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domingo, 9 de dezembro de 2012

[Ponto M.] "Sedução" de Bella Andre


Sinopse:
Charles Gibson é um escritor de êxito, mas devido aos temas que escreve afasta as mulheres e sujeita-se a blind dates que os amigos lhe propõem. Candance Whitman, recém-chegada à literatura erótica, tem encontrado diversos obstáculos pelo caminho. Cansada de ser criticada, decide ir a uma conferência de escritores com o objectivo de aprender, onde acaba por conhecer o seu ídolo: Charles Gibson, o autor best-seller de romances eróticos. Charles propõe-lhe cinco lições para lhe ensinar as noções básicas do erotismo, criação de cenas, ou seja, conselhos muito válidos para obter bons resultados. Mas o que nenhum dos dois esperava era que as lições teóricas passassem à prática. Infelizmente, a desilusão de Candace em relação ao novo romance que está a escrever - no qual Charlie desempenha o papel principal - ameaça-lhes a possibilidade de desfrutar de um amor verdadeiro. Conseguirá ela separar a fantasia da realidade?

Opinião
E chegamos ao último Ponto M. de 2012! Pois é, o tempo passou a correr e já estamos quase em 2013. Ando em baixo com as leituras sensuais e se este livro não fosse tão pequeno (165 páginas) provavelmente nem teria nada preparado para esta semana, mas felizmente “Sedução” é um livro anoréctico, que se lê numa tarde!
Com a febre que anda por aí com os romances eróticos, a editora Planeta não quis perder a oportunidade de também entrar nesta onda e para lançamento de Outubro tivemos “Sedução” de Bella Andre.
Para quem não sabe, esta autora até é relativamente conhecida no mundo da literatura americana, especialmente por ser uma das tantas self-publishers que editou os seus livros e mais tarde conseguiu um contracto com uma editora. São várias as séries que a autora já possui mas por agora centremos-nos em “Sedução”.
A sinopse explica bem  o que o livro é, pois o livro não é muito mais que isto. O enredo é bastante simples, temos Candace, uma mulher frustrada por não conseguir reconhecimento pelos seus livros eróticos e do outro lado temos Charles, muito popular entre a literatura erótica mas com azar ao amor. 
Os dois encontram-se e formam um acordo profissional: Charles dará lições e conselhos à inexperiente Candace, sobre os mais variados assuntos desde os brinquedos até às posições sexuais. Não é preciso dizer que o profissionalismo dos dois depressa vai pelos ares. kaput.
Não sei se é da tradução, ou se no original, a escrita e linguagem da autora é assim tão forte. E forte, neste caso o que quero dizer é que ao longo de todo o livro, várias vezes são usados os seguintes vocábulos: "cona", "piça", "foder" entre outras palavras que me deixaram enojada com esta leitura. É impossível que com esta terminologia, eu consiga me concentrar no romance que acontece entre Charles e Candace, porque eu não senti amor nenhum entre o casal, apenas desejo e luxúria. 
Já li diversos livros deste tipo mas acho que nunca tinha ficado tão chocada com a linguagem rasca e obscena do livro, dá um tom de muito mau gosto ao livro. E olhem que eu não me choco com facilidade.
As personagens são supérfluas e não há espaço para um desenvolvimento destas, nem da narrativa, tudo acontece demasiado rápido.
Eu não me importo que os livros sejam eróticos e explícitos, mas mesmo sendo mais abertos, penso que poderia haver um cuidado no uso de certas palavras, por exemplo preferia ler rata do que cona, ou coninha (que ainda me irritou mais que cona)! 
Concluindo, fiquei bastante desagrada não só com a escrita como também com o conteúdo sexual, não digo que seja mau, porque não é, há cenas de sexo públicas, submissão, jogos com brinquedos etc, mas tudo isto é 90% do livro, deixando apenas 10% de romantismo, algo que gostava de ter sentido mais entre o par protagonista.
É o livro perfeito para quem adora este tipo de literatura, apesar de achar que há coisas melhores para ler. A autora tem uma série com uns irmãos que me parece mais equilibrada e talvez aposte em ler esses livros.

E agora falando de outro assunto, como disse este é o último Ponto M, do ano (e após ter lido isto, acho que preciso realmente de férias deste género!!) e portanto a partir de agora farei um pausa indefinida aqui na rubrica. Mas não se preocupem que terão as reviews da Isabel, portanto não se aflijam que ela continuará com o Ponto M, activo. Da minha parte espero que tenham gostado de todas as opiniões que coloquei, pois foi um grande prazer escrevê-las. :) 

domingo, 25 de novembro de 2012

[Ponto M.] "As cinquenta sombras Livre", de E.L.James



Sinopse:

Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.


AVISO: o artigo contém SPOILERS!

Opinião:

Quem já leu a minha opinião sobre o segundo volume, sabe que esta trilogia passou de amor a ódio. Ok, ódio talvez seja uma palavra forte, mas sinceramente já não suporto ouvir falar nem dos livros, nem do Grey, nem da deusa interior, nem de nada que relacione com esta trilogia! E tudo por culpa da febre que anda por aí com estes livros e que fazem com que as pessoas que já tinham lido o livro a fanfic há mais tempo, se sintam envergonhadas e embaraçadas por terem gostado. Por favor, é uma loucura ridícula e que perde todo o sentido quando se começa com o fanatismo. E por isso, actualmente digo que desprezo tudo relacionado com esta trilogia!

Chegamos ao terceiro (felizmente) livro da tão famosa série de BDSM. Ora bem. Ao contrário dos outros livros, eu não sabia o que ia acontecer neste porque quando a porn-mum James decidiu escrever este último volume, já a fanfic tinha sido retirada do ar. Mais valia ter escrito em fanfic e por lá ter ficado.

Em “Cinquenta Sombras Livre” Grey e Anastasia, já casados, parecem ter encontrado o equilíbrio na sua relação. Parecem, digo eu porque na verdade, aquela relação nunca poderá ser equilibrada pois tem dois cônjuges sem cabeça a tentar serem felizes os dois.
Começando pelo Grey, raio do Homem, sempre a mandar a miúda comer e só fala com quem ele quer e blá blá blá blá! Chega porra! Ela é adulta faz o que ela quiser e não tem de dar satisfações sobre tudo o que faz a todas as horas, minutos e segundos do dia! Geez.
Eu até gosto de um male character assim a dar para o alfa, mas este gajo é doido varrido da cabeça!! É que ao terceiro livro podia ceder mais não? Porque é que tem sempre de ser a Anastasia a desistir das discussões só para não ficarem chateados?

Por falar em Anastasia, esta aparece-nos mais madura e adulta (thank god!) mas mesmo assim, como referi acima, ainda cede bastante às exigências do marido. Miúda acorda, se ele te ama assim tanto, não te vai deixar só porque tu lhe desligaste o telefone na cara.

O livro é uma seca. A sério, o 1º livro lê-se bem, o 2º ainda é capaz de ser o melhorzinho, ou pelo menos aquele que gostei mais, mas este 3º ficou-me entalado na garganta. Ficam imensas pontas soltas quanto ao passado de Grey que a autora nem tentou atá-las. E depois vem a repetição! A sério, as primeiras 300 páginas podiam ser resumidas em…50. Não, não é nenhum trocadilho com o nome da trilogia é mesmo o que eu sinto. É verdade, senão vejamos bem, eles discutem, a outra parva lá vais atrás dele, porque não suporta ficar um minuto chateada, e surpresas das surpresas fazem sexo e pronto ficam felizes para sempre! Não não, ficam felizes até à próxima página onde discutem novamente! Please.

A deusa tarada interior quase não dá sinais de vida neste livro e ainda bem. Toda a trama do dinheiro e do mistério, dos negócios, do perigo, não funcionou bem para mim porque aparecem apenas pontualmente, em segundo plano, não sendo o verdadeiro assunto do livro e pareceu-me forçado. Basicamente a autora não queria 600 páginas de quotidiano de Grey e Ana, portanto toca de inserir suspense para ver se o livro tem mais adrenalina. Querida, falhaste redondamente e mais valia teres desenvolvido o passado do moço.

As cenas sexuais são repetitivas e mecânicas, admito que algumas sim, são HOT mas há outras que são verdadeiramente NOJENTAS! Como por exemplo, quando ele lhe faz a depilação púbica. What?! Sim isso mesmo, o moço é tarado e tem um fetiche por arrancar pelinhos púbicos! Ah esperem, porque isto não tem nada de mal! De modo a que a moça possa retribuir o favor, ele deixa-a fazer a barba dele. Ou seja pêlo por pêlo e estamos quites!

E nem me façam falar da cena em que, quando a Ana está grávida do segundo filho, ele diz que deseja beber o leite das mamocas da Ana!! A sério, que nojo. Mas tal como na cena da depilação, acho que a cena da lactação também era algo recíproco. E para bom entendedor, meia frase basta.

Reforço que um dos problemas do livro é centrarem-se tanto nos seus protagonistas, as personagens secundárias que foram introduzidas nem tiveram direito a figurarem no final.
Por falar em final, nem me façam falar sobre o mesmo, foi confuso, forçado, feito à pressão e totalmente não pensado. Caiu ali de pára-quedas e siga para a frente que o que está escrito já está e não vale a pena rever.

Concluindo, esta trilogia não me deixa saudades e acho que nunca mais vou ler fanfiction na minha vida, com o medo de, passado anos, ver as fics em livro.
Quanto à autora, só tenho a agradecer por ter posto Portugal inteiro a ler. Agora meus amigos não fiquem por aqui e leiam mais livros.

Já agora, quem é que foi ao Colombo ver a senhora? Eu fui e gostei bastante, é simpática e divertida! Foi uma boa surpresa :)

E desse lado? Quem é que já leu o terceiro volume? Quem gosta ou odeia a trilogia? Gostava de ouvir as vossas opiniões. 

As Cinquenta Sombras Mais Negras

domingo, 18 de novembro de 2012

[Ponto M.] "A Paixão", de Nicole Jordan



Sinopse:
"Uma noite de paixão. Um amor que poderia durar para sempre… Para evitar casar-se com um homem com o dobro de sua idade, Lady Aurora Demming viaja, com o seu primo, para as colónias. Ali conhece Nicholas Sabine, capitão de um navio acusado de traição e pirataria que foi condenado a morrer na forca no dia seguinte. No primeiro momento que vê os seus olhos, tenta salvá-lo, embora pouco possa fazer na sua posição. Mas Nicholas a deixará assombrada quando a pede um estranho favor: que se case com ele, para ser sua viúva, e cuidar da sua irmã mais nova já que, no momento em que o executarem, ficará sem ninguém que para a cuidar. Aurora aceita, em parte intrigada por este homem e em parte para poder evitar o casamento arrumado. Mas esta união não só é um acordo, precisa se consumar para evitar que possa ser anulado. Assim ambos serão marido e mulher durante um dia… E uma gloriosa noite. Uma vez viúva, Aurora retorna a Londres com a irmã de Nicholas sob seu cuidado, a fortuna que herdou do seu falecido marido e um monte de lembranças da noite que passaram juntos. Mas o que ninguém sabe é que Nicholas não morreu. Com a ajuda do primo de Aurora conseguiu evitar a forca e esconder-se. Agora, regressado, insistirá para que Aurora honre seus votos… Atormentando-a nos seus sonhos com promessas de um desejo proibido."

Opinião:
“A Paixão” vem na sequência de "Sedução", primeiro livro da série Notorius, uma série não sequencial, que pode ser lida sem ser por ordem. Eu própria já li o 1º livro, e apesar de ser uma leitura satisfatória não achei nada por aí além. Por isso as expectativas para este segundo volume eram baixas, e foi melhor assim. É um livro giro e que acabou por me surpreender.

Antes de começar a opinião quero apontar um factor que quase me fez a não ler este livro.O 2º volume saiu no ano passado, pela colecção Tiara que actualmente está mais focada em reedições do que em novos lançamentos. Não sei como fica esta autora no panorama nacional, visto que  este ano não houve nenhuma novidade por parte de Nicole Jordan. Fico triste pois achei o conceito inicial da Tiara muito bom e de valor. Infelizmente esta e outras autoras ficaram paradas.

Ora bem passando à opinião do livro, “A Paixão” inicia-se em 1813, numa altura em a Inglaterra estava em conflito com a América. Já no 1º livro conhecemos um pouco de Nicholas Sabine, um americano que tem uma frota de navios. Infelizmente, com a guerra, a Inglaterra considera culpado qualquer navio armado americano, e Sabine é dado como pirata e tem como destino a morte.

Do outro lado temos Lady Aurora, a protagonista, uma moça tímida, muito protegida pelo seu pai. Após o desaparecimento do seu amado, o pai arranja-lhe um novo pretendente, ou seja irá brevemente casar forçosamente, contra a sua vontade.

Os dois amados irão encontrar-se espontaneamente nas ilhas britânicas, onde Aurora fica chocada com a forma como Nicholas é tratado e condenado à morte. Este, aproveitando-se da sua simpatia e pena, e com receio de deixar a sua meia-irmã abandonada, propõe um casamento de conveniência de modo a salvaguardar o futuro da irmã ilegítima, Raven. Depois de alguma hesitação, a moça cede e lá se casam, um dia antes da sentença de Sabine, tendo ainda tempo para consumar o seu casamento, ou seja fazerem amor. Com este matrimónio, Aurora desperta a sensualidade que há em si, nas várias cenas de amor e sexo que envolvem este acontecimento. Claro que uma das consequências deste casamento foi o desafio e a desobediência que Aurora fez contra o seu pai e que a irá perseguir até ao fim do livro, embora sinta que tomou a decisão justa.

Nicholas é condenado, ou pelo menos assim pensa o leitor, até à segunda parte do livro “Dança de Paixão” onde já se decorreram 4 meses após a morte de Sabine e Aurora encontra-se viúva e tutora da jovem Raven. E é aqui que começa realmente o livro.

Como um bom casamento, “até que a morte nos separe”, enquadra-se irónicamente neste livro, pois Nicholas aparece ressuscitado e com vontade de aproveitar o seu tempo perdido, ao lado da sua bela mulher. Fiquei muito desiludida com a cena em que Nicholas reaparece. Foi estranho e não criou um clímax como eu tinha imaginado. A autora podia ter feito melhor, como por exemplo, este podia ter aparecido num baile, chocando tudo e todos.

Tudo ficaria bem se Aurora ficasse contente pela chegada do marido, o que acontece é que esta  não acha a mínima piada, deixando Sabine muito frustrado, pois não era de todo a reacção que ele esperava.

Compreendo os motivos pela moça não querer Nicholas, ok já sofreu uma vez, pois apesar de ter sido um casamento forçado, lá no fundo ela o ama. Mas bolas rapariga, o moço está vivinho da silva, pronto para te aquecer os lençóis e tu dizes que não?!

O engraçado, é que Aurora não se sabe livrar das artimanhas de Nicholas para tê-la. Assim ele torna-se uma maldição (bem ardente por sinal! :P). E a impaciência de Aurora começa a esgotar-se, e para ajudar ainda mais à festa, Raven claro que fica do lado do irmão e ajuda-o a reconquistar a sua amada.

Aurora irritou-me por vezes, é das típicas personagens muito leal e preocupada com os outros, mas quando é ela própria, não é capaz de tomar as atitudes mais certas. Não acho que seja uma personagem forte, pois é uma personagem comum destes livros, infelizmente. Penso que a autora podia ter explorado melhor.

Tudo o que ela pensava já ter conseguido, segurança e estabilidade para o resto dos seus dias, é abalado por Nicholas. Na verdade a viuvez só a torna fria e sem emoção. E ainda rejeita o marido! Felizmente Nicholas não se dá por vencido tão facilmente e aos poucos vai libertando-a do muro que esta construiu à volta do seu coração.

Quando a Nicholas (no qual o seu verdadeiro nome é Brandon) gostei dele não pela sua determinação em conquistar a mulher que ama (quem é que não gosta de um homem assim) mas mesmo em termos de caracterização da personagem, acho que estava razoável. Ao longo do livro ficamos a saber um pouco mais sobre este desconhecido que no fundo é um herói em várias terras, atitudes que reflectem os ditames paternos, dos quais se rebelou quando fez 20 anos.

No final do livro há uma reviravolta que a mim pareceu-me previsível desde o início, mas que conseguiu dar mais adrenalina à trama. Aurora vê-se entre dois amores e tem de tomar uma decisão definitiva. A dama vê-se numa encruzilhada amorosa, e não querendo magoar nenhum deles, torna-se difícil a sua escolha.

Encerrando a opinião, Nicole Jordan tem uma imaginação, escrita e enredo satisfatórios. Não é autora que me deslumbre mas achei o livro num nível bom! Fiquei muito curiosa por ler o livro da Raven! Por favor, alguém que pegue nesta autora e publique os seguintes livros, já chega de começarem séries e não acabarem, arre!!

Já agora um pequeno desvendar do próximo post! Pois é para a semana é comentado aqui no Ponto M. o terceiro e último livro da trilogia da autora E.L.James “As Cinquenta Sombras Livre”. Quem está ansioso?

E se não sabem, ficam a saber que autora vem a Portugal, na próxima terça-feira, dia 20 de Novembro. Estará presente para uma sessão de autógrafos a começar às 19h00 na FNAC do Colombo, em Lisboa. É uma oportunidade a não perder para quem adora a trilogia. Confesso que vou mais pela curiosidade e pelo convívio mas já agora também quero ver a porn-mum mor ao vivo e a cores! :D



Alguém vai? E quem já leu este ou o outro livro da Nicole Jordan? Gostaram? 
Este livro foi-me emprestado pela Arttemizza do blog Arttemizza Books, no qual convido a visitarem e a seguirem! Obrigada!

1º volume

Parceria Tiara -[Grupo LeYa]

domingo, 4 de novembro de 2012

[Ponto M.] "Sedução Intensa", de Lisa Kleypas



Autora: Lisa Kleypas


Editor: 5 Sentidos [Uma chancela do Grupo Porto Editora]

Edição: 2012

Páginas: 352

Sinopse:

O seu olhar feroz e acusador moveu-se dos olhos para os lábios dela, até se ver irremediavelmente rendido e enterrar a boca na dela num ímpeto de paixão impaciente.
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
Num refinado baile londrino, Lillian Bowman depressa descobre que a sua educação tipicamente americana não está propriamente na moda. E encontra no insuportável Marcus, Lord Westcliff, o seu crítico mais implacável. Pena que seja um excelente partido...
Quando Lillian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se chocada e consumida por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem...
Marcus, conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lillian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pensar em aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva?

Opinião

Depois de um início grácil com o primeiro livro: “Desejo Subtil”, seguimos caminho até outra Wallflower, desta vez Lillian Bowman que irá encontrar o amor em Marcus Westcliff, um homem que não suporta nem um pouco. 

Sabendo de antemão que o casal não simpatizava um com o outro, suspeitei logo que a leitura fosse divertida e de facto, gostei muito mais de “Sedução Intensa” do que de “Desejo Subtil”, simplesmente porque eu adoro um bom romance com choque de personalidades!

A construção das personagens está muito bem feita, vendo-se que a autora perdeu tempo a planear cada uma, algo que é importante, pois com tantos romances históricos semelhantes, as personagens acabam por confundir-se, mas sem dúvida que este casal ficará sempre recordado.

Westcliff é arrogante, teimoso e perspicaz. Sempre foi o melhor em tudo, durante toda a sua vida. Habituado assim, pelo pai, só a perfeição era aceitável. Por isso, hoje em dia é uma pessoa que deseja ter sempre a última palavra em tudo, não aceitando uma mulher que o desafie. Lillian é rebelde, respondona e pouco pragmática, atributos que não caem muito bem a uma dama. Mas ela é mesmo assim: não se encaixa (nem quer) no molde de uma senhora da sociedade Inglesa. 

Claro que o mais gostei nesta obra foram as divergências entre os dois, pois ambos não poderiam ser mais diferentes: Westcliff não anseia casar, aliás para ele o casamento é um processo lógico e racional e não uma união de amor e paixão. Lilian pelo contrário já se encontra na idade para contrair matrimónio mas a falta de pretentes tende a dificultar a sua vida amorosa. 

Esta hostilidade entre os dois, vai ser esquecida com a ajuda de uma poção de amor com efeitos afrodisíacos e um aroma perpétuo que unirá Lilian e Westcliff para sempre.

Lisa Kleypas tem uma maestria única de prender o leitor. As cenas de romance e paixão entre o casal são muito bem conseguidas, encontros secretos que nos deixam sem fôlego, tal é a atracção, sensualidade, magia e luxúria que preenche as páginas do livro. Gostei muito desta parte.

Claro que isto não passa despercebido às outras Wallflowers que insistem num relatório completo destes encontros. Lillian, sem hipótese de fuga contra as suas melhores amigas, não deixa de lado nenhum detalhe dos atributos de Lord Westcliff: o seu corpo másculo, os lábios sedutores e a incapacidade que este tem de pensar com clareza quando ambos estão juntos. É de louvar esta minuciosidade que a autora dá à amizade entre as 4 Wallflowers, gosto muito deste detalhe.

Tal como acontece no primeiro livro, o contexto histórico encontra-se bem construído e é sem dúvida uma mais valia que o livro possui.

As brigas e discussões entre eles são divertidas, espontâneas e dão um toque muito descontraído ao romance. De modo a apimentar o livro, junta-se ainda o melhor amigo de Marcus, Sebastian St.Vincent que trará alguns problemas ao casal mas que presumo que irá encontrar a felicidade no seu próprio livro, o terceiro “Devil in Winter” que estou ansiosa por ler pois vai ser muito engraçado ver, como o vilão deste livro se vai apaixonar!! Estou em pulgas.

Resumindo isto tudo em poucas palavras, “Sedução Intensa” faz jus ao título, é mesmo um livro intenso e picante, que não só nos traz histórias lindas pontuadas por toques, segredos e sussurros apaixonados como as personagens vibrantes encantam o leitor, deixando os sentimentos mais íntimos à flor da pele.

Se o primeiro livro para mim não teve qualquer impacto, sem dúvida que este segundo, saltou para o Top dos meus romances preferidos. Está mais que aconselhado!

Uma excelente aposta pela 5 Sentidos, resta-me aguardar pelo 3º. Ai ai que mal posso esperar!

Quem anda a acompanhar esta série? Gostam? 

Desejo Subtil

domingo, 28 de outubro de 2012

[Ponto M.] "Desejo Subtil", de Lisa Kleypas

Desejo Subtil

Autora: Lisa Kleypas

Título: Desejo Subtil

Editor: 5 Sentidos [Uma chancela do Grupo Porto Editora]

Edição: 2012

Páginas: 336


Sinopse:

Desesperada, só pedia que ele não a tocasse, que mantivesse a promessa de não a seduzir. Porque, caso contrário… não estava nada certa de conseguir resistir.
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne.
Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.

Opinião por: Lady M./Blog Os Livros Nossos:

Depois de muito pesquisar e de ler as opiniões das meninas entendidas na matéria (vocês sabem quem são!) apercebi-me que Lisa Kleypas é uma das grandes autoras do romance histórico, figurada em inúmeras listas com os melhores romances de sempre dentro deste género.
Leitora ávida deste tipo de livros e muito agradada com a aposta da Porto Editora nesta autora, decidi que tinha mesmo de ler o livro Desejo Subtil primeiro livro da muito famosa série Wallflowers (em português “À flor da pele”, que não tem nada a ver com o título inglês). Confesso que comparado com o original “Secrets of a summer night” o título em português é um bocado mau, e agora já tendo lido o livro ainda sublinho mais a má escolha do título.
Penso que o objectivo seja dar a entender que estes livros são eróticos, quando na verdade não o são. São romances históricos, ponto. Claro que como em qualquer bom romance histórico, as cenas sensuais abundam, mas ainda vai uma grande distância até esta série ser considerada romance erótico.

As expectativas eram altas, admito. Depois de ter lido algumas opiniões e com base nos ratings do Goodreads (a maioria entre o 4 e o 5) pensei que este livro fosse um romance arrebatador de deixar qualquer leitora a suspirar por mais. Fiquei um pouco triste pois a leitura acabou por se revelar satisfatória mas nada por aí além. *sad face*

Neste livro temos a história de Annabelle Peyton, a mais velha das Wallflowers e consequentemente a mais desesperada para casar. Estando quase no limite da idade ideal para casar, Annabelle juntamente com as outras três senhoras tiveram uma temporada social de arrasar: em todos os bailes e festas foram constantemente ignoradas pelos cavalheiros.

Conscientes da sua poupa sorte mas sabendo que se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, as quatro amigas elaboram um plano de acção: Unir esforços e encontrar um homem para cada uma! Adorei esta parte! girl power!

Como tal a primeira vítima deste plano é Annabelle, moça doce e romântica, sofre por a família não ter muitas posses após a morte do pai, e mesmo querendo encontrar um marido rico, lá no fundo o que deseja mesmo é alguém que a ame verdadeiramente.

Embora tenham escolhido um alvo, como qualquer plano perfeito, há sempre algo que não corre bem, e o que Annabelle não contava era com Simon Hunt, um homem demasiado convencido para seu gosto. Este desagrado por Simon, aumenta ainda mais quando este rouba um beijo que deixa a jovem sem resposta e acende a centelha de amor apagada há muito tempo.

Quando ao romance em si, não foi dos mais que gostei, apenas porque não senti grande química e paixão entre a Annabelle e o Simon. Na minha opinião, a relação entre os dois foi muito precipitada e precisava de mais história e de momentos mais românticos. Achei que, para quem não queria de todo casar com Simon, a protagonista rendeu-se completamente e aceitou muito facilmente a proposta de casamento deste. Felizmente este casamento de fachada transformou-se numa história não só de amor, como também de amizade e companheirismo. 

Em termos de contexto histórico, este encontra-se bem desenvolvido, e contrariamente a tantos romances deste tipo que acabam por focarem-se mais no romance, apagando um pouco a História, a autora soube enquadrar bem certos momentos e consequências da Revolução Industrial. Por exemplo, a emergência da aristocracia que fez com que uma nova e próspera classe social de pessoas dedicadas ao comércio, como o caso de Simon (filho de um talhante) chegassem a um nível de conforto da sociedade. Gostei muito destes detalhes e é sem dúvida um ponto importante neste livro.

Em conclusão, Desejo Subtil revelou-se um bom livro de entretenimento, um romance leve com uma camada suave de erotismo, que se lê rapidamente e que nos faz ansiar pelo próximo.
Entretanto encontro-me a ler o segundo livro da série e a opinião está para breve!

Até para a semana,
Lady M. 






domingo, 14 de outubro de 2012

[Ponto M.] "Reflected in you" de Sylvia Day


Reflected in You (Crossfire, #2)


Sinopse:

Gideon Cross. As beautiful and flawless on the outside as he was damaged and tormented on the inside. He was a bright, scorching flame that singed me with the darkest of pleasures. I couldn't stay away. I didn't want to. He was my addiction... my every desire... mine.

My past was as violent as his, and I was just as broken. We’d never work. It was too hard, too painful... except when it was perfect. Those moments when the driving hunger and desperate love were the most exquisite insanity. We were bound by our need. And our passion would take us beyond our limits to the sweetest, sharpest edge of obsession..

Opinião:

Em “Reflected in you” voltamos à cidade energética de Nova Iorque. É lá que vamos encontrar o viciante casal Gideon e Eva felizes da vida e apaixonados um pelo outro.

Após a leitura de “Bared to you”, o primeiro livro da trilogia “Crossfire” e tendo em conta a minha opinião, a leitura deste segundo volume não era uma prioridade mas após ter visto alguns comentários do GR e devido aos excelentes ratings que este livro tem tido, decidi subi-lo na lista e cá estou eu para comentar este segundo volume da autoria de Sylvia Day.

Para quem não sabe, a trilogia Crossfire segue o mesmo padrão de “Cinquenta sombras de Grey” mas em oposto ao primeiro livro, Reflected in you segue um caminho independente, afastando-se da sua principal inspiração, algo que me agradou imenso, pois gostei muito mais deste livro do que todos os Greys juntos.

O enredo começa exactamente onde o primeiro livro acabou ou seja Eva e Cross estão juntos mas não inteiramente felizes, sentindo alguma tensão no seu relacionamento. Dividida entre Gideon e Cary, o seu melhor amigo Eva tenta chegar a um equilíbrio pessoal, difícil de obter devido à prepotência e falta de confiança de ambos, um no outro. Apesar de adorar o melhor amigo, a certeza de saber que sem ela, Cross irá sofrer faz com que se sinta pressionada em escolher um ou outro, quando pode ter os dois.    

Este livro está num nível superior em relação ao primeiro. Aqui há verdadeiramente um plot que neste caso é o passado obscuro de Gideon. Este aparece-nos totalmente diferente, levando-nos a pensar quem é este novo Gideon e o que aconteceu ao velho Cross.

Enigmático e misterioso, as primeiras páginas do livro levam-nos a suspeitar que o relacionamento de Gideon e Eva já viu melhores dias e que todos os segredos e encontros secretos que o empresário esconde da publicista têm a ver com supostas traições. Assim pensei eu, mesmo não acreditando muito que isso pudesse acontecer, e assim pensou Eva que possui um enorme desconfiança sobre tudo isto.

Notei que aqui, a par da evolução da história, o amor de Eva e Gideon também evolui, para algo mais cru e mais sexual, algo que não era no primeiro livro, tendo uma vertente mais romântica. Há uma necessidade, quase obsessão de um pelo outro, um desejo de estarem ligados 24 horas por dia. Sinceramente não consigo compreender este tipo de amor. Tolero os ciúmes (porque é uma forma de amor) mas o amor obsessivo não é nada saudável, destrói uma relação. Sendo estas duas personagens com um passado conturbado, marcadas por cicatrizes de dor e mágoa, não é de estranhar que o relacionamento seja discussão atrás de discussão e que acabe no sexo, onde trocam juras de amor eterno.

Neste livro o enredo centra-se mais em Gideon e na descoberta do seu passado e de tudo o que lhe aconteceu, de forma a poder resolver de vez todos os traumas que suportou até à idade adulta. Todo o livro é dramático, atingindo piques de intensidade como por exemplo quando Eva encontra Gideon no edifício Crossfire, nu da cintura para cima com marcas de batom, quando Brett beija Eva em frente a Cross ou quando se descobre que Nathan foi assassinado.

Apesar de todo este dramatismo levar o leitor à exaustão, habituei-me ao pensamento que Eva e Gideon nunca irão mudar e estão perfeitos um para o outro. Com uma história de vida difícil e dolorosa, a necessidade de ser correspondido da mesma maneira, de ter um companheiro que nos leve ao limite para eles é ouro sobre azul. Todas estas características tornam a leitura muito indefinida, num momento estamos viciados e só queremos que fiquem juntos e noutro já estamos fartos e só queremos que acabem com a relação.

As cenas de sexo são quentes sim, mas a mim pareceram-me exageradas e mecânicas. Por favor é impossível, alguém ser tão insaciável!

Concluindo, “Reflected in you” é melhor que o primeiro volume mas mais desgastante. Apesar de haver mais indício de quem abusou Gideon, só saberemos quem foi o culpado no terceiro volume a sair dia 31 de Dezembro  em Maio do próximo ano.

Para quem quiser ler o 1º volume em português já o pode fazer, pois foi editado recentemente pela Porto Editora, inserido na chancela 5 sentidos. Este volume certamente sairá em 2013. Dado a febre que anda por aí com os romances eróticos, Crossfire é certamente uma boa aposta para fazer as delícias das leitoras mais atrevidas. 

3º livro (Opinião Brevemente)




Quem está curioso por ler esta trilogia? :)

Até para a semana,

Lady M. 

domingo, 7 de outubro de 2012

[Ponto M.] "As cinquenta sombras mais negras", de E.L.James

As Cinquenta Sombras Mais Negras


Sinopse:

Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os p ensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir.

Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.Uma escolha que só ela pode fazer…



 AVISO: o artigo contém SPOILERS!

Opinião:

Esta opinião foi feita depois de ter lido o livro pela 3ª vez. Não, não sou nenhuma fã histérica da trilogia ou uma mamã que fico viciada em porno nem a minha deusa interior me obrigou a ler o livro pela terceira vez. Apenas li a fanfic, li depois em inglês a versão em livro (ou seja li mais uma vez a fanfic, se que é que me entendem) e voltei a reler em português (com uma tradução que deixa a desejar) para poder formular esta opinião.

Confesso que à terceira leitura e influenciada por todo o mediatismo ridículo que este livro tem tido, “As cinquenta sombras mais negras” já não me parece tão bom como me pareceu da primeira vez ou provavelmente nunca o foi.

Já muita coisa foi dita mas tenho de explicar a minha relação amor-ódio com a obra de E. L. James. Enquanto metade de Portugal anda febril com esta saga, eu já conheço Christian Grey e companhia desde 2010, altura em que as mais de mil páginas que compõem os dois primeiros volumes, estavam gratuitamente expostas na internet para quem as quisesse ler com o nome de “Master of the Universe”.

Eu, Mafalda Maria, ávida leitora de fanfics devorei os vários capítulos que compunham esta obra onde os nomes das personagens eram iguais a outro fenómeno mundial chamado “Twilight”. Como fanfic posso dizer que é uma das melhores que já li, e que cumpre bem o seu objectivo: entreter um público alvo com as suas personagens favoritas, numa história completamente diferente à do original e claro que aqui não há vampiros nem bebés que crescem a uma velocidade assustadora.

Em 2011 numas pesquisas descobri que toda a fanfic tinha sido editada em dois livros e que a autora estava a escrever um terceiro para completar a trilogia. Fiquei contente e até reli os dois primeiros livros, claro que já conhecia a história e portanto a versão livresca não me proporcionou nada de novo.
Mas nunca na minha vida imaginaria que em pleno 2012 meio mundo estaria verdadeiramente infectado por esta febre cinzenta. Chiça sinto-me velha e até com vergonha ao dizer que Fifty Shades of Grey it’s soooooo 2010.  

Claramente todo o mediatismo extremamente exagerado em volta desta série, fez com que a minha paixão por esta história se tornasse num absoluto desprezo em tudo o que esteja relacionado com CSG. Mas até contradizendo-me e masoquista como sou, resolvi reler este segundo livro em português e irei ler o terceiro, onde estou verdadeiramente curiosa, pois quero muito saber como é que a autora pensou e escreveu já com a ideia que ia sair em livro e não apenas como uma mera história de fã para fã.

Temo que não haja evolução nem na escrita mas isso é assunto que abordarei no derradeiro livro: “As cinquenta sombras livre” a ser lido brevemente e com lançamento a 12 de Novembro, pela editora Lua de Papel.

Agora que já me assumi como a pior fã de sempre desta série, vamos à opinião deste segundo livro.

O livro começa três dias depois da separação entre Christian e Ana em que ambos se encontram completamente devastados e perdidos sem a sua cara-metade. De realçar que Ana decide terminar tudo com Grey pois não consegue aguentar a sua faceta mais agressiva de dominador.

Focada no seu novo trabalho numa editora, o pensamento de Ana é dominado por Grey e vice-versa, está claro que ainda estão apaixonados e não conseguem viver um sem o outro. Ok, é compreensível todo este drama mas também não é preciso exagerar, por amor de Deus passaram apenas 72 horas! É que ficam novamente juntos logo no 1º capítulo!! O início podia ter sido melhor, perdeu-se logo o entusiasmo todo de vê-los separados durante mais algum tempo.

Christian apresenta-se no início do livro bem diferente do que vimos em “As cinquenta sombras de Grey”, decidido a reconquistar a ex-namorada e a mostrar que têm um lado mais calmo e que sabe ser um namorado normal, ou pelo menos pensa ele que exigir que a Ana come de hora a hora ou que comprar a empresa onde esta trabalha, são acções de um namorado normal. Mesmo assim, as primeiras páginas do livro foram divertidas com as picardias e provocações entre os dois. Claro que esta normalidade vai-se reflectir nos encontros sexuais e esqueçam as brincadeiras e jogos eróticos, a partir de agora é um namoro normal para os dois…ou será que não?

Este livro não possui uma única história central, vários enredos se entre cruzam formando uma teia de nós que iram dificultar o relacionamento entre Grey e Anastasia. Primeiro, Grey possui um passado difícil e iremos descobrir alguns dos seus segredos mais obscuros deste. Ao haver uma trama, o livro torna-se melhor pois já há uma estrutura que começa e vai-se desenrolando em todo o livro até ao fim, ao contrário do primeiro em que não havia bem uma história, não havia uma linha lógica de acontecimentos. O livro lê-se fluídamente e rapidamente.

Portanto o que vemos neste livro é o regresso de  uma ex submissa de Christian, tarada e obcecada pelo jovem milionário e que deixa a pobre da Ana roída de ciúmes sem ter a mínima razão para os ter, pois valha-me todos os santos Christian só tem olhos para a sua bela Ana. E ele tanto está louco de desejo por ela como passado 5 segundos já está a impingir que a moça faça isto e aquilo como ele bem quer. Na minha opinião a dominadora da relação é Ana pois ela é que o controla e não vice-versa. ahah Ladies, eles não nos resistem!

Eu até não desgosto da Anastasia mas tenho de confessar que numa terceira leitura já não  tenho muita paciência para ela…nem para ela nem para o Grey! Mas vá o Christian ainda consigo suportá-lo (para um terceiro livro) pois aqui ele mostra traços de romantismo de um namorado normal e não de um companheiro que sufoca a namorada. O mesmo não aconteceu com Ana, que continua aborrecida, sendo a parte mais divertida (mas um bocadinho irritante) a sua Deusa Interior.
Mas não querendo estragar a reputação da moça como uma das personagens mais aborrecidas de sempre até gostei dela fazendo frente ao maníaco do Grey. Eu faço o que eu quero e o que me apetece. Não é bem assim, mas já está melhor!

Indo ao que interessa, as cenas de sexo continuam dentro da mesma linha que o livro anterior, embora em menor número. As cenas sexuais em ambos os livros não me chocaram nada, pois não são as melhores cenas eróticas que já li são hot q.b e dão alguma ‘dinâmica’ ao livro.

Desta leitura posso concluir que a autora conseguiu mostrar outra faceta do protagonista, ou  seja o Grey  não é apenas ciumento e possessivo, ele neste livro está mais fofo, mais calmo, vá aqui até se compreende o fascínio por esta personagem. Se este foi o principal objectivo deste segundo livro, então foi cumprido. Infelizmente a sua amada continua no mesmo plano, não saindo do estereótipo que se apresentou no 1º livro.

O final do livro deu a entender que aproximam-se problemas para o casal e gostei deste toque de mistério e suspense e espero que no último livro haja alguma tensão que dê uma lufada de fresco a esta trilogia cinzenta.




Contem-me tudo sobre esta trilogia, adoram ou odeiam? É vos indiferente?

Até para a semana,

Lady M. 

domingo, 30 de setembro de 2012

[Ponto M.] "Na Noite", de Kathryn Smith

Na Noite (Ryland Brother, #4)


Sinopse:

Wynthrope Ryland é um experiente ladrão que usa o seu charme junto de mulheres bonitas e com posses para conseguir os seus bens valiosos. No entanto, essa vida de crime não é a que deseja para si e, quando jurou deixá-la, eis que tem de cometer um último crime para proteger a carreira e a família do seu irmão North. Moira Tyndale, uma imponente viscondessa, é o seu último alvo. Porém, quando o descobre já uma profunda ligação os une. Wyn percebe que não pode mais ignorar a sua paixão. Deve proteger os seus segredos e o seu passado, mas não pode protegê-la de si mesmo. Como pode ele escolher entre o desejo do seu coração e a segurança do seu irmão?


Opinião:

"Na Noite" de Kathryn Smith, é o quarto volume da série Ryland. Já tinha ouvido falar da autora mas conhecia apenas a série sobrenatural dela. Não percebo o porquê de terem começado a publicar esta série em português (se é que vão continuar a publicar) começando pelo 4º volume. Fenómeno inexplicável da editora Livros d'Hoje para juntar a um rol de tantos outros (como por exemplo a série salteada da Laura Lee Gurhke).

Este livro, apresenta-nos um dos membros da família Ryland, uma família conhecida por ser pouco aristocrata e pelos seus membros masculinos que têm uma única fraqueza: as mulheres.

Wynthrope Ryland é um homem misterioso que esconde um grande segredo que está prestes a ser revelado. Moira Tryndale é uma jovem insegura, que sempre foi desprezada pela mãe por não se inserir nos padrões de beleza desta. Sendo assim, a sua infância foi bastante complicada, e a sua auto-estima é mais baixa que as temperaturas do Pólo Norte. E nada vem ajudar ao facto de se ter casado, quase por obrigação com o gentil Anthony, que só queria que Moira saísse da pressão que vivia. O que muitos não sabem é que Anthony é homossexual, e este casamento é perfeito para esconder o seu romance com Nathaniel. O casamento é dado mas não consumado e quando Anthony adoece e acaba por morrer, Moira vê-se viúva e virgem.

Moira é relutante, embora viúva e por isso merecedora de uma certa tolerância da sociedade em relação a seus casos amorosos, o segredo da sua virgindade é algo que a envergonha e a assusta, pois se for descoberto, ela é obrigada a viver com a mãe, uma pessoa detestável que nunca contribuiu para a felicidade da filha.

Wynthrope Ryland é um dos solteiros mais cobiçados da sociedade e desde o primeiro encontro entre os dois que Ryland deseja apenas um beijo mas consegui-lo irá ser bem mais difícil do que pensava. A juntar à audácia e à resistência de Moira, Wynthrope também esconde um segredo (muito misteriosas eram estas pessoas do século XIX!), um segredo que já esteve mais longe de ser revelado.

Chantageado por William Daniels, Ryland vê-se entre a espada e a parede. Trair a sua família ou perder o grande amor da sua vida? Esta decisão vai preencher toda a trama do livro, dando um toque de mistério ao enredo, o que foi uma boa aposta por parte da autora, trouxe mais emoção à leitura.

O plano de Ryland seria perfeito, aproximar-se de Moira, conseguir o que queria e livrar-se dela como fez com tantas outras. O único problema que encontrou foi a sensualidade e delicadeza desta que faz com que Wyn se apaixone perdidamente.

Como podem ver não há muito mais detalhes a revelar, receando contar toda a história. O romance é fofo, leve, daqueles que deixam as meninas a suspirar por mais, uma história típica de contos de fada. Desde que Ryland leva a cabo o seu plano de seduzir Moira, não faltam provocações e apostas, como a das partidas de xadrez, onde quem perde tem o direito de servir o opositor da forma que este desejar. Estão a ver no que vai dar não é?

Mas dando algum crédito ao livro, diria que o que mais gostei foi a relação entre a Moira e Nathaniel, o amante do seu falecido marido. Ora aqui está algo diferente que nunca tinha lido, foi muito engraçado ver a amizade entre a Lady Aubourn e o gay e fiquei com o coração apertadinho com o desejo que Moira tinha: ver o seu amigo feliz e de novo apaixonado, mesmo que não pudesse expressar o seu amor publicamente, como tinha feito com Anthony.

Contudo e dentro do género, “Na Noite” não será das leituras mais prazerosas, a escrita é fluída mas as personagens pecam por serem estereotipadas, primeiro Moira é tímida, roliça, virgem (!!!) oprimida pelos comentários da mãe e da sociedade, Ryland é o comum libertino, amante de muitas mulheres e heart breaker de tantas outras. Ou seja, não há nem uma característica que realce os protagonistas, o que é uma pena.

Outro momento que me irritou e que me chateia mesmo são as inseguranças, o “vai e não vai” entre as personagens. Aqui, o que aconteceu foi que Ryland foi atacado pelo síndrome do amor pela primeira vez e como qualquer engatatão fica na dúvida se ama Moira ou não. E o mesmo acontece com ela pois claro, convencida que nenhum homem lhe quer, Aubourn também se sente insegura em à relação aos sentimentos de Wynthrope. Estas indecisões fizeram-me revirar os olhos diversas vezes.

Concluindo, “Na Noite” é um livro que vale a pena mas que claramente não acrescenta nada de novo a este género, é um livro agradável com um romance cor-de-rosa, uma escrita fluída e fácil de ler. O livro foi lido com um sorriso nos lábios e com um nó na garganta face a algumas partes do livro. É realmente uma pena que não tenhamos oportunidade de conhecer os restantes membros da família, de modo a perceber melhor esta união e os segredos da família Ryland, mas aqui fica a minha recomendação.

Até para a semana!