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quarta-feira, 15 de maio de 2013

[Secção Criminal], "Morte com vista para o mar", de Pedro Garcia Rosado [TopSeller]





Título: Morte com vista para o mar

Autora: Pedro Garcia Rosado

Edição: Fevereiro de 2013

Editora: TopSeller

Páginas: 320

Preço: 16,49 €


Crítica por: Cátia Correia/Blog Os Livros Nossos:

"Morte com vista para o mar, é a primeira história de uma nova coleção de Pedro Garcia Rosado, que o autor dedica às investigações de Gabriel Ponte e Patrícia Ponte. Juntamente com a jornalista Filomena Coutinho, com quem formam um triângulo com um passado nebloso..."
«Fazem falta em Portugal policiais do estilo dos criados por Pedro Garcia Rosado.»

Pego nesta afirmação que encontrámos na contra capa, para concordar totalmente com quem a escreveu. É bom lermos policiais portugueses e sobretudo é ótimo ler BONS policiais nacionais, e apraz-me dizer que Pedro Garcia Rosado se encontra nas minhas preferências de escritores.
Depois da triologia Não Matarás, editada pela Asa, eis que nos presenteia com a mais uma série policial, agora editada pela recente TopSeller, iniciada com este: Morte com vista para o mar.
Para quem leu a outra triologia poderá encontrar algumas semelhanças e deve recordar-se certamente de Gabriel Ponte, que em várias ocasiões deu informações ao inspector Joel Franco, protagonista da última triologia.
É Gabriel quem dirige esta nova série, embora não no activo, mas sim como ex-inspector. Outra semelhança que encontrei foi o seu amor leal a uma cadela (tal como acontecia com Joel), a Filó tornou-se na sua única e fiel amiga/ companheira, já que a sua vida pessoal/ amorosa, se desmoronou e nos parece pelo que nos é transmitido, bastante conturbada. Gabriel tem "à sua volta" tanto no coração, como profissionalmente, duas belas mulheres, Patrícia Ponte: ex-mulher e também inspectora e Filomena Coutinho: ex-romance e jornalista sagaz.
Morte com vista para o mar, proporciona-nos mais um belo cenário de crime português, situado nas Caldas da Rainha. E numa zona de belas moradias isoladas, surge um corpo que perdeu a vida à machadada. Gabriel que é praticamente vizinho, é convidado por Patricia para colaborar na resolução do caso, e eis que começa uma viagem pelo mundo da corrupção e lavagem de capital em torno de projecto de um empreendimento turistico nas falésias do atlântico, onde a construção é proibida.
Temos assim apresentado um crime económico onde o dinheiro e os interesses policiticos falam mais alto e passam por cima de tudo e de todos, sejam do mesmo partido ou mesmo da oposição. Situação esta que é denunciada num blogue por alguém anónimo que se diz indignado com esta corrupção.. gostei especialmente deste aspecto, tão comum agora nos nossos dias, e que revela a alta importância dos novos meios de comunicação de massas..
Ao longo das páginas surgem-nos dúvidas, mas também pistas que nos ajudam a montar a puzzle, e gosto especialmente de livros que me façam pensar. No final o crime é resolvido e outros segredos escabrosos desmantelados, mas fica a persistir o "passado nubloso "deste trio - Gabriel, Patrícia e Filomena.
É um livro que se lê muito bem, li-o em dois dias. De negativo destaco apenas um pormenor, é a constante repetição dos nomes próprios dos protagonistas e dos seus cargos, mas para mim com esta qualidade, é um pormenor relativo.
No final somos ainda mimados com o inicio do próximo livros desta série, que se intitulará: Morte na arena, e que segundo consta, será publicado em Setembro deste ano ainda, assim o espero!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

[Secção criminal] "A cidade do medo", de Pedro Garcia Rosado



Autor: Pedro Garcia Rosado

Género: Policial

Título: "A cidade do medo"

Editora: ASA

Páginas: 291


Sinopse:

"Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo. Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas - e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria. Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente… E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: «Não matarás.»"
 
Crítica/Opinião por: Cátia Correia/ Os Livros Nossos

Mas que agradável surpresa descobrir este escritor português, ainda por cima a escrever o meu género preferido:  policiais.. gostei muito de o descobrir, já tinha o livro há algum tempo na estante e agora nos últimos tempos com o lançamento do seu 3º livro da triologia “Não matarás” – thrillers com Portugal como cenário de fundo e personagens nacionais, é que me despertou a curiosidade para lê-lo.
E foi com algum espanto que descobri que A cidade do medo é já o seu 5º thriller desde 2004. E assim me aventurei por cenários bem conhecidos da nossa capital como a Basílica da Estrela ou o Parque Eduardo VII, constatando mais uma vez, que Lisboa é uma bela cidade para serem cometidos crimes dando uns bons livros policiais para minhas delícias.
O livro lê-se muito bem, a linguagem é muito fluída e está bem dividido, temos alguns cenários distintos, Lisboa, na actualidade onde os crimes estão a ser cometidos e outros locais como Londres ou Brasil, para onde há 5 anos atrás uma personagem fugiu. Estes curtos episódios passados vão ajudar-nos a perceber a história presente de algumas personagens importantes. Depois temos a divisão por dias, ou seja oito partes, cada uma delas correspondente a um dia de investigação, o que nos orienta melhor na ação, porque o que acontece muitas vezes quando se lêem policiais é que perdemos a noção do tempo dentro de uma investigação.
Quem acompanhámos nesta investigação é o inspector Joel Franco, jovem, dinâmico e perspicaz, com um grande fantasma do passado que ainda o persegue em pesadelos e na consciência, mas um óptimo policial que não descansa enquanto não explora todas as opções e é assim desde o início em que é encontrado o primeiro corpo de um sem-abrigo junto à Basílica da Estrela.
Satinizador, é o nome pelo qual o assassino se intitula, prometendo uma “limpeza” nas ruas de Lisboa, as mortes sucedem-se e rapidamente a meio do livro conseguimos perceber quem é o causador e os motivos que o levaram a tal.. o medo instala-se e o poder político começa a manifestar-se tentando encontrar uma escapatória para si próprio.
Gostei  bastante da abordagem feita sobre a “invisibilidade” dos milhares de sem-abrigo no nosso país, assim como o egoísmo por parte do poder politico e a especulação da comunicação social, achei um livro bastante actual e bastante “real”, tudo o que lemos podia bem ter acontecido. E embora o assassino seja identificado foi com muita vontade que quis chegar ao fim para perceber os seus motivos.
Orgulhosamente, mais um escritor nacional, para preservar na estante.. aguardo os outros 2 livrinhos seguintes que já estão encomendados e prestes a chegar, para acompanhar as aventuras do Joel Franco e espero sinceramente que num deles haja a resolução do seu fantasma passado.