segunda-feira, 26 de setembro de 2016

[Secção Criminal] "A Rapariga no Comboio [Topseller]


Ficha Técnica do Livro:


Título: A Rapariga no Comboio


Autora: Paula Hawkins

Editora: Topseller [Grupo 20/20]


1ª Edição: Junho de 2015


Edição Actual: 18ª


Páginas: 320


Género: Thriller




Crítica por Cláudia de Andrade para o Blog Os Livros Nossos:


Presa no remoinho do dia-a-dia, vivendo cada dia de uma forma automática como se fosse passageira no próprio corpo, amaldiçoada a viver os dias sempre iguais… Como se a vida não fosse mais do que uma longa e melosa espera pela morte… Esta é Rachel, a personagem principal.

Quando o seu casamento acaba, Rachel passa a viver dormente. Assombrada pela nova vida idílica do ex-marido, com a sua nova esposa perfeita e bebé recém-nascida… Rachel parece o contraste total, desfeita pela separação e pela morte do sonho de uma vida ao seu lado. 

Entregue ao álcool, após perder o emprego, com o dinheiro a acabar e a viver no quarto de uma amiga a quem ainda nem teve coragem de contar que está desempregada, Rachel continua a apanhar todos os dias o comboio para Londres, como se este facto a mantivesse agarrada a uma ténue normalidade.

Durante a viagem vai imaginando a vida das pessoas que vê pela janela, em especial a de um casal que mora na sua antiga rua… em particular da mulher da casa, da qual aguarda ansiosa um vislumbre… a quem imagina um nome, uma profissão, confabulando uma vida de sonho. A vida que talvez, num passado distante, tenha imaginado para si mesma.

Numa manhã nota algo errado com o casal que observara há tanto, algo breve, quase ininteligível… e mais tarde vem a saber que a mulher que preenchia o seu imaginário está desaparecida…

Embrenhada na bruma do álcool, Rachel vê-se arrastada para uma investigação em que passa de pessoa de interesse, a suspeita, a bêbeda obcecada… a incómodo não relevante.

Mas a verdade é que Rachel viu mais do que pensa…sabe mais do que imagina e está mais ligada ao que aconteceu do que se permite aceitar...

Os pontos começam-se a unir… 

Mas será que pode confiar em si mesma?

Com a adaptação a espreitar nas salas de cinema, com a magnífica Emily Blunt no papel principal, torna-se inevitável ler este thriller que nos mantém nas pontas dos pés…dos dedos até ao final.

Dia 5 de Outubro será possível encontrar o filme nas salas de Cinema Nacionais!





segunda-feira, 29 de agosto de 2016

[Renda & Saltos Altos] " O Terno Rebelde", de Johanna Lindsey [ASA]


Ficha Técnica do Livro:


Título: O Terno Rebelde


Autora: Johanna Lindsey


Série: Malory (Vol. II)


Edição: Junho de 2016


Editora: ASA [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 384


Género: romance histórico sensual/Regência


Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


O Terno Rebelde, de Johanna Lindsey, corresponde ao segundo título da série Malory, publicada em Portugal com chancela ASA [Grupo LeYa], sendo a  mais popular das séries de romances desta prolífica autora Norte- Americana Besteseller do New York Times.

A acção decorre na Inglaterra da Regência, em 1818 e dá continuidade à saga dos Malory, uma invulgar e extensa família nobre que conta entre os seus ascendentes com uma avó de origem cigana. O carácter diferenciador dos Malory é serem uma família nada convencional. No primeiro livro assistimos à história romântica de Regina Ashton e do Visconde Nicholas Eden.

Neste segundo romance da saga assistimos ao desenrolar do inesperado romance entre Anthony Malory, um incorrigível e sedutor libertino, quarto filho da família Malory, e Roslynn Chadwick, uma explosiva e bela aristocrata das Terras Altas da Escócia.

Roslynn Chadwick procura refúgio em Londres, junto da sua amiga Lady Frances, receando que o seu vil, ambicioso e perigoso primo Geordie a force a casar, para deitar a mão à sua fortuna recentemente  herdada após o falecimento do avó Duncan Cameron.

Pela calada da noite Roslynn, acompanhada da sua fiel criada Nettie, parte para Inglaterra com o propósito de encontrar rapidamente um marido conveniente , que lhe permita conservar a fortuna e dar largas ao seu estilo de vida independente e determinado, livrando-a do perigo que constitui o seu perverso primo.

Embora o avô lhe haja transmitido que um libertino pode ser um excelente marido, caso se apaixone pela mulher que venha a ser sua esposa, a jovem, muito por influência da amiga Frances [que sofreu uma forte desilusão amorosa com um libertino, que  a conduziu ao seu casamento sem amor] impõe a si mesma não considerar nenhum libertino como candidato a marido.

Mas o destino prega partidas, e Anthony encanta-se com a intrépida Escocesa e descobre em si um instinto protector que desconhecia, além de um intenso desejo pela jovem que se torna difícil refrear, e que o farão questionar a continuidade da sua postura libertina e independente, pela qual é conhecido entre a sociedade Londrina.

O perigo de rapto e casamento forçado com o primo Geordie é , afinal, bem real e a ameaça paira sobre Roslynn e sobre todos aqueles que lhe são mais próximos, podendo mesmo colocar vidas em risco, quando a ambição é mais forte de que os valores de família.

Anthony recebe em sua casa, como hóspedes, o seu irmão James [um sensual pirata e também aristocrata] e o filho deste, o jovem Jeremy, que assistem espantados e deliciados às mudanças na atitude do famoso libertino.

Um relacionamento turbulento, apaixonado e que se converte numa luta de titãs, irá surgir entre Anthony e Roslynn, levando ambos ao limite da teimosia, travando uma dura batalha pela aceitação mútua e pela construção de uma relação de confiança, somando-se à intensidade das emoções e das sensações de que desfrutam quando se envolvem fisicamente.

Um dos aspectos mais interessantes deste romance, e inerente também à série, é o facto de ser evidente a união e o apoio que se verifica entre os Malory, uma família constituída por pessoas com personalidades e perspectivas de vida tão díspares, unida sob o signo do amor.

Roslynn é uma protagonista dona de uma personalidade marcante, é determinada, tem mau génio que se atribui ao sangue Escocês, e quando fica nervosa usa o sotaque das Terras Altas da Escócia que logo a denuncia junto de quem bem a conhece. É também algo ingénua e por vezes indecisa e algo insegura, o que lhe trará algumas contrariedades na relação com Anthony.

Paixão, intensidade de sentimentos, perigo, ambição e amor fraternal, à mistura com toques de sensualidade, dão o tom certo à paleta de emoções que é este romance que nos transporta à Regência Inglesa com todos os deliciosos detalhes de aceitação e crítica social. Uma excelente leitura de Verão que recomendamos!





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Renda & Saltos Altos] " Retrato do meu Coração", de Patricia Cabot [Quinta Essência]


Ficha Técnica do Livro:


Título: Retrato do meu Coração


Autora: Patrícia Cabot


Edição: Agosto de 2016


Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 400


Classificação Atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Género: Romance Histórico Sensual/Época Vitoriana


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Retrato do meu Coração, de Patricia Cabot é um delicioso romance feminino com cenário na Época Vitoriana, cuja acção decorre entre 1871 e 1876, no Yorkshire e em Londres, e que chega ao público Português com chancela Quinta Essência O livro integra uma duologia, tendo o primeiro livro da série sido publicado sob o título Rosa Selvagem, pela Chancela Livros D´Hoje do Grupo Leya. Todavia, este segundo romance pode ser lido individualmente, na medida em que a continuidade das obras é meramente geracional, se assim quisermos apelidar a circunstância de o protagonista masculino deste romance ser sobrinho do Casal que protagoniza o primeiro título.

O romance encontra-se dividido em duas partes, as quais se mostram separadas por um hiato temporal de cinco anos, na acção. Na primeira parte ficamos a conhecer os dois protagonistas, que foram amigos de infância, mas que se reencontram após alguns anos descobrindo que se encontram já num diverso patamar em termos de maturidade psicológica e sexual, pois é inegável que, além da cumplicidade das brincadeiras de criança que partilharam, há entre ambos uma evidente atracção física e sexual.

Jeremy, 17º Duque de Rawlings, é um homem atraente, sedutor, mas um perfeito e incorrigível libertino, sem propensão para estudar e para assumir na sua plenitude as funções inerentes ao ducado que herdou do pai, e cujo exercício na Câmara dos Lordes se encontra delegado no seu tio Lorde Edwards. Sucessivamente expulso dos melhores colégios privados cuja frequência seria desejável pela sua fortuna e elevada posição social, recebe do tio um sério ultimato, no sentido de encontrar um rumo certo e responsável na vida, deixando de seduzir jovens mulheres sem assumir compromisso.

Alertado pelo tio para a necessidade de assumir uma vida responsável e adulta, Jeremy pede em casamento Margaret Herbert, filha do seu administrador, sua amiga de infância, mas receosa de não estar à altura de ser uma Duquesa, e no momento em que surge a hipótese de abraçar a sonhada carreira de pintora (projecto em que conta apenas com a aprovação da mãe Lady Herbert), Maggie recusa o pedido e, desiludido mas determinado, Jeremy parte para uma carreira militar na Ìndia, ao serviço de sua Majestade, uma tarefa que, por norma, então era destinada aos filhos de nobres que não tivessem título a receber para si mesmos.

Apesar de terem estado separados, ao saber que Maggie, entretanto tornada já uma talentosa retratista e pintora com formação em Paris, se encontra comprometida com um jovem galerista Francês - Augustin Veygeux - ainda que acometido de Malária, Jeremy regressa de surpresa ao Reino Unido, acalentando a esperança de reconquistar Margaret, mas o caminho não se revela fácil.

Margaret continua secretamente apaixonada pelo Duque de Rawlings, mas perante um silêncio total durante cinco longos anos onde apenas soube das suas façanhas militares através de esparsas cartas à tia - Lady Edawards - ou pelas notícias publicadas no The Times, rendeu-se às evidências de o destino de ambos ser percorrido por caminhos díspares.

Um sem número de peripécias, muita acção, perigo e a teimosia de ambos os protagonistas arrastam as leitoras para um interessante romance de época, onde se destaca a rigidez da sociedade Vitoriana, onde as mulheres eram vistas como prováveis mães de família, sem direito a terem uma carreira própria (que era encarada como escandalosa e reprovada familiar e socialmente). Também interessante é o papel de relevo da imprensa da época, em especial, o prestigiado The Times que impunha um verdadeiro dogma informativo, mesmo quando a realidade era bastante diversa dos relatos que chegavam ao jornal - o Duque de Rawlings vê-se confrontado com uma imprecisão narrativa e jornalística que  o coloca erradamente como noivo da Estrela do Jaipur, alegadamente uma princesa Indiana que lhe fora "oferecida" como recompensa pelo Marajá (tio da Princesa) pelos honrosos préstimos militares do jovem.

Já Margaret é uma personagem também muito bem construída, sendo uma jovem voluntariosa, determinada, uma artista na sua verdadeira essência, que se vê discriminada e abandonada pela família, após o falecimento da mãe que era a sua mentora e apoiante, apenas pelo facto de trabalhar como pintora e fazer disso uma profissão remunerada, almejando alcançar a sua independência financeira através deste metier. Apesar de apaixonada, Maggie nunca se revela submissa perante o Duque, contestando, reclamando e sendo até agressiva quando não concorda com as circunstâncias que os rodeiam e com o modo como este aborda as questões da convivência entre ambos.

Margaret e Jeremy deixam-se enredar nas malhas da forte atracção que os une, acabando por ceder ao turbilhão de desejo que os atinge, sendo bastante intensas as cenas de natureza sexual que a autora descreve entre ambos, às quais não são alheias as emoções à flor da pele, e o conflito interno que os jovens vivenciam, quando tudo parece perdido quanto à possibilidade de um futuro em comum há muito sonhado.

Por sua vez, o perigo que ronda o Duque, que começa a ser alvo de tentativas de homicídio, ainda mais contribui para enriquecer a trama.

Carinho, paixão, orgulho, determinação, luta por ideais, redenção, perigo, exotismo e sensualidade resultam em linhas que lemos com muita atenção e indiscutível prazer, numa viagem a outras eras que é sempre fascinante.

Leia no blog as críticas a outras obras da autora, basta seguir os links abaixo:





segunda-feira, 22 de agosto de 2016

[Secção Criminal] "Maestra", de L. S. Hilton [Editorial Presença]


Ficha Técnica:


Título: Maestra


Autora: L. S. Hilton


Edição: 9 de Junho de 2016


Editora: Editorial Presença


Nº de Páginas: 304


Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 Estrelas


Género: Thriller Contemporâneo




Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Maestra, de L. S. Hilton é um thriller contemporâneo que, assumidamente, comporta uma forte componente erótica.

Trata-se de uma obra com características bastante diferenciadoras, considerando o que, ultimamente, vem sendo publicado no panorama da literatura deste género literário, quer internacionalmente, quer em Portugal.

A acção começa em Londres, onde Judith Rashleigh, a ousada protagonista desta narrativa, trabalha enquanto funcionária de base de uma prestigiada leiloeira - British Pictures. Conhecedora do mundo das artes, devido à formação académica [Mestrado nesta área], culta e com gostos sofisticados por apetência pessoal e por diversas leituras autodidactas, embora seja tenha origem social bastante humilde, sendo filha de uma mãe alcoólica, Judith sonha ascender profissional e socialmente no competitivo e elitista mundo das Galerias e coleccionadores de arte de diversos períodos históricos.

Por mero acaso, reencontra uma colega de escola - Leanne - que a desafia a colaborar com um bar de acompanhantes, onde poderá aumentar os seus parcos rendimentos, e a partir daqui tudo se precipita na vida de Judith, muito por culpa do acaso ou do destino, consoante queiramos designar os circunstancialismos de vida.

Envolvida inadvertidamente em circunstâncias menos felizes, nomeadamente, correndo o risco de ser acusada (ainda que  em boa verdade, sem que seja sua culpa directa) da prática de um homicídio, despedida do emprego na Leiloeira devido a ter-se imiscuído em esquemas menos transparentes nos quais o chefe - Rupert - era mentor e não vítima.

 Judith acaba por embarcar numa existência quase ilusória [ilusão esta que pode acabar a todo o momento] que a leva pelos locais onde habitualmente se divertem as classes altas da Europa - Riviera Francesa, Santa Margherita [Itália], Roma, Lago Como [Itália], Genebra, Paris e Veneza, onde somos brindados com uma alguma ironia e sátira social à vida fútil e de mero exibicionismo de certo Jet Set Europeu, onde o prestígio  dos homens se mede pelo tamanho dos seus Iates.

Gradualmente, vamos acompanhando bem de perto o percurso pessoal de Judith a qual se move num universo de sofisticação, risco permanente, alta tensão e iminente perigo de ser desmascarada, ingressando num crescendo de violência e crime que encara como modo natural de remover obstáculos da sua vida.

Encontramos uma anti-heroína perversa, sofisticada, culta, inteligente, amoral e totalmente desprovida de empatia e emoções (esta última constatação leva-nos a querer desvendar todos os cambiantes desconhecidos do seu passado, mas conseguimos cruzar-nos com a existência de uma mãe alcoólica e certamente ausente, com bullying escolar e com a ausência de referências a qualquer figura paterna, o que naturalmente poderá ajudar ao desenvolvimento de uma personalidade anti-social, à ausência de emoções, e à frieza canalizada para a prática de actos violentos que são encarados como perfeitamente naturais).

O erotismo que pontua toda a obra surge também enquanto factor muito entranhado na personalidade da protagonista, sendo o sexo e o desejo formas de exercício de poder e que dão a Judith a ilusão de superioridade, numa identidade pessoal que, em termos psicológicos, encontrou sérios obstáculos ao seu desenvolvimento.

Trata-se de uma obra forte, intensa, com tanto de cruel e gráfica na descrição dos crimes, quanto de viciante no seu todo.

Com diversas referências culturais, nomeadamente, no mundo da arte, cenários de sonho, alta tensão. perigo permanente, um ritmo narrativo trepidante e um inesperado final que acaba por ter o seu "quê" de cliffhanger deixando os leitores a ansiar pela continuação da história estamos perante um romance que adoramos ou detestamos (sem lugar a meio-termo) mas ao qual certamente ninguém pode ficar indiferente.

Aguardamos também, com expectativa, a adaptação da obra ao cinema que já de encontra a cargo de Cressida Wilson, a argumentista responsável pela adaptação do Thriller psicológico "A Rapariga no Comboio" .

Pessoalmente, adorámos e lemos de uma assentada, mais um título na galeria dos preferidos deste ano.



domingo, 21 de agosto de 2016

[Blog Blast & Giveaway] "A Taste of Seduction", by Bronwen Evans [Book Obsessed Chicks -Media Partnership]


A TASTE OF SEDUCTION ( The DISGRACED LORDS SERIES BOOK 5) by BROWEN EVANS

Release Date :  Tuesday, August 16, 2016

Historical Romance from LOVESWEPT

[ BOOK BLURB]:

The flames of desire fuel a torrid reunion as bestselling author Bronwen Evans returns with another captivating novel of the Disgraced Lords. See why Jen McLaughlin raves, “Bronwen’s historical romances always make the top of my reading list!”

Lady Evangeline Stuart chose to wed a tyrant with a title, or so society believes. That was five years ago—five long years she could have spent with her first and only love: Lord Hadley Fullerton, the second son of the Duke of Claymore. Now Evangeline is a widow, and her soul cries out for Hadley. But when they see each other at last, everything has changed. The passion in his eyes has been corrupted by betrayal. Somehow Evangeline must regain Hadley’s trust—without revealing the secret that would spoil the seduction.

Hadley is determined not to be distracted by Evangeline. He and the other Libertine Scholars are in pursuit of an enemy who has been striking at them from the shadows, and Evangeline’s mere presence could be dangerous. But with one smile, one touch, one taste of Evangeline’s lips, Hadley’s resolve is overpowered by much more pleasant memories. As the two enter into a discreet affair, Hadley vows to give her his body, never his heart. That she will have to earn.

Praise for the novels of Bronwen Evans

“Bronwen’s historical romances always make the top of my reading list!”—New York Times and USA Today bestselling author Jen McLaughlin

“This tale is poignant, heartwarming and readers may be reaching for the Kleenex once or twice before the breathtaking ending.”—RT Book Reviews (4 1/2 stars), on A Kiss of Lies

“A page-turning, sensual adventure.”—New York Times bestselling author Elizabeth Boyle, on A Promise of More

“Bronwen Evans spins a sexy romp in A Touch of Passion, as a lord who doesn’t dare love is locked in passionate battle with a woman who will accept nothing less. And may the best woman win!”—New York Times bestselling author Mary Jo Putney

“With complexity, depth, and hot, hot passion, Whisper of Desire kept my emotions on a roller coaster—and I didn’t want to get off.”—Lavinia Kent, author of Angel in Scarlet


[WHERE TO BUY]:

AMAZON / KOBO / NOOK


RAFFLECOPTER: ONE GRAND PRIZE INTERNATIONAL OK!




[ABOUT THE AUTHOR]: 



Author Bronwen Evans USA Today Bestselling author, Bronwen Evans (Bron), loves story-telling – gobbling up movies, reading books and attending the theater. Her head is always filled with characters and stories, particularly lovers in angst. Is it any wonder she’s a proud romance writer.

Bronwen attended Victoria University, Wellington, New Zealand earning a bachelor’s degree in Commerce and Administration, majoring in Marketing and Accounting. She was all set on building herself a business career (which she did along the way).

But life never turns out exactly as one thinks. After working for a few years in marketing roles within New Zealand financial institutions, she left for a 6 month overseas experience in London, England. She loved England. She spent several years living in London, using it as a base to be able to work and travel from. She visited all four corners of the world. Her most interesting trips were a camel safari in the Sahara, a trip through Russia, a safari through Africa with her mother, and three months in the Mediterranean.
It was while living and working in London she discovered the offices of Mills & Boon and the germ of an idea to embark on a romance writing career was born.

Almost eight years later, on her return to New Zealand, encouraged by a close friend battling a life-threatening illness, Bronwen finally started down the path to publication by joining RWA, The Beau Monde, RWAustralia and RWNZ.

Bronwen’s first manuscript, INVITATION TO RUIN, was completed late 2009, and was sold to Kensington Publishing early 2010, in a two book deal. Her debut novel, INVITATION TO RUIN, received a 4.5 star rating from RT Book Reviews and was nominated in the RT Reviewer’s Choice Awards – Best First Historical. Invitation to Ruin was also won the RomCon Readers Crown Best Historical 2012.

Bron’s since gone on to win the RomCon Readers Crown three times. Her first book in her Disgraced Lords series hit the USA Today bestsellers list and she has hit it several times since.

She lives in New Zealand in sunny Hawkes Bay with her two Cavoodles named Brandy and Duke.


[CURIOUS? YOU CAN READ AN EXCERPT OF THE BOOK BELLOW]:




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

[Secção Criminal] "O Diário Secreto de Laura Palmer", de Jennifer Lynch [Suma de Letras]

Ficha Técnica do Livro:


Título: O Diário Secreto de Laura Palmer


Autora: Jennifer Lynch


Edição: Julho de 2016


Editora: Suma de Letras [Grupo Penguin Random House]


Nº de Páginas: 264


Classificação Atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas


Género: Thriller
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Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


O Diário Secreto de Laura Palmer, de Jennifer Lynch surge agora em Portugal numa nova edição com  prefácio dos Co-criadores da famosa série televisiva de culto Twin Peaks, Mark Frost e David Lynch, com chancela Suma de Letras e com o selo dedicado pela editora a obras primas da literatura policial, de mistério e do género thriller.

Os fãs de Twin Peaks vão, certamente, adorar esta nova edição, e os que ainda não conhecem a série têm aqui a oportunidade de ouro para entrar neste mundo misterioso e surreal, surgindo o livro como uma perfeita extensão da narrativa, e revelando aos leitores os mais íntimos e sórdidos segredos de Laura Palmer, uma jovem  adolescente residente numa pequena cidade nos Estados Unidos da América que viria a intrigar o FBI ao aparecer morta com apenas 16 anos.

Este livro, escrito na primeira pessoa, como se de um verdadeiro auto-relato se tratasse revela-nos a outra face de uma rapariga que quase todos julgam inocente, mas que revela, desde os seus 12 anos um precoce desenvolvimento sexual, sendo impulsiva, e desafiando as regras sempre que tal lhe é possível.

Laura está longe de ser a menina inocente que muitos julgam, mas a sua morte levanta o véu sobre o seu verdadeiro eu, e o mesmo sucede com este diário. 

Nestas páginas percorremos parte do crescimento de Laura, e vemos que a jovem foi vítima de abuso sexual. Há uma personagem referida no Diário como abusador - BOB - que nos deixa a dúvida se se trata de uma referência à pessoa física que verdadeiramente cometeu os abusos, ou se é uma criação da fantasia e mesmo do subconsciente de Laura.

Numa prosa intensa, bastante gráfica e violenta e com os traços surrealistas que encontramos no trabalho do pai enquanto realizador, Jennifer Lynch dá-nos uma caracterização muito cruel mas, também muito realista de Laura Palmer, podendo mesmo considerar-se que a protagonista da trama apresenta traços de personalidade borderline, na medida em que incorre por sistema em comportamentos de alto risco (promiscuidade sexual, consumo de drogas, pornografia e prostituição) como tentativa de afirmação de uma identidade que não sabe como construir.

Se é certo que muitos comportamentos de Laura podem chocar o leitor, também é real a compaixão que a personagem suscita, na medida em que encontramos uma adolescente em profundo sofrimento psicológico, que não é feliz, e que se sentiu perdida e muito só, mesmo vivendo com os pais e contando com o apoio da melhor amiga (Donna).

Nem sempre é fácil seguir o ritmo da escrita da autora, sendo também , por vezes, difícil distinguir o que é real daquilo que é imaginado ou fantasiado por Laura Palmer. Mas essas dúvidas e mesmo as falhas de lógica  no discurso intimista do diário acabam por ser uma forma interessante, encontrada pela esscritora, de nos apresentar uma personagem  muito perturbada mentalmente como se nos revela Laura Palmer. Um livro que nos faz querer revisitar uma série de culto ou descobrir o seu universo em primeira mão, sendo já um clássico.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

[Crítica Contemporânea] "Pessoas Como Nós", de Stephanie Clifford [Asa]

Ficha Técnica:


Título: Pessoas como nós


Autora: Stephanie Clifford


Editora: Asa [Grupo LeYa]


Edição: Julho 2016


Páginas: 432


Género: Contemporâneo


Classificação atribuída no GoodReads: 4/5 estrelas



Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o blog Os Livros Nossos:


Pessoas como Nós, de Stephanie Clifford é o romance de estreia da autora Norte-Americana, repórter do New York Times.

Este romance levanta o véu sobre o mundo agridoce da alta sociedade de Nova Iorque, caracterizando o seu modo de vida muito peculiar, os seus interesses e ocupações. Em paralelo, assistimos à luta verdadeiramente desesperada de uma jovem que  se rende à pretensão de fazer parte deste mundo glamouroso, restrito e muito peculiar.

A anti-heroína deste romance (os leitores entenderão esta qualificação quando lerem o livro) é Evelyn Beegan, 26 anos, estudou num colégio de elite - Sheffield - e ali fez alguns contactos com colegas que, de pleno direito, integram a Elite de Nova Iorque, que chega a ser uma réplica adaptada da aristocracia Britânica, como tão bem destaca a autora. 

Oriunda de uma família da classe média alta, sendo a mãe - Barbara - uma eterna candidata a arrivista social, obsessão esta que sempre sonhou partilhar com a filha. Dale o pai de Evie é um advogado Sulista relativamente bem-sucedido numa firma local, simpático, um pouco sovina, mas presente em termos afectivos.

Ao integrar a equipa de um site que corresponde a uma rede social de elite - Pessoas Como Nós - Evie aproveita a sua rede de contactos do tempo do colégio para aceder a colunáveis que possam tornar-se utilizadores do site. Assim, com a ajuda de Preston (um amigo dos tempos do colégio) começa a pouco e pouco a frequentar eventos sociais de elite, como convidada que,em muitos casos, não chega a ser totalmente aceite mas apenas tolerada.

Ao travar conhecimento com Camilla Rutherford, a menina bonita e it girl das colunas sociais de Nova Iorque, Evie vai cair no erro de se deixar deslumbrar por um mundo ao qual julga necessário ascender, mas que não é o seu. Evie será uma das amigas de Camilla, mas o preço a pagar por tal privilégio será elevado, pois perde a noção da realidade e começa a deixar-se envolver numa espiral de fabulações sobre as suas origens, a história da sua família e o seu percurso pessoal que podem deitar a perder a sua credibilidade.

Neste percurso alucinante, de festa em festa, poderá até descobrir o amor verdadeiro, mas será que vai conseguir gerir uma relação de forma honesta ?

A ilusão em que vive levará Evie a ser ingrata para com os verdadeiros amigos de longa data - Preston e Charlotte, e a descurar uma crise familiar que requer apoio urgente, pois o pai vê-se envolvido num escândalo que poderá arruinar a sua carreira.

É certo que, em alguns momentos, Evie sente estar a pisar terreno perigoso, a afundar-se num pântano de mentiras que considera inocentes, mas poderá ser tarde demais quando se der conta de que a verdade pode vir à tona de forma extremamente cruel e destrutiva.

Um romance que oscila entre humor e drama, e que nos faz pensar na busca pela nossa identidade nem sempre facilitada, desde logo, por alguns modelos parentais, e na vacuidade e crueldade que se escondem por trás de existências que parecem retiradas de contos de fadas. Até onde fixamos limites para ascender socialmente? Valerá a pena o investimento em toda a linha ?

O livro lê-se rapidamente, é muito menos superficial do que, à partida seríamos levados a pensar, será levado ao cinema, ficamos, pois, a aguardar com expectativa a versão cinematográfica. 

Uma leitura que proporciona entretenimento e também alguma reflexão, desengane-se quem pense estar perante uma obra vulgarmente apelidada de light ! Gostámos, recomendamos e ficamos atentos a esta autora dotada de um estilo de escrita muito lúcido e realista.








segunda-feira, 18 de julho de 2016

[Renda & Saltos Altos] " Um Anjo Caído", de Sarah MacLean [Topseller]


Ficha Técnica:


TítuloUm Anjo Caído


Autora: Sarah MacLean


Colecção/Série: Sarah MacLean


Edição: Julho de 2016


Editora: Topseller


Nº de Páginas: 384


Género: Romance Histórico/Sensual


Classificação Atribuída no GoodReads: 5/5 estrelas


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


Um Anjo Caído, de Sarah MacLean é o romance que põe fim à série "The Rules of Scoundrels", que poderemos traduzir por "os quatro canalhas".

A acção decorre na Londres do Século XIX, entre 1823 e 1843, girando à volta do clube "O Anjo Caído", um verdadeiro antro de vício e pecado onde muitos membros da aristocracia Londrina dão expressão aos seus impulsos menos nobres, apostando, muitas vezes, o seu estatuto social, a vida e a fortuna das suas famílias que ficam submetidas ao duro jugo de jogos de fortuna e azar e à pressão dos impiedosos proprietários do clube - Bourne,  Cross, Temple  e Chase, também eles aristocratas um dia caídos em desgraça perante a rígida sociedade da época.

Os protagonistas são Lady Georgiana Pearson, a irmã de um Duque que ousou perder o que de mais valioso tinha perante a sua classe social - a sua boa reputação - ao ter sido mãe solteira ainda muito jovem, tendo sido afastada dos salões e do direito a construir uma vida considerada decente e aceitável.

Georgiana esconde um poderoso segredo, é ela o misterioso e temido Chase, o mais duro dos quatro sócios do Clube "O Anjo Caído", sendo sabedora de tudo o que de muito sórdido se esconde sob as aparências da exigente vida social da alta sociedade Londrina, e gerindo tal informação com mão de ferro.

Mas a possibilidade de a filha - Caroline - poder vir a ter uma vida aceitável em sociedade, sendo fruto de uma relação considerada imoral e bastarda, leva Georgiana a debater-se entre os dois mundos, aquele que é o seu - o submundo do jogo, da chantagem e da traição - e aquele onde nasceu, a sociedade formada pelas melhores famílias aristocráticas de Londres. 

Determinada, inteligente e orgulhosa, Georgiana considera estar à altura do desafio de conseguir manter o equilíbrio entre as duas vertentes opostas da sua vida, mas um atraente e perspicaz jornalista - Duncan West - vai ficar particularmente atento aos movimentos e aos encantos da dama, e pode colocar em perigo o sucesso dos planos da jovem.

Num verdadeiro jogo do gato e do rato, com peripécias dotadas de tensão, intriga, planos de vingança, forte crítica social e aparentes becos sem saída, algo bastante mais profundo do que uma mera atracção física vai surgindo naturalmente entre Georgiana e West, sendo curioso notar que ambos vão também alternando entre si os papeis de vítima e predador, numa deliciosa espiral de encontros e desencontros que agarram o leitor à história.

Emoção, razão, romantismo , sensualidade e um enredo muito apelativo pelo ritmo rápido e pelos constantes avanços e recuos na narrativa, proporcionam o final ideal para esta série em geral e para este livro em particular, com personagens que são inesquecíveis e pelas quais facilmente nos apaixonamos.

Verdadeiramente imperdível para os amantes do romance histórico sensual!