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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

[Renda & Saltos Altos] "Puro Prazer", de Jess Michaels [Quinta Essência]


Ficha Técnica do Livro:

Título: Puro Prazer


Autora: Jess Michaels


Edição: Outubro de 2016


Editora: Quinta Essência


Nº de Páginas: 248


Género: Romance histórico sensual/erótico


Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Puro Prazer, de Jess Michaels, corresponde ao segundo título da série Mistress Matchmaker. A acção decorre em Londres no Século XIX, no período da regência. 

A protagonista é Mariah Desmond, uma jovem cortesã que, tendo dedicado três anos da sua vida ao seu protector, vê-se desamparada e na miséria, após a morte deste.

Surge novamente como adjuvante [como no primeiro título da série, já editado pela Quinta Essência] a Cortesã Vivien Manning, como mentora da sua melhor amiga, incentivando-a a encontrar rapidamente um novo protector que lhe permita garantir o seu sustento.

O herói começa por ser um anti-herói, é o libertino John Rycroft, neto de um duque, apesar de não possuir título nobiliárquico, é um homem rico que conseguiu ser bem sucedido enquanto empresário na área dos transportes. Conhecido por ser um verdadeiro coleccionador de mulheres, com as quais apenas mantém relacionamentos no campo puramente físico, assumindo um bloqueio emocional que o impede de amar e assumir o papel de protector de qualquer mulher.

Mariah irá fazer recair sobre si as atenções de John Rycroft, ironicamente, um velho conhecido seu, que havia sido o melhor amigo do seu falecido protector. Entre ambos começa a ser assumido um evidente e inegável desejo físico, que poderá comprometer seriamente o futuro de Mariah, a quem só resta a solução de encontrar um novo protector, papel este que John sente ser incapaz de assumir.

Pleno de intensas descrições de teor sexual no já bem conhecido estilo de Jess Michaels, mostrando uma excelente química entre os protagonistas e uma boa contextualização do desenvolvimento da relação entre Mariah e John, a autora consegue conferir às personagens profundidade psicológica e ainda condimentar a narrativa com segredos perigosos, levando-nos também a reflectir acerca da condição feminina na Inglaterra do Século XIX, onde as cortesãs (mulheres que viviam como amantes fixas de nobres ou burgueses, que eram designados por protectores) eram julgadas socialmente como seres inferiores, à margem da sociedade e verdadeiras mulheres-objecto, sendo sujeitas a duras humilhações quando caiam em desgraça.

Mariah, embora seja uma pessoa experiente ao nível amoroso e sexual, acaba por nos revelar uma ambiguidade interessante, é extremamente emotiva e até algo ingénua em termos afectivos. É impulsiva, apaixonada e determinada.

Por sua vez, no passado de John, o qual teremos oportunidade de desvendar, encontramos a resposta para a sua rigidez e bloqueio emocionais.

Intenso, ousado, com a dose certa de sensualidade, paixão, romance, intriga, análise social, perigo e acção, temos em mãos um romance que promete aquecer o início da época mais fria do ano. Instale-se no seu cantinho de leitura e prepare-se para vibrar.


Leia AQUI a crítica do blog Os Livros Nossos ao primeiro título desta série "Ensina-me a amar"




terça-feira, 22 de setembro de 2015

[Renda & Saltos Altos] "Ensina-me a amar", de Jess Michaels [Quinta Essência]

Ficha Técnica:

Título: Ensina-me a amar


Autora: Jess Michaels


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Edição: Setembro de 2015


Nº de Páginas: 296


Preço: 15,60€ (s/desconto) ou 14,04€ (c/10% de desconto).


Género: Romance Histórico/de época/erótico


Saiba mais detalhes sobre a obra, e como a adquirir Aqui


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Ensina-me a amar, de Jess Michaels, é mais um delicioso romance sensual, de fundo histórico, narrado com a paixão a que esta autora já nos habituou.
 
   Em 1811, na cidade de Londres, a jovem Lysandra Keates vê-se sem alternativas que lhe permitam sustentar-se a si mesma e à mãe, viúva e doente, a não ser encontrar um nobre que possa ser seu protector, e tornar-se cortesã. Num acto de coragem, pede ajuda a Vivien Mannig, uma célebre e rica cortesã, agora emancipada e que se dedica a recomendar potenciais amantes para os libertinos da nobreza britânica, predispondo-se a mudar totalmente o seu estilo de vida.

   Ingénua, sentindo-se responsável pela mãe, receosa por ser inexperiente nas artes do amor e correr o sério risco de não ser bem sucedida na sua decisão deveras difícil, irá ser apresentada ao Visconde Andrew Callis, um libertino retirado [após ter-se casado e perdido a esposa], o qual é incumbido por Vivien de treinar a jovem Lysandra para se tornar numa boa Cortesã.

   Andrew Callis assume uma postura algo cínica, mas aceita a incumbência de treinar a jovem, não deixando de ficar surpreendido por encontrar nesta uma rapariga de classe média, doce, meiga, inteligente, e que se predispõe a aceitar um modo de vida pouco respeitável, mas que acaba por ser, naquelas circunstâncias, a única forma de sustento para esta e a mãe, ao ter sido injustiçada na casa nobre on de serviu como criada, sendo-lhe impossível encontrar outra casa onde possa servir, devido à impossibilidade de apresentar referências.

  Curioso notar que, só por si, a queda em desgraça de Lysandra, revela as dificuldades da condição feminina na Inglaterra do século XIX, e a submissão da sociedade de então a um sem número de preceitos morais nem sempre lógicos ou sequer justos e justificados.

   O Visconde Andrew Callis é um homem atraente, com uma elevada posição social e fortuna pessoal, é viuvo, e encontra em Lysandra uma luz capaz de iluminar um possível caminho para um futuro melhor, pois tem estado retirado da sociedade, isolado na sua residência campestre, vivenciando um luto patológico perante a morte prematura e traumática da esposa Rebecca Callis, pela qual era verdadeiramente apaixonado.

  Embora a família, nomeadamente, o pai e o irmão, venham tentando quebrar o isolamento e o ciclo vicioso de luto, angústia e culpa em que Andrew se deixou envolver, apenas Lysandra, com a sua gentileza, o seu amadurecimento emocional, a sua entrega e rendição sensual e o amor que começa a sentir pelo protector temporário, parece estar à altura deste desafio de libertar Andrew desta existência deprimente e sofrida.

   Mas Andrew é um  homem orgulhoso, imerso na culpa, e querendo ocultar segredos que considera inconfessáveis, estará disposto a abrir o seu mundo afectivo ao amor e à felicidade? permitir-se-á a si mesmo começar de novo?

   Em termos físicos, encontramos, logo desde o primeiro momento, uma forte e intensa ligação entre o casal protagonista, a pouco e pouco, o envolvimento físico acaba por despertar em ambos a componente emocional, e parece-nos que a autora soube bem dosear o ritmo a que a relação evolui na sua plenitude.

  Como seria de esperar num romance de Jess Michaels, as cenas íntimas entre os protagonistas são bastante explícitas e intensas, estando o desejo e o erotismo bem presentes neste romance, como é expectável, mas a autora foi bem além desta circunstância e temperou a história com romantismo, segredos a desvendar, lutas internas a travar pelos personagens, e uma reflexão acerca da necessidade de recomeçar, de superar momentos difíceis e de nos permitirmos novas hipóteses de felicidade.

  Uma leitura bastante quente e sedutora para a nossa rentrée literária.







terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Sedução Perigosa", de Jess Michaels [Quinta Essência]



Autora: Jess Michaels

Edição: Maio de 2014


Páginas: 248

Género: Romance histórico Sensual/erótico


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Sedução Perigosa, de Jess Michaels, é um romance de fundo histórico, cuja acção decorre em Londres em 1919, e que faz parte integrante de uma série denominada "Irmãs Albright", embora possa ser lido em separado, apenas existindo referências a um casal já constituído em livro anterior da série.

  Jess Michaels traz-nos como protagonista Penelope Norman, uma jovem viúva magoada por um casamento por obrigação  e sem amor e que bastante a traumatizou [como era habitual na época histórica em apreço, devido a motivos económicos ou de ascensão na categorial social]. Contida, algo tímida e sem orientação familiar válida, sendo filha da antipática e interesseira Dorthea Albright [Viúva de Thomas Albright], a jovem ver-se-á, de modo algo inadvertido, elevada à categoria de defensora pública da moralidade entre as classes mais altas, uma vez que rejeita em absoluto a libertinagem assumida pelos nobres casados, que ostentam muitas vezes uma sexualidade pouco regrada, desrespeitando as esposas, e mantendo relações extra- conjugais.

  Na medida em que a sua atitude de defesa da moralidade é vista como ameaçadora da submissão desejada pelas famílias de ilustres nobres com tendências libertinas, num clube masculino de Londres, surge um arriscado plano conspiratório que poderá deitar por terra a honra e dignidade de Penelope Norman, pois o atrevido e sedutor Jeremy Vaughn, Duque de Kilgrath, é seleccionado para seduzir e comprometer a dama, de modo a que esta deixe de constituir um obstáculo à conduta licenciosa dos nobres.

   Jeremy aproxima-se da jovem e fá-la crer que pretende mudar a sua conduta habitual de libertino, mas acaba por a iludir de forma contraditória, mostrando-lhe os caminhos da sensualidade e da libertação sexual, que até ali eram encarada pela jovem como algo apenas perverso, errado e condenável perante as rígidas regras da moral vigente em termos públicos.

   Penelope, vai quebrando as defesas, e começa a descobrir em si mesma desejos, sensações e anseios que, até então, recusara a si mesma, e julgara mesmo ser impossível sentir, mas enfrenta uma dura luta interior ao nível psicológico, pois tem dificuldade em conjugar esta descoberta dos sentidos como algo natural e humano, com o seu entendimento bastante rígido dos princípios morais que defende publicamente.

   Gradualmente, Jeremy leva Penelope a visitar locais onde o prazer reina, e assume o papel de um fogoso amante secreto que visita a jovem durante a noite, levando-a a testar os seus limites, com o intuito de a dominar e chantagear ou controlar, a pedido do seu grupo de amigos libertinos.

 Penelope vive dividida entre o prazer físico e sensual que experimenta na presença do seu amante secreto, e o sofrimento psicológico que a dualidade que sente entre o modo como age, e os princípios que defende lhe causará.

 Jeremy, por sua vez, começa a sentir-se incomodado com o desenlace do plano por si concebido, e receia que Penelope esteja a despertar em si emoções que julgava impossível sentir, mas como irá sanar este conflito entre a amizade e lealdade masculinas, e uma proximidade e intimidade com uma mulher que já parecem ir bem além de um jogo de sedução encomendado com intenções obscuras?

 Num ritmo narrativo bastante acertado para a dimensão do romance, com uma linguagem bastante acessível, que não descura o meio social elevado e a época histórica em que a narrativa decorre, a autora consegue manter um clima de conspiração que apenas se resolve no final da trama, prendendo as leitoras à história.

 O romance contém diversas cenas de cariz explícito ao nível sexual, descritas com a sensibilidade, a ousadia e o detalhe a que autora já nos habituou, afirmando-se, de facto, como um dos nomes de relevo neste género literário bastante específico.

Conspiração, tensão, sensualidade ardente e uma heroína e um herói interessantes, que transportam consigo uma história pessoal, e que lutam por ultrapassar conflitos interiores,  estas são apenas algumas das razões que tornam este romance uma excelente escolha de leitura.

Recomendamos!

Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas








segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Tabu", de Jess Michaels [Quinta Essência]


Título: Tabu

Autora: Jess Michaels

Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]

Edição: 2011

Páginas: 240

Género: Romance Histórico/erótico/Sensual


Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

    Tabu é um sensual romance histórico, cuja acção decorre no período da Regência, em Inglaterra [1811-1820], o que se depreende não por referências temporais explícitas, mas através de referências textuais, e ainda pelas descrições de usos e costumes , e das normas sociais tão típicas deste momento histórico que a autora - Jess Michaels - tão sabiamente soube inserir na narrativa.

   A estrutura narrativa é a habitual neste género de romance, encontrando destaque especial os dois protagonistas Nathan Manning [Conde de Blackhearth], um jovem aristocrata Britânico que passou quatro anos em exílio, mais ou menos forçado, na Índia, como forma de tentar exorcizar uma desilusão amorosa provocada pela bela Cassandra Willows, a filha de um simples alfaíte, com a qual manteve um relacionamento amoroso na juventude mais precoce de ambos, mas que acredita tê-lo atraiçoado ao não cumprir uma promessa.

   Assim, quatro anos após a separação e exílio de Nathan na Índia, os dois antigos amantes reencontram-se, por mero acaso, na residência de Lady Bethany Worthington [Tia de Nathan], que é cliente de Cassandra, uma prestigiada modista, bastante requisitada pelas damas da sociedade Londrina.

   Um detalhe curioso, e que confere à trama uma intriga adicional, é a circunstância de Cassandra manter também um rentável negócio paralelo, que corresponde à criação de lingerie ousada e uma vasta gama de brinquedos eróticos, que inflamam as alcovas mais e menos legítimas da Londres da Regência.

  Ao reencontrar Cassandra, e vendo-se dominado por um súbito e pérfido desejo de vingança, Nathan força a jovem a manter com ele diversos encontros de cariz sexual, procurando, por essa via humilhar, dominar e retribuir-lhe a frustração que sofreu no passado interrompido de ambos [ou pelo menos, assim acredita o Conde que são estes os reais intuitos que o movem].

  Mas será Nathan assim tão frio e indiferente, ao nível emocional, e conseguirá manter os seus perversos intentos, quando descobre na ex-amante uma mulher determinada, inteligente, madura e bastante experiente sexualmente?

   E Cassandra, que vive atormentada por segredos do passado, que receia afectem Nathan, será capaz de resistir ao inegável desejo, e a algo bem mais sólido e forte, que nutre pelo homem que mais a marcou e a quem verdadeiramente amou?

   Ao longo da acção, temperada com as suspeitas de amigos de Cassandra - Ellinor Clifford, e Stephen Undercliffe - com a oposição evidente dos país de Nathan, a verdade é que os dois protagonistas envolvem-se em escaldantes encontros sensuais e sexuais.

  E a autora sabe, num estilo que lhe é muito próprio, usar uma linguagem bastante explícita e detalhada sob o ponto de vista sexual, mas que não chocará os apreciadores deste género literário, visto ser evidente o profundo envolvimento físico e também emocional entre  os protagonistas, sendo bastante perceptível a química que os une.

  Cassandra e Nathan irão envolver-se numa sensual disputa pelo poder, entre lençóis, onde se irão revelar ambos deliciosamente vencidos.

  Mas, segredos obscuros e a implacável sociedade da época, assim como a família de Nathan, irão revelar-se fortes oponentes ao futuro do casal, desde logo, porque ambos pertencem a diferentes classes sociais - numa sociedade bastante estratificada, com claros limites de actuação e relacionamento entre classes.

   Sempre presente, encontra-se também o risco de se tornar abertamente do conhecimento público o negócio paralelo de Cassandra Willows, bem como o seu passado como amante de vários homens.

   Ora, quebrar este Tabu é, para o leitor, deixar-se envolver numa saborosa onda de sensualidade, desejo e intriga, plena de mistérios a desvendar.

   Deixe-se levar ao sabor desta maré sensual!