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segunda-feira, 28 de julho de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Uma Casa no Campo", de Elizabeth Adler [Quinta Essência]



Autora: Elizabeth Adler

Edição: Julho de 2014

Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]

Páginas: 376

Género: Romance Feminino

Saiba mais informações sobre a obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Uma Casa no Campo, de Elizabeth Adler, é um romance ligeiro, que toca o universo marcadamente feminino, mas que não deixa de suscitar a nossa reflexão sobre as vivências familiares mais ou menos ortodoxas, e as mudanças súbitas a que podemos estar repentinamente sujeitos no nosso curso de  vida.
   
   A protagonista deste romance é Caroline Evans, Inglesa, 38 anos, recentemente divorciada de James Evans, um executivo do mercado financeiro que se revelou um marido infiel e pouco disponível para assegurar à ex-mulher e à filha de ambos um estilo de vida compatível com os elevados padrões económicos de que usufuriam enquanto viveram em Singapura.

  Caroline confronta-se com a necessidade de recomeçar a sua vida, em todos os sentidos, social, emocional, financeiro, pois na sequência do divórcio, e num momento em que ainda atravessa uma fase de luto pela relação falhada, vê-se de volta a Inglaterra, sem o apoio directo dos pais, que vivem em França, e tendo a seu cargo a sua filha Issi (Isabel), uma adolescente prestes a completar os 16 anos, cujo registo rebelde e revoltado promete em nada facilitar a vida à mãe.

   Issi atribui à mãe a culpa pelo divórcio dos pais, e pela mudança imprevista da exótica e familiar Singapura para Inglaterra, onde não se sente enraizada. A jovem tem uma imagem bastante idealizada do pai, o qual adora, embora se vá apercebendo de que este não é presente nem cuidador.

   Casualmente, mãe e filha acabam por se instalar numa Aldeia rústica no Sul de Inglaterra - Upper Amberley, onde são acolhidas por uma simpática família de origem Mexicana, constituída pelo casal Maggie e Jesus, e pela filha adolescente Sam. Caroline, com formação em culinária, fica a trabalhar no restaurante dos novos amigos, e rapidamente as duas jovens - Issi e  Sam - se tornam também as melhores amigas.

   Quando tudo parece ir melhorar, James (o ex-marido) desaparece em circunstâncias misterioras, em Singapura, e em breve Caroline e Issi vão ver-se envolvidas numa misteriosa teia de crime e mistério que irá, novamente, por à prova as suas capacidades de resiliência perante a adversidade.

   Neste novo romance, a autora, no estilo de linguagem fluído e envolvente que já lhe conhecemos, relata com ternura e precisão o relacionamento nem sempre fácil entre uma mãe e a sua filha adolescente, estando Issi em pleno processo de construção da sua identidade, num momento em que se sente entre dois mundos: por um lado, a crise familiar faz com que tenha de reequacionar toda a vivência no núcleo familiar que, até ai, conhecia; por outro lado, começa já a sentir, no seu íntimo, o despoletar de uma personalidade que caminha já em direcção à idade adulta que se aproxima. Bastante realista será a relação de proximidade, confiança e ternura que surgirá entre Issi e a sua avô materna Cassandra, a qual sentirá como um bom porto de abrigo, num momento bastante delicado da vida da jovem.

   Por sua vez, Caroline, após um casamento falhado, tendo a seu cargo a imensa responsabilidade de uma filha adolescente, a vivenciar uma fase problemática, começa a ser alvo do interesse de alguns pretendentes masculinos locais, mas vive um conflito interior ao nível psicológico, na medida em que teme falhar novamente, receando envolver-se com o atraente Jim Thompson, mais jovem do que ela, e temendo magoar Mark Santos (sócio do ex-marido) que assume uma paixão antiga para com Caroline, e que se revela um bom amigo.

   Para condimentar ainda mais a narrativa, a autora soube introduzir, de forma hábil, um toque de crime e mistério, que leva as protagonistas a viverem alguns momentos de alta tensão, enriquecendo bastante a trama, e sendo um ingrediente adicional para motivar a leitura.

   Profundamente sensível, humano, apaixonado e com um rasgo de mistério, uma história do nosso tempo, que alerta também para questões como o conflito de gerações, as dúvidas da transição da adolescência para a idade adulta, e ainda o experienciar da entrada na meia idade, como desafios importantes e próprios do processo de desenvolvimento humano. Questões estas sabiamente tecidas por entre os fios da narrativa.

   Um bom romance para levar consigo nestas férias de verão!

Classificação GooReads Atribuída: 4/5 estrelas


terça-feira, 25 de junho de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Intriga em Monte Carlo", de Elizabeth Adler [Quinta Essência]



Autora: Elizabeth Adler

Edição: Junho de 2013

Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]

Páginas: 428

Saiba Mais detalhes sobre a obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

  Intriga em Monte Carlo corresponde ao terceiro Romance da série do detective Mac Reilly, um delicioso herói bastante humano saído da pena de Elizabeth Adler, com a chancela de qualidade da Quinta Essência.

   Eternamente noivo da intrépida e sensual Relações Públicas Sunny Alvarez, o casal começa este romance em crise, estando Sunny em viagem até Paris, cidade onde pretende passar o período festivo a chorar o seu desaire amoroso, castigando Mac por não cumprir a promessa de casamento, pondo sempre a profissão como detective das Estrelas à frente da relação amorosa com Sunny, que desta vez atingiu o seu limite de paciência.

    Mas o destino acaba por colocar no caminho de Sunny um belo e misterioso desconhecido, o executivo Eddie Johanssen, que, encantando com a beleza exótica de Sunny, lhe recomenda um maravilhoso Hotel em Monte Carlo [Mónaco], onde poderá escapar ao mau tempo da capital Francesa, e repensar a sua relação com Mac.

   Pronto a recuperar o amor de Sunny, Mac pede ajuda ao amigo Ron Perrin [marido da ex-estrela de cinema Allie Ray], e Sunny acaba por pedir também a presença reconfortante da amiga Allie Ray.

  Como aventura é um ingrediente que nunca falta nesta série, em simultâneo aos encontros e desencontros amorosos dos protagonistas, num cenário de sonho como Monte Carlo, começam a suceder-se em vários locais, assaltos a joalharias, que deixam atrás de si um rasto de sangue, terror e morte, tudo em nome da cobiça pelas jóias roubadas. Mac Reilly acabará por ver-se envolvido em mais uma investigação, ainda que esteja mais interessado em recuperar em pleno o amor da sua adorada noiva  - Sunny Alvarez.

   Como é usual, vamos assistindo ao desfilar de antigas e novas personagens fascinantes, num cenário de luxo, numa linguagem fluída e no tom envolvente a que a autora já habituou os seus fãs.

   Procurando afirmar-se como mulher independente, Sunny irá até Bombain, como colaboradora da bela, intuitiva e enigmática Maha Mondragon, uma sofisticada designer de Jóias Indiana que se aloja no mesmo hotel em que Sunny se encontra, e que lhe conquista a confiança, lançado-lhe um novo  desafio.

   Iremos ainda encontrar Kitty Ratte, uma mulher aparentemente dócil, mas que esconde segredos obscuros, e que vive de aparências.

   Acaba por ser também interessante assistir à recuperação psicológica e física de Pru Hilson, amiga de Infância de Allie Ray, que irá reaprender a gostar de si mesma, após ter sido traída pelo marido, revelando dotes de investigação, e encontrando, quem sabe, novas oportunidades de reconstruir a sua vida em pleno. Inicialmente tímida, Pru revelar-se-á uma mulher bastante espirituosa, divertida e perspicaz.
  
   Mais uma vez, Elizabeth Adler soube criar uma aventura em ritmo bastante acelerado, cenários de sonho, crime, perigo e aventura, tudo combinado com doses maciças de mistério, sensualidade e paixão. Um romance ideal para levar na bagagem destas férias, cuja leitura sugerimos seja feita numa esplanada, com uma bebida refrescante...mas prepare-se para apenas pousar o livro quando chegar à última página. Um romance que sabe a gelado exótico e requintado a degustar numa tarde de calor.

   Ler Adler é sempre um prazer renovado!





quarta-feira, 6 de março de 2013

[Renda & Saltos Altos] "Férias em Saint-Tropez", de Elizabeth Adler [Quinta Essência]


Autora: Elizabeth Adler

Título: Férias em Saint-Tropez  [Mac Reilly #2]

Edição: Março de 2013

Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]

Páginas: 508


Crítica por: Isabel Alexandra Almeida / Os Livros Nossos:



   Férias em Saint-Tropez, de Elizabeth Adler, corresponde ao segundo romance da série Mac Reilly, o detective privado de Malibu, famoso devido a um programa televisivo por si conduzido, e por trabalhar com celebridades, desvendando mistérios em ambiente sofisticado.

   O simpático e irresistível Mac Reilly vê-se, desta feita, envolvido em mais uma série de aventuras, tendo de conduzir uma investigação no Sul de França, em Saint-Tropez, quando acreditava que ali iria usufruir de umas românticas, tranquilas e muito merecidas férias na companhia de Sunny Alvarez, a sua eterna noiva [ a sensual Relações Públicas que tenta levar Mac até ao altar, até ao momento, sem sucesso].

   Acreditando que terão umas férias de sonho em Saint-Tropez, Sunny parte para o Sul da França, ali chegando primeiro que Mac, que mais tarde se lhe junta, e ambos acabam por descobrir terem sido vítimas de uma burla, ao terem arrendado uma luxuosa Villa - La Violette, que verificam encontrar-se votada a um quase total abandono, por cuidar, e que, pasme-se foi arrendada para o mesmo período de tempo a vários outros turistas incautos.

   É neste cenário que, a pouco e pouco, acaba por se juntar no mesmo local, um grupo de pessoas bastante diferentes entre si, cada uma delas com uma história para contar.

   Adler esteve brilhante neste romance, ao criar personagens bastante densas e bem construídas, e que consigo transportam dramas, sofrimento, ilusões e desilusões, muitas delas questionando-se a si mesmas e ao rumo que vêem a vida levar. Todos irão descobrir em Saint-Trop (um local de beleza, diversão, consumismo e excessos) novos caminhos a desbravar e mistérios que precisam de ser resolvidos, embora o perigo esteja à espreita.

   Com toques de humor, momentos de paixão, ternura, amizade e muito perigo e suspense, acabamos por ver evidenciados os valores da cooperação, ao assistirmos ao tecer de uma teia de amizades e elos fortes entre este leque de personagens, de forma bastante inesperada.

   Além dos protagonistas, Mac Reilly e Sunny Alvarez, já nossos conhecidos do primeiro livro desta série - De Malibu, com Amor - vamos encontrar nesta trama os seguintes personagens, com maior destaque no decurso da narrativa:

  Nate Masterson, um yuppie de Wall Street, que parte para umas férias naquele local paradisíaco, procurando encontrar-se a si próprio, e estando, quem sabe, em busca de uma nova vida.

  Belinda Lord, a aparentemente estouvada e fútil esposa de um marido rico, poderoso e violento [Jasper Lord], a quem tenta escapar a todo o custo, aproveitando para usufruir de todos os confortos que o dinheiro pode proporcionar.

   Billy Bashford, um Cowboy endinheirado do Texas, que procura reencontrar um novo sentido para a vida, após a recente perda da esposa, e que viaja na companhia da filha - Litle Laureen - uma criança desajeitada, fechada sobre si mesma, que se veste de forma estranha [tem uma colecção de vestidos de ballet de cores garridas] e que atravessa ainda um processo de luto complicado, sendo-lhe difícil lidar com a perda da mãe.

Sara Strange, uma jovem tímida, pobre, bonita, que acaba de sofrer a grande decepção amorosa da sua vida, ao ver-se traída pelo namorado mau carácter, durante as férias, e que trava conhecimento com os hóspedes da villa La Violette.

 Olivier Bertrand, um miúdo solitário, curioso e algo estranho, foi abandonado no Hotel des Rêves [onde os turistas enganados irão instalar-se] e irá travar conhecimento com o grupo de La Violette.

  Todas estas personagens, assim como outras secundárias, sempre secundadas por Mac Reilly, Sunny Alvarez e os seus fiéis cães Pirate e Tesoro, irão ver-se envolvidas numa complexa e perigosa intriga que envolverá roubo de obras de arte, burlas e até mesmo homicídios, um sem número de mistérios a exigir a atenção de Mac Reilly.

   Intercalada com a narrativa principal que envolve investigações de natureza criminal, surge a própria Villa La Violette e a sua proprietária original, misteriosamente desaparecida há uns anos, outrora uma vedeta dos Palcos, uma cantora famosa e admirada por todos os homens que se rendiam aos seus encantos, e que era anfitriã de festas que reuniam naquela casa artistas e até membros da aristocracia britânica.

   Adorei o subtil toque sobrenatural que Elizabeth Adler conferiu a esta história. Será que o fantasma da bela Violette assombra ainda a casa que foi sua? Como explicar o perfume floral que Sunny percepciona tão nitidamente na velha Villa?  E qual o motivo que faz com que a casa seja um tão poderoso foco de atracção para Sunny e várias outras personagens?

   A linguagem é bastante fluída, sendo delicioso ler algumas frases em Francês, que ajudam a construir o ambiente da história em sintonia perfeita com o seu cenário. Como também é típico do estilo desta autora, surgem descrições bastante completas e apelativas das paisagens e das iguarias locais, a fazer-nos sonhar com a nossa presença nos espaço da narrativa, onde impera o glamour próprio daquela região.

   Mas a nota verdadeiramente especial neste livro, é , a meu ver, a amizade que vemos florescer entre as duas crianças - Olivier Bertrand e Litle Laureen, é enternecedor assistir a uma transformação pela positiva nestas duas personagens, que se ajudam mutuamente e de forma espontânea e pura, como só as crianças conseguem fazer, a recuperar a alegria de viver, e a aprenderem a viver em sociedade, conquistando a sua auto-estima, até então, perdida.

   Em suma, prepare-se para viajar até Saint-Tropez, e sentir-se parte numa investigação perigosa mas fascinante,num cenário de luxo. Suspense, Luxo, glamour, amor,  paixão, cobiça, crime,  mistério, ternura. Tudo boas razões para que apenas consiga pousar este livro após ter virado a sua última página. Delicioso!






   

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

[Opinião] "Lua de Mel em Paris", de Elizabeth Adler [Quinta Essência]

 
Autora: Elizabeth Adler
 
 
Título Original: The Last Time I Saw Paris
 
Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]
 
Edição: Janeiro de 2010 [5ª edição Novembro de 2012]
 
Páginas: 279
 
 
Sinopse:
Paris, a cidade mais romântica do mundo, é palco de luas-de-mel de sonho e de paixões recentemente descobertas. E para Lara Lewis é o lugar onde ela e o marido viveram o amor no seu melhor. Mais de vinte anos depois, Lara deseja reacender a chama do seu casamento e planeia uma aventura romântica para os dois: reconstituir todos os momentos da sua idílica lua-de-mel em Paris e pela França, visitar os mesmos lugares, comer nos mesmos restaurantes, explorar as mesmas aldeias mágicas. Porém, quando o marido lhe diz, à última hora, que existe outra mulher na sua vida, o coração de Lara quase se estilhaça em mil pedaços.
Algures na estrada da vida, Lara perdeu-se a si própria. Agora, terá de descobrir um novo rumo para a sua existência. Inesperadamente, Lara dá um passo ousado e convida um homem, mais novo e com quem ela acaba de se envolver, para fazer a tão desejada segunda lua-de-mel. O que se segue é a história de dois apaixonados errando pela França numa louca aventura romântica, que se inicia com voos perdidos e bagagem extraviada e termina como sendo a viagem de uma mulher para se encontrar a si própria e ao amor que lhe escapou a vida inteira.
Lua-de-mel em Paris é uma incursão apaixonante pelos sabores, sons, paisagens e aromas de França e a história de uma mulher que se reconcilia com o seu passado e se converte na mulher que sempre desejara ser.
 
Crítica por Isabel Alexandra Almeida/ Blog Os Livros Nossos:
 
   Com Lua de Mel em Paris Elizabeth Adler traz-nos um Romance bastante leve, de fácil, rápida e envolvente leitura, mas que, ainda assim, nos dá a oportunidade para uma reflexão acerca do sentido da vida e das consequências mais ou menos positivas que podem advir das opções que tomamos.
  
   Apresentando um núcleo bastante reduzido de personagens, a acção decorre de modo bastante dinâmico, o que torna o livro bastante viciante.
 
   A personagem central - Lara Lewis - é uma mulher de meia-idade [45 anos], da classe média alta, casada com um agora conceituado Pediatra - Bill Lewis - é mãe de dois filhos jovens adultos, casada há 25 anos, defronta-se com o fantasma de um casamento em crise.
 
   Ao saber que Bill mantém um romance extra-conjugal com a sua bela Assistente - Melissa Kenney - Lara teme pelo fim do casamento e pelo desmoranar do seu projecto de vida, enquanto mãe de família e esposa dedicada do Dr. Bill Lewis, reconhecendo que deixou para trás as suas hipóteses de construção de uma carreira, tendo-se anulado enquanto ser humano com identidade e projectos pessoais próprios.
 
  Bill, arrogante, prepotente, snob, workaholic e, mais recentemete, infiel, adia a viagem de segunda Lua de Mel em França, recusando-se a acompanhar Lara, e viajando para Pequim com a amante e Assistente Melissa.
 
   É no seu refúgio de Praia, na Costa de Carmel, que Lara irá conhecer O construtor Civil Daniel Holland, com o qual se irá envolver e, numa decisão impulsiva, convida-o para a acompanhar a França na viagem em que, sem que o jovem amante saiba, irá repetir dentro do possível a Lua de Mel que havia tido com Bill, há 25 anos atrás, e que recorda como mágica e romântica.
 
   Nesta volta de 180 graus que vê a sua vida dar, Lara conta com o apoio incondicional das suas amigas de sempre, Delia, Susie e Vannie, que a incentivam a ir para França, e que não se mostram chocadas com o aparecimento de Daniel Holland na vida de Lara, dando a sua aprovação ao romance.
 
   E assim, Lara e Daniel partem numa aventura romântica em direcção a Paris e a várias  outras regiões de França, enfrentando alguns contratempos, à medida que Lara tenta redescobrir o seu "eu" perdido, numa viagem introspectiva, que os leitores vão acompanhando a par e passo.
 
   Nesta sua viagem de (re)descoberta, Lara procura enfrentar a dura realidade que a espera, quando regressar a casa, e reconhece que a sua vida pode não ter passado de uma questão de aparências, com base no que se entende ser socialmente correcto.
 
   Aos 45 anos, com algum peso a mais, uma certa ingenuidade, e após uma vida inteira de regras e convenções sociais e inibições, estará Lara à altura de se descobrir a si mesma, e se reconstruir, assumindo, finalmente, o papel de protagonista da sua própria vida?
 
   E Daniel Holland, um jovem, belo e Modesto construtor Civil, que ajudou a criar os seus irmãos como de filhos se tratassem, estará verdadeiramente apaixonado por Lara e disposto a ajudá-la neste novo percurso de vida, ou tudo não passará de uma paixão forte mais passageira? Irão ambos saber conciliar as divergências decorrentes das suas histórias de vida e diferença geracional?
 
  A resposta a esta e outras perguntas caberá às leitoras descobrir, enquanto vão desvendando as maravilhas gastronómicas e paisagísticas de França, que Adler tão bem sabe descrever, transportando mentalmente o leitor para os locais onde se encontram as personagens.
 
  Escolhas, traição, romance, aventura, introspecção e redescoberta, a que se somam as belas paisagens de França e todo um modo de vida tão típico deste país. Uma boa proposta para presente de Natal, que lhe trará umas boas horas de descontracção.
 
Recomendamos esta leitura!
 
 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

[Gostámos] "De Malibu, Com Amor", de Elizabeth Adler






Sinopse

Quando o detetive privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma. Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele. Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade. É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca. Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma atriz que só quer desaparecer...

Opinião 

Tomei conhecimento deste livro através da divulgação de outros blogues. Os que lêem as opiniões que formulo, sabem que dou primazia à capa e à sinopse e ambas agradaram-me soberanamente. Aliás, as capas portuguesas desta autora são simplesmente “de comer e chorar por mais”. 

Os capítulos pequenos permitem uma leitura rápida, mas confesso que demorei um pouco mais do que habitual. Pura e simplesmente, por preguiça. 

Adorei as descrições leves sobre os locais geográficos paradísiacos (Malibu, França, Itália…) e as personagens. Já tive o prazer de ir a Paris, mas também adorava ir até Itália e Los Angeles, neste caso, Malibu (ok, se pudesse, viajaria para todo o lado! Quem não o faria, não é?) e comprovar com os meus próprios olhos o glamour de que tanto falam. 

Gostei da relação de Mac Reilly e Sunny Alvarez, que apesar de romântica, tem as suas picardias bem realçadas. Sunny espera, de uma forma obsessivamente engraçada, que Mac se decida a avançar na relação, mas neste caso, o ditado popular “Quem espera sempre alcança” não se aplica. Pelo contrário, “Quem espera, desespera” assenta que nem uma luva. 

O casal vê-se envolvido numa trama, na qual também figuram, Allie Ray, a “namoradinha da América”, o seu marido, Ron Perrin e a mulher misteriosa que aponta a arma a Mac.  Adorei as personagens Ron e Allie e notei no blogue “As Histórias de Elphaba” que a administradora referiu que “após uma breve pesquisa por curiosidade, verifiquei fazerem parte de outros romances já publicados pela autora, o que faz todo o sentido.”. Isto ainda me deixou mais curiosa. A vocês, não?

Outro ponto que me fez gostar ainda mais da autora foi o facto de não rondar apenas os investigadores principais, Mac e Sunny. Ao longo do livro, foi alternando, entre os capítulos, os passos de todas as personagens, tendo o cuidado de não revelar em demasia.

O estilo da escrita da autora é descritiva q.b., dotada de diálogos cómicos, atrevidos, sérios, com suspense e alguns que nos fazem pensar na nossa existência. Estes últimos, passo a explicar melhor. A vida de uma pessoa famosa não é caracterizada unicamente pela fachada de “conto de fadas” que fazem questão de transparecer ao público. Tão depressa pode ser repleta da brilhantina do sucesso, como do vazio, pelo qual, a solidão de uma vida sem qualquer privacidade é responsável. E a determinada altura, por desespero, acredito que as figuras públicas ponderem sobre questões existenciais e prefiram o anonimato, como se verifica na história. 

Houve um aspecto que me intrigou e desiludiu um pouco, ao mesmo tempo. A sinopse refere um assassino e apenas no último terço do livro vemos isso a acontecer. Isso despertou-me a curiosidade, mas houve alturas em que fiquei aborrecida por não ver um maior desenvolvimento desse aspecto. Entendi por que assim foi e admito que o meu desagrado talvez se deva à minha impaciência e curiosidade desmedidas. Vou pegar nas palavras da Isabel, de uma conversa que tivemos, este romance tem ainda uma componente que o torna mais desejável que não se vê muito nos seus outros romances: a investigação e suspense.

Gostei do desfecho da história. Lembrei-me agora da máxima “tudo está bem quando acaba bem”. Ora, não vou revelar o final, mas embora não tenha sido pesaroso para as personagens principais, é óbvio que algumas não escaparam incólumes e intocáveis. E mais, não digo.

Ivonne