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terça-feira, 2 de abril de 2013

[Opinião & Passatempo] A Maria da Lua, de João Cunha Silva [Chiado Editora]


Autor: João Cunha Silva

Ilustradora: Maria João Cunha

Editora: Chiado

Edição: Dezembro de 2012

Páginas: 36

Género: Infantil

Crítica por Isabel Alexandra Almeida / Blog Os Livros Nossos:


Na sua obra "A Maria da Lua", destinada ao público infantil, o autor João Cunha Silva traz-nos uma história simples, mas rica em vocabulário (embora acessível) e que essencialmente evoca valores positivos como: a solidariedade e o amor puro que faz ultrapassar dificuldades, tendo o condão de colocar um sorriso na cara das pessoas que amamos.

As duas personagens desta narrativa são : João, um menino que habita na terra e que é bastante curioso, mas inicialmente muito tímido, e uma menina solitária e triste que habita na lua, e visita a terra de quando em vez.

Certo dia, João reunirá a coragem necessária para falar com a Menina da Lua, e notando que esta está triste, irá desvendar o mistério dessa tristeza,e determinado, ajudará a nova amiga a vencer esse sentimento menos positivo.

Uma história simples, mas bela na sua simplicidade, e muito bem contada.

Nota positiva merecem também as maravilhosas ilustrações de Maria João Cunha.

  É o mote ideal para iniciar as crianças na leitura, e porque não transformá-lo num convite aos mais pequenos para se aventurarem na sua primeira viagem literária.


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[Passatempo Especial /Dia Internacional do Dia Infantil ]

Com o apoio do autor, que disponibilizou um exemplar da obra para review e passatempo, iremos sortear entre os nossos leitores um exemplar da obra "A Maria da Lua", assim assinalamos o Dia Internacional do Livro Infantil, com um autor Nacional.

Regras do Passatempo:

- O passatempo decorrerá entre o dia 02-04-2013 e as 23 horas e 59 minutos do dia 02.05.2013

- Apenas será válida uma participação por pessoa/email

- Válido em todo o território Nacional

- Será necessário preencher o formulário abaixo

- O vencedor será sorteado com recurso ao site random.org

- O livro será enviado pela Administração do Blog, e desde já, a administração do blog e o autor não se responsabilizam por eventual extravio postal.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

[Opinião] "O Intruso", de Carina Rosa [Chiado Editora]



Título: O Intruso

Autora: Carina Rosa

Edição: Outubro de 2012

páginas: 190

Editora: Chiado Editora

Sinopse:

Sara é uma mulher deprimida e atormentada por um passado trágico. A casa que outrora pensara ser um refúgio contra as lembranças de uma vida que desejava esquecer, é agora um antro de sombras que a perseguem.
O reencontro com Martim, um rosto que lhe é de alguma forma familiar, de um passado longínquo, provoca-lhe uma avalanche de sentimentos que poderão mudar a sua vida para sempre. Mas o passado nunca poderá ser apagado e Sara vê-se obrigada a tomar decisões que podem fazer a derradeira diferença ente a vida e a morte.
Poderá Martim salvá-la de uma realidade que foge ao seu alcance? Ou poderá afundá-la ainda mais naquele poço sem fundo, em que não há saída possível, senão a morte?

Crítica por : Isabel  Alexandra Almeida/Blog Os Livros Nossos:

   Com " O Intruso" a jovem autora Portuguesa Carina Rosa dá a conhecer aos leitores uma obra surpreendente, que arrisco a classificar como um thriller psicológico com uma nota assumidamente sobrenatural.

    A acção decorre no Algarve, mais precisamente em Olhão, onde a protagonista - Sara - uma jovem formada em Marketing e Publicidade reside e trabalha.
   Sara vive angustiada e sente quase permanentemente os pesados fantasmas de um doloroso passado recente, em que uma tragédia a arrastou para uma forte depressão.
   Os seus portos de abrigo são: o seu fiel e protector cão Mike (um simpático Labrador), e a sua amiga e actual confidente Juliana, a qual esteve uns anos ausente em Lisboa, durante a sua formação superior em Psicologia.
    Sempre presentes estão as recordações de Rodrigo, o seu primeiro namorado, uma perda trágica que ainda afecta Sara de forma bastante profunda e com impacto negativo na sua vivência.
     Outra personagem relevante para o desenrolar da narrativa é Martim, um jovem trabalhador, que ainda não encontrou o amor no âmbito de uma relação estável, e que vê em Sara a provável parceira para um futuro pleno a dois.
     Também Martim, à semelhança de Sara, tem no seu percurso de vida um desgosto familiar que lhe causa profunda angústia e que ainda muito o marca.
      Irão Sara e Martim conseguir ultrapassar os traumas e viver uma nova vida? Seguirão caminhos juntos ou separados?
      Rodrigo, o primeiro amor de Sara, já desaparecido, permanece bastante presente ao longo de toda a narrativa, desempenhando um papel fulcral na mesma.
     A linguagem é bastante acessível, e a autora mostrou mestria ao alimentar continuamente o suspense. Sara é a personagem mais complexa da trama, e a dado momento, acabamos por questionar até que ponto esta terá ficado mentalmente perturbada devido ao seu passado trágico.
     No final, assistimos a interessantes reviravoltas, e revela-se bastante agradável ir lendo a narrativa actual intercalada com planos narrativos em analepse (sendo feito i~um paralelismo perfeito entre passado e presente).
    Dado que a narrativa, pese embora alcance o climax, a verdade é que também há personagens e detalhes que ficam em aberto, deixando ao leitor a oportunidade de dar livre curso à sua imaginação.
     Creio que seria um bom desafio para a autora, quem sabe, no futuro, dar continuidade à história.

     Este livro teve o condão de me manter acordada a ler, pela noite fora. É envolvente, revela maturidade na criação de tensão psicológica e nota-se que a autora está bem familiarizada com a escrita, até porque é Jornalista de Profissão.
       Uma carreira em ascensão e a seguir atentamente. Gostei, recomendo, e fico na expectativa dos próximos trabalhos de Carina Rosa.
      

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Noite da Alma de Sophia CarPerSanti


Noite da Alma

Autor: Sophia CarPerSanti

Edição/reimpressão: 2011

Páginas: 765

Editor: Chiado Editora
Coleção: Sentido Oculto





Excerto:
"Duvido de mim mesma e de todos os meus sentidos. No entanto, a realidade que me rodeia é inegável, e sou incapaz de deixar de o sentir em todos os lugares, a todo o instante." E se... num passo de Magia, fosse possível evocar um ser de outra dimensão capaz de realizar o mais profundo dos nossos desejos? "Se ao menos fosse assim tão fácil... pessoas como eu jamais teriam de passar pela vergonha e pela dor que tivera de passar, naquela manhã", pensou Mari, enquanto folheava o estranho e pesado livro de encantamentos e fórmulas mágicas. E no entanto, um portal aberto é sempre uma passagem, e ninguém pode controlar quem, ou o que poderá passar por essa porta... "E assim o meu mundo, permanentemente imóvel e suspenso no espaço e no tempo, caiu da Roda do Destino e tombou nas águas tempestuosas de mares desconhecidos." Irremediavelmente atraída pela Luz que a protege... e fatalmente fascinada pelas Trevas que a rodeiam, Mari luta desesperadamente por resistir ao turbilhão que a ameaça engolir a qualquer momento. Enredada na dualidade do Destino, vê-se frente a uma batalha pela sobrevivência, ao encontro do desejo mais simples e mais almejado de toda a Humanidade: ser feliz.



Opinião por Vera Carregueira:

Há livros que lemos com pena. Pena porque a história poderia ser perfeita, pena porque tem palavras, frases, parágrafos, páginas a mais, foi o que pensei ao ler Noite da Alma. A história, original e empolgante tem uma narrativa chata e demorada. O que poderia ter dado um prazer imenso mais não foi que um remoer de situações mais que percebidas e assimiladas. A narrativa demora a desenvolver e vemo-nos pensar quando é que aquela cena em particular acabará. Poderia ter sido o livro de fantástico perfeito ainda para mais escrito por uma portuguesa. Personagens impecáveis, surpreendentes e aliciantes. Acontecimentos de tirar a respiração que são largamente intercalados por outros tão aborrecidos que quase nos tira a vontade de ler, mas não totalmente porque a história é tão boa que não conseguimos largá-la.

Outro aspecto que tirou grandemente o prazer da leitura foi a encadernação do livro, sendo demasiado grande, as páginas iam-se abrindo e era preciso grandes cuidados para não se desmanchar todo e saltarem páginas por todos os lados. Não, não destruímos o livro mas infelizmente não o conseguimos deixar incólume à primeira leitura, lá pertinho do fim algumas páginas soltaram-se uns centímetros.

Não posso de ânimo leve aconselhar este livro ao publico em geral mas aos verdadeiros amantes de fantástico que não se importem de algumas partes mais cansativas a história merece uma oportunidade.

Esta e outras opiniões no blogue Crónicas de uma Leitora.

terça-feira, 31 de julho de 2012

[Opinião] Crime no Hotel, de Tiago Moura


Autor:  Tiago Moura
Editora: Editora Chiado
Colecção: Revólver
Páginas: 118
Data de publicação: Novembro de 2011
Género: Ficção
Preço: 12,00 €
ISBN: 978-989-6973-63-6

Análise realizada por: Liliana Novais.

Tiago Moura , com apenas doze anos, estreia-se com este livro publicado pela Editora Chiado. Enquanto muitos adolescentes estariam a jogar computador ou consola, ele estava a escrever.
O livro trata de um crime ocorrido no hotel D. Afonso Henriques e o detetive privado Macmilan é chamado para investigar.
A premissa do livro está interessante, relembra-nos dos velhos livros da Agatha Christie. Só que as semelhanças acabam aí. A tenra idade do autor não lhe permite levar o livro mais além.
Toda a investigação é levada de uma forma que não acontece na realidade, para além de erros como a proteção de dados pessoais num hotel, temos também a intimidação de pessoas por um detetive privado, até que ponto deixaríamos uma pessoa assim entrar no nosso quarto e ameaçar-nos?
O livro torna-se monótono após o detetive começar a ouvir as gravações, sendo o leitor confrontado com a transcrição integral dos capítulos anteriores. Enquanto lia perguntei-me se tal não era apenas um artifício para aumentar o número de páginas.
Com algum trabalho e muita leitura, poderá tornar-se num bom escritor. Terá é de evoluir mais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

[Opinião] "Memórias de um caçador de Vampiros", de Ardo Antas


Autor: Ardo Antas
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 286
Data de publicação: Agosto de 2011
Género: Fantástico
Preço: 14,00 €

Edição: Chiado Editora

Opinião/crítica por: Isabel Alexandra Almeida – Blogue “Os Livros Nossos”

Terminei há pouco a leitura de “Memórias de um caçador de Vampiros”, de Ardo Antas, numa edição Chiado Editora.

Trata-se de uma ficção do género fantástico/sobrenatural, escrita com qualidade, imaginação e indicia também uma aplicada pesquisa sobre o mundo do sobrenatural e dos mitos (urbanos ou não).

A personagem principal desta história, cujo cenário são os Estados Unidos (sendo percorridas várias regiões),é o fascinante Richard Chambers, que se torna um caçador de vampiros, muito motivado pelo facto de os seus pais terem sido assassinados por tal espécie de “criaturas”, para usar a terminologia muito própria e consistente do livro em questão.

Vamos acompanhando o crescimento, formação e o futuro de Chambers como exímio caçador de Vampiros, em diversas aventuras, sempre presente está também  o seu tutor Jimmy Storm, que acaba por se revelar a figura parental de referência do nosso Herói, perante a sua orfandade prematura.

Com descrições vibrantes e diálogos que bem poderiam ser facilmente adaptados a uma versão cinematográfica, o autor vai-nos envolvendo no mundo sobrenatural da personagem,  a qual nos é descrita tanto nos planos físico, como psicológico.

Ao longo da narrativa, vão sendo pontualmente inseridas referências a diversos mitos,sendo também contextualizadas as diferenças entre vários tipos de vampiros (as “criaturas”), que , ficamos a saber, têm origem e grau de perigosidade variáveis.

Como apaixonada pelo universo do fantástico, gostei especialmente de ver a inclusão  de características clássicas do mito dos vampiros (e.g. não suportarem a luz solar, ao ponto de esta os matar ou enfraquecer-lhes especialmente os poderes sobrenaturais, e ainda o facto de continuarem a ser afastados com alho, e poderem ser mortos com estacas de madeira) transpostas para um cenário moderno e urbano ou rural (consoante a cidade onde decorre cada episódio).

Apenas um  reparo, que eventualmente poderia ser corrigido em edições futuras, existem ao longo do livro diversas frases em inglês, as quais não se mostram traduzidas, o que pode prejudicar a leitura para quem não esteja familiarizado com esta língua, consigo entender que há frases no livro que não teriam o mesmo efeito, se apresentadas logo em português, especialmente, quando se trata da Vampira Poetisa – Bloody Mary, um dos meus capítulos preferidos!

A acção é constante, e o livro tem todos os elementos necessários para agradar a amantes deste género fantástico/sobrenatural, lê-lo transporta-nos, efectivamente ao mundo da personagem, que aliás é o narrador, o que me pareceu um excelente “truque” para cativar e envolver ainda mais os leitores.

É especialmente agradável notar que um autor Português conseguiu uma estreia em grande estilo neste género literário, por vezes incompreendido, como o foi há uns anos, o género policial ( sendo olhados, por muitos, como géneros literários de categoria inferior), e num universo de autores onde se encontra muito latente um estilo marcadamente comercial e demasiado colado a autoras como Stephenie Meyer ou Charlaine Harris, que continuam a destacar-se pela originalidade e acabam por servir de inspiração a novos escritores.

Ardo Antas conseguiu criar também um estilo próprio, Richard Chambers é um caçador Justiceiro, que se faz transportar numa Harley Davidson, sua fiel companheira de aventuras (com o nome de Fúria do Asfalto), e a verdade é que, enquanto o vemos partir no horizonte, esperamos ter, em breve, uma sequela das suas aventuras!

Numa palavra final, recomendo a leitura desta obra, em especial aos adeptos do género, e um dos desafios foi, confesso, avaliar a prestação de um autor Português, as expectativas colocadas pela sinopse da Chiado Editora foram cabalmente preenchidas.

Boas leituras.