quarta-feira, 24 de maio de 2017

[Cover Reveal & Giveaway] Forgetting you, Forgetting me, by Monica James [Blog Os Livros Nossos]


Today is a special day for author Monica James and all her readers all around the world.

Monica will release a new book series, and here we have a cover reveal for the first book of two.

Series: Memories From Yesterday Book 1

Genre: Contemporary Romance

Release Date: June 26th 2017

German Rights sold to: Heyne, Random House


You Can Pre-order Now:



You can add it to your to read list on GoodReads


Book Blurb:

My name is Lucy Tucker, and my life…it was perfect. 

I worked the dream job. I had the most incredible family and friends. My home, Whispering Willows, a ranch in Montana, was everything I could ever wish for. My adoring fiancé, Samuel Stone, loved me unconditionally. 

I had everything a girl could ever want. 

But one fateful event shattered my perfect life. It’s unimaginable how simple, ordinary words can change a person’s life forever. For me those words were, “There’s been an accident.”

I thought Sam was my forever, but that forever came to a close the day Saxon Stone, Sam’s identical twin brother, came back. Saxon returned to Montana to help save Sam, however, the moment he entered my life, he turned my world upside down. But through chaos I somehow found clarity—clarity of who I was meant to be. 

As time progressed, as seasons changed, and as a fire began to burn, I soon realized that Saxon was there for another reason…he was there to help save me.

About the Author;

Monica James spent her youth devouring the works of Anne Rice, William Shakespeare, and Emily Dickinson.

When she is not writing, Monica is busy running her own business, but she always finds a balance between the two. She enjoys writing honest, heartfelt, and turbulent stories, hoping to leave an imprint on her readers. She draws her inspiration from life. 

She is a bestselling author in the U.S., Australia, Canada, France, Germany, Israel, and the U.K.

Monica James resides in Melbourne, Australia, with her wonderful family, and menagerie of animals. She is slightly obsessed with cats, chucks, and lip gloss, and secretly wishes she was a ninja on the weekends.

You can follow Monica´s work on social media:

FacebookTwitter Goodreads | Instagram: @MonicaJames | Author Website | Pinterest


GIVEAWAY:

3 E-Books of FORGETTING YOU, FORGETTING ME on release day 




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Renda & Saltos Altos | "Prazeres Infames", de Elizabeth Hoyt | Quinta Essência




Crítica por Isabel de Almeida |  Jornalista , Crítica Literária e Blogger:


Prazeres Infames , de Elizabeth Hoyt, é o segundo volume da Série Maiden Lane e afirma-se enquanto romance de época tendo como cenário a Inglaterra do Século XVIII, em 1737, em pleno Reinado de Jorge II e aludindo a questões sociais e históricas bastante relevantes desta época, sem deixar de ser um romance com forte componente romântica e sensual, como é usual neste género literário que não pretende ser puramente histórico.

Os protagonistas desta narrativa são Lady Hero Batten, irmã do actual Duque de Wakefield e noiva do Marquês de Mandeville e o muito pouco convencional irmão do Marquês - Lorde Griffin Reading, leviano, proprietário de uma destilaria de Gin (algo proibido na época, na medida em que o Gin era visto como um dos grandes responsáveis pelo declínio físico das camadas inferiores da sociedade, sendo até apontado como a causa de destruição de muitas vidas e famílias, devido à dependência alcoólica que potenciava) é olhado de lado entre a Aristocracia da qual faz parte o irmão, mantém com este uma relação bastante disfuncional pautada pela mágoa e graves mal entendidos. 

O Marquês de Mandeville tem tudo para ser considerado um bom partido para uma dama de elevada condição social como Lady Hero, e esta, não estando apaixonada, encara com naturalidade a perspectiva de casamento com um hábil político com créditos firmados na Câmara dos Nobres, e muito habituado às rígidas convenções sociais impostas à Aristocracia Inglesa, tal como a noiva.

Se há ideia que Lady Hero sempre interiorizou é a de que tem de ser a muito respeitada e respeitável filha de um Duque, com todas as implicações que dai advenham para si, tais como  abdicar de um verdadeiro amor para cumprir o que de si se espera, cumprir regras, não dar nas vistas, não de deixar levar por emoções e impulsos que sejam menos próprios para uma Senhora. "A filha de um Duque cedo aprende na vida a etiqueta para quase tudo" [p. 9]. A autora dá-nos a noção perfeita do rígido código de conduta que se impunha à alta sociedade da época, e Lady Hero vai relembrando sempre os seus deveres: "Uma senhora do seu estatuto jamais mostrava impaciência." [p. 24] mas rapidamente entra em conflito interno consigo mesma, ao sentir uma inevitável atracção física pelo cunhado, recriminando-se e culpando-se por ter sentimentos, impulsos, e por querer viver a sua própria vida, no fundo, Hero luta contra a sua ideia de ser a dama perfeita, que não erra nem pode dar-se ao luxo de o fazer: " Onde quer que estivesse, Hero nunca se esquecia de como devia comportar-se." [p. 28].

Por sua vez, Lorde Reading é espontâneo, autêntico, e há muito que não se preocupa minimamente com os pruridos da alta sociedade que frequenta, antes mostrando divertir-se com o facto de conseguir chocar o próprio irmão (aparentemente tão seguro e tão cheio de si mesmo) e os salões que frequenta algumas vezes.

A obra, dando continuidade à linha seguida no início da série, dá destaque também à evidente cisão entre dois mundos sociais dispares, totalmente opostos. Por um lado temos o mundo dos ricos salões da Aristocracia, e do debate e intriga políticos que se defrontam no Parlamento, por outro, somos levados a percorrer as ruas perigosas do East End e da Saint Giles, os bairros malditos da Cidade de Londres, onde o Gin, a prostituição e a miséria tantas vezes eram reis e senhores, e onde se move por entre as sombras um misterioso justiceiro conhecido por Fantasma de Saint Giles ( e nesta personagem fictícia surge a aura de mistério e suspense que confere um colorido também ele especial a esta trama bem construída por Hoyt).

A protecção a crianças órfãs que são acolhidas num Lar acaba por ser o elo de ligação entre os dois mundos tão diferentes, e algumas damas da alta sociedade dão o seu contributo para tornar melhor a vida destes órfãos, numa tomada de consciência de que as coisas podem melhorar se houver um esforço nesse sentido por parte de quem mais tenha acesso a recursos financeiros.

Obviamente não fica esquecida a acentuada sensualidade que a autora conferiu à história e à dinâmica entre os protagonistas, mas trata-se de uma das séries onde a contextualização histórica e social e a mentalidade da época abordada surgem melhor retratadas, pelo que o livro tem tudo para agradar a dois géneros de leitores: os que gostam de história e os que gostam de romance e sensualidade com os dilemas tão próprios de outras eras e de outras mentalidades.

Dever, paixão, emoção, entrega, mistério, sensualidade, personagens fortes, bem construídas e que nos apaixonam fazem deste livro uma excelente escolha para os adeptos de romances de época, sem hesitações, deixe-se perder entre estas páginas!


Ficha Técnica


Autora: Elizabeth Hoyt

Série: Maiden Lane - Volume 2

Editora: Quinta Essência | Grupo LeYa

Edição: Abril de 2017

Nº de Páginas: 360

Classificação: 4|5 estrelas

Género: Romance de Época | Sensual



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Secção Criminal | "Escrito na Água", de Paula Hawkins | TOPSELLER




Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária | Blogger

Escrito na Água é o segundo romance da aclamada autora Paula Hawkins, conhecida pelo estrondoso sucesso do seu anterior thriller psicológico A Rapariga no Comboio. No próximo dia 2 de Maio de de 2017 o novo livro será lançado à escala mundial, naquele que promete ser um dos mais importantes eventos literários do ano, e Portugal não é excepção, pois a obra estará à venda em todo o pais com chancela Topseller [ Grupo 20 | 20 Editora]. Para abrir caminho a um novo sucesso editorial, a Topseller seleccionou um grupo restrito de jornalistas e bloggers literários para ler um exemplar de avanço do livro, e aqui fica a nossa crítica antecipada, com o nosso agradecimento à editora por esta oportunidade muito especial e que faz as delícias de qualquer leitor viciado, como é o nosso caso.

Os direitos de adaptação cinematográfica deste novo livro encontram-se já conferidos [saiba mais detalhes AQUI].

Adentrando-nos mais especificamente na obra literária em questão, Escrito na Água é o mais recente thriller psicológico de Paula Hawkins, sendo o resultado de um delicado e moroso trabalho de escrita ao longo de três anos, começamos por dizer que o investimento relativamente longo no trabalho de construção da narrativa fica patente na riqueza e no cuidado estilo literário imprimido à obra, a qual, além de narrar uma história carregada de simbolismo, suspense e, não um mas vários mistérios (como a própria autora destacou em missiva dirigida aos leitores iniciais) incita à reflexão acerca de temas bastante caros a Paula Hawkins, designadamente: o lugar das mulheres no mundo, a relação das mulheres entre o seu género, a pouca fiabilidade da memória e o poder da narrativa.

O ponto de partida para a trama é o regresso de Jules (Julia) Abott à localidade onde nasceu - Beckford - na Inglaterra, para se defrontar com a morte da irmã mais velha Nel Abbot, com a qual tinha uma relação conturbada e mal resolvida que nos vai sendo apresentada no decurso da narrativa, a par do mistério principal que se prende com a causa ou as motivações das mortes que ocorrem no rio local, em especial, numa zona conhecida como "O poço das Afogadas". Uma das grandes questões que se levanta é: será a morte de Nel suicídio ou homicídio?

Será o rio um local de rituais simbólicos, o sítio onde Nel e outras mulheres ao longo dos séculos, procuraram a morte como libertação de uma vida que não lhes era satisfatória? Ou é o rio um instrumento ideal para punir mulheres consideradas problemáticas ( no sentido em que não se conformam às normas instituídas socialmente?).

Como protagonistas encontramos Jules (irmã da falecida Nell, Lena, a rebelde e inconformada filha adolescente da falecida Nel, Louise Wittaker  (mãe do jovem Josh) que vive a dor inexplicável de ter perdido recentemente a filha Katie (melhor amiga de Lena), a equipa de investigação local que é chamada a averiguar as circunstâncias em que decorreu a morte de Nel ( uma mulher sedutora, um espírito livre, escritora que sempre nutriu uma obsessão pelo rio e pelas mortes por afogamento de várias mulheres que ali foram ocorrendo, e que se encontrava a escrever um livro acerca deste tema que poderia ser incómodo até para si mesma). Existem diversas personagens, e cada uma delas apresenta a sua perspectiva enquanto participante na história, numa narrativa na primeira pessoa que bastante prende o leitor e o transporta para a essência psicológica e densidade das mesmas.

Dividido em quatro partes, o livro vai envolvendo o leitor na história, num clima de suspense permanente até ao climax final, pese embora seja viciante, os temas abordados são tão pertinentes e reais que aconselhamos vivamente uma leitura que diríamos de degustação, sendo difícil resistir à tentação de saborear algumas passagens e de ir fazendo anotações ao longo da leitura. 

Estamos aqui perante mais do que uma simples história de mistério, ou um simples thriller psicológico, estamos sim perante uma obra literária na sua verdadeira essência, com um olhar maduro e ponderado acerca de questões psicológicas, filosóficas e sociológicas, e mais do que a própria história, é este o aspecto que mais nos fascinou nesta leitura.

Em termos psicológicos, somos brindados com a particular dinâmica relacional entre Jules e a sua falecida irmã Nel, a rivalidade entre irmãs, a competição, a luta pelo exercício do poder torna-se evidente aos nossos olhos: "Sempre tive um pouco de medo de ti. Tu Sabias disso, divertias-te com o poder que te dava sobre mim. (...)"

Encontramos momentos de reflexão sociológica e filosófica bastante profundos e actuais: "(...) as histórias dos adultos estavam cheias de crueldades estúpidas: criancinhas recusadas à entrada das escolas porque a sua pele era de uma cor errada; pessoas espancadas ou mortas por adorarem o deus errado.(...)"

Há um aspecto que gostaríamos de destacar, por ter sido esta a nossa leitura da história, o rio assume aqui um papel deveras relevante na economia da narrativa, na medida em que todas as personagens estão directamente ligadas ao mesmo, ou porque este as fascina, ou porque nele perderam pessoas que lhe eram próximas e queridas. O rio transporta na obra um simbolismo marcadamente dialéctico que evoca uma perspectiva filosófica heraclitiana, recordando Heráclito de Efeso:"Não é possível descer duas vezes no mesmo rio; nós próprios somos e não somos." (Fragmento 49, In, No Reino dos Porquês, Filosofia, 10º ano). Ou seja, nada permanece estanque, nem o rio, nem as pessoas à sua volta, e o mundo avança através de uma eterna luta entre contrários, vejamos este excerto de escrito na Água que evidencia esta ideia: "Tive um acesso súbito de clareza: não tinha de ser fixa, podia ser fluída, como o rio.(...)"

Os jogos de poder e de sedução como exercício de poder, a possibilidade de serem criadas falsas memórias, e também sempre muito presente em diversas personagens encontramos uma palavra chave - a culpa, a culpa associada ao passado, às perdas, à forma como são elaboradas e vividas diversas emoções, tudo isto podemos encontrar neste livro, o que revela a maturidade da autora já plenamente plasmada na sua escrita. Muito mais poderíamos dizer, mas receamos cair no risco de spoilers, e por isso, aqui deixamos algumas pistas e a recomendação sem hesitações desta leitura.

A escrita de Paula Hawkins é perfeita, e a sua perspicácia enquanto observadora do mundo que a rodeia é manifestada de forma brilhante em Escrito na Água.


Ficamos bastante expectantes em relação à adaptação cinematográfica do livro.

Ficha Técnica do Livro:


Autora: Paula Hawkins

Edição: 2 de Maio de 2017

Editora: Topseller | Grupo 20|20

Nº de Páginas: 384

Género: Thriller Psicológico




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Trowback Review | " A Herança Bolena", de Philippa Gregory | Planeta





Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger:


  A Herança Bolena, de Philippa Gregory, é um soberbo romance histórico tendo como pano de fundo a vivência no clima de intriga, sensualidade, traição e intricados jogos de poder e política bem presentes na corte de Henrique VIII de Inglaterra, em plena época Tudor.

   Este romance surte perante os olhos do leitor escrito numa perspectiva assumidamente feminina e intimista, e no decurso da leitura vamos assistindo à construção da teia narrativa pela lente de três protagonistas femininas, que assumem também o papel de narradoras participantes.

   Joana Bolena, Viscondessa Rochford, é uma mulher determinada, inteligente e astuta, mas que transporta no seu íntimo o peso de ter desempenhado um papel de relevo na condenação à morte do marido - Jorge Bolena - e da cunhada - Ana Bolena - ambos eliminados por decisão do Rei Henrique VIII. Joana é uma personagem ambígua, permanentemente dividida entre aquilo que sente seria uma conduta adequada e correcta em termos morais e humanos, e as condições que, por vezes, se vê forçada a aceitar em prol da sua própria sobrevivência, ainda que tal implique trair os que estima e ama. Numa sociedade onde os homens de poder tudo controlam e onde as mulheres se vêem forçadas  pelo contexto envolvente a trair família, amigos e aqueles a quem deveriam servir lealmente, Joana acaba por se revelar um peão de peso no xadrez sabia e perversamente planeado pelo seu poderoso tio - Tomás Howard - Duque de Norfolk.

   O Duque de Norfolk assume-se como um dos vilões da trama, é um homem sem escrúpulos, habituado a usar as mulheres da sua família como meros instrumentos para atingir os seus fins de ascensão social e política, sendo próximo do instável e perturbado Henrique VIII.

   Outra protagonista feminina é Catarina Howard, de apenas 14 anos, sobrinha do poderoso Duque de Norfolk, é por este encaminhada para a corte, onde deverá servir como Aia a rainha Ana de Clèves, sendo mais tarde orientada para seduzir o velho rei e tornar-se rainha. Catarina é uma jovem imatura e ambiciosa, mas não muito inteligente. É fútil, licenciosa e vaidosa, tendo mantido relações amorosas ilícitas em casa de sua avó - a Duquesa de Norfolk, a qual não deu à neta uma educação cuidada. Sonha em ascender socialmente e vai sempre avaliando o seu aspecto físico e  os bens que vai adquirindo, nomeadamente, vestidos novos ou jóias. Irá atrair as atenções do Rei Henrique VIII, que fica fascinado com a sua beleza e graciosidade, mas surge uma forte atracção entre Catarina e Thomas Culpepper que poderá deitar a perder os planos de ascensão social da jovem.

  Ana de Cléves, filha do Duque de Cléves, é enviada para contrair matrimónio com Henrique VIII de Inglaterra, de modo a reforçar uma aliança política inicialmente vista como vantajosa para ambas as partes, porém, o casamento revela difícil de consumar, e acabará por chegar a um fim antecipado, sendo-lhe conferido o estatuto de irmã do Rei. Ana é uma jovem doce, bondosa e sofredora. Inicialmente, vê o casamento como uma possível libertação do jugo maldoso do irmão sobre si, mas cedo percebe que a corte Inglesa dos Tudor é um local inóspito, e onde corre risco permanente de cair em desgraça perante o Rei e ser condenada à morte. Vive momentos de puro terror, com receio pela própria vida, mas torna-se amiga leal da enteada Maria, sendo também próxima da enteada Isabel.

  Henrique VIII é um homem perturbado ao nível mental, nega estar envelhecido e ter perdido a beleza e a força da juventude. É instável nos relacionamentos amorosos, imaturo,  facilmente manipulado pelos seus homens de confiança, e capaz de actos extremos de generosidade e crueldade. Da leitura do livro, ficamos na dúvida se estamos perante um vilão, ou se não será também, de algum modo, vítima de circunstâncias que o rodeiam e de uma corte que fervilha de interesses ocultos, traição e intriga política e palaciana.

   A acção decorre entre Julho de 1539 e Janeiro de 1547, no século XVI e denota ter por base uma detalhada e rigorosa pesquisa histórica que muito enriquece o trabalho da autora.

  A linguagem mais e menos formal, os cenários variados, os trajes e rituais e toda a  descrição da vida na corte mostram-se feitos de uma forma que nos transmite uma imagem visual bastante rica. As personagens mostram-se muitíssimo bem construídas e acedemos facilmente ao seu mundo interno ( em termos psicológicos). 

  A nosso ver, a leitura deste romance suscita-nos também reflexões importantes acerca da condição feminina nesta época e contexto históricos. Um fascinante retrato de uma época histórica bastante conturbada.

Ficha Técnica:


Autora: Philippa Gregory

Série: Os Tudor

Editora: Planeta

Edição: Março de 2015

Páginas: 472

P.V.P.: 19,95€

Género: Romance Histórico

Classificação atribuída: 5/5 estrelas


Nota Explicativa: Os romances históricos são, assumidamente, uma das minhas paixões. Este livro que hoje aqui recordamos na rubrica Trowback Review é, ainda hoje, um dos meus romances preferidos no âmbito da ficção histórica que tem por palco a Corte de Henrique VIII, durante a chamada época Tudor, da História Britânica. Philippa Gregory é uma verdadeira expert na ficção histórica que se inspira neste período da história de Inglaterra.
Uma das minhas próximas leituras, cuja recensão crítica terei oportunidade de partilhar com os meus leitores quer aqui no blog, quer ainda junto de quem segue o meu trabalho na imprensa escrita é, precisamente, um novo romance desta série Os Tudor, encontrando-se já disponível nas livrarias nacionais a obra A Rainha Subjugada. Portanto, pareceu-nos oportuno revisitar esta autora e , em concreto, o anterior título desta maravilhosa série.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Renda & Saltos Altos | "Escondida em Ti", de Lisa Renee Jones | Topseller


Crítica por Isabel de Almeida | Crítica Literária, Jornalista e Blogger


Escondida em Ti é um romance de suspense erótico que marca a estreia em Portugal de Lisa Renee Jones, uma autora bem conhecida do público Norte-Americano, com presença assídua nos tops do New York Times e USA Today.

Neste romance contemporâneo com cenário na Cidade de São Francisco, encontramos a nossa protagonista Sara McMillan, uma professora de Liceu que leva uma existência pacata, rotineira e low profile, não tendo ainda encontrado uma oportunidade para dar largas à sua paixão pelo mundo da arte. 

De repente, a jovem vê-se envolvida num denso mistério, ao cair na tentação de ler os diários eróticos de uma desconhecida - Rebecca - aos quais acede casualmente através de uma amiga - Ella.

Cada vez mais obcecada pelos relatos escaldantes, profundamente sensuais, mas com o seu quê de obscuro, perigoso e apelativo que encontra nos diários de uma desconhecida, Sara irá defrontar-se com um mundo com que sempre sonhou - o das galerias de arte - e vê-se envolvida numa estranha luta de poder travada entre dois machos-alfa extremamente ricos, poderosos, atraentes e misteriosos - o artista plástico Chris Merit e o Galerista e Leiloeiro Mark Compton (um verdadeiro tubarão no mundo dos negócios com arte e um chefe exigente, controlador e manipulador).

Sara assume o papel de narradora neste romance e revela travar um conflito interno a diversos níveis, desde logo, porque ao racionalizar assume estar obcecada pelos diários de Rebecca, e corre sérios riscos de querer viver a vida desta mulher para si desconhecida, o que poderá corresponder, psicologicamente, a um desejo de mudança, de quebrar rotinas e de transgredir regras, o que lhe permitirá quebrar o circulo vicioso em que se tornou a sua banal existência. Por outro lado, ao travar conhecimento com o sexy artista Chris Merit, com o qual sente uma inevitável empatia, nascendo entre ambos uma atracção física evidente, Sara sente que se há muito que os une, há também um mundo de distância entre ambos: "Nós somos de dois mundos diferentes, eu e este homem. O dele é de sonhos realizados, o meu é de sonhos impossíveis (...) [pág. 48].

Há em Sara toda uma carga psicológica de alguma insegurança, de fuga a algo que a perturba no curso de vida, de evitamento de algo que possa alterar aquelas que são as suas "zonas de conforto", mas a verdade é que, de modo mais ou menos consciente, há alguma ambivalência nestas emoções e mecanismos de defesa, pois há um desejo secreto e temido de ser uma outra pessoa, de assumir uma nova identidade, ou tratar-se-á antes de , afinal, viver em pleno e sem limites, aquela que é a sua verdadeira identidade que tem estado escondida, recalcada e em negação? A autora é exímia ao revelar pistas acerca destes conflitos da protagonista, deixando, todavia, aos leitores a margem para duvidar, questionar, problematizar e fazer a sua própria leitura psicológica desta protagonista. 

Sara consegue racionalizar, por vezes, questões que em si ainda não resolveu: "A perfeição das outras pessoas é uma fachada que criamos quando duvidamos de nós próprios (...) [pág. 56].

Chris é também um protagonista com bastante potencial para desenvolver enquanto personagem, mas talvez por se tratar de uma narrativa de acordo com o ponto de vista de Sara não acedemos ainda, tanto quanto gostaríamos, ao seu verdadeiro eu, mas são-nos disponibilizados bons indícios acerca da sua personalidade, e fica uma certeza, Chris construiu uma imagem pública, uma persona, que pretende proteger a sua privacidade mesmo considerando-se o facto de ser uma figura pública e um artista plástico talentoso e com méritos reconhecidos, que usa a arte para sublimar as suas emoções.

Já Mark Compton surge como o vilão sexy da trama, percebemos que tem muito a esconder, que está habituado a lutas pelo poder e que, normalmente, até poderá ganhá-las, excepto se encontrar um adversário à sua altura, e Chris bem pode ser esse adversário. Estamos sempre à espera de descobrir algo mais sobre o misterioso Mark e é bem certo que este pode surpreender-nos.

O estilo narrativo da autora é muito cuidado, a linguagem é bastante emotiva, reveladora da densidade psicológica de que dotou as suas personagens (com especial destaque para Sara) e a obra doseia na medida certa mistério, conflito interno, sensualidade e emotividade. As descrições com conteúdo sexual explícito que surgem na obra (ora inseridas no âmbito das transcrições dos diários de Rebecca, ora a ocorrer em tempo real no decurso da narrativa) são bastante sensuais e detalhadas, sem todavia serem chocantes, em especial, para os adeptos de literatura erótica contemporânea.

Mas a grande surpresa deste livro é a qualidade verdadeiramente literária e a mestria que a autora revela na sua escrita. O livro está de tal forma bem escrito que as habituais vozes críticas da literatura dita comercial não vão conseguir apontar alguns dos lugares comuns que muitas vezes são atribuídos a este género ainda tão "olhado de lado" em alguns meios culturais nacionais.

É possível encontrar uma escrita de elevadíssima qualidade literária num romance erótico contemporâneo? É sim, se tem dúvidas leia este livro e deixe-se levar sem pudores na sua leitura. Encontramos aqui muito mais do que puro erotismo neste romance erótico. Entretenimento, emoção e reflexão garantidos.


"Arranjamos um lugar onde guardar coisas e lidar com elas, caso contrário damos cabo de nós.(...)" [Pág. 207]

Ficha Técnica:

Título: Escondida em Ti

Autora: Lisa Renee Jones

Editora: Topseller Grupo 20|20

Edição: Abril de 2017

Nº de Páginas: 320

Classificação: 5|5 estrelas

Género: Romance Contemporâneo | Erótico





sexta-feira, 7 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 25 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller


E já seis dias decorreram nesta contagem decrescente para o grande lançamento mundial de Escrito na Água, o novo e muito aguardado livro de Paula Hawkins, cuja edição Portuguesa tem o selo de qualidade da Topseller, chancela do Grupo Editorial 20|20.

Como sabem os leitores que nos têm seguido fielmente nesta contagem descrescente (que decorre também no nosso Instagram) esta semana tivemos acesso a uma Edição de Avanço, gentilmente cedida pela Editora, o que nos permitirá ir levantando um pouco o véu daquilo que espera os leitores desta obra literária.

A acompanhar este exemplar de avanço muito especial esperava-nos mais uma agradável surpresa, uma carta da autora dirigida aos seus leitores antecipados. Nesta mensagem a autora partilha algumas curiosidades e dados interessantes sobre esta obra em especial, e numa abordagem mais generalista, acaba por referir alguns temas que suscitam a sua reflexão e que são depois transportados para o seu trabalho de construção de obras ficcionais.

Aqui deixamos as linhas mestras do trabalho criativo de Paula Hawkins:

- A autora demorou três anos a escrever Escrito na Água

- A obra contém o reflexo de temas que merecem a atenção da autora, tais como: o lugar da mulher no mundo, a forma como o sexo feminino se relaciona entre si, a circunstância de a memória humana não ser fiável, e o poder de contar histórias.

- Paula Hawkins termina a sua missiva prometendo não apenas um mistério mas vários.



Entretanto, esta próxima semana continue a acompanhar-nos no nosso Instagram, não deixe de nos seguir nessa rede social e fique a par das novidades a par e passo.

Bom fim de semana!

Texto e Foto: Isabel de Almeida | Os Livros Nossos | Direitos Reservados


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Está a Chegar | Faltam 26 dias para "Escrito na Água", o novo livro de Paula Hawkins | Topseller



E continua a contagem decrescente para o grande lançamento mundial de Escrito na Água, o novo livro de Paula Hawkins, a aclamada autora de "A Rapariga no comboio".

A edição Portuguesa estará disponível nas livrarias no próximo dia 2 de Maio, data designada para o lançamento mundial da obra, mas temos uma surpresa para os nossos leitores, chegou-nos uma Edição de Avanço, e iremos partilhando aqui algumas impressões em primeira mão sobre o livro, queremos apenas acalmar a ansiedade, não haverá spoilers. 



Texto e Foto: Isabel de Almeida | Blog Os Livros Nossos | Direitos Reservados

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trowback Review | "Um Toque de Perversão", de Jennifer Haymore | Planeta


Crítica por Isabel de Almeida | Jornalista, Crítica Literária e Blogger


Um toque de perversão, (com o título original - A Hint of Wicked) é um romance de época, cuja acção decorre em Inglaterra no Século XIX, na sequência da Batalha de Waterloo.

Garrett, o Duque de Calton, é dado como desaparecido na referida batalha, e durante sete anos, a Duquesa Sophie e o primo do Duque - Lorde Tristan Westcliff - envidam todos os recursos ao seu dispor para o procurarem, mas sem sucesso.

Entretanto, o destino prega uma cruel partida a este trio aristocrático, e o Duque de Calton regressa passados sete longos anos, vivo, e disposto a retomar a sua vida de volta, assim como o amor de Sophie, a qual, entretanto, reconstruira a sua vida junto de Tristan, que assumira a administração das propriedades Ducais.

Sophie vê-se então dividida entre dois amores, e surge ao longo do livro a questão sempre latente: pode Sophie amar ambos os homens? Como irá ela tomar a mais importante e dolorosa decisão de toda a sua vida? Como se explica o misterioso desaparecimento do Duque de Calton, durante longos anos e tendo sido arduamente procurado pela família que tanto o estimava? Estes são alguns dos dilemas colocados durante a narrativa.

A autora traça um retrato fiel da sociedade Inglesa do Século XIX, com o seu puritanismo por vezes exacerbado, as convenções sociais levadas ao extremo, e uma justiça que compactua com esta visão deveras limitada da moralidade vigente.

Em simultâneo, a autora soube habilmente inserir na obra um toque de sensualidade, em especial, descrevendo de forma explícita, porém elegante, os envolvimentos sexuais que as personagens vão tendo, mas onde o sexo surge envolvido num indiscutível turbilhão emocional, e por isso em nada choca o leitor este aspecto da obra.

No último terço da obra, e à medida que vamos descobrindo as respostas às várias dúvidas colocadas durante a narrativa, surge também um momento de acção, com a perseguição a um criminoso desenvolvida por algumas das personagens, o que, a nosso ver, confere à obra, um carácter de originalidade e também bastante dinamismo.

Atrevido, sem ser excessivo, com boas doses de dilemas e dúvidas que afectam as personagens, romance, paixão, amor, sexo e também aventura.

Em suma, uma leitura que recomendamos aos amantes do romance sensual de época.

Ficha Técnica:


Autora: Jennifer Haymore

Editora: Planeta

Nº de Páginas: 360

Classificação atribuída no GoodReads: 5/5 estrelas

Género: Romance de Época | Romance Sensual


Nota explicativa: Há cinco anos atrás começámos esta aventura de construir um blogue literário, por aqui têm passado muitos e maravilhosos livros, revisitámos géneros que já conhecíamos, mas também assistimos ao nascimento de novas tendências literárias, algumas delas já mais divulgadas em Países como os Estados Unidos ou o Brasil. O romance de época é uma dessas tendências que descobrimos e que viria a tornar-se um dos nossos géneros preferidos aqui no blogue.

Em cinco anos muito aprendemos, e acreditem que este maravilhoso mundo dos livros é uma aprendizagem constante. Esta nova rubrica denominada "Trowback Review" recupera críticas a obras que já lemos há mais de dois anos, autores e géneros que nos tocaram particularmente. E os textos são agora actualizados considerando, precisamente, novos conhecimentos que entretanto adquirimos (por exemplo, o que distingue um livro de época de um livro histórico).

Jennifer Haymore tem um lugar muito especial na história do blogue, pois foi a primeira autora internacional que entrevistámos, aqui fica o link para a primeira entrevista internacional do Blog Os Livros Nossos  um trabalho que queremos retomar por aqui.