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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trowback Review | "Um Toque de Perversão", de Jennifer Haymore | Planeta


Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger


Um toque de perversão, (com o título original - A Hint of Wicked) é um romance de época, cuja acção decorre em Inglaterra no Século XIX, na sequência da Batalha de Waterloo.

Garrett, o Duque de Calton, é dado como desaparecido na referida batalha, e durante sete anos, a Duquesa Sophie e o primo do Duque - Lorde Tristan Westcliff - envidam todos os recursos ao seu dispor para o procurarem, mas sem sucesso.

Entretanto, o destino prega uma cruel partida a este trio aristocrático, e o Duque de Calton regressa passados sete longos anos, vivo, e disposto a retomar a sua vida de volta, assim como o amor de Sophie, a qual, entretanto, reconstruira a sua vida junto de Tristan, que assumira a administração das propriedades Ducais.

Sophie vê-se então dividida entre dois amores, e surge ao longo do livro a questão sempre latente: pode Sophie amar ambos os homens? Como irá ela tomar a mais importante e dolorosa decisão de toda a sua vida? Como se explica o misterioso desaparecimento do Duque de Calton, durante longos anos e tendo sido arduamente procurado pela família que tanto o estimava? Estes são alguns dos dilemas colocados durante a narrativa.

A autora traça um retrato fiel da sociedade Inglesa do Século XIX, com o seu puritanismo por vezes exacerbado, as convenções sociais levadas ao extremo, e uma justiça que compactua com esta visão deveras limitada da moralidade vigente.

Em simultâneo, a autora soube habilmente inserir na obra um toque de sensualidade, em especial, descrevendo de forma explícita, porém elegante, os envolvimentos sexuais que as personagens vão tendo, mas onde o sexo surge envolvido num indiscutível turbilhão emocional, e por isso em nada choca o leitor este aspecto da obra.

No último terço da obra, e à medida que vamos descobrindo as respostas às várias dúvidas colocadas durante a narrativa, surge também um momento de acção, com a perseguição a um criminoso desenvolvida por algumas das personagens, o que, a nosso ver, confere à obra, um carácter de originalidade e também bastante dinamismo.

Atrevido, sem ser excessivo, com boas doses de dilemas e dúvidas que afectam as personagens, romance, paixão, amor, sexo e também aventura.

Em suma, uma leitura que recomendamos aos amantes do romance sensual de época.

Ficha Técnica:


Autora: Jennifer Haymore

Editora: Planeta

Nº de Páginas: 360

Classificação atribuída no GoodReads: 5/5 estrelas

Género: Romance de Época | Romance Sensual


Nota explicativa: Há cinco anos atrás começámos esta aventura de construir um blogue literário, por aqui têm passado muitos e maravilhosos livros, revisitámos géneros que já conhecíamos, mas também assistimos ao nascimento de novas tendências literárias, algumas delas já mais divulgadas em Países como os Estados Unidos ou o Brasil. O romance de época é uma dessas tendências que descobrimos e que viria a tornar-se um dos nossos géneros preferidos aqui no blogue.

Em cinco anos muito aprendemos, e acreditem que este maravilhoso mundo dos livros é uma aprendizagem constante. Esta nova rubrica denominada "Trowback Review" recupera críticas a obras que já lemos há mais de dois anos, autores e géneros que nos tocaram particularmente. E os textos são agora actualizados considerando, precisamente, novos conhecimentos que entretanto adquirimos (por exemplo, o que distingue um livro de época de um livro histórico).

Jennifer Haymore tem um lugar muito especial na história do blogue, pois foi a primeira autora internacional que entrevistámos, aqui fica o link para a primeira entrevista internacional do Blog Os Livros Nossos  um trabalho que queremos retomar por aqui.



domingo, 12 de janeiro de 2014

[Renda & Saltos Altos] Uma Duquesa em Fuga, de Jennifer Haymore [Planeta]


Título: Uma Duquesa em Fuga [House of Trent # 1]

Autora: Jennifer Haymore

Editora: Planeta

Páginas: 312

Lançamento: Janeiro de 2014

Género: Histórico/Sensual

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

   Uma Duquesa em Fuga, de Jennifer Haymore, corresponde ao primeiro romance da série House Of Trent, da autora Norte Americana já conhecida do público Português pelos romances "Um Toque de Perversão" e "Um Toque de Escândalo."

   Neste romance histórico, com cenário na Inglaterra do Século XIX, somos apresentados a uma família aristocrática britânica tudo menos convencional, mas na qual, conforme decorrerá de leitura  verdadeiramente compulsiva das páginas deste livro, se encontram bem evidentes os sentimentos de solidariedade e união familiar.

   O protagonista masculino é Simon Hawkins, duque de Trent, o mais velho dos filhos varões de entre a descendência dos Duques de Trent. Um homem atraente, de firmes princípios e convicções, aparentemente pouco permeável a emoções, mas que vive um conflito interior devido ao peso da responsabilidade que sente sobre os seus ombros, na medida em que procura ultrapassar os rumores e escândalos comentados em sociedade pelo comportamento pouco acertado de seus pais, o duque (já falecido) e a duquesa viúva de Trent.

   Sarah Osborne, a filha do Jardineiro de Ironwood Park - a propriedade campestre dos Trent - conheceu Simon ainda em tenra idade, quando este a socorreu de uma queda acidental, e acabou por ser educada com os irmãos Hawkins, como se fosse mais um membro da família, embora, na prática, todos sintam que, socialmente, Sarah pertence a um estatuto social bastante inferior, com todas as implicações que tal possa ter no seu futuro.

   Um súbito e misterioso incidente envolvendo a duquesa Viúva de Trent, leva Simon a acorrer de urgência a Ironwood Park, convocando a presença de todos os Irmãos - Esme, Sam, Theo, Mark e Luke - cada um deles dono de uma personalidade bastante específica, mas com um comum sentido de união familiar que acaba por suplantar conflitos.

   Esme é uma jovem algo desajeitada socialmente, que adora a vida no campo, receando enfrentar mais uma saison social nos salões Londrinos, onde é suposto mover-se adequadamente e integrar o chamado "mercado do casamento", encontrando um esposo entre os membros da aristocracia. Simon decidirá encaminhar a jovem para Trent House (a residência Londrina da família), com o suporte essencial de Sarah Osborne, entretanto promovida a dama de companhia da jovem.

   Sam, leva uma vida algo simples, e regrada, estando ao serviço da Coroa Britânica, mas acedendo ao chamado perante uma crise familiar que envolve a matriarca da família.

   Luke é o descendente menos regrado da família, leva uma vida dissoluta, por entre clubes nocturnos, ambientes duvidosos e consumo exagerado de alcóol, como se procurasse, sem sucesso, um objectivo válido pelo qual lutar e construir uma vida válida e consentânea com o seu elevado estatuto aristocrático.

   No meio da crise, cedo Sarah e Simon se apercebem de que entre ambos existe um forte amor proibido pelas estreitas e rígidas regras da sociedade de então, estarão ambos dispostos a lutar por este amor?

  Segredos familiares do passado levam a que Simon tenha de enfrentar a pressão de uma chantagem inesperada que pode alterar todo o caminho que, em consciência, sabe que muito deseja seguir em direcção à sonhada felicidade, ainda que esta implique romper com normas e tradições.

   Com uma linguagem correcta, um ritmo narrativo bastante rápido, a minúcia dos deliciosos detalhes inerentes às normas sociais, e à vivência própria de cada classe social, a que se somam personagens bastante densas e bem construídas, com personalidades bem vincadas, com heróis e vilões, amores e segredos, mistérios para resolver, e twists fascinantes, Jennifer Haymore brinda-nos com mais uma excelente saga familiar em pano de fundo histórico.

   As personagens levam-nos a empatizar com os seus dramas e emoções, e é impossível não vibrar com as cenas plenas de amor,sensualidade e erotismo que surgem inseridas no momento correcto ao longo da narrativa.

   Uma combinação perfeita de história, mistério, suspense e um grande amor capaz de nos fazer suspirar.  Um page turner poderosamente viciante, onde Jennifer Haymore prova que tem um estilo muito próprio e envolvente de contar belas histórias românticas, enriquecidas com todo um sem número de detalhes.

   Que venha sem demora a continuação desta série. 




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[Renda & Saltos Altos] "Um Toque de Perversão", de Jennifer Haymore [Planeta]

 
Autora: Jennifer Haymore
 
Título: "Um Toque de Perversão"
 
Título Original: " A Hint Of Wicked"
 
Edição: 2011
 
Editora: Planeta
 
Sinopse:
 
   Sophie, a duquesa de Calton, recomeçou por fim a viver. Após sete anos de luto pela perda do marido, Garrett, em Waterloo, casou com o melhor amigo e herdeiro, Tristan. Sophie entrega-se-lhe de corpo e alma até ao dia em que o marido regressa do continente e exige o seu título, as suas terras… e a sua mulher.
Agora, Sophie tem de escolher entre o primeiro e o novo amor, sabendo que, seja qual for a sua opção, esta destruirá um dos homens que adora. Será Garrett, o seu namorado de infância, cuja perda a ia aniquilando? Ou será Tristan, o amigo querido que se tornou amante, que a apoiou nos últimos anos de luto e que lhe deu a conhecer uma paixão que ignorava? Enquanto os dois maridos lutam pelo seu coração, Sophie vê-se envolvida num jogo perigoso – onde as apostas não são só o amor… mas a vida e a morte.
 
Crítica por Isabel Alexandra Almeida/Blog Os Livros Nossos:
 

  "Um toque de perversão", (com o título original - A Hint of Wicked) é um romance histórico, cuja acção decorre em Inglaterra no Século XIX, na sequência da Batalha de Waterloo.
 
   Foi a leitura de estreia de uma obra da simpática autora Jennifer Haymore, a qual tive o prazer de entrevistar [leia aqui a entrevista com a autora], e devo dizer que fiquei de imediato fã incondicional do estilo bem próprio de escrita com que a autora nos brinda, o que me levou a querer ler a continuação desta série [Os Jameson], sendo que, durante as férias de verão devorei literalmente em dois dias o segundo livro "Um toque de Escândalo".
 
   Quanto à linguagem, a mesma é bastante fluída, não deixando de conter o jargão formal tão próprio da época da narrativa, e do meio social onde se movem as personagens centrais [a aristocracia britânica, no século XIX], uma escrita muito muito envolvente, que leva a que mergulhemos nos livros na ansia de desvendar as peripécias que se seguem, e não faltam nesta história várias reviravoltas inesperadas, o que confere aos livros originalidade dentro do género em que se inserem [Romance de época, sensual], o qual é bastante explorado, principalmente entre autores anglo-saxónicos.
 
  As personagens principais: Sophie, Tristan e Garrett mostram-se amplamente caracterizadas aos níveis físico, psicológico e social, e somos muitas vezes transportados até ao seu mundo interno, que se percepciona pelas suas dúvidas, atitudes, decisões e indecisões.
 
   Há personagens - como Lady Rebecca, que não assumem neste primeiro livro, tão grande destaque, mas apenas porque virão a assumir o papel de personagens centrais noutos "episódios" da série  dedicada à família Jameson.
 
   Quanto à intriga, a mesma é bastante apelativa e desperta díspares emoções, levando os leitores a tomar partido a favor ou contra algumas das personagens. A minha personagem preferida foi Tristan, mas as opiniões divergem entre os leitores.

  Garrett - Duque de Calton -  é dado como desparecido na referida batalha, e durante sete anos, a Duquesa Sophie e o primo do Duque - Lorde Tristan Westcliff - envidam todos os recursos ao seu dispor para o procurarem, mas sem sucesso.

  Entretanto, o destino prega uma cruel partida a este trio aristocrático, e o Duque de Calton regressa passados sete longos anos, vivo, e disposto a retomar a sua vida de volta, assim como o amor de Sophie, a qual entretanto, reconstruira a sua vida junto de Tristan, o qual assumira a administração das propriedades do Duque.

   Sophie vê-se então dividida entre dois amores, e surge ao longo do livro a questão sempre latente: pode Sophie amar ambos os homens? Como irá ela tomar a mais importante e dolorosa decisão de toda a sua vida? Como se explica o misterioso desaparecimento do Duque de Calton, durante longos anos e tendo sido arduamente procurado pela família que tanto o estimava? Estes são alguns dos dilemas colocados durante a narrativa.

  A autora traça um retrato fiel da sociedade Inglesa do Século XIX, com o seu puritanismo por vezes exacerbado, as convenções sociais levadas ao extremo, e uma justiça que compactua com esta visão muito severa da moralidade vigente [uma moralidade bastante hipócrita, a meu ver], logo, temos um bom retrato do espaço social vigente.

   Em simultâneo, a autora soube habilmente inserir na obra um toque de sensualidade, em especial, descrevendo de forma explícita, porém elegante, os envolvimentos sexuais que as personagens vão tendo, mas onde o sexo surge envolvido num indiscutível turbilhão emocional, e por isso em nada choca o leitor este aspecto da obra.



   No último terço da obra, e à medida que vamos descobrindo as respostas, surge também um momento de acção, com a perseguição a um criminoso em que se envolvem algumas das personagens, o que traz também uma componente de aventura à narrariva, já de si, bastante bem construída e rica em detalhes.
  Atrevido, sem ser excessivo, com boas doses de dilemas e dúvidas que afectam as personagens, romance, paixão, amor, sexo e também aventura.
  Recomendo uma das minhas autoras preferidas!


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

[ Entrevista Internacional ] - Jennifer Haymore



   E damos hoje início às nossas entrevistas com autores internacionais. A nossa primeira convidada internacional é a simpática escritora Norte-Americana Jennifer Haymore, uma das autoras bestseller do New York Times, com uma vasta obra de romances históricos sensuais, e já conhecida do público Português  através de "Um toque de Perversão" e "Um toque de escândalo".

  As entrevistas internacionais vão ser publicadas em versão bilingue, queremos alargar horizontes e chegar  também junto de novos públicos, sempre com o propósito de fomentar hábitos de leitura, como um bem cultural essencial.

ENTREVISTA A JENNIFER HAYMORE:
Por. Isabel Alexandra Almeida /Blogue Os Livros Nossos
13 de Agosto de 2012

1.A Jennifer é Norte-Americana e cresceu no Hawai, como se interessou pela alta sociedade Britânica do Século XIX, onde os seus romances decorrem?


[J.H.] : Eu sempre gostei de ler romances históricos, mas fiquei fascinada com a história Britânica especificamente quando comecei a estudar genealogia e me dei conta de que os meus antepassados são quase todos Britânicos… Agora, eu escrevo sobre aqueles tempos, e por vezes imagino que os meus antepassados são personagens secundárias.
2. Quando e como se deu conta de que era tempo de se tornar escritora a tempo inteiro? E como combina esta profissão com o ser mãe e esposa?
[J.H.]: Eu acho que me dei conta de que era tempo de me tornar escritora a tempo inteiro quando tive dois contratos  e me apercebi de que tinha de escrever cinco livros num intervalo de quatro meses entre eles. Ai soube que realmente iria precisar de começar a focar-me na minha escrita. Gerir o meu tempo tem sido sempre para mim um enorme desafio, mas tento manter as minhas prioridades bem definidas – a família está em primeiro lugar,  e a seguir o trabalho. Eu creio que é algo com que irei estar para sempre em luta.
3. A decisão de se tornar escritora a tempo inteiro foi algo que os seus familiares mais próximos e os seus amigos aceitaram facilmente, ou tal foi para eles uma súbita surpresa?
[J.H.] O meu marido soube e tem-me apoiado desde o dia em que eu pela primeira vez lhe disse que queria tentar tornar-me uma autora publicada. Mas fora do núcleo familiar eu não falava da minha escrita, por isso, quando contei aos meus amigos sobre os meus contratos de publicação, eles ficaram todos realmente surpresos, mas isso também lhes fez sentido. Eles disseram: “Aha!, então é isso que tens andado  a preparar”. Por isso, penso que parte deles sabia que algo se estava a passar.
4. Quais são alguns dos seus escritores preferidos (sabemos que sempre foi uma ávida leitora)? Eles são, de algum modo, inspiradores?
[J.H.] Eu tenho tantos autores preferidos – eu tenho realmente gostos literários ecléticos. Gosto de autores desde Laura Ingalls Wilder até Lisa Kleypas, Suzanne Collins, Diana Gabaldon, Audrey Niffeneger. Eu gosto de boa escrita, e sempre que eu leio um livro realmente bom, sinto-me inspirada para escrever eu própria livros melhores.
5. O que é mais divertido na sua profissão? E quais são os pontos negativos da mesma?
[J.H.] Há tantas coisas divertidas em ser escritora. Adoro perder-me na minha imaginação. Também gosto de trabalhar a partir de casa e de estar aqui para os meus filhos. As partes difíceis são…bem, escrever um livro é um trabalho árduo. Necessita de tempo, estar focado, ser paciente, e enquanto uma mãe atarefada, é difícil encontrar o que necessitamos.
6. Quando está prestes a iniciar o trabalho de criação de um novo livro, começa por uma esquematização inicial do mesmo, baseada na pesquisa, ou começa a escrever, e depois procede à respectiva organização antes de publicar.
[J.H.] Eu começo com um esquema detalhado, o qual debato com o meu editor os detalhes, antes de avançar. Por isso, quando começo a escrever, já tenho uma ideia bastante boa acerca de como o livro irá desenvolver-se. As personagens surpreendem-me sempre, muito embora elas tentem sempre desviar-me, e por vezes eu deixo que elas me desviem.
7. Escreve diariamente, seguindo um horário específico, ou a escrita flui natural e livremente sempre que sente tal necessidade?
[J.H.] Quando eu tenho um prazo limite para um livro, sigo um horário bastante rígido de forma a que  possa garantir ter o livro terminado dentro do prazo. Eu costumo escrever ao serão, depois de fazer o jantar para a família, e escrevo até tarde pela noite dentro. Quando não estou sujeita a um prazo limite, estou muito mais descontraída com o meu horário.
8. O que é que os seus leitores costumam destacar como mais interessante acerca dos seus romances?
[J.H.] É difícil de dizer! Eu creio que os meus leitores gostam mais do desenvolvimento do romance entre o herói e a heroína.
9. Qual é o seu romance preferido (de entre os que escreveu) e porque razão é o seu preferido?
[J.H.] Eu tenho um fraquinho pelo meu primeiro romance – A HINT OF WICKED – [ edição Portuguesa sob o título “Um toque de Perversão”], acho que porque foi mesmo o meu primeiro livro e eu adorei os dois heróis  Garrett e Tristan. Ter esse livro publicado foi uma época tão entusiasmante para mim!
10. Tem alguns novos planos em mente, para novos livros, que possa partilhar com o público? Como tem sido a reacção do público em relação ao seu mais recente romance – PLEASURES OF A TEMPTED LADY [ lançado no passado dia 31 de Julho nos Estados Unidos, ainda sem edição Portuguesa, à letra e em tradução livre, “Prazeres de uma Lady em tentação”]?
[J.H.] Tenho uma nova série – THE HOUSE OF TRENT – [ em tradução livre “ A Casa de Trent”] em preparação, para ter início em 2013. Estou tão entusiasmada com esta série! PLEASURES OF A TEMPTED LADY, o último livro da Série Os Donovan [ainda sem edição Portuguesa] foi bem recebido, mas eu tenho pena de que a série tenha terminado. Vou sentir a falta dos Donovan!
11. Gostaria de deixar uma mensagem especial para os seus leitores Portugueses?
[J.H.] Muito obrigada por esta oportunidade e por despenderem do vosso tempo a ler isto! Eu adoro ter notícias dos leitores através de email, Tweeter e Facebook, por isso, sintam-se à vontade para me enviarem emails a qualquer momento. Aqui fica a informação:
Twiter: www.twiter.com/jenniferhaymore

Estou tão satisfeita por ter leitores em portugal, e fico muito contente pelo facto de alguns dos meus livros terem sido traduzidos para Português. Muito obrigado, mais uma vez!
~~~~~~~~~~
   Podem consultar no blogue a review do primeiro livro da autora publicado em Portugal, sob o título "Um toque de Perversão", que foi também o primeiro romance da autora, e cujo título original é " A HINT OF WICKED"


INTERVIEW - English original version:

In our first international interview, come with us and meet  the kind Jennifer Haymore, a New York Times bestselling Author, with two books already published in Portugal.
Thanks Jennifer for your kindness and fot the oportunity for us to make this interview and getting to know you better!

International Interview by the blog Our Books - English Original Version
By: Isabel Alexandra Almeida





Jennifer´s new novel, released on 31st July - "Pleasures Of a Tempted Lady"


1. Jennifer,you are American, and grew up in Hawaii, so, how did you get interested in the British High Society of the XIXth Century, where your novels take place?

I always enjoyed reading historical novels, but I became fascinated by British history specifically when I first began to study genealogy and realized that my ancestors are almost all British…Now, when I write about those times, I imagine sometimes that my ancestors are secondary characters.


2. When and how did you realise that it was time to become a full-time writer? And how do you combine this job with being a mother and a wife ?

I think I realized that it was time to be a full-time writer when I had two contracts and realized I had to write five books four months apart. I knew then that I really needed to begin focusing on my writing. Managing my time has always been a big challenge to me,but I try to keep my priorities straight—family comes first, then work. I think it’s something I’ll be struggling with forever.

3. It was thedecision of becoming a full-time writer something that your close family and friends accepted easily, or it came to them as a sudden surprise?

My husband knew and had beensupporting me from the day I first told him I wanted to try to become a published writer. But outside of family, I didn’t talk about my writing, so when I told my friends about my new publishing contracts, they were really surprised, but it also made sense to them. They said, “Aha! So that’s what you’ve been up to.” So I think a part of them knew something was going on.

4. What are some of your favourite writers (since we know you have always been an avid reader)? Are they somehow, inspiring?

I have so many favorite authors—I have really eclectic reading tastes. I love authors from Laura Ingalls Wilderto Lisa Kleypas to Suzanne Collins to Diana Gabaldon to Audrey Niffeneger. I love great writing, and whenever I read a really good book, I’m inspired to write better books myself.

5. What´s more fun about your job? And what are the negative points about it?

There are so many fun things about being a writer. I love losing myself in my imagination. I also like working from home and being here for my children. The hard parts about it are…well,writing a book is hard work. It takes time, focus, and patience, and as a busy mom, sometimes these are hard to find.

6. When you´re about to start the Creative work of a new book, you start by a previous outline of it, based on research, or you start writing, and then you organize it before publishing?


I start with a detailed outline, which I discuss with my editor at length before moving forward. So when I start writing, I always  have a fairly good idea of where the book is going to go. The characters always surprise me, though, and they always try to lead me astray. Sometimes I let them.

 7. Do you write ona daily basis, following a specific timetable, or it just flows naturally andf reely  whenever you feel that need?

When I have a deadline for a book, I have a very strict schedule so I can make sure I get the book done on time. I usually write in the evenings after I make my family dinner, and write late into the night. When I’m not on deadline, I’m much more relaxed about mys chedule.


8. What do your readers usually point out as more interesting about your novels?

That’s hard to say! I think my readers like the development of the romance between the hero and the heroine the most.

 

9. What´s your favourite novel (of the ones you have written) and why is it your favourite?

I have a soft spot for my first novel, A HINT OF WICKED. I think because it was my very first book, and I just loved the two heroes in it,Garrett and Tristan. Having that book published was such an exciting time for me!

 
10. Do have any new special plans in mind, for new books, that couldbe "sharable" with the public? How´s been the public reaction towards your very new novel "Pleasures of a tempted lady"?

I have a new series, THE HOUSE OF TRENT, coming out starting in 2013. I’m so excited about it! PLEASURES OF A TEMPTED LADY, the last book in the Donovan Series, has been well received—but I’m sorry the series has ended. I’llmiss the Donovans!

 
11. Would you like to leave a special message to yourPortuguese readers?

Thank you so much for having me here and for taking the time to read this! I love hearing from readers via email and on Twitter and Facebook, sof eel free to email me at any time. Here is my information:

Email: Jennifer@jenniferhaymore.com
Facebook: www.facebook.com/jenniferhaymore-author
Twitter: www.twitter.com/jenniferhaymore

I’m so excited to have readers in Portugal, and I’m so pleased that some of my books are being translated into Portuguese. Thanks again for having me!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

[Gostámos] "Um Toque de Perversão" , de Jennifer Haymore








Um toque de perversão, (com o título original - A Hint of Wicked) é um romance histórico, cuja acção decorre em Inglaterra no Século XIX, na sequência da Batalha de Waterloo.
Garrett, o Duque de Calton, é dado como desparecido na referida batalha, e durante sete anos, a Duquesa Sophie e o primo do Duque - Lorde Tristan Westcliff - envidam todos os recursos ao seu dispor para o procurarem, mas sem sucesso.



Entretanto, o destino prega uma cruel partida a este trio aristocrático, e o Duque de Calton regressa passados sete longos anos, vivo, e disposto a retomar a sua vida de volta, assim como o amor de Sophie, a qual entretanto, reconstruira a sua vida junto de Tristan, o qual assumira a administração das propriedades do Duque.

Sophie vê-se então dividida entre dois amores, e surge ao longo do livro a questão sempre latente: pode Sophie amar ambos os homens? Como irá ela tomar a mais importante e dolorosa decisão de toda a sua vida? Como se explica o misterioso desaparecimento do Duque de Calton, durante longos anos e tendo sido arduamente procurado pela família que tanto o estimava? Estes são alguns dos dilemas colocados durante a narrativa.

A autora traça um retrato fiel da sociedade Inglesa do Século XIX, com o seu puritanismo por vezes exacerbado, as convenções sociais levadas ao extremo, e uma justiça que compactua com esta visão deveras limitada da moralidade vigente.

Em simultâneo, a autora soube habilmente inserir na obra um toque de sensualidade, em especial, descrevendo de forma explícita, porém elegante, os envolvimentos sexuais que as personagens vão tendo, mas onde o sexo surge envolvido num indiscutível turbilhão emocional, e por isso em nada choca o leitor este aspecto da obra.

No último terço da obra, e à medida que vamos descobrindo as respostas, surge também um momento de acção, com a perseguição a um crimonoso desevolvida por algumas das personagens, o que, a nosso ver confere à obra, um carácter de originalidade e também bastante dinamismo.

Em suma, uma leitura que recomendamos aos amantes do romance histórico e/ou sensual

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English Version of the book review:

A  Hint of Wicked (“Um toque de perversão” in the Portuguese Edition) it´s an historical novel, whose action takes place in England in the nineteenth century, following the Battle of Waterloo.


Garrett, the Duke of Calton, apparently disappeared in that battle, and for seven years, the Duchess Sophie and the Cousin of the Duke - Lorde Tristan Westcliff – used all the resources at their disposal to seek him, but without success.


However, the destiny  preached a cruel departure  to this  aristocratic trio, and the Duke of Calton returns after seven long years, alive, and ready to resume his life back, as well as the love of his wife Sophie, which however, had reconstructed her life with Tristan, which had  taken  the administration of the properties of the Duke.


Sophie is then divided between two loves, and appears throughout the book the question always latent: can Sophie love both men? How will she take the most important and painful decision of her entire life?


How can be explained the mysterious disappearance of the Duke of Calton, a man that was loved by his family, a family that  A family that had sought him zealously?

These are some of the dilemmas posed during the narrative.



The author draws a faithful portrait of the English Society  of the nineteenth century, with its Puritanism,  sometimes exacerbated, the social conventions carried to the extreme, and a judicial system  that stands for this truly limited vision of  the prevailing morality. At the same time, the author wisely  inserted  in the plot a touch of sensuality, in particular, describing explicitly, but  in a very elegant way, the sexual involvements that the characters are having.



 In this story,  sex is involved in a undisputed emotional turmoil, and therefore, this detail it´s not  shocking to the reader.



 In the last third of the book, and to the extent that we are discovering the answers, there is also a moment of action, with the persecution  of a criminal made by  some of the main characters, which, in our view gives the work, the character of originality and also some dynamism.


 In short, a reading that we recommend to all the readers who  appreciate historical and sensual novels.


Entrevista com a autora / Author´s Interview


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