quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

[Opinião] "Predestinado - A Ordem das Trevas 1", de Philippa Gregory [Civilização]



Autora: Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 312
Editor: Livraria Civilização Editora
Coleção: A Ordem das Trevas


Sinopse:

Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa.
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde.
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.



Opinião por Vera Carregueira:

Esta e outras opiniões em Crónicas de uma Leitora

Quando comecei a ler este livro ia com as expectativas muito altas, Philippa Gregory é uma referência em romances históricos e apesar de não ter lido nada dela antes já me tinha sido recomendada várias vezes. As expectativas que tinha criado não saíram defraudadas. Recriando na perfeição a época medieval somos arrastados para uma fascinante aula de história. Recordei mais que uma vez o que estudei, chocando-me com as verdades nele contido. O facto de nessa altura haver um caminho tão grande a percorrer para o conhecimento (ainda somos tão ignorante hoje) fazia das pessoas verdadeiras fanáticas religiosas. As personagens e acontecimentos são ligeiramente previsíveis mas ainda assim fascinantes. Tanto Luca como Isolde são pessoas bastante cultas para a época e conseguem ter o discernimento que querer averiguar todas as situações antes de falar em bruxaria, demónios ou fogueiras.


O primeiro livro de uma saga que conta as peripécias de um casal que ainda não o é. Aliás nesta obra temos apenas uma vaga referência ao interesse deles um no outro. Claramente virado para um público jovem julgo que poderá ser lido a partir dos 13 anos até qualquer idade que o deseje pois a historia vale bastante a pena. Muito ficou por dizer, muito ficou em aberto e espero que o segundo livro seja editado rapidamente.


A escrita cativante e envolvente de Philippa Gregory leva-nos a querer ler só mais uma página e confesso que a minha personagem preferida é Freize o criado de Luca pela sua coragem, frontalidade e modos despachados que o levam a resolver as situações à sua maneira sem meias medidas.


Recomendo sem dúvida a sua leitura.

domingo, 13 de janeiro de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Rendida", de Sylvia Day [Cinco sentidos/Porto Editora]


Autora: Sylvia Day

Título: Rendida [Crossfire #1]

Edição: 2012

Editora: 5 Sentidos [Porto Editora]

Sinopse:

Gideon Cross apareceu na minha vida como uma luz na escuridão.
Um homem lindo, fascinante, um pouco louco e muito sedutor.
A atração que sentia por ele era diferente de tudo o que tinha experimentado na minha vida até então.
 Eu desejava-o como a uma droga que me enfraquecia dia após dia.
Gideon encontrou-me fragilizada e carente e entrou facilmente na minha vida.
Descobri que também ele tinha os seus próprios demónios. Tornámo-nos o espelho um do outro; éramos o reflexo das nossas mais profundas cicatrizes e… desejos.
Este amor transformou-me, mesmo que ainda hoje continue a rezar para que os pesadelos do passado não voltem para nos atormentar.

Crítica por : Isabel Alexandra Almeida / Blog Os Livros Nossos:
      
 "Rendida", de Sylvia Day, corresponde ao primeiro volume da Trilogia Crossfire, cuja edição Portuguesa se encontra a cargo da Porto Editora, através da sua chancela "5 sentidos" , dedicada aos romances sensuais.

   As personagens centrais desta narrativa fluída, envolvente e bastante ousada, contendo descrições de cariz sexual bastante explícitas, são: a jovem Eva Tramell, que inicia a sua carreira enquanto Assistente numa importante Agência Publicitária em Nova Iorque, e o milionário Gideon Cross, misterioso, sensual e poderoso q.b. um autêntico Deus Sexual que tudo fará para conquistar Eva.


   Como personagens secundárias, ficamos a conhecer também Mónica, a perturbada e obsessiva mãe de Eva, casada com o poderoso Richard Stanton, que tudo faz para satisfazer as exigências e caprichos da sua temperamental esposa. Na narrativa tomamos também contacto com Cary [o melhor amigo de Eva] e com o chefe desta Mark Garrity [um simpático e competente Criativo Publicitário].


   O espaço social acaba por envolver o leitor numa atmosfera de glamour da alta sociedade de Nova Iorque, e da vida agitada mas também luxuosa dos Executivos de topo desta cidade que nunca dorme, numa tónica que faz lembrar a atmosfera de "O sexo e a cidade", de Candace Bushnell. A autora perde algum tempo a descrever os detalhes completos deste cenário físico e social, como as configurações arquitectónicas dos edifícios [em especial do complexo Crossfire], a decoração, e a atitude, aparência e vestuário das personagens, não sendo negligenciado o seu mundo interno, decorrente também das suas atitudes e tomadas de decisão, que vão dando rumo à história. 


   Tudo isto Sylvia Day consegue através de uma escrita acessível, dinâmica, mas correcta sob o ponto de vista sintáctico e que transmite ao leitor uma perfeita imagem mental do que vai sucedendo, como se de um espectador de cinema ou televisão este se tratasse.

   Eva afirma-se como uma jovem do século XXI, ambiciosa profissionalmente, honesta, trabalhadora, e não propriamente inexperiente em termos sexuais, bem sabendo o que deseja para alcançar plena realização neste campo. 


   Gideon Cross, um homem habituado a exercícios de poder, a conquistas fáceis, encontra em Eva uma adversária à altura, e  ambos terão de pôr em confronto as suas fortes personalidades. O grande desafio colocado aos leitores é alimentar a curiosidade destes quanto ao futuro do relacionamento de Eva e Gideon, manter-se-á uma mera atracção física concretizada pela via sexual? ou tenderá a evoluir para um envolvimento emocional? Saberão ambos adaptar-se a uma relação estável ou irão apenas manter uma mera relação diriamos que "coisificada"?

   Comparado com a trilogia de E. L. James - As cinquenta Sombras de Grey - indubitavelmente temos de reconhecer a Sylvia Day, se não a originalidade do tema e o despudor, pelo menos a indubitável qualidade na escrita que E. L. James [ainda ?] não alcançou.


    Um livro quente, ousado, sensual e de fácil e envolvente leitura, "Rendida" não sendo uma obra prima da literatura, é uma escolha bastante agradável para os adeptos do género erótico tão em voga. 


   Vale a pena sentar-se no seu cantinho preferido e descobrir o universo "Crossfire", despindo-se de preconceitos!




sábado, 12 de janeiro de 2013

[Secção Criminal] "A Teia de Aranha", de Agatha Christie [ASA]




A Teia de Aranha



Autor: Agatha Christie

Género: Policial

Título: "A Teia de Aranha"

Editora: Edições ASA

Páginas: 192


Sinopse:

Clarissa, mulher de um diplomata, gosta de sonhar acordada. "Imagina que um dia eu encontrava um cadáver na biblioteca, qual seria a minha reação?", diz num devaneio. 


O que ela não podia prever é que vai ter oportunidade de descobrir precisamente isso quando tropeça num corpo… na sua própria sala! Desesperada, convence os seus amigos a ajudá-la a livrar-se do morto, sabendo que, entre eles, está o assassino. E se um inspetor da polícia chegasse de repente…?

Escrito originalmente por Agatha Christie em 1954 como uma peça de teatro, A Teia de Aranha (Sipder’s Web) foi adaptada para romance por Charles Osborne em 2000.


Critica/Opinião por: Ângela Costa/ Os Livros Nossos

Agatha Christie foi uma grande escritora de romances policiais, uma palavra apenas para descrever os seus livros "intemporais". Foram a minha companhia nas horas de lazer, durante a minha adolescência, foi com eles que desenvolvi a paixão que ainda hoje tenho pela literatura policial.

Os seus mistérios são intensos e bem elaborados, ao longo da sua leitura, somos ludibriados, confundidos e desafiados a desvendar esses mistérios, como se de um jogo se tratasse. Quando leio os seus livros é como se fosse convidada a entrar nesse jogo mental, onde assumo o papel de investigadora. 

Todas as personagens que dão vida à história são criadas com requinte e de forma muito inteligente. 

É para mim ao fim de todos estes anos, um grande prazer e privilégio reler Agatha Christie. "A Teia de  Aranha" é mais um exemplo da sua escrita de excelência. Irei sem dúvida continuar a ler e reler os livros desta grande mestra do policial, agradecendo à Edições ASA, o facto de nos proporcionar a possibilidade de voltarmos a ter acesso aos seus livros. 

Para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de conhecer as suas obras, aqui fica um conselho:  Não tenham medo de arriscar, vão ver que vale  mesmo a pena adquirir a sua colecção.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

[Opinião] " O Sorriso das Mulheres", de Nicolas Barreau [Quinta Essência]


Autor: Nicolas Barreau
Título: " O Sorriso das Mulheres"
Editora: Quinta Essência
Edição: 2012

Sinopse:

   Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain.
Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida.
   Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
   Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais.
   Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance.
   Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

Crítica  por Ana Ferreira - Blog Illusionary Pleasure :




    Na capa do livro tem um selo a dizer “Este livro vai deixá-lo feliz”. Eu acho que a editora podia fazer melhor. “Este livro vai deixá-lo feliz, se não o deixar devolvemos o seu dinheiro.” Mas não se preocupem, a mim deixou-me certamente com um sorriso, ainda que as primeiras páginas sejam uma dor de cabeça. Tudo porque Aurélie é uma personagem muito pouco feminina e chata. É enganada pelo namorado, chora baba e ranho, depois deixa-se enganar e mesmo assim só sabe chorar. Estas atitudes levam a que o leitor não entenda muito bem se Aurélie é infeliz por ser ingénua e se deixar enganar, ou se os constantes enganos a levaram a este tipo de personalidade apagada. Nas primeiras páginas a acção acontece de forma lenta, levando a que o leitor se sinta sugado para a conclusão de uma relação que estava desde o início destinada a terminar. Barreau sabe bem que depois de vermos uma heroína a ser traída e abandonada terá toda a simpatia das leitoras que a querem ver feliz com o amor da sua vida. Nisso Barreau não desilude.

   A figura de André Charabais é o que irá fazer as leitoras sorrir. Desastrado, mete-se em várias embrulhadas, é um editor bastante humano que comete bastantes erros. Ao contrário de Aurélie, os erros de André são provocados por ele (ao passo que os da Aurélie parecem ser sempre outra pessoa) e a sua pseudo-bipolaridade dá um charme à personagem, que é credível.

   Ainda que a história se repita um pouco no início, a meio entramos a todo o gás nela e julgo que o selo aponta mais para o fim. Não sei se este livro fará todas as mulheres felizes (duvido que os homens peguem no livro, devido ao título e ao deixá-la e não deixá-lo), mesmo assim é um livro light que dá para ler tanto numa noite de Inverno junto à lareira ou no Verão na praia.

domingo, 6 de janeiro de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Escravos da Paixão", Kate Pearce [Quinta Essência]

 
Título: "Escravos da Paixão"
 
Autora: Kate Pearce
 
Editora: Quinta Essência [Grupo Leya]
 
1ª  Edição: Setembro de 2012
 
Páginas: 348
 
 
Sinopse:
 
 
Uma proposta ousada... Forçada a casar muito nova, Abigail Beecham está farta do seu casamento sem sexo.
 
Anseia por sucumbir aos prazeres deliciosos do puro desejo carnal sobre o qual apenas leu. Se o marido não é capaz de satisfazer as suas carências, ela está disposta a encontrar um homem que o seja... Um passado diferente... Peter Howard está habituado a pedidos sexuais fora do comum. Os seus dez anos como escravo num bordel turco tornaram-no um especialista nas delícias sensuais. Mas há pouco que realmente o excite... até conhecer Abigail. Agora vive para a provocar e atormentar até ela gritar de prazer. Talvez quando sentir finalmente aquela deliciosa sensação de felicidade por que tanto anseia...
 
 
Crítica por Isabel Alexandra Almeida /Blog Os Livros Nossos:
 
“Escravos da Paixão” é o segundo romance da série [Casa do Prazer], da autora Britânica Kate Pearce, editada em Portugal sob a chancela de qualidade da Quinta Essência.
  Com formação superior em História, Kate Pearce, actualmente  a residir nos Estados Unidos, traz-nos romances que revelam um estilo bem demarcado e reconhecido pelos  seus leitores habituais.
  Personagens envolventes, carismáticas, sem tabus, são verdadeiros anti-heróis que, irónica e paradoxalmente, acabam por conquistar a empatia do leitor.
   Nesta narrativa, assumem o papel de personagens centrais, que virão a dar forma a um atrevido e inusitado triângulo amoroso: Peter Howard (comerciante bem instalado e relacionado socialmente, com um passado obscuro, marcado pelo abandono familiar e pela escravidão sexual forçada num Bordel Turco, na sequência de rapto); Lorde James Beecham e a jovem esposa Lady Abigail Beecham.
   Intercalada com a acção principal, que narra a proposta de Lorde Beecham a Peter, no sentido de que este sirva de Mestre nas artes da Alcova, a James e à sua esposa Abigail (que anseia por dar um herdeiro ao marido), já que o nobre casal não revela qualquer tipo de sintonia entre lençóis; surge a narrativa do desentendimento entre Peter e o seu anterior melhor amigo (e amante) Valentin Sokorvsky, e a sua esposa Sara.
   Peter irá aceder ao pedido de Lorde Beecham, e encontrará no casal uns muito aplicados aprendizes das artes do sexo, nascendo entre as três personagens fortes laços de intimidade, confiança, e até mesmo amor, num ousadíssimo, nada convencional e verdadeiramente escaldante triângulo amoroso, que despertará Lady Abigail para os prazeres da carne, os quais, até aí, lhe eram desconhecidos.
   Este livro contém descrições explícitas e detalhadas de cariz sexual, assume-se como um romance para adultos.
   Contudo, a linguagem cuidada de Kate Pearce, está imbuída de uma natural elegância torna possível ao leitor atenuar o choque inicial que possa ser causado pelo teor da narração, e pela crueza das descrições sexuais.
   Além de uma escrita elaborada, mas acessível, desprovida de quaisquer pudores ou tabus, Kate Pearce tempera a sua narrativa com os maneirismos sociais da Sociedade Britânica do Século XIX, dando a conhecer aos leitores mais uma parcela das vivências daquele período histórico onde se denotam vícios privados escondidos sob a capa de apregoadas públicas virtudes.
   Também o mistério surge no romance, crescendo no leitor a curiosidade em descobrir as origens familiares de Peter, bem como os detalhes que rodearam a sua infância tão cruelmente marcada pelo destino.
   Peter é, a meu ver, a personagem mais marcante e profunda da obra, sendo paradoxalmente um “animal Social” mas também “sexual”, mas que vive momentos de angústia e hesitação ao sentir-se sem raízes, sem família e numa incessante busca pelos afectos que nunca teve a oportunidade de encontrar na altura certa do seu percurso de vida.
   Quanto aos cenários, estes são também variados, vão desde as propriedades campestres da Nobreza, passando para as mansões citadinas, as docas de Londres ou o Luxuoso Bordel de Madame Helene.
    A quem ainda não esteja familiarizado com a escrita da autora, ou eventualmente com a recente tendência do romance sensual de época, não posso deixar de alertar para o facto de este livro ter uma linguagem bastante crua, ao nível sexual, e descrições que podem facilmente chocar os leitores menos preparados para tal circunstância.
   Não é, de todo, uma obra que recomende a quem queira estrear-se neste tipo de leitura, e que não esteja bem certo de que o estilo seja do seu agrado.
 
   Pessoalmente, gostei bastante da escrita da autora e da ousadia do estilo, que considerei verdadeiramente corajoso, coragem e ousadia estas que pude comprovar quando no ano passado entrevistei Kate Pearce aqui para o blog. [Vale a pena ler ou reler a entrevista de Kate Pearce].
   Esta série de Kate Pearce suscita opiniões opostas, de oito ou oitenta, há quem adore e quem abomine, portanto  o lema é “love it, or leave it!” J
   Sensualidade ao rubro, luxúria, intriga, mistério, detalhes históricos e sociais bastante ricos, constituem razões bastantes para que nos atrevamos a conhecer o universo ousado de Kate Pearce.
 
   Um livro a ler despidos...de preconceitos ! :P
 
  
 


sábado, 5 de janeiro de 2013

[Opinião] "666, Park Avenue", de Gabriella Pierce [ASA - 1001 Mundos]

 
Título: "666, Park Avenue"
 
Autora: Gabriella Pierce
 
Editora: ASA /1001 Mundos [Grupo LeYa]
 
Edição: Julho de 2012
 
Páginas: 280
 
 
 
Trailer da Série Norte-Americana, com o mesmo nome do livro, e inspirada na obra.
 
 
 
Sinopse:
 
Jane Boyle é uma jovem e promissora arquiteta que está a viver um verdadeiro conto de fadas, desde que o charmoso, e muito rico, Malcolm Doran a arrebatou e lhe propôs casamento, acompanhando o pedido com um enorme anel de diamantes. Jane não consegue acreditar na sua sorte e resolve deixar o emprego em Paris para recomeçar a vida em Nova Iorque, na companhia de Malcolm. Mas quando Malcolm a apresenta à família, os muito temidos e reverenciados Doran, uma das mais importantes famílias da elite de Manhattan, o conto de fadas de Jane sofre uma abrupta e negra mudança de rumo. Em breve, tudo o que ela pensava saber sobre o mundo e ela própria é posto em causa. Agora Jane tem de tentar compreender as suas novas capacidades mágicas, ao mesmo tempo que luta contra a ameaça daqueles que tudo farão para lhas retirarem.
 
 
Crítica por Isabel Alexandra Almeida/Blog Os Livros Nossos:
 
 A minha primeira leitura do ano chegou até à minha estante como uma prenda de Natal inesperada e de última hora.
 
   "666, Park Avenue", de Gabriella Pierce, era um livro que já há algum tempo me vinha suscitando atenção e interesse, e boas expectativas, primeiro porque só o título me leva até à mítica Nova Iorque, uma das minhas viagens de sonho ainda não realizadas, depois porque a sinopse refere a outros ingredientes também bastante do meu agrado - Paris, França, Amor, Glamour e  tudo isto temperado com bruxas e magia negra no seio da alta sociedade Nova Iorquina.
 
   A protagonista, Jane Boyle é uma jovem e bela arquitecta em início de carreira, criada de forma deveras misteriosa e sufocante pela avó Celine Boyle. A viver e trabalhar em Paris, vive um verdadeiro conto de fadas dos tempos modernos, num meio social bastante elevado, ao conhecer e ficar noiva do sexy, encantador e enigmático Milionário Malcolm Doran, o rico herdeiro de uma das mais prestigiadas famílias da high society de Manhattan.
 
   Intuitiva, sensível, divertida e com uma enorme curiosidade por melhor entender alguns detalhes estranhos da sua pessoa [tende a causar avarias em aparelhos e problemas elétricos, quando fica nervosa], sem conseguir entender porque motivos a sua avó sempre a ocultou e a fez levar uma vida super protegida, apenas pelo facto de ser órfã, quase de um dia para o outro, Jane vê-se a residir em Nova Iorque, em casa do Noivo Malcolm Doran, onde também vivem os pais deste - a emproada, fútil e pérfida Lynne e o marido, as primas de Lynne [Cora McCarroll e Belinda Helding] e seus descendentes.
 
   Rodeada de alta costura, festas glamorosas, e os preparativos para o casamento levados muito peito pela intrometida e controladora sogra Lynne Doran, que descobre tratar-se de uma perigosa bruxa com origens ancestrais, Jane vê o seu conto de fadas transformar-se, gradualmente, numa história de terror moderno, onde não faltam vários perigos que a ameaçam a si e até aos seus novos e poucos amigos, que entretanto conheceu na sua nova vida em Nova Iorque - a colega de trabalho Maeve Montague, o atraente irmão desta - Harry Montague, e Dee [assistente de pasteleira, que Jane virá a conhecer a propósito dos preparativos para o seu casamento com Malcolm Doran].
 
   As personagens mostram-se bem construídas e caracterizadas, pertencem maioritariamente à alta sociedade, sendo evidentes as referências à vida luxuosa e algo fútil e de aparências, desta classe social para a qual Jane se vê arrastada.
 
   A linguagem é bastante acessível, fluída, e prende o leitor por completo, a autora soube criar uma aura de mistério que nos leva a querer saber sempre mais e mais sobre a história e os percursos dos personagens, e somos tentados a especular sobre os verdadeiros intuitos de cada um, afinal em quem Jane poderá confiar?
 
  Será Malcolm um noivo apaixonado e devotado? Que segredos tenebrosos se esconderão por detrás das sombrias janelas da Mansão da família Doran no Upper East Side?
 
   Divertido, misterioso, criativo, é um excelente entretenimento de rápida leitura, especialmente para quem procura desanuviar neste início de ano.
 
  Descobri que existe uma série baseada no livro [que terá também mais desenvolvimentos], por isso deixo-vos o trailler da série que também irei tentar localizar e ver.
 
  Espero que a 1001 Mundos não nos faça esperar muito mais para sabermos os próximos capítulos da vida de Jane Boyle.
 
 
 
 
 
 
 


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

[Secção Criminal], "O cavalo amarelo", de Agatha Christie [ASA]


Autor: Agatha Christie

Género: Policial

Título: "O cavalo amarelo"

Editora: Edições Asa

Páginas: 256

Nº de coleção: 73


Sinopse:

Quando um padre idoso é assassinado, o homicida revista o corpo da vítima tão furiosamente que rasga o forro da batina. O que procurava o assassino? E o que teria, horas antes, uma mulher moribunda confessado ao padre? Mark Easterbrook e a sua aliada Ginger Corrigan estão determinados a solucionar estes mistérios. Mas respostas parecem estar na posse de três mulheres que são afamadas praticantes de magia negra...

O Cavalo Amarelo (The Pale Horse) foi originalmente publicado em 1961 na Grã-Bretanha, tendo sido editado nos Estados Unidos no ano seguinte. Foi adaptado para a televisão em 1996 e 2010.


Crítica/Opinião por: Cátia Correia/ Os Livros Nossos

Ler Agatha Christie é sempre um prazer inconfundível com qualquer outro, por isso, só posso dizer que foi com muito gosto que recebi este mimo da Asa, através deste maravilhoso blog.

Agatha para mim, foi o inicio da paixão ao crime, ao mistério, aos enigmas ainda na minha meninice e quase adolescência, e foram muitas as tardes de inverno nas férias escolares, passadas à lareira, entretida com Miss Marple e o maravilhoso Poirot, que saiam dos livros trazidos da biblioteca para darem vida e corda à minha imaginação. Sim, sem dúvida responsabilizo esta grande escritora, pela minha grande paixão  actual por livros policiais.

E ela é sem dúvida uma grande senhora, conhecida por a Rainha do Crime ou a Duquesa da Morte, as suas obras correram mundo e são reconhecidas desde a década de 50, tendo sido já muito depois da sua morte considerada a melhor Escritora de Livros Policiais do séc. XX.

Assim continuam a chegar até nós traduções recentes das suas obras, como é o caso deste livro, embora seja originalmente de 1961.

O que gosto essencialmente, e quero aqui destacar e relembrar, é que esta senhora escrevia estes policiais há 50 anos atrás, e embora fossem outros tempos, outros métodos de investigação e até outros tipos de crimes, é de louvar a perspicácia como as histórias se desenrolam e nos fazem sobretudo pensar, não sendo assim de qualquer forma, aborrecidas ou antiquadas.

Neste livro deparámo-nos com umas estranhas mortes, e demasiadas peças soltas. Primeiro alguém doente que se confessa e morre, depois o padre que ouviu a confissão e é assassinado, e junto a isto, nomes.. nomes numa lista, nomes esses disconexos e aparentemente sem ligação.

É através do divertido e dinâmico escritor Mark Easterbrook, que a história nos é contada, é a ele que as pistas vão parar coincidentemente, enquanto vai levando a sua vida normal. A história envolve bruxas, aldeias rurais, segredos de um inválido rico, um apostador vigarista e uma ruiva inteligente - Ginger, que vai ajudar Mark na sua investigação.

Um livro que se torna divertido, para leitura numa tarde fria, lê-se rapidamente e põe-nos a pensar e a fazer contas de quem será o assassino.

Agatha Christie? Recomendo sempre. Inclusive, até fiquei agora com o bichinho para coleccionar as mais recentes histórias editadas que ainda não li.




 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

[ Novos Livros] Lançamentos de Janeiro 2013 [Quinta Essência]

   Após as festas, aqui estamos de volta ao vosso convívio e com muitas novidades e surpresas, neste novo ano que agora tem início.
 
   Para irmos ao encontro das expectativas dos nossos leitores, iremos contar com uma nova rúbrica aqui no blogue, que fará o resumo das novidades dos nossos parceiros editoriais.
 
   E para brindar ao novo ano, já em Janeiro, poderemos contar com três excelentes novidades editoriais da nossa parceira Quinta Essência.  
 
 
[1]"O Desejo" - Nicole Jordan
 
Sinopse:
 
 
Uma noiva relutante. Uma maldição de família. Uma paixão escaldante que não pode ser domada…
Amante lendário e chefe de espionagem, o sombriamente sensual conde de Wycliff evita o matrimónio até que um encontro próximo com a morte o faz ansiar por um filho que perpetue o seu nome. No momento em que Lucian avista a atraente Brynn Caldwell numa praia da Cornualha, sabe que encontrou a mulher que quer para sua esposa.
Brynn acredita que o fascínio daquele conhecido libertino por ela resulta de uma maldição com séculos que condena as mulheres da sua família a tentarem os homens – apenas para conduzirem aqueles que amam à morte. Obrigada por circunstâncias difíceis a casar com Lucian, Brynn entrega o corpo às suas carícias mas não se atreve a entregar-lhe o coração.
Preso numa batalha de vontades com a sua encantadora mulher, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora. Não tarda a ver-se atraído para uma teia de perigo e traição, na qual o preço de conquistar o coração esquivo da esposa pode ser a sua própria vida.
 
 

 
 
 
[2] "Cinzas da Meia-Noite" - Lara Adrian
 
Sinopse:
 
Uma mulher impelida pelo sangue. Um homem sedento de vingança. Um lugar onde convergem a escuridão e o desejo…
Quando cai a noite, Claire Roth foge de casa, impelida por uma feroz ameaça que parece ter saído do próprio inferno. Então, de entre as chamas e as cinzas, aparece um guerreiro vampiro. Ele é Andreas Reichen, o seu antigo amante, agora um estranho consumido pela vingança. Apanhada no fogo cruzado, Claire não pode escapar da sua fúria selvagem, nem da fome que a arrasta para o seu mundo de eterna escuridão e infinito prazer.
Nada impedirá Andreas de destruir o vampiro responsável pelo massacre dos seus irmãos de Raça… mesmo que isso signifique utilizar a ex-amante como isco na sua missão mortífera. Ligada pelo sangue ao seu perigoso adversário, Claire pode conduzir Andreas até ao inimigo que ele procura, mas é um caminho repleto de perigos… e de profundos e inesperados prazeres. Pois Claire é a única mulher que Andreas não deve desejar, e a única que amou. Inicia-se assim uma perigosa sedução que dilui a linha que separa presa e predador e aviva as chamas de uma ardente paixão que pode consumir tudo no seu caminho.
 
 
[3] "Filha da Magia" - Barbara Bretton
 
Sinopse:
 
Criar um bebé é difícil, mas criar um com poderes mágicos é-o ainda mais....
Em Sugar Maple, Vermont, Chloe Hobbs não podia estar mais feliz com a sua gravidez. No entanto, com a chegada da nova moradora da vila, as coisas vão tornar-se ainda mais mágicas!
Laria é um bebé perfeito e Chloe e Luke são uns pais babados mas, ao descobrirem que Laria sai à mãe nas artes mágicas, torna-se claro que a bebé pode ter mais poder do que aquele com que uma profissional como Chloe consegue lidar
Em Filha da Magia, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor, A Magia do Amor e Sonhos Encantados.
 
_______________________________
 
Desta selecção, iremos, inicialmente, ler e elaborar artigo de review da obra "O Desejo", de Nicole Jordan.
 
Um início de ano cheio de boas leituras para animar mais ainda os nossos tempos livres e as nossas estantes.  Fiquem atentos e votos de um excelente 2013!