico, mas apenas decorrem nos primórdios de 1800. Portanto, todas as roupas, casas, carruagens e outros aspectos da vida diária são sempre os mesmos. Não preciso de fazer pesquisa.
 
[Os Livros Nossos]: Costuma escrever diariamente, e seguir um horário rígido, ou tem outra rotina de escrita?
 
[Cheryl Holt]: Escrevo todos os dias. Escrevo a toda a hora e sigo um horário muito rígido. Quando me preparo para escrever um novo romance passo muitas semanas a escolher os nomes das personagens, a desenvolver o enredo, a seleccionar o cenário para os capítulos e coisas desse género. Na noite anterior a começar a escrever sento-me com um calendário e assinalo no mesmo quantas páginas me proponho escrever num dia, quando terei o rascunho em bruto concluído e quando terminarei a edição, e.t.c. Então, mantenho o horário durante todo o processo. Não posso sequer escrever menos do que o proposto, porque trabalho porque trabalho dentro de prazos fixados contratualmente e tenho de ter o livro terminado dentro de uma data específica.
 
[Os Livros Nossos] O que é para si o acto de escrita? O que faz para ficar inspirada?
 
[Cheryl Holt]: O acto de escrita para mim já não se trata muito de um acto criativo. É para mim uma profissão, um negócio caseiro. Trabalho em casa, trabalho todos os dias e trabalho arduamente.
   Quando começo um novo romance, não é porque me senti subitamente "inspirada". Estou sempre a encontrar ideias para um enredo e anoto-as numa lista. São habitualmente apenas frases curtas ou cenários possíveis.Quando fico pronta para começar um novo livro consulto a lista e olho para as várias ideias. Habitualmente, uma delas chama-me a atenção, escolho a que mais me agrada e começo a trabalhar.
 
[Os Livros  Nossos]: Diria que há uma espécie de magia nos seus romances. O que pensa que cativa os seus leitores enquanto leem os seus romances?
 
[Cheryl Holt]: Os meus livros são muito diferentes de outros romances de amor. Nunca li romances de amor enquanto estava a crescer.Nunca havia lido um até ter já quarenta anos e estar já a tentar descobrir como escrever romances para sobreviver.Portanto, nunca tive uma ideia concreta acerca de como era suposto ser um romance.
   Como não tinha ideias pré-concebidas acerca dos romances, os meus enredos e personagens são muito frescos e inovadores e tenho um estilo de escrita que não coincide com o de outros autores.Os meus livros são muito dinâmicos, muito divertidos e muito fáceis de ler. Os personagens são extremamente memoráveis e têm enormes questões que os levam a fazer todos os tipos de coisas selvagens. As heróinas, em especial, envolvem-se em todo o tipo de problemas e perigos. Os leitores percorrem as páginas ansiosos por descobrir o que irá acontecer a seguir.Tenho um estilo divetido de escrever do qual os leitores verdadeiramente gostam.
 
[Os Livros Nossos]: Actualmente, está a preparar um novo romance? Em caso afirmativo, pode dar-nos algumas pistas sobre o mesmo?
 
[Cheryl Holt]: Tenho uma trilogia que será lançada em 2013.Os dois primeiros livros estão terminados e o terceiro irá ser iniciado na segunda-feira. Serei eu própria a publicá-los, em e-book e em edição impressa. Irei publicá-los de forma seguida, para que os leitores possam ler um a seguir ao outro.
   Os títulos são "Promessa de amor", "Preço do amor" e "Perigo do amor". O herói é um pirata Francês e eu adoro escrever personagens masculinas realmente viris. Nenhum autor cria heróis tão impulsivos e viris como os meus, e estou realmente excitada por estar a começar.
   Tenho um designer a trabalhar nas capas e terei as artes das capas disponíveis no meu site pessoal e na página do facebook nas próximas semanas.
 
[Os Livros Nossos]: Para concluir esta entrevista, gostaria de deixar uma mensagem especial para os seus leitores Portugueses?
 
[Cheryl Holt]: Fiquei encantada por ser publicada em Português pela editora Quinta Essência. Produziram livros para mim que são lindos.Estou muito feliz por algumas das minhas histórias estarem agora disponíveis para os leitores Portugueses e espero poder oferecer mais algumas futuramente.
 
Eu escrevo os meus livros no meu computador, n uma pequena secretária na minha casa em Los Angeles, Califórnia. Fico sempre  tão admirada pelo facto de as mulheres noutra parte do mundo serem capazes de ler o que eu tenho feito. Sinto-me muito honrada em ter tantos novos fãs portugueses!
 
 
 
 
 
International Interview with Author Cheryl Holt / Portuguese Blog Our Books
By : Isabel Alexandra Almeida
 
 
1) You´re a lawyer, but you write historical novels. How did you get so fascinated about history, so that yours novels take place during the 19thcentury in England?
When I first started writing commercial fiction, I wanted to sell crime novels. As a lawyer, I had worked as a criminal prosecutor, and I thought that was the best route for me as a writer. But I was very new at writing books and not very good yet, and I couldn’t sell any of the crime novels I had written. I decided to try a different type of novel.
I was reading constantly, studying all the books that popped up on the bestseller lists, as I tried to figure out what was selling and what readers liked to buy. I had never been a romance reader, but many romance novels were on the bestseller lists. I read dozens of them, and I really liked the historical ones that were set in 19th century England. Romances are set in many different time periods and locations. I liked the British ones best; it was just a personal preference.
England in the early 1800s is the most popular time period for romance novels; readers enjoy the world that existed in England at that time. It is the same period in which authors Charles Dickens and Jane Austen lived. There was an extreme social imbalance of great wealth and great poverty. The Napoleonic wars were being fought in Europe. The entire world situation of that era makes for fun stories and gives authors and readers big issues that can help drive plots.
I started writing romance novels, and I chose 19thcentury England. I did it because I enjoyed reading the romance novels that were set in that time period, and I thought it was best to immerse myself into a world I enjoyed.
2) Could you share with us the names your favourite authors.
I wouldn’t say I have a “favourite”author. I am an avid reader, and I like any novel that’s well written and fun to read. I don’t care about the time period or the setting or anything else. As long as the writing is great, I love to read it.
3) When did you write your first book? How special it was for you to write and publish the very first novel?
I wrote my first book about 15 years ago. It was very difficult to write it. The fiction novel is a complex art form that has developed over several centuries. It’s very difficult to learn how to write a novel, but also how to write it so that it’s well done and readable.
My first published book was the seventh one that I had written. It took me four years, and I finished six complete manuscripts before my writing was good enough to attract the interest of a New York publisher. It’s a very competitive business, and I worked very hard for several years to hone my craft.
But even after I sold the first novel, I still wasn’t very good at writing. I was writing my 13th published novel before I truly felt that I knew what I was doing.
It was fun to have the first book published—it’s fun to have every one of them published—and the first time I saw my published book, I was in a grocery store. The book was on the paperback shelf, and I was buying groceries with my daughter who was only two years old at the time. We ran home, got our camera, and went back to the store. I had a clerk take my picture standing in front of the store’s book shelf with the book behind me.
4) How long does it take you to write a full novel? Do you do your own research, or does someone help you with that kind of previous work?
I’ve been writing books for about 15 years now, so I’m getting very good at it. When I first started, it took me about 8 months to write a full-length novel. Now, I can write one in about 3 ½ months.
I don’t do any research before I write a novel. All of my novels take place in Regency period England. They’re not centered around a historical event, but merely take place in the early 1800s. So all of the houses, clothes, carriages, and other facets of daily life are the same every time. I don’t need to do research.
5) Do you usually write on a daily basis and follow a strict Schedule, or you have a different writing routine?
I write every day. I write all the time. I follow a very strict schedule. When I prepare to write a new novel, I spend many weeks, picking character names, developing the plot, setting out chapters, and things like that. The night before I begin writing, I sit down with a calendar, and I mark out on the calendar how many pages I’ll type in a day, when I’ll have the rough draft done, when I will have the editing done, etc. Then I keep to the schedule all along the way. I can’t ever get behind because I’m usually on contract deadlines and have to have the books completed at a specific date.
6) What is for you the act of writing? What do you do to get inspired?
The act of writing for me isn’t much of a creative act anymore. It is a job for me. It is a home business. I work at home; I work every day, and I work very hard.
When I begin a new novel, it’s not because I was suddenly “inspired.” I get plot ideas all the time, and I write them down in a list. It’s usually just a two- or three- sentence statement of a possible plot scenario. As I get ready to write a new book, I go to the list and look at the various ideas. Usually, one of them will jump out at me. I pick the one that seems to interest me the most, and I get to work.
7) I would say that there´s some kind of magic in your novels. What do you believe captivates your readers while reading one of your novels?
My books are very different from other romance novels. I never read romance novels when I was growing up. I hadn’t read one until I was 40 years old and trying to figure out how to write novels for a living. So I never had a concrete “idea” of what a romance novel was supposed to be like.
Since I had no preconceived ideas about romances, my plots and characters are very fresh and innovative, and I have a style of writing that isn’t matched by other authors. My books are very fast-paced, very fun, very easy to read. The characters are extremely memorable and have enormous burdens or issues that drive them to do all sorts of wild things. The heroines especially get themselves into all sorts of trouble and danger. Readers whip through the pages, excited to find out what will happen next. I have a fun style of writing that readers really enjoy.
8) At the moment are you preparing a new novel? If so, could you give us some clues about it?
I have a trilogy that will be released in 2013. The first two books are finished, and I will begin writing the third book on Monday. I am publishing them myself, both as e-books and as print books, and I will release them back to back so that readers can read them one after the other.
The titles are LOVE’S PROMISE, LOVE’S PRICE, and LOVE’S PERIL. I am just starting LOVE’S PERIL. The hero is a French pirate, and I always love to write really macho male characters. No other author creates heroes who are as driven and macho as mine, so I’m really excited to get started.
I have a cover designer working on the covers, and I will have the cover art for the three books posted on my web site and Facebook page in the next few weeks.
9) To finish this interview, would you like to leave a special message to your Portuguese Readers?
I have been very delighted to be published in Portuguese by publisher Quinta Essencia. They have produced books for me that are so beautiful! I am so happy that some of my stories are now available to Portuguese readers and I hope I will be able to offer more of them in the future.
I write my books at my computer at a small desk in my home in Los Angeles, California. I am always so amazed that women in another part of the world are able to read what I’ve done. I’m very honored to have so many new Portuguese fans!